Dr. Marcos Britto da Silva - Ortopedia, Traumatologia e Medicina Esportiva: Feedburner Ortopedista RJ

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  • Caminhadas e Obesidade

    Posted: Tue, 07 Dec 2010 21:28:00 +0000
    Pessoas que estão muito acima do peso podem caminhar ?
    Sim, podem caminhar. Caso você tenha engordado rapidamente sugiro que caminhe pouco todos os dias e realize exercícios em academia e atividades na água. 
    Para emagrecer é importante gastar mais energia do que comemos. O sobre peso provoca uma sobrecarga mecânica nas articulações dos membros inferiores, antes de fazer longas caminhadas faça hidroginástica, natação e academia, seu joelho vai agradecer no futuro. Quando estiver um pouco mais magro inicie caminhadas mais longas.


    Não tenho tempo para caminhar nem fazer ginastica.
    Para perder peso não tem segredo. Engordamos porque comemos mais do que gastamos de energia ao longo do dia. Nos mantemos gordos porque comemos a mesma quantidade de energia que gastamos ao longo do dia. 
    Ser gordo não é fácil, se descuidarmos emagrecemos! 
    Dicas: passe a descer do ônibus dois pontos antes, suba as escadas não use o elevador, levante da cadeira a cada hora e caminhe 5 minutos.
    Caminhe, nade ou tome banho de piscina nos finais de semana. Se você não puder fazer caminhadas ou mais atividades físicas não tem outro modo: coma menos!



    Dr. Marcos Britto da Silva
    Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
    Rio de Janeiro, RJ, Brasil
    atualizado em 13/09/2010
  • O que Fazer após uma Emergência Ortopédica ?

    Um acidente sempre é uma coisa traumática. Cuidar de uma pessoa que acabou de acidentar-se é difícil para um leigo.  Abaixo algumas dicas úteis
    .
    Pare o sangramento: A melhor maneira de interromper um sangramento é com o dedo indicador, o dedo indicador é capaz de interromper o sangramento em todas as artérias do corpo com a excessão da artéria Aorta, que precisa do indicador e do polegar! 
    use uma luva e pressione o local que está sangrando durante 8 a 10 minutos continuamente, isso é suficiente para parar a maioria dos sangramentos do dia a dia.

    Evite torniquetes, o torniquete causa uma isquemia muito grande e caso seja usado por muitas horas pode provocar a perda do membro. Em casos de amputação traumática de parte do corpo o uso do torniquete pode salvar a vida do paciente e deve ser usado. Portanto evite torniquetes em lesões pequenas e use o torniquete em lesões graves.

    Fechamento da ferida: Cubra as feridas com tecidos estéreis de preferência gase estéril, se não estiverem disponíveis use tecidos brancos de algodão limpos e passados.

    Imobilize a região: faça uma imobilização provisória com tiras de papelão nos membros inferiores ou tipoia para os membros superiores. Se o local que você estiver não possuir recursos abra o botão da camisa e coloque a mão junto do tórax e no caso dos membros inferiores passe o cinto ao redor dos pés, tornozelos e joelhos de modo que uma perna sirva de suporte para a outra

    Remoção do paciente: Leve o paciente para o hospital imobilizado em uma prancha de madeira, ( uma porta por exemplo) Todo paciente com acidente de carro até prova em contrário tem lesão na coluna cervical e deve ser manipulado somente por pessoas que conheçam as manobras de estricação. Todo paciente vítima de acidente que apresente lesões no pescoço, face e crânio pode ter lesado a coluna cervical e deve imobilizar a região até ser radiografado.

    Dr. Marcos Britto da Silva
    Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
    Rio de Janeiro, RJ, Brasil
    atualizado em 06/12/2010


  •  Estatinas, Sinvastatina e Dor Muscular

    Posted: Fri, 03 Dec 2010 14:09:00 +0000
    Com a maior preocupação com a qualidade de vida e com a maior sobrevida da população casa vez mais os médicos prescrevem medicamentos para a baixar os níveis de colesterol. ( hipolipemiante) Esses medicamentos são chamados estatinas e uma das mais usadas e a sinvastatina.

    O que são as estatinas?
    As estatinas são drogas usadas no tratamento das dislipidemias, com estudos comprovando sua ação na redução da mortalidade por doença cardiovascular. Seus benefícios são independentes de sexo ou idade, sendo usados tanto na prevenção primária quanto na secundária de doença cardiovascular.

    Nomes comerciais da sinvastatina: 
    CLINFAR, Vaslip, DIOCOMB, SINVASCOR, SINVASTACOR, SINVASTATINA,  ZOCOR

    A sinvastatina causa dor muscular?
    Sim, atualmente a sinvastatina e os outros medicamentos para abaixar o colesterol são uma das principais causas de mialgia (dor muscular)

    A sinvastatina causa dor muscular em todos os casos?
    Não, muito pacientes usam sinvastativa por muitos meses e anos e não tem mialgia. Porém esses pacientes podem apresentam episódios de dor muscular quando fazem uso de outros medicamentos associados, principalmente medicamentos inibidores da enzima P450. Há uma maior change de complicação em pacientes que usam doses maiores e em associação com outros medicamentos.

    A atividade física pode piorar o quadro de dor muscular em usuários de estatinas?
    Sim, uma das maneiras de tratarmos o poliartralgia e as dores generalizadas é com a atividade física e alguns desses pacientes podem apresentar mialgia quando em uso de estatinas.

    Existem outras complicações musculares com o uso de sinvastatina ?
    Sim, existem relatos ( pouco frequentes) na literatura de rabdomiólise.

    O que é a rabdomiólise?
    A rabdomiólise é um possível efeito colateral do uso das estatinas, e consiste em necrose muscular com liberação de constituintes musculares na circulação. A severidade dos casos varia desde elevações enzimáticas leves sem mialgia, assim como dores musculares sem elevações enzimáticas, até casos severos de insuficiência renal aguda e óbito. Além da estatina, a rabdomiólise pode ser causada por politrauma, exercícios físicos extenuantes, doenças metabólicas, viroses, toxinas ou induzidas por outras drogas. esmagamento de várias partes do corpo como nos soterramento após terremotos.

    Resumindo
    Síndromes de miopatia associadas ao uso de estatinas variam desde mialgias simples até rabdomiólise associada à insuficiência renal aguda. O uso de estatinas deve ser feito somente sob orientação médica e o paciente deve informar a todos os médicos que usa estatina antes de iniciar  um tratamento com o uso de outros medicamentos.

    Dr. Marcos Britto da Silva
    Ortopedista, Traumatologista, Médico do Esporte
    Rio de Janeiro, RJ, Brasil
    atualizado em 03/12/2010.
    Dr. Marcos Britto da Silva - http://www.marcosbritto.com Consultório:
  • Câimbras e contratura muscular

    Posted: Thu, 02 Dec 2010 12:47:00 +0000
    O que é a Câibra?
    A Cãibra ou Câimbra é uma contratura muscular espontânea (espasmo muscular), involuntária, violenta, causada por despolarização das placas motoras devido ao por acúmulo de metábólictos produzidos durante a contração múscular anaeróbica.

    Qual a diferença entre câimbra e espasmo muscular?
    A cãibra é um espasmo muscular violento, involuntário e agudo, porém podemos ter um quadro mais leve e menos agudo e a isso chamamos espasmo muscular.

    Qual a relação entre a contratura muscular o espasmo muscular e a caimbra?
    Todas são patologias musculares que provocam a contração do músculo. como dito anteriormente a cãimbra é um espasmo muscular agudo ( intenso, violento) já a contratura muscular é a contração prolongada da musculatura. Imagine que o músculo teria uma cãimbra porém leve, só que no caso da contratura esse espasmo da musculatura ( contração múscular) permanece durante vários horas ou dias. Ou seja a contratura muscular e uma contração continuada do músculo e a Cãimbra é um episódio agudo que dura poucos minutos e é muito intensa.

    Quais os sintomas da Câimbra e da contratura múscular?
    No caso da cãimbra ocorre uma contração involuntária, muito intensa que necessita se ajuda para manter o músculo alongado. a Contratura muscular apresenta o músculo endurecido ( contraturado).

    O desequilíbrio de eletrólidos pode causar cãimbra e espasmos musculares?
    Sim, a mudança da concentração de eletrólitos e ácido lático provocam contratura muscular, o principal ion ligado a contração muscular é o cálcio, porém o Na ( sódio), K ( potássio) e Mg ( magnésio)

    Banana e água de coco fazem bem  para os músculos, previnem e tratam a cãimbra?
    Paciente em uso de diurético pode ter desequilíbrio hidro-eletrolítico, porém, caso os eletrólitos estejam normais no sangue, esses alimentos não mudam o quadro de caimbra.

    Qual o papel dos isotônicos?
    Exercícios extenuantes requerem uma hidratação com isotónico para prevenir as contraturas musculares a importância dos isotónicos aumenta ainda mais nos dias quentes.

    Qual a melhor HIDRATAÇÃO durante a corrida ?
    Começar sua corrida com o corpo pré hidratado. Tomar aproximadamente 300 ml de liquido isotónico 10 a 15 minutos antes de iniciar a corrida. Você pode perder entre 180 a 360 ml de líquido a cada 20 minutos de corrida, você deve beber 300 a 400 ml de líquido isotónico a cada 20 a 30 minutos ao longo de sua rota. Essas dicas se aplicam a todas as atividades físicas intensas. Durante o verão esse consumo pode aumentar. use a diga da balança descrita abaixo para ajudá-lo.
    Importante pesar-se antes e depois das atividades físicas. Para cada 0,5 kg que você perder, beber aproximadamente 500 ml de líquido isotónico.
    Após a primeiros dias você passa a conhecer seu consumo de líquidos e dessa maneira faz a reposição durante a prática de exercício.

    Cãibra pode ser sintoma de uma doença grave?
    As contrações musculares espontaneas atípicos podem ser sintoma de um desequilíbrio hidro eletrolítico que está presente em algumas doenças. Atenção a contratura dos masseteres ( não consegue abrir a boca por espasmo dos músculos que fecham a boca) nesse casos você deve procurar um médico clínico imediatamente.

    Porque surgem câimbras noturnas?
    A contratura muscular devido ao acúmulo de substratos da contração muscular anaeróbia não necessariamente ocorre no momento da atividade física. Essas cãimbras podem estar relacionadas também a alterações metabólicas e frequentemente a problemas vasculares. Menos sangue chegando ao músculo obriga que esse faça atividade anaeróbia mesmo em atividades simples do dia a dia.

    Qual o papel da massagem no tratamento da câimbra?
    A massagem suave promove analgesia e ajuda no tratamento após o episódio de câimbra e contraturas musculares. No momento exato da câimbra o tratamento deve ser alongamento suave do músculo para impedir que ele fique em contração completa. A permanência em contração completa por vários segundos  leva a piora da câimbra e piora muito a dor após o episódio do espasmo. Quando o paciente descobre isso ele muitas vezes consegue evitar a câimbra simplismente mantendo o músculo alongado ao primeiro sinal de que o músculo irá entrar em espasmo.

    O que é miofasciculação?
    A mio fasciculação é uma contração muscular repetida.  Os músculos contraem em espasmos de pequena intensidade e repetidos. A miofasciculação é mais frequente nas lesões neurológias de desnervação muscular. Porém podem ocorrem espontaneamente em parte de um músculo sem uma causa aparente ( quando você olha parte da perna ou do braço estão mexendo sozinhos).

    O que blefaro espasmo?
    É a mio fasciculação que ocorre nas palpebras, a palpebra se mexe espontaneamente como se o paciente estivesse quase discando o olhos involuntariamente.

    Dr. Marcos Britto da Silva
    Ortopedista, Traumatologista, Médico do Esporte
    Rio de Janeiro, RJ , Brasil
    atualizado em 02/12/2010.
  • Reumatismo nos Ossos

    Posted: Thu, 25 Nov 2010 11:39:00 +0000
    O que é reumatismo no Osso?
    O reumatismo ou doença reumática é uma doença das articulações, porém comumente as pessoas se referem ao reumatismo nos ossos querendo dizer que tem Artrite ou artrose. Abaixo resposta a algumas perguntas frequentes sobre esse tema no consultório do ortopedista.

    O que é artrite ?
    A Artrite é literalmente " inflamação da articulação". usamos em geral o termo artrite nas patologias inflamátorias das articulações. ( exemplo artrite reumatóide, artrite psoriática ) e também nas patologias infecciosas ( artrite séptica, artrite gonocócica )

    O que é artrose ?
    A artrose é um tipo de artrite. A artrose também é conhecida como osteoartrose ou osteoartrite.
    Temos dois tipos básicos de artrose: a artrose primária e a artrose secundária.
    A Artrose Primária é uma forma de artrite que ocorre com o envelhecimento natural, portanto é uma desgaste natural na articulação que ocorre com o envelhecimento.
    Já a artrose Secundária ocorre secundariamente a um trauma articular .
    A artrose é mais frequente nas articulações dos membros inferiores ( joelhos, quadris e tornozelo ) essas articulações são submetidas a um stress maior devido a sustestação do peso corporal, porém, ela também ocorre nos membros superiores e na coluna vertebral.
    Em outras formas de artrite, como a artrite reumatóide, a articulação torna-se inflamada como parte de um processo de doença que afeta todo o organismo. Estas artrites em geral são causada por um processo autoimune.
    Alguns outros tipos de artrite são: Artrite Reumática, Artrite psoriática, espondiloartropatias seronegativos, artrite por deposição de cristais ( Gota) e artrite séptica ( infeção dentro da articulação), etc.
    A artrite é uma das principais causas de absenteismo no trabalho e causa deficiência em muitas pessoas. Embora a artrite seja uma doença mais comum em adultos, as crianças também podem ser afetadas

    Qual a Anatomia das articulações na Artrite?
    Artrite é uma doença das articulações. Uma articulação é onde a extremidade de dois ou mais ossos se movem. A articulação do joelho, por exemplo, é formado entre os ossos da perna (Tíbia e Fíbula) e o femur. O quadril é o lugar onde a cabeça femoral se articula com uma parte côncava da bacia chamada acetábulo.
    A artrite afeta principalmente a cartilagem articular causando o seu desgaste. A cartilagem articular normal apresenta uma superfície muito lisa e é banhada por um liquido espesso semelhante a um óleo (liquido sinovial), essas caracteristicas permitem aos ossos um movimentação com pouquissimo atrito. Quando essa superfície articular envelhece ( artrose) perde suas caracteristicas físicas e pode surgir dor, edema, sinovite (inchaço ou agua no joelho) e crepitação ( pequenos estalos e rangidos durante o movimento articular)
    Um tecido cartilaginoso cobre toda a extremidade dos ossos em uma articulação. A cartilagem articular permite o movimento sem o atrito que seria causado caso o osso ficasse em contato com o outro osso.
    A sinóvia é uma membrana que envolve as articulações e produz um fluido que também contribui para a redução do atrito e desgaste em uma articulação ( liquido sinovial ).
    Os Ligamentos juntam os ossos e manter a articulação estável.
    Músculos e tendões sadios são fundamentais para um movimento articular indolor.

