Dr. Marcos Britto