    Quais as causas da artrite?
    Existem duas grandes categorias de artrite. O primeiro tipo é causado pelo uso e desgaste na cartilagem articular (Artrose), isso ocorre no processo de envelhecimento natural, através do uso constante ou através do trauma (artrite pós-traumática ou artrose secundária). O segundo tipo é causado por uma série de processos inflamatórios. Independentemente da causa: se a partir de lesões traumáticas, desgaste normal ou doença autoimune, a articulação torna-se inflamada, causando: inchaço, dor e rigidez. Esse processo pode ser temporário pois a inflamação é uma das reações normais do organismo a ferimentos ou doenças. Uma articulação com artrose, porém, pode permanecer com inflamação por muito tempo e apresentar incapacidade permanente.

    Qual a História Natural da Artrose ?
    O tipo mais comum de artrite é a Artrose, outros nomes usados são: osteoartrite ou Osteoartrose. A artrose é o resultado do trauma ou da degeneração da cartilagem que ocorre com a idade. A osteoartrite é muitas vezes mais dolorosa em articulações que suportam peso, como o joelho, quadril, tornozelo e coluna porém articulações do membro superior como: punho, cotovelo, ombro podem apresentar dor intensa em alguns casos.
    As articulações mais usadas no trabalho, no esporte, as articulações que foram danificados a partir de fraturas ou outras lesões podem mostrar sinais precoces de osteoartrose.
    Outras doenças que lesionam ou sobrecarregam a cartilagem articular também podem levar a osteoartrose. Na osteoartrose, a cartilagem que cobre o osso diminui gradualmente a medida em que se desgasta. Em muitos casos, ocorre crescimento de osteófitos nas extremidades do osso. Os Osteófitos são chamados de "esporões". Esses esporões se desenvolvem nas bordas das articulações osteoartríticas ou na inserção se ligamentos no osso. Os osteófitos pofem aumentar com a progressão da artrose e com o envelhecimento natural.
    O osso com artrose pode tornar-se duro e firme (osso esclerotico). A articulação se torna inflamada, causando dor e inchaço. O uso continuado da articulação se torna é doloroso. A dor na artrose ocorre principalmernte pela manhã, melhora com a movimentação ( “a articulação esquenta”) piora no final do dia e também nos dias frios.
    Outra caracteristica da dor é surgir após períodos de inatividade. Exemplo a dor surge quando se está sentado algum tempo e ficamos em pé e começamos a caminhar.

    Quais as articulações mais acometidas pela artrose?
    As articulações do membro inferior são mais acometidas pela artrose que as dos membros superiores. O Quadril e joelho principalmente. O tornozelo e o pé também apresentam artrose porém muitas vezes os sintomas dos joelhos são mais intensos. O ombro apresenta artrose porém numa incidencia bem menor que o Joelho e Quadril.

    O que é a Artrite Reumatóide?
    A artrite reumatóide é uma doença autoimune de longa duração. Estima-se que 1% da população em todo o mundo têm artrite reumatóide. As mulheres tem três vezes mais probabilidades de apresentar a doença do que os homens. O desenvolvimento de artrite reumatóide diminui com a idade. A artrite reumatóide afeta muitas partes do corpo, mas principalmente as articulações. O sistema imunitário, que normalmente protege o corpo, começa a produzir substâncias que atacam o organismo. Na artrite reumatóide, a sinovia incha e invadir tecidos circundantes. Substâncias químicas são produzidas e atacam e destroem a superfície articular. A artrite reumatóide pode afetar tanto grandes como pequenas articulações do corpo e também a coluna vertebral. Inchaço, dor e rigidez geralmente se desenvolvem, mesmo quando a articulação não é utilizada. Em algumas circunstâncias a artrite juvenil pode causar sintomas semelhantes em crianças.

    Como é feito o diagnóstico da Artrite Reumatóide?
    A Artrite Reumatóide é diagnosticada através de uma cuidadosa avaliação dos sintomas e um exame físico. Raios-X são importantes para mostrar a extensão de qualquer dano para a articulação. Exames de sangue e outros exames laboratoriais podem ajudar a determinar o tipo de artrite. Algumas dos sintomas da artrite incluem: Fraqueza e atrofia dos músculos Sensibilidade ao toque Limitada capacidade de mover a articulação passivamente (com assistência) e ativamente (sem ajuda). Os sinais mais frequentes são articulações e dolorosas Um sentimento de atrito ou som de ranger (crepitação) com o movimento Dor quando pressão é colocada sobre a articulação ou quando a articulação é movimentada.

    Quais Medicamentos são usados para tratar a artrite reumatóide?
    Analgesicos e antinflamatorios podem ser utilizados para controlar a dor e a inflamação nas articulações.
    Esses medicamentos, chamados anti-inflamatórios, incluiem aspirina, ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco, nimesulida, etc. podem ser eficazes no controle da dor. Um médico irá escolher uma medicação, tendo em conta o tipo de artrite, a sua gravidade, e o estado geral da saúde física do paciente. Os doentes com úlceras, asma, doenças renais, hepáticas ou cardíacas, por exemplo, podem não ser capaz de tomar todos os tipos de medicação. Injecções de cortisona intrarticulares podem temporariamente ajudar a aliviar dor e o inchaço. É importante saber que injeções repetidas e freqüentes na mesma articulação pode danificá-la, causando efeitos secundários indesejáveis. Viscosuplementação ou injeção de ácido hialurônico são preparados que pode também ser útil na lubrificação das articulações e apresentando menos efeitos colaterias. Isto é normalmente realizada no joelho.

    Qual o melhor Exercício para tratar a artrite?
    Bengalas, muletas, andadores, ou splints podem ajudar a aliviar o stress e a tensão sobre articulação artrítica. Aprender métodos de realização das atividades cotidianas, que são menos estressantes para as articulações dolorosos também podem ser úteis. Alguns exercícios e fisioterapia podem ser utilizados para diminuir a rigidez e reforçar os músculos enfraquecidos em torno da articulação. As atividades sem impacto são uma boa opção.

    Quando está indicado Cirurgia para tratar a artrite?
    Em geral, um cirurgião ortopedista irá realizar cirurgia para artrite quando outros métodos de tratamento não operatório falharam no alivio a dor e de outros sintomas. O principal fator para indicar cirurgia é uma qualidade de vida ruim. Vida é movimento, movimento é vida. Quando o paciente não consegue realizar as atividades do dia a dia que lhe dão prazer devido a dor a cirurgia é uma opção razoável. Ao decidir sobre o tipo de cirurgia, o médico e o paciente terão em conta o tipo de lesão, a sua gravidade, e a condição física do paciente.

    Qual a melhor cirurgia para tratar a artrite?
    Não é possível determinar qual a melhor cirurgia pois usamos uma cirurgia para cada caso, as cirurgias mais comuns são:  
    • A remoção da sinóvia doente.
    • Substituição da cartilagem doente por cartilagem sadia retirada do próprio paciente (transplante entre articulações)
    • Osteotomias peri articulares (osteotomias = cortes ósseos que permitem mudar o alinhamento das articulações)
    • Artrodese - Fusão das extremidades dos ossos da articulação, usada somente em casos de doença isolada da articulação.
    • Artroplastias (próteses) cirurgia para substituir a articulação (Artroplastia parcial ou total)
    Alguns tipos de lesão na cartilagem também podem ser tratadas com enxertos autólogos de cartilagem. No primeiro procedimento o cirurgião retira cartilagem sadia do próprio paciente e implanta essas essas células numa cirurgia. Essas células são cultivadas em latoratório e essa tecnologia já está disponível no Brasil. Alternativamente podemos implantar células tronco retiradas da medula óssea e também cultivadas em laboratório.

    Tratamento de Longo Prazo.
    Na maioria dos casos, pessoas com artrite podem continuar a exercer atividades normais da vida diária. Programas de exercício, anti-inflamatórios e a redução de peso para pessoas obesas são medidas comuns para reduzir a dor, a rigidez e melhorar a função.
    Em pessoas com graves casos de artrite, a cirurgia ortopédica pode proporcionar muitas vezes um alívio dramáticas da dor e restaurar a função naquela articulação
    Alguns tipos de artrite, como a artrite reumatóide, são frequentemente tratadas por uma equipe de profissionais de saúde. Esses profissionais podem incluir reumatologistas, físioterapeutas e terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, especialistas de reabilitação e o ortopedista.

    Dr. Marcos Britto da Silva
    Ortopedista, Traumatologista, Médico do Esporte
    Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
    Atualizado em 09/11/2010.
  • Fibromialgia e Dor Crônica

    Posted: Mon, 22 Nov 2010 13:49:00 +0000
    O que é a fibromialgia?
    A Fibromialgia é uma condição clínica caracterizada pela ocorrência de dor músculo-esquelética generalizada crônica e pontos dolorosos (tender points) na ausência de processos inflamatórios articulares ou musculares. 
    Quando surgiu o diagnóstico de Fibromialgia?
    A síndrome fibromiálgica (SFM) é reconhecida desde meados do século XIX. Gowers, em 1904, sugeriu o termo “fibrosite” para cognominar as síndromes dolorosas musculares regionais Várias denominações como “fibrosite”, reumatismo muscular, miofascites, mialgia, síndrome dolorosa miofascial foram adotadas. Yunus et al. (1981) propuseram o termo “fibromialgia” para denominar “fibrosite”, pois nesta entidade não há inflamação tecidual, apenas dor muscular difusa, relacionada a outras anormalidades do sistema nervoso central (SNC).
    Quais as caracteísticas da fibromialgia?
    Estudo multicêntrico revelou que a combinação de dor difusa, bilateral, acima e abaixo da cintura, nas extremidades e no esqueleto axial e, pelo menos, a identificação clínica desses pontos favorece o diagnósticos de fibromialgia. Esses pontos dolorosos  estão relacionados com depressão, fadiga e anormalidades do sono. A ocorrência da Fibromialgia independe de idade, nível socio econômico e cultural dos indivíduos.
    Como é o quadro clinico da fibromialgia?
    As dores musculares generalizadas são sintomas característicos da fibromialgia Entretanto, rigidez matinal, fadiga, anormalidades sensitivas, neurovegetativas, cognitivas e de qualidade do sono, cefaléia, hipersensibilidade ao frio, hiperemia cutânea, dismenorréia, síndrome de cólon irritável, cistite de repetição, fenômeno de Raynaud, ansiedade e depressão podem ou não associar-se a elas.
    Como é feito o diagnóstico da Fibromialgia?
    O diagnóstico da Fibromialgia é clínico. Não há evidências de anormalidades laboratoriais ou radiológicas. Os critérios diagnósticos da fibromialgia sugeridas são:
    • História clínica: dor crônica generalizada localizada no hemicorpo direito e esquerdo, acima e abaixo da cintura, além do eixo axial (regiões da coluna cervical, face anterior do tórax, coluna dorsal e/ou coluna lombar)
    • Exame físico: ocorrência de dor à palpação digital com 4 kg/força/cm2 em áreas denominadas de pontos dolorosos (tender points) 
    1. inserção dos músculos suboccipitais na nuca;
    2. ligamentos dos processos transversos da quinta a sétima vertebra cervical;
    3. bordo rostral do trapézio;
    4. músculo supra-espinhoso;
    5. junção do músculo peitoral com a articulação costocondral da segunda costela;
    6. área situada dois centímetros proximais ou distais ao epicôndilo lateral do cotovelo;
    7. quadrante látero-superior da região glútea, distal à espinha ilíaca;
    8. inserções musculares no trôcanter femoral; 
    9. região situada dois centímetros rostralmente à linha articular do côndilo medial do fêmur.
    Existe diagnóstico diferencial com fibromialgia?
    Sim, O diagnóstico diferencial da fibromialgia inclui a síndrome dolorosa miofascial (SDM), as poliartrites, as polineuropatias periféricas o hipotireoidismo e a polimialgia reumática, dentre outras condições.Várias outras afecções podem constituir comorbidades com a fibromialgia, incluindo a depressão, a síndrome do cólon irritável, as cefaléias e a síndrome da fadiga crônica. 
    Qual a relação entre depressão e fibromialgia?
    Aproximadamente 25% dos doentes com fibromialgia apresentam depressão maior e 50% história de depressão em algum período da vida. Os sintomas de depressão incluem fadiga, desânimo, falta de energia, alterações do sono e dor crônica.
    Qual a relação entre doença reumática e fibromialgia?
    Algumas afecções reumatológicas como artrite reumatóide (AR), síndrome de Sjögren ou lúpus eritematoso sistêmico (LES) podem apresentar-se inicialmente como dor difusa e fadiga. Nestes casos, a fibromialgia pode coexistir.  Cerca de 12% dos doentes com Artrite Reumatoide, 7% dos doentes com osteoartrose e 22% dos casos de Lupus Eritematoso Sistêmico apresentam associadamente fibromialgia. 
    Qual a relação entre fibromialgia fenômeno de Raynaud e outras afeções reumáticas?
    Cerca de 20% a 35% dos doentes com fibromialgia apresentam fenômeno de Raynaud e secura da mucosa ocular e oral sugerindo síndrome de Sjögren. A polimialgia reumática pode apresentar-se de modo similar à fibromialgia Naquela condição os pontos dolorosos não são achados constantes, a velocidade de hemossedimentação é elevada e a evolução é favorável com uso de corticosteróides. A espondilite anquilosante se apresenta como comprometimento axial, redução da flexibilidade à movimentação da coluna toracolombossacral e alterações radiológicas típicas; a ocorrência de sinovite e alterações sistêmicas do tecido conectivo auxiliam o diagnóstico destas últimas afecções. A miosite inflamatória e as miopatias metabólicas podem ocasionar fraqueza e fadiga muscular, mas geralmente não causam dor difusa. Não ocorre fraqueza muscular significativa em casos de fibromialgia; quando presente, é devido à dor e ao desuso. As enzimas musculares são normais e o quadro histopatológico também é normal ou inespecífico em biópsias musculares de doentes com fibromialgia. Afecções metabólicas ou inflamatórias podemocorrer em doentes com fibromialgia, incluindo o hipotireoidismo e o diabetes mellitus; entretanto, tratamento das condições não implica em regressão das manifestações da fibromialgia. 


    Qual a relação entre síndrome de fadiga crónica e fibromialgia?
    A síndrome da fadiga crônica (SFC) apresenta similaridade com a fibromialgia. Os sintomas se instalam agudamente após doenças infecciosas e se caracterizam pela persistência de fadiga debilitante e desconforto após os exercícios. Cerca de 75% dos doentes com diagnóstico de síndrome da fadiga crônica apresenta fibromialgia.
    Como é a fisiopatologia da fibromialgia?
    Mecanismos neurogênicos
    A fisiopatologia da fibromialgia está relacionada a anormalidades no Sistema Nervoso Central. Várias evidências sugerem que a dor experienciada pelos doentes com fibromialgia resulta de anormalidades no processamento sensitivo no Sistema Nervoso Central. 
    Os estudos sugerem que o processamento sensitivo é anormal em doentes com fibromialgia  A Dor é o sintoma mais importante da fibromialgia. Anormalidades periféricas podem desempenhar algum papel na patogênese da fibromialgia . Os nociceptores são ativados por estímulos mecânicos, térmicos e/ou químicos teciduais. Neurotransmissores liberados retrogradamente (sP – substância P, neurocininas, PGRC) modificam a atividade da placa motora. 
    Qual a relação entre a atitude positiva e negativa, dor e fibromialgia
    A atividade mental do indivíduo influencia a sensação dolorosa desagradável, pois modifica o fluxo sangüíneo no giro anterior do cíngulo. Isto significa que a atividade pré-frontal cortical (pensamento positivo ou negativo) pode influenciar a percepção da dor.  É esta a base funcional da somatização e da eficácia da terapia cognitivo-comportamental em doentes com fibromialgia .
    Qual a relação do Sono com as dores crônicas e a fibromialgia?
    A depleção da serotonina ocasiona redução da duração do sono não REM e aumento das queixas somáticas, depressão e percepção de dor. A redução da atuação de serotonina nos receptores serotoninérgicos do SNC encefálico e espinal, pode ocasionar redução na produção de hormônios do eixo hipotálamo-hipofisário- adrenal, do sono delta e da sP no encéfalo. O aumento da sP na medula espinal relaciona- se à alodínea e à hiperalgesia difusa. É possível que a hipoatividade destes neurotransmissores justifique a ocorrência de dor em casos de fibromialgia . É provável, portanto, que nos doentes com fibromialgia ocorram disfunções no SNC relacionadas à sensibilização nociceptiva e à inadequação da modulação da sensibilidade dolorosa. Parece ocorrer aumento da atividade de neurotransmissores excitatórios e deficiência da atividade dos neurotransmissores inibitórios em casos de fibromialgia; o aumento da atividade dos neurotransmissores excitatórios, especialmente da sP e a deficiência de neurotransmissores inibitórios, em especial da serotonina, poderiam implicar na percepção alterada dos estímulos nociceptivos. Portanto, déficit serotoninérgico, incluindo desrregulação serotoninérgica do eixo hipotálamo-pituitário, anormalidades no eixo hipófise-adrenal, anormalidades na atuação da sP, do peptídeo geneticamente relacionado à calcitonina e dos receptores de NMDA do SNC parecem ocorrer nos casos de fibromialgia.
    Qual a relação entre Anormalidades músculo-esqueléticas e a fibromialgia?
    O falta de condicionamento físico é característico em doentes com fibromialgia e exerce papel importante na expressão dos sintomas; predispõe-nos a microtraumatismos musculares, à dor e à fadiga crônica. O metabolismo muscular é normal apesar de haver redução da oxigenação nos locais dos pontos dolorosos, provavelmente resultante da falta de condicionamento físico.
    Como é o mecanismo de dor referida na fibromialgia?
    A sensibilização dos nociceptores é responsável pela dor localizada à digitopressão e contribui para o mecanismo de dor referida. A dor referida, em grande parte, é devido à sensibilização dos neurônios sensitivos da substância cinzenta do corno posterior da medula espinal que apresentam ampliação de seus campos receptivos e se tornam reativos aos estímulos nociceptivos e não nociceptivos.

    Dr. Marcos Britto da Silva
    Ortopedista, Traumatologista, Médico do Esporte
    Rio de Janeiro, RJ, Brasil
    atualizado em 22/11/1010.
  • Nutrição no Esporte

    Posted: Mon, 22 Nov 2010 13:30:00 +0000
    Diretrizes sobre alimentação de atletas da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte / AMB -  Associação Médica Brasileira 
    Não restam dúvidas quanto às mudanças favoráveis da composição corporal e a influencia positiva sobre o desempenho esportivo de atletas após o manejo dietético, através do uso da suplementação alimentar para casos específicos. A alimentação saudável e adequada à quantidade de trabalho deve ser entendida e compreendida pelos atletas de alto rendimento como sendo o ponto de partida para obter o desempenho máximo e as manipulações nutricionais caracterizam uma estratégia complementar. As orientações que constam nesta seção destinam-se a atletas saudáveis, adultos e adolescentes em fase de maturação sexual final. Para os indivíduos que praticam exercícios físicos sem maiores preocupações com o desempenho, uma dieta balanceada, que atenda às recomendações dadas à população em geral, é suficiente para a manutenção da saúde e possibilitar bom desempenho físico.
    AVALIAÇÃO NUTRICIONAL

    Ponto de partida para se conhecerem os hábitos alimentares e detectar imperfeições, a avaliação nutricional tem na anamnese criteriosa a oportunidade de estabelecer vínculo entre o atleta e o profissional de saúde, que permitirá mudanças favoráveis com objetivo de otimizar seu desempenho esportivo, sem prejuízo à saúde, respeitando suas preferências e regras atuais, e permitindo que as transforme em rotina. As necessidades nutricionais podem ser calculadas através de protocolos apropriados, sendo estimadas por meio de tabelas próprias. Aqui, devem ser levados em consideração a modalidade esportiva praticada, a fase de treinamento, o calendário de competições, os objetivos da equipe técnica em relação ao desempenho, dados referentes ao metabolismo basal, demanda energética de treino, necessidades de modificação da composição corporal e fatores clínicos presentes, como as condições de mastigação, digestão e absorção. 
    As necessidades energéticas são calculadas por meio da soma da necessidade energética basal (protocolo de livre escolha), gasto energético médio em treino e consumo extra ou reduzido para controle de composição corporal. Levando-se em consideração o consumo calórico total e o tempo entre digestão e aproveitamento metabólico, determina-se a quantidade necessária de macronutrientes, ou seja, carboidratos, proteínas e lipídios, essenciais na manutenção ou melhora do desempenho esportivo e saúde do corpo humano. Em relação aos micronutrientes, ou seja, vitaminas, minerais e oligoelementos, permanece o conceito de que, quando presentes em dietas balanceadas e com diversidade de alimentos, são suficientes para a demanda requerida pelos praticantes de atividade física regular, ficando a suplementação para ocasiões especiais, como em praticantes de atividade física com anemia ferropriva, gestantes, por exemplo. 
    O ajuste das dietas, em termos de macronutrientes, às maiores necessidades calóricas decorrentes das atividades desportivas, deve proporcionar um concomitante ajuste no consumo dos micronutrientes. Recomenda-se que sejam consideradas as orientações nutricionais destinadas à população em geral, calculadas proporcionalmente à cada 1.000 quilocalorias ingeridas. Desse modo, o incremento na oferta de micronutrientes é proporcional
    ao aumento calórico da dieta, mantendo-se o equilíbrio ou balanço nutricional em níveis adequados.

    RECOMENDAÇÕES

    a) Valor da taxa calórica total da alimentação 
    O equilíbrio de energia pode ser definido como a resultante zero entre a ingestão de alimentos, bebidas e suplementos, e seu consumo, pelo metabolismo basal, efeito térmico do alimento e a atividade física voluntária. Ingestão insuficiente de macro e micronutrientes, resultando em balanço calórico negativo, pode ocasionar perda de massa muscular e maior incidência de lesão, disfunções hormonais, osteopenia/osteoporose e maior frequência de doenças infecciosas, ou seja, algumas das principais características da síndrome do overtraining, comprometendo o treinamento pela queda do desempenho e rendimento esportivo. A necessidade calórica dietética é influenciada pela hereditariedade, sexo, idade, peso e composição corporal, condicionamento físico e fase de treinamento, levando em consideração sua frequência, intensidade e duração e modalidade. 
    Para esses, o cálculo das necessidades calóricas nutricionais está entre 1,5 e 1,7 vezes a energia produzida, o que, em geral, corresponde a consumo entre 37 e 41kcal/kg de peso/dia e, dependendo dos objetivos, pode apresentar variações mais amplas, entre 30 e 50kcal/kg/dia. Tabelas com gasto energético estimado por minuto de prática estão disponíveis em diversas publicações, sinalizando para atletas do sexo masculino, praticantes de modalidades de longa duração, consumos que vão de 3.000 a 5.000kcal por dia. 
    As necessidades energéticas para adultos de ambos os sexos, saudáveis, leve a moderadamente ativos, é de 2.000 a 3.000kcal por dia. Por outro lado, quando a necessidade de redução de massa gorda é um dos objetivos do acompanhamento nutricional, devem-se monitorar os resultados periodicamente, para que a perda não seja também de massa magra, efeito indesejável para rendimento esportivo e saúde do atleta. Além disso, distúrbios alimentares podem ser desencadeados, dependendo da pressão que o atleta sofre para perder peso, e devem ser imediatamente inibidos, especialmente nas mulheres por serem mais suscetíveis a essas variações. 
    O ritmo de perda de peso em programas de redução de massa corporal deve ser de 0,5 a 1kg por semana, devidamente aconselhada e monitorada por um profissional capacitado, através da ingestão calórica reduzida com a escolha de alimentos de baixa densidade energética e pobre em gordura. Em atletas, a redução de 10 a 20% na ingestão calórica total promove alteração na composição corporal, com redução de massa corporal de gordura, não induzindo fome e fadiga, como ocorre com dietas de muito baixo valor calórico. A redução drástica da gordura dietética pode não garantir a redução de gordura corporal e ocasionar perdas musculares importantes por falta de nutrientes ativos na recuperação após o exercício físico, como as vitaminas lipossolúveis e proteínas.
    b) Carboidratos
    O exercício prolongado reduz acentuadamente os níveis de glicogênio muscular, obrigando a constante preocupação com sua correta reposição, fundamental para manter seu efeito ergogênico, necessário em todas as atividades esportivas, em todos os seus níveis, mas principalmente nos de alta intensidade e longa duração. No entanto, observa-se baixa adesão dos atletas, de diferentes modalidades, ao seu consumo na quantidade correta.
    A escolha dos alimentos fontes de carboidrato, assim como a preparação da refeição que antecede o evento esportivo, deve respeitar as características gastrintestinais individuais dos atletas. A recomendação do fracionamento da dieta em três a cinco refeições diárias deve considerar o tempo de digestão necessária para a refeição pré-treino ou prova. O tamanho da refeição e sua composição em quantidades de proteínas e fibras podem exigir mais de três horas para o esvaziamento gástrico. Na impossibilidade de esperar por esse tempo para a digestão, pode se evitar o desconforto gástrico com refeições pobres em fibras e ricas em carboidratos. Sugere-se escolher uma preparação com consistência leve ou líquida, com adequação na quantidade de carboidratos. Assim, a refeição que antecede os treinos deve ser suficiente na quantidade de líquidos para manter hidratação, pobre em gorduras e fibras para facilitar o esvaziamento gástrico, rica em carboidratos para manter a glicemia e maximizar os estoques de glicogênio, moderada na quantidade de proteína e deve fazer parte do hábito alimentar do atleta. 
    A energia consumida durante os treinos e competições depende da intensidade e duração dos exercícios, sexo dos atletas e o estado nutricional inicial. Quanto maior a intensidade dos exercícios, maior será a participação dos carboidratos como fornecedores de energia. A contribuição da gordura pode ser importante para todo o tempo em que durar o exercício, tendendo a se tornar mais expressiva quando a atividade se prolonga e se mantém em intensidade francamente aeróbia. Contudo, a proporção de energia advinda da gordura tende a diminuir quando a intensidade de exercício aumenta, o que exige maior participação dos carboidratos. A proteína, com a maior duração do exercício, aumenta sua participação, o que contribui para a manutenção da glicose sanguínea, principalmente por meio da gliconeogênese hepática. 
    Estima-se que a ingestão de carboidratos correspondente a 60 a 70% do aporte calórico diário atende à demanda de um treinamento esportivo. Para otimizar a recuperação muscular recomenda-se que o consumo de carboidratos esteja entre 5 e 8g/kg de peso/dia. Em atividades de longa duração e/ou treinos intensos há necessidade de até 10g/kg de peso/dia para a adequada recuperação do glicogênio muscular e/ou aumento da massa muscular. A quantidade de glicogênio consumida depende, naturalmente, da duração do exercício. Para provas longas, os atletas devem consumir entre 7 e 8g/kg de peso ou 30 a 60g de carboidrato, para cada hora de exercício, o que evita hipoglicemia, depleção de glicogênio e fadiga. Frequentemente, os carboidratos consumidos fazem parte da composição de bebidas especialmente desenvolvidas para atletas. Após o exercício exaustivo, recomenda-se a ingestão de carboidratos simples entre 0,7 e 1,5g/kg peso no período de quatro horas, o que é suficiente para a ressíntese plena de glicogênio muscular.
    c) Proteínas
    As necessidades proteicas de atletas têm recebido atenção especial dos investigadores nas últimas décadas por fazerem parte essencial no reparo de microlesões musculares decorrentes da prática esportiva. Essas necessidades aumentam com o tipo de exercício praticado, sua intensidade, duração e frequência e não há uma definição em relação a diferenças quanto ao sexo. Os exercícios de força exigem maior consumo de proteínas quando comparadas com as demandas exigidas pelos trabalhos de resistência. Para aqueles que têm por objetivo aumento de massa muscular, sugere-se a ingestão de 1,6 a 1,7 gramas por quilo de peso, por dia. Para os esportes em que o predomínio é a resistência, as proteínas têm um papel auxiliar no fornecimento de energia para a atividade, calculando-se ser de 1,2 a 1,6g/kg de peso a necessidade de seu consumo diário. Os atletas devem ser conscientizados de que o aumento do consumo proteico na dieta além dos níveis recomendados não leva aumento adicional da massa magra. Há um limite para o acúmulo de proteínas nos diversos tecidos.

    d) Lipídios

    Um adulto necessita diariamente cerca de 1g de gordura porkg/peso corporal, o que equivale a 30% do valor calórico tota (VCT) da dieta. A parcela de ácidos graxos essenciais deve ser de 8 a 10g/dia. Para os atletas, tem prevalecido a mesma recomendação nutricional destinada à população em geral, ou seja, as mesmas proporções de ácidos graxos essenciais, que são: 10% de saturados, 10% de polinsaturados e 10% de monoinsaturados. Alguns estudos sugerem um efeito positivo de dietas relativamente altas em gorduras no desempenho atlético e têm proposto a suplementação de lipídios de cadeia média e longa, poucas horas antes ou durante o exercício, com a finalidade de poupar o glicogênio muscular. Diante da falta de evidências científicas consistentes, recomenda-se não usar esse tipo de suplementação. Por outro lado, os praticantes devem seguir essas recomendações gerais e assegurar que a ingestão de lipídios não seja excessivamente baixa. Estudos sugerem que níveis abaixo de 15% do VET já produzem efeitos negativos. Quando dietas com restrição de lipídios forem necessárias, as cotas em relação ao aporte calórico total devem conter menos do que 8% para as gorduras saturadas, mais do que 8% para as monoinsaturadas e de 7 a 10% para as polinsaturadas.
    e) Vitaminas
    Para atletas em regime de treinamento intenso, tem sido sugerido, o que tem gerado controvérsia, o consumo de vitamina C entre 500 e 1.500mg/dia (proporcionaria melhor resposta imunológica e antioxidante) e de vitamina E (aprimoraria a ação antioxidante). A documentação científica permite que os profissionais qualificados, nutricionistas e médicos, prescrevam de forma sistemática vitamina C e E para atletas, com a ressalva de que esta atitude se baseia em baixo grau de evidência científica.

    f) Minerais
    O zinco está envolvido no processo respiratório celular e sua deficiência em atletas pode gerar anorexia, perda de peso significativa, fadiga, queda no rendimento em provas de resistência e risco de osteoporose, razão pela qual tem sido sugerida sua suplementação alimentar. Entretanto, as evidências científicas não justificam o uso sistemático do zinco em suplementação nutricional e, sim, quando o acompanhamento determinar a necessidade. Atletas do sexo feminino, em dietas de restrição calórica, podem sofrer deficiências no aporte de minerais. É o caso do cálcio, envolvido na formação e manutenção óssea. Recomenda-se que a dieta contenha a quantidade mínima de 1.000mg/dia de cálcio. A baixa ingestão de ferro, que ocorre em cerca de 15% da população mundial, causa fadiga e anemia, afetando o desempenho atlético e o sistema imunológico. Recomenda-se atenção especial ao consumo de alimentos com ferro de elevada biodisponibilidade, com oferta recomendada de 15mg/dia para a população feminina e 10mg/dia para a masculina. Para as gestantes, a recomendação diária (RDI) se eleva para 30mg. Tais necessidades podem ser contempladas pela manipulação dietética, não sendo necessária a suplementação.
    g) Antioxidantes
    Os estudos demonstram que os mecanismos regulatórios promovidos pela ingestão combinada ou isolada de vitaminas C, A, E, de cobre e zinco e da coenzima Q10 produzem efeitos antioxidantes. No entanto, sua suplementação está reservada para atletas de alto desempenho, em que a oferta desses nutrientes através da dieta balanceada, suficiente na maioria dos casos, mostrar-se insuficiente. Altas doses podem não apresentar os efeitos esperados e ainda trazer prejuízos a saúde.
    II. REPOSIÇÃO HÍDRICA

    Uma hidratação apropriada durante a atividade física de caráter recreativo ou competitivo pode garantir que o desempenho esperado seja atingido e que problemas de saúde sejam evitados. Os procedimentos para assegurá-la requerem conhecimento de fatores que influenciam quando e o quanto beber de água. As recomendações dependem do tipo de atividade e de fatores individuais, como condicionamento físico, idade, modalidade praticada,
    estresse ambiental, entre outros. O estresse do exercício é acentuado pela desidratação, que aumenta a temperatura corporal, prejudica as respostas fisiológicas e o desempenho físico, com riscos para a saúde. Esses efeitos podem ocorrer mesmo que a desidratação seja leve ou moderada, com até 2% de perda do peso corporal, agravando-se à medida que ela se acentua. Com 1 a 2% de desidratação inicia-se o aumento da temperatura corporal em até 0,4oC para cada percentual subsequente de desidratação. Em torno de 3%, há redução importante do desempenho; com 4 a 6% pode ocorrer fadiga térmica; a partir de 6% existe risco de choque térmico, coma e morte. Como o suor é hipotônico em relação ao sangue, a desidratação provocada pelo exercício pode resultar em aumento da osmolaridade sanguínea. Tanto a hipovolemia como a hiperosmolaridade aumentam a temperatura interna e reduzem a dissipação de calor pela evaporação e convecção. A hiperosmolaridade plasmática pode aumentar a temperatura interna, afetando o hipotálamo e/ou glândulas sudoríparas e retardando o início da sudorese e da vasodilatação periférica durante o exercício. 
    A desidratação afeta o desempenho aeróbio, diminui o volume de ejeção ventricular pela redução no volume sanguíneo e aumenta a frequência cardíaca. São alterações acentuadas em climas quentes e úmidos, pois a maior vasodilatação cutânea transfere grande parte do fluxo sanguíneo para a periferia, em vez da musculatura esquelética, ocasionando importantes reduções da pressão arterial, do retorno venoso e do débito cardíaco. A reposição hídrica em volumes equivalentes aos das perdas de água pela sudorese pode prevenir declínio no volume de ejeção ventricular, sendo, também, benéfica para a termorregulação, pois aumenta o fluxo sanguíneo periférico, facilitando a transferência de calor interno para a periferia. O reconhecimento dos sinais e sintomas da desidratação é fundamental. Quando leve a moderada, ela se manifesta com fadiga, perda de apetite e sede, pele vermelha, intolerância ao calor, tontura, oligúria e aumento da concentração urinária. Quando grave, ocorre dificuldade para engolir, perda de equilíbrio, a pele se apresenta seca e murcha, olhos afundados e visão fosca, disúria, pele dormente, delírio e espasmos musculares. A seguir (tabela 1), um resumo das principais alterações da desidratação induzida pelo exercício, conforme resultados de diversos estudos.
    Tabela 1. Alterações provocadas pela desidratação
    AUMENTO 
    Frequência cardíaca submáxima
    Concentração de lactato e osmolaridade sanguínea
    Índice de percepção de esforço
    Náuseas e vômitos
    Requerimento de glicogênio muscular
    Temperatura interna: hipertermia
    Doenças do calor: cãibras, exaustão ou choque térmico

    REDUÇÃO
    Volume plasmático
    Volume sistólico, débito cardíaco e VO2max
    Fluxo sanguíneo para pele e músculos ativos, fígado e outros órgãos
    Taxa de sudorese
    Tempo para atividade contínua, prolongada e intensa
    Pressão arterial
    Componentes cognitivos
    Motivação
    Foi demonstrado ainda que a ingestão de líquidos, independenteda presença de carboidrato, melhora o desempenho para a primeira hora de exercício aeróbio em alta intensidade. Como a desidratação decorrente do exercício pode ocorrer não apenas devido à sudorese intensa, mas, também, devido à ingestão insuficiente e/ou deficiente absorção de líquidos, é importante reconhecer os elementos que influem na qualidade da hidratação.
    Água
    A água é uma boa opção de reidratação para o exercício por ser facilmente disponível, barata e ocasionar esvaziamento gástrico relativamente rápido. Entretanto, para as intermitentes, de mais de uma hora de duração, ou para as atividades de menor duração e de elevada intensidade como o futebol, basquetebol, tênis e handebol, poderá apresentar as desvantagens de não conter sódio e carboidratos e de ser insípida, favorecendo a desidratação voluntária e dificultando o processo de equilíbrio hidroeletrolítico. A desidratação voluntária é verificada quando se compara a hidratação com água com a hidratação com bebidas contendo sabor.
    Sódio
    As reservas de eletrólitos, como a concentração de sódio no sangue, por exemplo, são muito bem reguladas pelos rins através de respostas hormonais da aldosterona e vasopressina. Porém, em muitas situações de exercício intenso e prolongado e hábitos alimentares restritivos, justifica-se a adição de alguns eletrólitos às bebidas esportivas, principalmente o sódio, e também cloro e potássio, a qualquer tempo. A perda de sódio através da sudorese justifica sua ingestão durante o exercício, em algumas situações. Sua concentração no suor varia individualmente, de acordo com fatores como a idade, grau de condicionamento e a aclimatização ao calor. A concentração média de sódio no suor de um adulto está em torno de 40mEq/L. Supondo que um indivíduo de 70kg corra por três horas e perca dois litros de suor por hora, a perda total de sódio é de 240mEq, ou seja, 10% do total existente no espaço extracelular. Essa perda seria irrelevante, não fosse o risco de hiponatremia, concentração de sódio plasmático menor que 130mEq·l-1, decorrente de reposição hídrica com líquidos isentos de sódio ou com pouco sódio, principalmente em eventos muito prolongados. A diminuição da osmolaridade plasmática produz um gradiente osmótico entre o sangue e o cérebro, causando apatia, náusea, vômito, consciência alterada e convulsões, que são algumas das manifestações neurológicas da hiponatremia. A inclusão de sódio nas bebidas reidratantes promove maior absorção de água e carboidratos pelo intestino durante e após o exercício. Isso se dá porque o transporte de glicose na mucosa do enterócito é acoplado com o transporte de sódio, resultando em maior absorção de água. Em exercícios prolongados, que ultrapassam uma hora de duração, recomenda-se beber líquidos contendo de 0,5 a 0,7g.l-1 (20 a 30mEq·l-1) de sódio, que corresponde a concentração similar ou mesmo inferior àquela do suor de um indivíduo adulto, recomendação a ser estudada caso a caso quando o exercício for de alta intensidade e para algumas modalidades, mesmo que emmenor duração.
    Carboidrato
    A ingestão de carboidratos durante atividades prolongadas, acima de uma hora, melhora o desempenho e pode retardar a fadiga nas modalidades esportivas que envolvem exercícios intermitentes e de alta intensidade. A ingestão de carboidratos previne a queda da glicemia após duas horas de exercício. Existem estudos indicando que uma bebida com 8% de carboidrato ocasiona maior lentidão na absorção e no esvaziamento gástrico, em comparação com a água e as bebidas que contêm até 6% de carboidrato. Preferencialmente, deve ser utilizada uma mistura de glicose, frutose e sacarose. O uso isolado de frutose pode causar distúrbios gastrintestinais e retardar sua absorção. A reposição necessária de carboidratos para manter a glicemia e retardar a fadiga é de 30 a 60g por hora, com concentração de 4 a 8g/decilitro. Mesmo com uso combinado de diversos carboidratos,sua ingestão não deve exceder 80g/hora. Maior concentração de carboidratos poderá ser ingerida em intervalos maiores de tempo, por exemplo, 20 a 30 minutos, situações vivenciadas em exercícios de baixa intensidade e longa duração, como nas provas de aventura, caminhadas longas, expedições em altitudes elevadas ou mesmo em treinamento de natação. A utilização de gel energético durante o exercício vem sendo cada vez mais frequente e cumpre o papel na reposição de carboidratos. Porém, seu uso deve ser acompanhado da ingestão regular de água, para que a associação garanta a manutenção do desempenho de um organismo corretamente hidratado. A seleção da bebida deve ser precedida de leitura cuidadosa de seus componentes. Normalmente, os valores são para porções de 100ml. Assim, uma bebida que contenha 60g/litro terá 6g/100ml de carboidratos. Por força da lei, as informações nutricionais constam do rótulo do produto. Outros elementos que afetam a eficácia de uma bebida esportiva O esvaziamento gástrico é facilitado com a ingestão de líquidos com baixo teor calórico, sendo a absorção intestinal otimizada com líquidos isosmóticos, entre 200 e 260mosmol/kg. A ingestão de líquidos hipertônicos poderia causar a secreção de água do organismo para a luz intestinal. Vários outros fatores referentesà palatabilidade do líquido afetam a ingestão voluntária, como a temperatura, doçura, intensidade do gosto e acidez, além da sensação de sede e das preferências pessoais. A ingestão de bebidas geladas influi apenas na palatabilidade, facilitando sua ingestão. Não existem evidências atuais de que bebidas geladas facilitem a absorção da água ou nutrientes que as acompanham. Alguns afirmam que ao chegar ao estômago, a temperatura do líquido ingerido já será próxima da temperatura corporal.
    CRIANÇAS E ADOLESCENTES

    Crianças apresentam menor taxa de sudorese quando comparadas com os adultos para esforços que se assemelham em intensidade e duração e em condições térmicas idênticas, em ambiente laboratorial. No entanto, elas se desidratam à semelhança do adulto. A influência da desidratação no desempenho físico ainda não está bem esclarecida. Nessa população, a palatabilidade é fator importante no estímulo à reposição de água, visto que pesquisas mostram que sua ingestão voluntária aumenta quando são adicionados sabor: sódio (20 a 25mEq/L) e carboidrato (6%), evitando a desidratação.
    IDOSOS

    Há diminuição de fluxo sanguíneo cutâneo e da taxa de sudorese com o envelhecimento, atenuada naqueles com estilo de vida ativo. A menor sensibilidade dos barorreceptores faz com que idosos tenham menor percepção da sede e saciedade, expondo-os com mais facilidade às armadilhas da desidratação. A utilização de líquidos aditivados com sódio e carboidratos deve receber análise individual, pois alguns contam com restrições dietéticas decorrentes de doenças crônicas preexistentes. Recomendações de reposição de líquidos Devemos ingerir líquidos antes, durante e após o exercício. Para garantir que o indivíduo inicie o exercício bem hidratado, recomenda-se que ele beba cerca de 250 a 500ml de água duas
    horas antes do exercício. Durante o exercício recomenda-se iniciar a ingestão já nos primeiros 15 minutos e continuar bebendo a cada 15 a 20 minutos. O volume a ser ingerido varia conforme as taxas de sudorese, geralmente entre 500 e 2.000ml/hora. Se a atividade durar mais de uma hora, ou se for intensa do tipo intermitente mesmo com menos de uma hora, devemos repor carboidrato na quantidade de 30 a 60g·h-1 e sódio na quantidade de 0,5 a 0,7g·l-1. A bebida deve estar em temperatura em torno de 15 a 22oC e apresentar um sabor de acordo com a preferência do indivíduo, favorecendo a palatabilidade. Após o exercício, deve-se continuar ingerindo líquidos para compensar as perdas adicionais de água pela diurese e sudorese. Deve-se aproveitar para ingerir carboidratos, em média de 50g de glicose, nas primeiras duas horas após o exercício para que se promova a ressíntese do glicogênio muscular e o rápido armazenamento de glicogênio muscular e hepático. A hiperidratação com líquidos contendo glicerol pode aumentar o risco de hiponatremia pela maior diluição, e a vontade de urinar durante a competição. Mesmo que boa hidratação durante o exercício prolongado no calor favoreça as respostas termorregulatórias e de performance ao exercício, não podemos garantir que, em situações de extremo estresse térmico, ela seja suficiente para evitar fadiga ou choque térmico. Recomendações específicas foram elaboradas pelo Comitê em Medicina do Esporte e Condicionamento da Academia Americana de Pediatria (tabela 2). O grau de estresse térmico segue o Índice de bulbo úmido e temperatura de globo (IBUTG, ou WBGT, do inglês wet bulb globe temperature), que combina as medidas de temperatura do ar (Tdb), umidade (Twb) e radiação solar (Tg), de acordo com a equação WBGT = 0,7 Twb + 0,2 Tg + 0,1 Tdb. 8 Suplemento – Rev Bras Med Esporte – Vol. 15, No 2 – Mar/Abr, 2009 Restrições de atividades físicas de acordo com os níveis de estresse térmico IBUTG (oC)  Restrições das atividades < 24 Qualquer atividade é permitida. Em atividades prolongadas, observar os sinais iniciais de hipertermia e desidratação. 24-25,9 Fazer intervalos maisn prolongados na sombra, estimular a ingestão de líquidos a cada 15min. 26-29 Interromper as atividades daqueles que não estão aclimatizados ao calor ou que apresentam algum outro fator de risco. Limitar as atividades para todos os outros. > 29 Cancelar qualquer atividade atlética. American Academy of Pediatrics, 2000.

    III. SUPLEMENTOS ALIMENTARES

    Proteínas
    A ingestão proteica deve ser obtida por uma dieta normal e variada, sendo a suplementação uma forma prática e segura de adequar sua ingestão de boa qualidade e a biodisponibilidade
    de aminoácidos, para as demandas aumentadas de um atleta em treinamento e competição. O horário e seu tipo é parte de um programa de treinamento e tem por objetivo principal melhorar a recuperação muscular. Para se estabelecer o valor adequado para ingestão de proteína, é necessário, antes de tudo, determinar, além das características individuais (sexo, idade, perfil antropométrico, estado de saúde, etc.), parâmetros básicos a respeito da atividade física praticada, tais como intensidade, duração e frequência. Para indivíduos sedentários, recomenda-se a ingestão de 0,8g de proteína por kg/dia. Já indivíduos ativos, com a ingestão de 1,2 a 1,4g/kg/dia, teriam sua demanda atendida. Visando à hipertrofia muscular, atletas ou não teriam suas necessidades atendidas com o consumo máximo de 1,8g/kg/dia contempladas perfeitamente em uma alimentação equilibrada, salvo situações especiais. Estudos recomendam que o uso dos suplementos proteicos, como a proteína do soro do leite ou a albumina da clara do ovo, deve estar de acordo com a ingestão proteica total. O consumo adicional desses suplementos proteicos acima das necessidades diárias (1,8g/kg/dia) não determina ganho de massa muscular adicional, nem promove aumento do desempenho. Ingestão proteica, após o exercício físico de hipertrofia, favorece o aumento de massa muscular, quando combinado com a ingestão de carboidratos, reduzindo a degradação proteica. A dose recomendada é de 10g de proteínas e 20g de carboidratos. Esse consumo deve estar de acordo com a ingestão proteica e calórica total. O aumento da massa muscular ocorre como consequência do treinamento, assim como a demanda proteica, não sendo o inverso verdadeiro.
    Aminoácidos
    O consumo de aminoácidos, sob a forma de suplementação, tem sido sugerido como estratégia que visa atender a uma solicitação metabólica específica para as necessidades do exercício. A ingestão de aminoácidos essenciais após o treino intenso, adicionados a soluções de carboidratos, determinaria maior recuperação do esforço seguido de aumento da massa muscular. Do consumo de aminoácidos isolados, apenas os essenciais apresentam alguma sustentação na literatura científica. Os efeitos da suplementação com BCAA no desempenho esportivo são discordantes e a maioria dos estudos realizados parece não mostrar benefícios, não sendo justificável seu consumo com finalidade ergogênica. Outro ponto que carece de confirmação científica é seu uso com objetivo de melhora do sistema imunológico após atividade física prolongada. Considerações especiais Os aminoácidos de cadeia ramificada (leucina, isoleucina e valina), por serem potentes moduladores da captação de triptofano pelo sistema nervoso central, aumentariam a tolerância ao esforço físico prolongado. Entretanto, esses dados, relatados em alguns estudos, são pouco reprodutivos, não sendo justificável seu consumo com finalidade ergogênica. Outro ponto que carece de comprovação é seu consumo visando aprimoramento da atividade do sistema imunológico após atividade física intensa. Desse modo, recomenda-se que não seja utilizada a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada com finalidade ergogênica. A glutamina, aminoácido que age como nutriente para as células de divisão rápida, como as intestinais e imunitárias, por exemplo, tem sido utilizada para aumentar a defesa imunológica de atletas, durante períodos de treinamento intenso. Quando a ingestão é oral, o elevado consumo pelas células intestinais inviabiliza sua disponibilidade para outras regiões do organismo, tornando inviável a justificativa de sua suplementação oral, mesmo para os participantes de exercícios físicos muito desgastantes. Atualmente, não existe evidência científica suficiente demonstrando que a glutamina altere a função imune e previne lesões em atletas saudáveis que consomem níveis adequados de proteínas, o que torna sua suplementação necessária apenas em casos em que a avaliação individual assim indicar. A ornitina e a arginina são aminoácidos que produzem maior secreção de hormônio de crescimento quando oferecidos através de infusão intravenosa, sendo, entretanto, seu consumo por via oral ineficaz. Não é recomendada a suplementação destes aminoácidos.
    Creatina
    A creatina tem sido apontada como o suplemento nutricional de maior eficiência na melhora do desempenho em exercícios de alta intensidade e no aumento de massa muscular. Já seu uso como recurso ergogênico em atividades físicas prolongadas não encontra nenhum suporte na literatura científica. A melhora, ou não, do desempenho em exercícios com predominância aeróbia é pouco documentada. Embora com resultados ainda controversos, muitos estudos têm sugerido que a creatina teria efeito ergogênico em indivíduos nos quais se constata diminuição de aporte da creatina exógena alimentar, como os vegetarianos e os indivíduos idosos, sendo somente para estes casos específicos, após boa análise do profissional especializado, médico e/ou nutricionista, justificável seu uso, embora, ainda, com fraco grau de recomendação. Somente para atletas competitivos de eventos de grande intensidade e curta duração, ou sejam, atividades nas quais predomina a utilização de fosfagênios, sempre em caráter excepcional, seu uso é permitido. Portanto, mesmo nesses casos, a recomendação é a de que em geral não se deve usar a suplementação de creatina, sendo seu uso aceito em raras ocasiões. Para os demais desportistas fica estabelecida a recomendação de nunca usar. Desse modo, recomenda-se que a utilização da creatina como suplemento, com finalidade ergogênica, seja analisada individualmente, caso a caso, de acordo com as necessidades analisadas. β-hidroxi-β-metilbutirato O uso de β-hidroxi-β-metilbutirato (HMB) tem sido cogitado como um potencial agente para o aumento da força e massa magra corporal, por promover ação anticatabólica. Porém, ainda faltam estudos científicos que comprovem de maneira inequívoca a eficácia do suplemento nessa ação ergogênica, a não ser em algumas situações específicas, como é o caso de populações de idosos que participam de programas de exercícios físicos visando o ganho de força muscular. Para a população em geral, mesmo quando se trata de atletas de competição, não existe recomendação para seu uso, devendo prevalecer a orientação de que não se deve usar.
    IV. SUBSTÂNCIAS LÍCITAS E ILÍCITAS

    Substâncias ilícitas são aquelas cuja utilização, de acordo com a Agência Mundial Antidoping (WADA) e o Comitê Olímpico Internacional (COI), caracteriza uma infração de códigos éticos e disciplinares, podendo ocasionar sanções aos atletas, bem comoaos seus técnicos, médicos e dirigentes. A lista atualizada de substâncias e métodos proibidos pode ser obtida no início de janeirode cada ano, no site da Agencia Mundial Antidoping (www.wada.awa.org) e esclarecimentos adicionais pelo e-mail antidoping@ cob.org.br .

    I. Autorização para uso de substâncias restritas e proibidas

    Existem exceções a serem consideradas, visando às eventuais solicitações de autorizações para uso terapêutico de fármacos que constam na listas de substâncias restritas e proibidas. São exemplos disso o uso de beta2-agonistas e corticosteroides por asmáticos; o uso de diuréticos por portadores de hipertensão arterial sistêmica; e o uso de insulina por diabéticos. Nesses casos, deve ser encaminhada solicitação formal de permissão especial à confederação ou federação do esporte do atleta solicitante. Uma vez feita, a solicitação poderá ser deferida após análise do diagnóstico e da indicação do fármaco. Para essa finalidade, existem formulários especiais de indicação do uso terapêutico (TUE), disponíveis como anexo na cartilha, disponível no site do COB.O documento solicitando permissão especial deve ser encaminhado à autoridade médica competente 21 dias antes dacompetição, para que seja devidamente avaliado pela Agência Brasileira Antidoping, que poderá aprová-la, ou não, para eventosacionais e orientar nos casos de eventos no Exterior.
    Algumas considerações adicionais:

    a) S3: Beta-2-agonistas, que são drogas proibidas com exceção do formoterol, salbutamol, salmeterol e terbutalina. As demais drogas beta-2- agonistas exigem a solicitação de permissão especial por meio do formulário abreviado (aTUE). Convém ressaltar que concentrações de salbutamol superiores a 1.000ng/ml resultarão sempre em resultado analítico adverso, ou seja, positivo para doping.
    b) S5: Diuréticos, que são considerados agentes mascarantes e sua utilização exige permissão especial autorizada, obtida por meio do TUE.
    c) S8: Substâncias antes permitidas, que foram incluídas no programa de monitoramento de 2008, portanto atualmente proibidas: bupropiona, cafeína, fenilefrina, fenilpropranolamina, pipradol, pseudoefedrina, sinefrina. São permitidas: adrenalina associada com agentes anestésicos para uso local (ex.: nasal, oftálmico); catina apenas quando a concentração na urina for inferior a 5microgramas/L; efedrina e metilefedrina apenas quando a concentração for inferior a 10 micro gramas/L.
    d) S9: Glicocorticoides (via oral, retal ou endovenosa), cujo uso exige permissão especial concedida, via TUE. O uso em todas as outras rotas (intra-articular, periarticular, peritendinosa, epidural, intradermal e inalatória) exige permissão obtida por meio do formulário abreviado (aTUE). O uso dermatológico, inclusive iontoforese e fonoforese, é permitido. O mesmo acontece com o uso nasal, oftalmológico, gengival e perianal.
    e) Álcool e betabloqueadores são substâncias permitidas em todos os esportes, exceto em alguns que fazem parte de listas especiais.A lista referente ao álcool consta na página 38 e a referente aos betabloqueadores na página 39 da cartilha do COB.
    f) Relação de alguns fármacos permitidos: para tratamento
    de asma brônquica, a lista de fármacos permitidos está na página 45; a lista de contraceptivos permitidos na página 47; cremes dermatológicos permitidos, na página 47 da cartilha COB.
    g) Aminoácidos, sais minerais, vitaminas: são permitidos, mas cabe a ressalva de que o uso exige cautela, tendo em vista a possibilidade de que conste intencionalmente na composição substancia proibida não referida no rótulo. Existe ainda a possibilidade de que a substância proibida conste no produto por contaminação.
    II. Substâncias proibidas (ilícitas)

    S1. Agentes Anabólicos.
    1. Esteroides androgênicos anabólicos (EAA):
    a. EAA exógenos.
    b. EAA endógenos.
    2. Outros agentes anabólicos, dentre outros, clembuterol, moduladores
    seletivos de receptores, androgênicos (MSRAs, “SARMs”),
    tibolona, zeranol, zilpaterol.
    S2. Hormônios, Substâncias Afins e seus Fatores de Liberação:
    1. Eritropoietina (EPO);
    2. Hormônio do crescimento humano (hGH), fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1) e fatores de crescimento mecânicos (MGFs);
    3. Gonadotrofinas (hCG,LH etc.) proibidas somente em homens;
    4. Insulinas;
    5. Corticotrofinas;
    6. Outras substâncias com estrutura química similar ou efeito biológico(s) similar(es).
    10 Suplemento – Rev Bras Med Esporte – Vol. 15, No 2 – Mar/Abr, 2009
    S3. Beta-2- Agonistas: 
    Todos os beta-2-agonistas, tanto isômeros D- como L-, são proibidos.
    S4. Agentes com Atividade Anti-Estrogênica.
    1. Inibidores da aromatase, dentre outros, anastrozola, letrozola, aminoglutetimida, exemestano, formestano, testolactona.
    2. Moduladores de receptor seletivo a estrógenos (SERMs), dentre outros, raloxifeno, tamoxifeno, toremifeno.
    3. Outras substâncias antiestrogênicas, dentre outras, clomifeno, ciclofenila, fulvestranto.
    4. Agentes modificadores da função(ões) da miostatina, dentre outros, inibidores da miostatina.
    S5. Diuréticos e Outros Agentes Mascarantes: 
    Diuréticos, epitestosterona, probenecida, inibidores da alfa redutase, (como a finasterida, dutasterida), expansores de plasma (como a albumina, o dextran e o hidroxietilamido) e outras substâncias com efeito(s) biológico(s) similar(es).
    III. Métodos proibidos

    M1. Aumento do Carreamento de Oxigênio:
    a. Doping sanguíneo, incluindo o uso de sangue autólogo,
    homólogo ou heterólogo, ou de produtos contendo glóbulos
    vermelhos de qualquer origem.
    b. Aumento artificial da captação, transporte ou aporte de
    oxigênio, dentre outros, perfluoroquímicos, efaproxiral (RSR 13) e
    produtos à base de hemoglobina modificada (como substitutos de
    sangue com base em hemoglobina e produtos com hemoglobina
    microencapsulada).

    M2. Manipulação Química e Física:
    1. Manipular ou tentar manipular, visando alterar a integridade e validade das amostras coletadas no controle de dopagem, como, dentre outras possibilidades, a substituição e/ou alteração da urina.

    2. Infusões intravenosas são proibidas. Em caso de emergência médica em que o método for necessário, Isenção de Uso Terapêutico retroativa será necessária.

    M3. Doping Genético: 
    O uso não terapêutico de células, genes, elementos genéticos, ou a modulação da expressão genética, que tenham a capacidade de aumentar o desempenho do atleta, é proibido.
    IV. Substâncias e métodos proibidos em competição.

    Além das categorias S1 a S5 e M1 a M3, definidas anteriormente, que são proibidas em competição, devem ser consideradas: 

    Substâncias Proibidas em Geral:

    S6. Estimulantes: Todos os estimulantes são proibidos, incluindo seus isômeros óticos (D- e L-) quando relevantes, exceto derivados de imidazol para uso tópico e aqueles estimulantes incluídos no programa de monitoramento de 2008.
    S7. Narcóticos: Buprenorfina, dextromoramida, diamorfina (heroína), fentanil e seus derivados, hidromorfona, metadona, morfina, oxicodona, oximorfona, pentazocina e petidina.
    S8. Canabinoides: Canabinoides (Exemplos: haxixe e maconha).
    S9. Glicocorticosteroides: Todos os glicocorticosteroides são proibidos quando administrados por via oral, retal, intramuscular ou endovenosa. Seu uso terapêutico requer a aprovação de uma Isenção de Uso Terapêutico (TUE).
    Substâncias Proibidas em Determinados Esportes:

    P1. Álcool: Álcool (etanol) é proibido somente em competição, nos esportes abaixo relacionados. A detecção será feita por análise respiratória e/ou pelo sangue. O limite permitido (em valores hematológicos) por cada Federação ou Confederação está indicado entre parênteses.
    Aeronáutica FAI (0,20 g/L)
    Arco e flecha FITA, IPC (0,10 g/L)
    Automobilismo FIA (0,10 g/L)
    Boliche CMSB, IPC (0,10 g/L)
    Lancha de potência UIM (0,30 g/L)
    Karatê WKF (0,10 g/L)
    Motociclismo FIM (0,10 g/L)
    Pentatlo Moderno (em tiro) UIPM (0,10 g/L)
    P2. Betabloqueadores - Quando não especificados, betabloqueadores são proibidos somente em competição nos seguintes esportes:
    Aeronáutica FAI
    Arco e flecha (proibido também fora de competição) FITA, IPC
    Automobilismo FIA
    Bilhar WCSB
    Bobsleigh FIBT
    Boliche CSMB, IPC
    Boliche com 9 pinos FIQ
    Bridge FMB
    Curling WCF
    Esqui/Snowboarding (salto com esqui e estio livre em snow board)
    FIS
    Ginástica FIG
    Lancha de potência UIM
    Luta FILA
    Motociclismo FIM
    Pentatlo Moderno (para disciplinas envolvendo tiro) UIPM
    Tiro (proibido também fora de competição) ISSF, IPC
    Vela (somente para os timoneiros em match race) ISAF
    Substâncias Especificadas: Beta-2-agonistas, quando usados por inalação, exceto o salbutamol superior a 1000ng/ml e clembuterol; 
    Inibidores de alfa-redutase e probenecida; Catina, cropropamida, crotetamida, efedrina, etamivan, famprofazona, fenprometamina, heptaminol, isometepteno, levmetanfetamina, meclofenoxato, p-metilanfetamina, metilefedrina, niquetamida, norfenefrina, octopamina, ortetamina, oxilofrina, propilexedrina, selegilina, sibutramina, tuaminoheptano, e qualquer estimulante não mencionado especificamente na seção S6, quando o atleta preencher as condições lá descritas; Canabinoides; Glicocorticoesteroides; Álcool; Betabloqueadores.

    Esse artigo é baseado na Diretriz publicada em 2009 pela AMB e Sociedade Brasileira de Medicina  do Exercício e Esporte.
    Mais informações em http://www.medicinadoesporte.org.br/

    Dr. Marcos Britto da Silva
    Ortopedista, Traumatologista, Médico do Esporte
    Rio de Janeiro, RJ, Brasil
    atualizado em 08/08/2010
  • Qual o Travesseiro Ideal?

    Posted: Thu, 18 Nov 2010 13:48:00 +0000
    Uma das causas mais frequentes de dor no pescoço é o uso de travesseiros ruins e inadequados a coluna cervical.
    Qual o melhor travesseiro? 
    Na Imagem ao lado observamos que o pescoço está discretamente inclinado para baixo e não faz uma linha reta com o restante da coluna. nesse caso o travesseiro deve ser bem baixo.
    O melhor travesseiro é aquele que mantém a coluna cervical alinhada com a coluna torácica quando deitamos de lado.


    Qual o travesseiro Ideal?
    O travesseiro muito alto levanta a cabeça e o travesseiro muito baixo aproxima a cabeça do colchão. Portanto, não existe um travesseiro ideal para todas as pessoas o travesseiro deve ser escolhido individualmente, e deve também estar adequado ao colchão. Na foto acima o ombro afundou no colchão e devemos usar um travesseiro mais baixo. Na foto abaixo o colchão é mais firme e o ombro afundou menos portanto devemos usar um travesseiro um pouco mais alto. Conclusão a escolha do travesseiro está relacionada diretamente com o biotipo da pessoa e com a densidade do colchão. 


    Qual a melhor posição para dormir?
    Devemos dormir de lado como mostrado na foto e usarmos um travesseiro que tenha um altura boa para manter a coluna alinhada ou seja a coluna cervical deve estar reta em relação ao resto do corpo.


    Quais as conseqüências de dormir com travesseiro inadequado e de barriga para baixo?
    Dormimos aproximadamente 1/3 do dia, mantendo o pescoço em posição inadequada tanto tempo, após alguns anos, surge uma artrose no pescoço! Dormir de barriga para baixo e com travesseiro com a altura errada é muito prejudicial a coluna cervical.


  • PRP Plasma Rico em Plaquetas e Fatores de Crescimento

    Posted: Thu, 11 Nov 2010 01:03:00 +0000
    O que é PRP?
    PRP significa Plasma Rico em plaquetas ( Platelet-rich Plasma ).

    Como é obtido o PRP?
    O Plasma Rico em Plaquetas é um preparação feita com sangue colhido do próprio paciente.

    A preparação do PRP é segura?
    Sim, o Plasma Rico em Plaquetas é preparado somente em centros de excelência com sangue do próprio paciente o que garante a segurança.

    Como surgiu o uso do PRP?
    O Plasma Rico em Plaquetas é usado em cirurgia Bucomaxilo facial e na Cirurgia Plástica há 20 anos , no início dessa década surgiram os primeiros trabalhos com uso em ortopedia principalmente  para o tratamento das dificuldades de consolidação óssea. Nos últimos anos tem aumentado ainda mais o uso em ortopedia principalmente para tratamento de lesôes articulares e de partes moles.

    Quais as vantagens do uso do PRP.
    O Plasma Rico em Plaquetas está sendo usado devido ao seu potencial para melhorar a cicatrização do músculo e dos tendões. Estudos in vitro sugerem que fatores de crescimento liberados pelas plaquetas aumentam e melhoram a reparação dos tecidos moles e recrutam células reparadoras que potencializam esse efeito

    O PRP já está sendo usado na prática clínica ou ainda é uma pesquisa?
    O Plasma Rico em Plaquetas já está sendo usado na prática clínica e temos inclusive trabalhos científicos sobre a sua utilização nas cirurgias do manguito rotados, tendão de Aquiles, lesões musculares, e cirurgias de joelho. 

    Como funciona o PRP?
    O plasma rico em plaquetas libera fatores de crescimento e recruta células reparadoras que ajudam na cicatrização das partes moles, ou seja, tendões, músculos, ligamentos, etc.


    Quais os fatores de crescimento presentes no PRP e suas principais funções? 
    • Fator de crescimento derivado das plaquetas  Função: estímulo para a proliferação celular, angiogênese
    • Fator de crescimento vascular endotelial  Função: Angiogênese
    • Fator de crescimento β1 (beta 1)   Função: chave reguladora no balanço entre fibrose e a regeneração das células musculares
    • Fator de crescimento de Fibroblasto  Função: estimula a proliferação de mioblastos e angiogênese.)
    • Fator  de crescimento da epiderme   Função: estimula a proliferação das células mesenquimais e epiteliais, potencializa outros fatores de crescimento)
    • Fator de crescimento do hepatócito   Função: angiogênese, estimula a mitose das células endoteliais e é antifibrótico.)
    • Fator de crescimento semelhante a insulina-1   Função: Estimula os mioblastos e fibroblastos, realiza a mediação e a reparação das fibras musculares esqueléticas.
    Quais locais atualmente estamos aplicando O PRP plasma rico em plaquetas?
    Plasma Rico em Plaquetas está sendo usado na  Reconstrução ligamentar do cruzado anterior, Lesão de cartilagem articular, lesão meniscal, osteoartrite do joelho, pubalgia e isso parece ser somente o inícioVários  ensaios clínicos controlados estão em curso e são necessárias para determinar o valor terapêutico da PRP nas diversas patologias músculo esqueléticas

    Porque a PRP está sendo tão falada atualmente?
    O principal fator provavelmente é o excelente perfil de segurança e facilidade de sua preparação. O
    Plasma Rico em Plaquetas é preparado com o sangue coletado do próprio paciente que irá ser submetido ao tratamento.

    O Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia ocorreu nos últimos 3 dias em Brasília ( 13 a 15 Novembro de 2010) e um dos temas mais falados no congresso foi a terapia com Plasma Rico em Plaquetas ou como preferem outros autores Plasma Rico em Fatores de Crecimento.
    Quais as principais novidades sobre o PRP?
    O congresso mostrou que o uso do PRP está com algumas indicações bem estabelecidas, porém seu uso ainda é controverso em todos as situações. As indicações para o uso do PRP aumentaram muito, e os resultados ainda não são homogênios. Existem grandes diferenças nas técnicas de preparação. Com variações em relação ao volume, celularidade e seu uso ativado ao não nas diversas patologias.
    Quais os principais usos do PRP na medicina do esporte.
    O Plasma Rico em Plaquetas e fatores de crescimento está sendo usado principalmente nas lesões tendinosas e musculares. Com destaque para os casos de tendinopatia insercional ( epicondilite, pubalgia, tendinite de Aquiles, manguito rotador, etc). Alguns trabalhos mostram também o uso nas lesões musculares. Alguns colegas também comentaram o uso como coadjuvante na cirurgia, principalmente de joelho.

    Artigos científicos sobre plasma rico em plaquetas e fatores de crescimento.
    Para procurarmos artigos científicos não devemos usar o google e a melhor ferramenta online e a PUBMED. Hoje a busca por Platelet Rich Plasma ( plasma rico em plaquetas) na PubMed retorna 5530 artigos!

    Dr. Marcos Britto da Silva
    Rio de Janeiro, RJ. Brasil
    atualizado em 15/11/2010.
  • Hábitos, Erros Posturais e Dor nos Ombros

    Posted: Mon, 01 Nov 2010 09:04:00 +0000

    Hábitos posturais podem provocar dor nos ombros?
    Sim, os hábitos posturais são uma causa frequente de dor nos ombros.

    Quais hábitos posturais levam a dor nos ombros?
    Quanto colocamos a mão acima da cabeça ao atrás da cabeça, a região da grande tuberosidade colide contra o arco coraco acromial e provoca uma isquemia ( falta de sangue) temporária na região  
    (Síndrome de impacto - FOTO - Vista anterior do ombro com a grande tuberosidade colidindo contra o acrômio quando colocamos a mão atrás da cabeça).

    Caso essa posição permanece durante muitas horas a isquemia pode provocar micro lesões no tendão. Com o passar dos meses e dos anos pode ocorrer ruptura do manguito rotador. Essa posição é muito comum na hora de dormir. Alguns pacientes tem o hábito de dormir com a mão acima ou atrás do travesseiro, as vezes sob o travesseiro.
    Fotos essas posições colocam o manguito rotador em isquemia e podem levar ao surgimento das tendinites, bursites do ombro. Assistir TV por várias horas,com a mão atrás da cabeça provoca as mesmas lesões.











    Durante o trabalho também é comum hábitos posturais incorretos. Um dos principais fatores desencadeantes de dor no ombro (por problemas posturais no trabalho) está relacionado ao fato de trabalhar durante horas sem apoio para o cotovelo. Quando digitamos sem apoiar o punho e o cotovelo levamos os músculos da cintura escapular a fadiga  Os músculos fatigados são mais facilmente lesados. Com o tempo surgem dores na parte posterior do ombro ( mialgia do trapézio, romboide, etc) e posteriormente surgem os problemas dentro da articulação. O hábito de dirigir segurando na parte de cima do volante também pode levar a dor, principalmente na região posterior do ombro.
    Digitar sem apoio para o cotovelo pode levar também a uma sobrecarga do músculo deltóide . Esse pode se sobrepor a centralização da cabeça umeral  levando a ascensão dessa que colidi contra o acromio provocando novamente uma síndrome de impacto. 


    Posição errada de digitação sem apoio do cotovelo

    Posição correta para digitação com apoio do cotovelo. Devemos usar também apoio para o punho. Essa a posição correta para digitar quando a cadeira não tem braços para apoiar o cotovelo, Avançamos a cadeira e apoiamos os cotovelos na mesa.


    Como prevenir e tratar as dores no ombro provocadas por hábitos posturais equivocados?
    O primeiro passo é identificar os problemas posturais a seguir devemos mudar os hábitos posturais em terceiro lugar devemos procurar um ortopedista para diagnosticar quais grupos musculares estão acometidos para instituir o trabalho fisioterápico ou de reforço muscular em academia e dessa maneira melhorar a dor.

    Hábitos posturais também provocam dores no esporte?
    Sim, o movimento incoordenado e feito de modo incorreto provoca dores e lesões nos atletas e nos esportes.

    Quais esportes e atividades estão ligadas a dores no ombro?
    As dores no ombro estão ligadas a todos os esporte, porém, é mais frequente nos esportes com movimento tipo arremesso e com movimentação ativa das mãos acima do nível dos ombro. exemplo: Volei, natação, beisebol, ténis, etc. porém atletas cem outras modalidades também apresentam dor no ombro. Exemplo Luta livre, haltefilismo, etc.

    Erros posturais e de execução de movimento nos atletas.
    As dores do ombro no atleta ligadas a problemas posturais estão relacionadas com a realização do movimento de arremesso em posição errada. Ao realizarmos o movimento de arremesso para atirar uma pedra, cortar uma bola no vólei a arremessar uma bola no beisebol.
    No movimento de arremesso realizamos uma seqüencia de movimentos com o tórax e com o membro superior. O tórax e o membro superior devem mover-se coordenadamente e o tórax não deve ficar mais à frente que o ombro. O movimento ideal do ombro é feito no plano da escápula.

    Na foto ao lado observamos as posições "A" e "B" - 
    A posição "A" é a posição correta para arremessar. 
    Observe que o ombro está cerca de 30 graus a frente da linha do corpo na posição "A".

    A posição "B" é incorreta e pode levar ao alongamento da cápsula anterior do ombro e ao impacto interno. 
    Alguns pacientes desenvolvem dor causada pela instabilidade anterior devido a alongamento ligamentar e da cápsula anterior.




    Rio de Janeiro, RJ
    atualizado em 01/11/2010
    Leia mais:
  • Escolha do Plano de Saúde

    Posted: Mon, 25 Oct 2010 17:00:00 +0000
    Como devo escolher um plano de saúde?
    Você deve escolher um plano que seja adequado ao seu bolso, porém esse não deve ser o único parâmetro de escolha.

    Tenho que ter um plano de saúde? Não posso usar o SUS?
    Sim, você pode usar o SUS, você paga por ele querendo ou não, ele está embutido nos produtos que você compra (impostos). Infelizmente o governo não tem investido em alta tecnologia nos Hospitais Públicos, a excessão no Rio de Janeiro é o INTO que tem verba própria e trabalha com os melhores materiais. No Hospital do Fundão, da UFRJ  apesar se ser um Hospital Universitário, não temos acesso aos melhores materiais de síntese no momento.

    Tendo um plano de saúde tenho garantido o direito de acesso aos melhores materiais e implantes?
    Em teoria sim, porém na prática não necessariamente. Os planos de saúde são como os seguros de carro: ótimos na hora de contratar e difíceis de usar quando você precisa. As Operadoras de Saúde Suplementar foram criadas para repartir o risco entre os seus integrantes porém elas também visam o lucro e não estão dispostas a pagar pelos materiais mais caros, estão sempre procurando materiais similares mais baratos aos pedidos pelo cirurgião. 

    Quais os critérios que devo usar para escolher o plano de saúde?
    1. Em quais hospitais vou poder internar se precisar de uma cirurgia?
    2. Posso escolher o médico que vai me operar ou terei que usar o médico indicado pela operadora?
    3. Se escolher um médico de fora da operadora de saúde terei direito a reembolso?
    4. Qual a base de cálculo para esse reembolso?
    5. Como tem sido o relacionamento desse plano de saúde com os médicos que confio.
    Não basta escolher o plano que caiba no seu bolso, você tem que avaliar onde vai se internar. Um internação ocorre quando temos um problema mais grave ou  seremos submetidos a uma cirurgia. Nesse momento queremos os melhores médicos e os melhores hospitais. Os planos de saúde que sugiro aos meus pacientes são os que dão direito a livre escolha de Médicos e permitam a internação em bons Hospitais.

    Dr. Marcos Britto da Silva
    Rio de Janeiro, RJ, Brasil
    atualizado em 25/10/2010
  • Heath Plans and Agreements

    Posted: Fri, 22 Oct 2010 16:13:00 +0000

    Lista de convênios internacionais que aceito para cirurgia ortopédica no Hospital Pró Cardíaco.

    (List of health plans and Agreements that we accept for Orthopedic Surgery at ProCardiaco Hospital)
    • AETNA GLOBAL BENEFITS ( SEGRUPEX )
    • ALLIANCE INTERNATIONAL ASSISTANCE 
    • ALLIANZ WORLDWIDE CARE 
    • BUPA 
    • CIGNA INTERNACIONAL - 
    • CIGNA EXPATRIATES BENEFITS 
    • DANMARK 
    • INTER-MUTTUELLES / ASSISTANCE 
    • GMC ASSISTANCE 
    • MONDIAL ASSISTANCE 
    • MULTINATIONAL UNDERWRITERS 
    • OLYMPUS MEDICAL HEALTCARE 
    • VANBREDA INTERNACIONAL 
    • THE CARE INTERNATIONAL INC. 
    • WORLD ASSIST 
    Atendimento não emergencial requer autorização Prévia.
    NON EMERGENCY SERVICES MUST HAVE PRIOR AUTORIZATION.

     ( Email )

    Dr. Marcos Britto da Silva

    Ortopedia, Traumatologia e Medicina Esportiva.
    Orthopaedic and Sports Medicine.
    Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

    Tel . (55) 21 - 30872020.
  • Epicondilite Lateral do Cotovelo ( Tennis Elbow )

    Posted: Fri, 22 Oct 2010 11:46:00 +0000
    O que é epicondilite?
    A epicondilite é uma inflamação na região do epicôndilo do cotovelo. A epicondilite mais freqüente é a epicondilite lateral porém ela também pode ocorrer na face interna do cotovelo. A epicondilite da face interna do cotovelo é conhecida como epicondilite medial do cotovelo.
    A epicondilite é conhecida com outros nomes?
    Sim, muitas vezes chamamos a epicondilite lateral de cotovelo de tenista (Tênis Elbow) porém ela pode ocorrer em qualquer pessoa que use muito as mãos e a musculatura do antebraço

    Quais estruturas estão inflamadas na epicondilite?
    Ocorre comumente uma tendinose na origem dos músculos no epicôndilo lateral do cotovelo (extensor radial curto da carpo e extensor comum dos dedos)

    Quais os sintomas da epicondilite?
    • Dor face lateral Cotovelo
    • Piora da dor aos esforços
    • Limitação dos movimentos de preensão na mão
    • Dificuldade para segurar objetos.
    Quais as manobras que o ortopedista realiza para diagnosticar a epicondilite?
    O paciente em geral apresenta dor a palpação da região e podemos fazer uma série de manobras especiais que auxiliam no diagnóstico: Teste de Cozen, Teste de Mill, Teste da Cadeira ( Gardner ), Teste da Cadeira (Modificado), Teste de Maudsley (do 3° dedo), etc.

    Quais são as patologias que podem se confundir a epicondilite do cotovelo?
    Uma série de patologias podem se confundir com a epicondilite entre elas podemos citar: Cervicopatias, Síndrome do Nervo Interósseo Posterior, Artrose rádio capitelar, Corpo livre intrarticular, Sinovite do cotovelo, Instabilidade Rotatória ( pós cirurgia ou trauma no cotovelo)

    Qual a História natural da epicondilite lateral do cotovelo?
    Cyriax diz que a epicondilite evolui entre 8 a 12 meses com resolução completa dos sintomas ou a permanência de uma clinica residual na maioria dos pacientes **
    Verhaar afirma que 45% dos pacientes evoluem bem mesmo sem tratamento *

    *Verhaar JA. Tennis elbow. Anatomical, epidemiological and therapeutic aspects. Int Orthop 1994;18:263–7.
    **Cyriax JH. The pathology and treatment of tennis elbow. J Bone Joint Surg Am 1936;4:921–40.

    Quais exames complementares podem ser usados para ajudar no diagnóstico da epicondilite do cotovelo?
    Em geral o diagnóstico é clínico porém podemos usar em alguns casos o exame de raios X simples, o ultra som e a ressonância magnética


    Qual o tratamento da epicondilite lateral do cotovelo?
    • AINE oral
    • AINE Pat local ( adesivo )
    • Alongamento extensores
    • Mudança nos Hábitos do trabalho/ esporte
    • Infiltração
    • Infiltração com Botox
    • Imobilização da mão ou de todo o membro superior
    • Fisioterapia 
    • Cirurgia para os casos crônicos que não responderam aos demais tratamentos.

    Revisão da Literatura em relação aos métodos de terapia.

    Toxina Botulínica (Botox) Nível de Evidência “A”
    Richard Placzek, MD, Wolf Drescher, MD, PhD, Georg Deuretzbacher, PhD, Axel Hempfing, MD, and A. Ludwig Meiss, MD
    Treatment of Chronic Radial Epicondylitis with Botulinum Toxin A
    Duplo cego, Placebo-Controlado, Randomizado e Multicentrico
    Melhora significativa com 2, 6 e 18 semanas pos infiltração em relação ao grupo controle com p < 0,001.
    The Journal Of Bone & Joint Surgery · Jbjs.Org  Volume 89-A Number 2 · February 2007 Treatment Of Chronic Radial Epicondylitis

    Artroscopia Nível de Evidência “C”
    Jeroschand, J., Schunck J. Arthroscopic treatment of lateral epicondylitis: Indication, technique and early result
    20 pacientes,
    Média idade 42 anos
    Tempo médio de sintomas 14 meses
    Conclusão resultados promissores com diminuição da dor e melhora da função.
    Infiltração com corticoide Nível de Evidência “A”
    Assendelft WJ, Hay EM, Adshead R, Bouter LM: Corticosteroid injections for lateral epicondylitis: a systematic overview
    Vantagens: Seguro e eficácia em pouco tempo
    Os autores Indicam uso na prática diária.
    Br J Gen Pract. 1996 Apr;46(405):209-16

    Ultrassom Nível de Evidência “B”
    Van Der Windt DA, Van Der Heijden GJ, Van Den Berg SG, Ter Riet G, De Winter AF, Bouter LM: Ultrasound Therapy For Musculoskeletal Disorders: A Systematic Review
    Avaliação de US no tratamento da Epicondilite Lateral
    38 estudos randomizados avaliando eficácia na dor e ADM
    Ultrassom: baixa relevância estatística (sem significância X placebo)
    Pain. 1999 Jun;81(3):257-71.

    Ondas de Choque Nível de Evidência “A”
    Buchbinder R, Green SE, Youd JM, Assendelft WJ, Barnsley L,
    Shock wave therapy for lateral elbow pain Br J Sports Med. 2005 Jul;39(7):411-22; discussion 411-22.
    Bisset L, Paungmali A, Vicenzino B, Beller E: A systematic review and meta-analysis of clinical trials on physical interventions for lateral epicondylalgia J Rheumatol. 2006 Jul;33(7):1351-63 Cochrane Database Syst Rev.

    13 artigos com Qualidade metodológica: (1006 pac.) Nível de Evidência  “A E B”
    11 dos 13 não evidenciou diferença entre Ondas de Choque e Placebo
    Ondas de Choque: pequeno ou sem benefícios em relação ao placebo.
    Esteróides melhores após 3 meses do final do tratamento em relação a dor e a força muscular.

    A conclusão dos autores é de que as ondas de choque não são melhores que o placebo para o tratamento da epicondilite lateral do cotovelo.

  • Orthopedic health plans and Agreements

    Posted: Fri, 22 Oct 2010 09:16:00 +0000
    List of Health Plans and Agreements that we accept* for orthopedic surgery at ProCardiaco Hospital. Rio de Janeiro, Brazil.


    • ALLIANCE INTERNATIONAL ASSISTANCE
    • ALLIANZ WORLDWIDE CARE
    • AETNA GLOBAL BENEFITS ( SEGRUPEX)
    • BUPA
    • CIGNA INTERNACIONAL -
    • CIGNA EXPATRIATES BENEFITS
    • DANMARK  
    • INTER-MUTTUELLES / ASSISTANCE  
    • GMC ASSISTANCE  
    • MONDIAL ASSISTANCE  
    • MULTINATIONAL UNDERWRITERS
    • OLYMPUS MEDICAL HEALTCARE
    • VANBREDA INTERNACIONAL
    • THE CARE INTERNATIONAL INC.
    • WORLD ASSIST
    * NON EMERGENCY SERVICES MUST HAVE PRIOR AUTORIZATION




    Curriculum Vitae Dr. Marcos Britto da Silva

    Specialist in Orthopedic and Traumatology Surgery- Visiting Professor, Faculty of Medicine, Federal University of Rio de Janeiro, Brazil
    Outpatient Clinic, Shoulder and Elbow Hospital Clementino Fraga Universitário Filho of the
       Federal University of Rio de Janeiro - HUCFF - Universidade Federal do Rio de Janeiro- Specialist in Shoulder Surgery by Clinique Junenet - Paris.- Professor at the Post Graduate Medical Institute Carlos Chagas.- Professor, Coordinator of the League of Orthopaedics and Sports Medicine Student of Medicine at UFRJ.- Member of SBOT - (Brazilian Society of Orthopedics and Traumatology)- Member of SBTO - (Brazilian Society of Orthopedic Trauma) -
    - Master of Science Medicine, Faculty of Medicine of UFRJ- International Member AAOS - American Academy of Orthopaedic Surgeons.International Member -THE ALUMNI Association -- International Member: The Fédération Internationale de Médecine du Sport (FIMS)
    - International Federation of Sports Medicine (http://www.fims.org)


    Rio de Janeiro, Brasil
  • Medicamentos Genéricos e Similares

    Posted: Tue, 19 Oct 2010 14:28:00 +0000
    O que é um medicamento Genérico?
    Um medicamento genérico é um medicamento que além de conter a mesma substância passou por teste de biodisponibilidade do medicamento de marca.


    O medicamento genérico é a mesma coisa que medicamento similar?
    Não, o medicamento similar contém a mesma substância porém não passou por testes de biodisponibilidade.

    Quando meu ortopedista me passar um medicamento posso trocar por um Genérico ou similar na Farmácia?
    Não, caso você prefira tomar medicamentos genéricos converse isso com o seu ortopedista antes de sair do consultório, com a receita prescrita.

    Nunca troque o medicamento prescrito por orientação de terceiros.
    Caso você imagine que o genérico é mais barato converse antes com o seu ortopedista. Algum medicamentos mesmo contendo o mesmo princípio ativo não funcionam da mesma maneira.
    O remédio é como o Médico funciona melhor quando você confia.
    Quando você toma um medicamento diferente do que o médico prescreveu e você tem uma reação adversa fica sempre a dúvida, a reação foi causada pela substância ou por não ter tomado o medicamento prescrito.

    Se estiver em dúvida em relação ao medicamento prescrito, ligue para o seu médico.
    Não troque o remédio na farmácia.


    Dr. Marcos Britto da Silva
    Rio de Janeiro, RJ, Brasil
    actualizado em 19/10/2010.
    Dr. Marcos Britto da Silva - http://www.marcosbritto.com  
  • Exercícios de Alto Impacto e Artrose

    Posted: Tue, 19 Oct 2010 09:46:00 +0000
    A atividade física regular é a base do tratamento e da prevenção da artrose. Sabemos que as atividades físicas de baixo impacto como andar e nadar são ótimas para as articulações dos membros inferiores. Em teoria as atividades de alto impacto poderiam causar lesões na cartilagem, que mais tarde poderá contribuir para a artrose.
    No dia 4 de novembro desse ano foi apresentado um trabalho no Congresso de Sociedade Norte Americana de Radiologia. Esse Trabalho analisou a ressonância de pacientes entre 45 e 55 anos divididos em tres categorias. Indivíduos com atividades físicas de baixo, médio e alto impacto. Pacientes com atividades de alto impacto apresentaram maiores alterações na ressonância. O grupo com atividade de alto impacto apresentaram maior incidência de lesões cartilaginosas, edema medular e lesões meniscais. Nenhum dos pacientes avaliados apresentava dor no joelho.
    Sabemos que as alterações da artrose ocorrem a medida que envelhecemos. A Cartilagem tem uma baixa capacidade de regeneração, portanto, quando praticamos atividades de alto impacto por longos períodos estamos mais expostos a lesões.
    Se você é sedentário e quer iniciar atividades físicas regulares, primeiro ande depois corra. Se você e mais velho priorize atividade de baixo impacto como caminhar ou fazer hidroginástica. Atenção algumas doenças cardiovasculares contraindicam a hidroginastica.
    Correr é saudável, correr 10 Km por semana é ótimo. Porém quando corremos 10Km por dia, 5x por semana estamos colocando as articulações em risco de pequenas lesões. Para determinar o impacto que as articulações sofrem durante uma corrida temos que avaliar também o terreno onde a pessoa está praticando o exercício, o tipo e o tempo de uso do ténis, etc. Tenis inadequado e terrenos acidentados provocam mais lesões que terrenos planos e um bom tenis com pouco uso.
    É como fumar: fumar provoca câncer, nem todos que fumam desenvolvem câncer, porém a incidência de câncer em quem fuma é muito maior que na população em geral. Encontrar uma pessoa com 94 anos que fuma desde os 14 anos não prova que o cigarro faz bem, diz somente que a regra pode ter uma exceção. Para esse paciente que sobreviveu vários outros morreram ou sofreram muito antes de morrer ou parar de fumar.
    Mais informações estão disponíveis no trabalho apresentado no dia 4 de Novembro em Chicago, IL, USA pelo Dr. Christoph Stehling com o título "Subjects with Higher Physical Activity Levels Have More Severe Focal Knee Lesions Diagnosed with 3T MRI: Analysis of the Non Symptomatic Incidence Cohort of the Osteoarthritis Initiative."



    Dr. Marcos Britto da Silva


    Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
    Rio de Janeiro, RJ, Brasil
    atualizado em 19/10/2010
    Dr. Marcos Britto da Silva - http://www.marcosbritto.com 
  • Checkup Esportivo

    Posted: Mon, 18 Oct 2010 15:59:00 +0000
    Há um consenso geral na comunidade médica que todos com idade acima de 35 anos, que desejem participar em atividades desportivas,  deve proceder a um checkup . O objetivo dessa análise é:

    • definir o estado geral de saúde,

    • detectar eventuais defeitos que possa contra-indicar a prática desportiva,

    • reconhecer e, portanto, evitar situações que possam causar complicações cardíacas e ortopédicas.

    •avaliar sua condição nutricional atual e orientar a dieta durante a prática de exercícios.

    A avaliação deve incluir uma história cardiovascular, ortopédica e nutricional detalhadas, um exame físico geral e avaliação cardiológica, ortopédica e nutricional ( distribuição de gordura).

    Hoje em dia, um número crescente de pessoas de todas as idades conhecem os benefícios dos exercícios para o bem estar geral. No entanto, algumas atividades poderiam ser potencialmente prejudiciais para os indivíduos com doença cardíaca não detectada e problemas ortopédicos ocultos.
    A incidência de morte súbita no desporto é variável. Valores entre 0,77 a 8.5/100,000/ano.
    A grande maioria destas mortes é causada por doenças isquêmicas do coração. Hipoteticamente, algumas dessas mortes poderia ser evitada através de um programa adequado de avaliação médica, essa avaliação também pode evitar ou minimizar as lesões articulares comuns durante a prática de esportes.
    As seguintes informações devem ser obtidas no checkup esportivo para indivíduos maiores que 35 anos:

    1. Uma história pessoal e famíliar completa para detectar sintomas cardíacos suspeitos . A ênfase deve ser colocada na respiração, sensação de desmaio ao esforço e dor.  Antes do exame médico, é aconselhável que os participantes preenchessem um questionário,

    2. Um cuidadoso exame físico,

    3. Um eletrocardiograma de 12 derivações em repouso,

    4. Um teste de esforço para determinar a adaptação ao esforço, a capacidade funcional e a incidência de hipertensão, arritmia ou alterações eletrocardiográficas, se possível associado a análise dos gases espirados ( ergoespirometria )

    5. A radiografia de tórax  e dos membros envolvidos no esporte que será praticado

    6. Exames Laboratoriais.

    7. Consulta com um Cardiologista, Ortopedista e Nutricionista. para a análise dos exames e prescrição de eventuais adequações antes de iniciar a prática de esportes.

    Se um murmúrio, hipertensão, ou uma anormalidade electrocardiógrafo é detectada, a avaliação ainda é obrigatória. Isso inclui um ecocardiograma para afastar um defeito estrutural do coração. Nos casos em que há um teste de esforço minimamente anormal numa pessoa assintomática, devemos ser cautelosos sobre a interpretação. Em tais assuntos, normalmente há uma baixa incidência de doença coronariana. Os fatores de risco devem ser considerados. Em caso de dúvida (valor preditivo positivo inferior a 90%), é pode ser necessário, para concluir o inquérito a cintilografia cardíaca (teste de perfusão nuclear) . Se subsistirem dúvidas, a angiografia coronariana deve ser realizada.

    Em casos de lesões ortopédicas o exame de ressonância pode complementar o cheup up

    Adaptado do 
    FIMS Position Statement: Sport Preparticipation Assessment of Subjects Older Than 35 Years: Recommended Minimum Cardiological Evaluation.


    Dr. Marcos Britto da Silva
    Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
    Rio de Janeiro, RJ, Brasil

    atualizado em 19/10/2010.
  • Curriculum Vitae

    Posted: Sun, 17 Oct 2010 21:40:00 +0000
    Dr. Marcos Britto da Silva
    - Médico especialista em Ortopedista e  Traumatologia
    - Professor Convidado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. 
    - Médico do Ambulatório de Ombro e Cotovelo da HUCFF-UFRJ.
    Especialista em Cirurgia do Ombro pela Clinique Junenet - Paris.
    - Professor da pós Graduação em Medicina do Instituto Carlos Chagas.
    -  Professor Coordenador da Liga de Ortopedia e Medicina Esportiva dos alunos de Medicina da UFRJ.
    - Membro Titular da SBOT - ( Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia)
    - Membro Titular da SBTO - ( Sociedade Brasileira de Trauma Ortopedico) -
    - Mestre em Medicina pela Faculdade de Medicina da UFRJ
    - Internacional Member AAOS - American Academy of Orthopaedic Surgeons.
    - Internacional Member AO ALUMNI Association
    - Internacional Member: The Fédération Internationale de Médecine du Sport (FIMS)/International Federation of Sports Medicine (http://www.fims.org)
    Chirurgien Spécialiste en Orthopédie et Traumatologie

    Rio de Janeiro, RJ
    atualizado em 19/10/2010
  • Isotónicos e Reposição de Água nos Exercícios

    Posted: Sun, 17 Oct 2010 16:26:00 +0000
    CRIANÇAS E ADOLESCENTES
    Crianças apresentam menor taxa de sudorese quando comparadas com os adultos para esforços que se assemelham em intensidade e duração e em condições térmicas idênticas, em ambiente laboratorial. No entanto, elas se desidratam à semelhança do adulto. A influência da desidratação no desempenho físico ainda não está bem esclarecida. Nessa população, a palatabilidade é fator importante no estímulo à reposição de água, visto que pesquisas mostram que sua ingestão voluntária aumenta quando são adicionados sabor: sódio (20 a 25mEq/L) e carboidrato (6%), evitando a desidratação.

    IDOSOS

    Há diminuição de fluxo sanguíneo cutâneo e da taxa de sudorese com o envelhecimento, atenuada naqueles com estilo de vida ativo. A menor sensibilidade dos barorreceptores faz com que idosos tenham menor percepção da sede e saciedade, expondo-os com mais facilidade às armadilhas da desidratação. A utilização de líquidos aditivados com sódio e carboidratos deve receber análise individual, pois alguns contam com restrições dietéticas decorrentes de doenças crônicas preexistentes. 

    Recomendações de reposição de líquidos

    Devemos ingerir líquidos antes, durante e após o exercício. Para garantir que o indivíduo inicie o exercício bem hidratado, recomenda-se que ele beba cerca de 250 a 500ml de água duas horas antes do exercício. Durante o exercício recomenda-se iniciar a ingestão já nos primeiros 15 minutos e continuar bebendo a cada 15 a 20 minutos.
    • O volume a ser ingerido varia conforme as taxas de sudorese, geralmente entre 500ml para atividades leves até 2.000ml/hora para atividades estenuantes em locais muito quentes
    • Se a atividade durar mais de uma hora, ou se for intensa do tipo intermitente mesmo por menos de uma hora, devemos repor carboidrato na quantidade de 30 a 60g·hora e sódio na quantidade de 0,5 a 0,7g por litro. (liquidos isotónicos)
    • A bebida deve estar em temperatura em torno de 15 a 22  graus centígrados, (evitar as bebidas muito geladas) e apresentar um sabor de acordo com a preferência do indivíduo, favorecendo a palatabilidade. 
    • Após o exercício, deve-se continuar ingerindo líquidos para compensar as perdas adicionais de água pela diurese e sudorese principalmente em ambientes quentes.
    • Deve-se aproveitar para ingerir carboidratos, em média de 50g de glicose, nas primeiras duas horas após o exercício para que se promova a ressíntese do glicogênio muscular e o rápido armazenamento de glicogênio muscular e hepático
    A hiperidratação com líquidos contendo glicerol pode aumentar o risco de hiponatremia pela maior diluição, e a vontade de urinar durante a competição. Mesmo que boa hidratação durante o exercício prolongado no calor favoreça as respostas termorregulatórias e de performance ao exercício, não podemos garantir que, em situações de extremo estresse térmico, ela seja suficiente para evitar fadiga ou choque térmico. 


    atualizado em 17/11/2010
  • Efeito Colateral do Dr. Google

    Posted: Fri, 15 Oct 2010 12:06:00 +0000
    Sempre que tomamos um remédio devemos procurar ler a bula para saber dos possíveis efeitos colaterais, devemos ter sempre esse cuidado com tudo ligado a medicina. Inclusive com tudo aquilo que lemos na Internet.

    Estou tomando os cuidados adequados quando tomo um medicamento ou realizo um tratamento, e faço uma pesquisa na Internet ?
    Estamos na era da informação, poderiamos dizer que estamos na era Google. O Google é o Oráculo do século XXI basta digitar a pergunta e ele que informa as respostas. Porque estou falando do Google numa pergunta sobre medicamentos e tratamentos? Simples porque hoje o paciente usa a internet para se auto diagnosticar e instituir seu tratamento. O Google virou a vizinha " fulana estou sentido dor nos quartos, Fique tranquila vizinha sempre que tenho isso uso o remédio cura tudo ... "
    Esse diálogo está sendo substituído pelas perguntas feitas na internet. Basta dar uma olhada no Yahoo Respostas !!!!!
    Exemplo digite no Google: Qual o melhor tratamento para gripe ?
    na primeira página entre os 10 primeiros resultados está

    Qual o melhor tratamento p/ gripe?? - Yahoo! Respostas


    17 mar. 2008 ... tomar remedios e ficar na cama se possivel ... cama e um bom chá com aspirina ... bem gripe eh uma virose entaum nunk tomar antibioticos! ...
    br.answers.yahoo.com/question/index?qid... - Em cache - Semelhante

    Todas essas respostas foram dadas por leigos! Lendo as respostas algumas são perigosas. Será que tomar aspirina num quadro que eventualmente parece uma gripe, porém, é na verdade dengue é uma boa orientação?

    Não adianta criticar a internet, ela é uma realidade, o ser humano sempre procurou a informação e sempre continuará procurando. A internet simplesmente é a forma mais rápida e fácil de encontrar algum tipo de informação sobre Medicina, porém cuidado siga algumas regras antes de confiar numa informação de internet para evitar os efeitos colaterais do Dr. Google. 
    O Dr. Google deve lhe ajudar a compreender melhor o seu problema, porém, não deve servir para que você se auto diagnostique. Quem deve fazer o diagnóstico é o seu médico não a Internet. 
    Procurar seu diagnóstico e instituir seu tratamento baseado em informações da Internet é um erro. 

    Sempre procure responder as seguintes perguntas quando por procurar uma informação na internet. 
    1. Quem escreveu a informação?
    2. Qual a qualificação de quem escreveu a informação?
    3. Quando foi escrita a informação?
    4. O texto está assinado ou possui referência de onde foi retirado?
    5. Quem patrocina o site onde a informação está escrita?

    Várias informações médicas são escritas por pessoas que querem vender um determinado produto, CUIDADO!

    • Qual a qualificação de quem escreveu a informação?
    Varias informações podem ser escritas por profissionais que não são da área, porém tem um bom conteúdo, exemplo um terapeuta ocupacional, médico ou fisioterapeuta ligado a uma universidade com mestrado, doutorado ou outro título académico tem maior chance se ser uma informação de qualidade.
    Mesmo quando escritas por médicos procure sempre verificar as credenciais:
    Ele está registrado no CRM: Conselho Regional de Medicina?
    Ele é membro Titular de alguma Sociedade Médica?
    O site onde está escrita a informação é um site confiável?
    Essas informações em geral podem ser verificadas também pela internet.
    • Quando foi escrita a informação?
    A medicina é a ciência das verdades transitórias, o certo hoje pode ser errado amanhã. Há cinco séculos os médicos tratavam a febre com sangria!

    • O texto está assinado ou possui referência de onde foi retirado?
    Toda informação deve ser assinada ou possuir referencia no site. Cuidado com os sites com informações médicas que querem na verdade vender produtos.

    • Quem patrocina o site onde a informação está escrita?
    Avalie sempre quem está patrocinando o site, algumas vezes o patrocinador tem interesse direto ou paga quem está escrevendo a matéria. A maioria das informações sobre Ortopedia e Medicina do Esporte foram escritas por fisioterapeutas, professores de educação fisica, donos de academia, jornalistas, etc. Alias os jornalistas escrevem a maioria das informações da internet, esse é o trabalho deles ( um jornalista pode ser ao mesmo tempo um assessor de imprensa de uma empresa que quer divulgação um determinado produto, a reportagem eventualmente é uma propagando paga, etc.)

    Lembre-se o papel ( no caso o editor de texto e a tela do computador) aceita quarquer coisa que escrevam lá. O fato de estar escrito não que dizer que seja verdade!
    Dicas para identificar um site sério. Abaixo dois selos de qualidade:

    O que é o WEB MEDICA ACREDITADA?

    Web Mèdica Acreditada. More informationO WEB MEDICA ACREDITADA é um selo de certificação semelhante ao Honcode. Para verificar a validade do certificado você deve clicar na imagem e ser direccionado para uma página que mostre o certificado eletrónico.
    Emitido pela Associação Médica de Barcelona na Espanha, os sites devem seguir um codigo de conduta de acordo com os critérios:

    O que é o HonCode?
    HONcode é o mais antigo, o mais utilizado e o mais confiável codigo ético para sites médicos e de saúde na Internet, a obtenção do certificado é gratuita, ou seja não há como pagar para obter a certificação. A Fundação HON é uma Organização Não-Governamental, conhecido internacionalmente por seu trabalho pioneiro no campo da ética das informações de saúde, nomeadamente para o estabelecimento de seu código de conduta ética, a HONcode. Abaixo selo do Honcode.
    Nós aderimos 
aos princípios da charte HONcode da Fondation HONPara verificar se um site é certificado você deve clicar na imagem do HonCode como na Imagem ao lado. Para adquirir o certificado e manté-lo o site deve cumprir o Código de Ética o tempo todo.

    Outras DICAS:


    • Compare as informações da internet com outras fontes como por exemplo livros e jornais.
    Sempre confira as credenciais do Autor, estas informações devem estar impressas de modo claro no site. Não confie em informações que não tem autor e sem data de quando foi escrito. Preferencialmente o artigo deve citar as fontes de onde as informações foram retiradas ou quem as escreveu.
    • Converse com o seu médico para confirmar as informações que você leu no site, isto é fundamental quanto você encontrar informações que parecerem ser contraditórias com as informadas pelo seu médico ou outras fortes confiáveis exemplo trabalhos científicos Nivel A de evidência
    • Jamais confie de imediato numa informação que seja diferente da orientação do seu medico.
    Nunca realize um auto diagnóstico e inicie um tratamento baseado somente em informações da internet, converse sempre com o seu médico antes de tomar qualquer medicamento.
    Escrevi essa artigo após a CONFERÊNCIA – A MEDICINA NA ERA DO GOOGLE ministrada pelo Sr. Antônio Luiz Schuch - Diretor da Google Enterprise para América Latina na Jornada da Rede D'or que ocorreu no último dia 19 de Setembro de 2010 no Hotel intercontinental no Rio de Janeiro.
    Dr. Marcos Britto da Silva
    Rio de Janeiro, RJ
    atualizado em 15/10/2010
  • Orthopaedic Treatment Rehabilitation

    Posted: Fri, 15 Oct 2010 03:04:00 +0000
  • Hand and Wrist

    Posted: Fri, 15 Oct 2010 02:49:00 +0000
  • Tumors and Bone Lesions

    Posted: Fri, 15 Oct 2010 02:25:00 +0000
  • Sports and Exercises

    Posted: Fri, 15 Oct 2010 02:19:00 +0000
  • Spine

    Posted: Fri, 15 Oct 2010 02:16:00 +0000

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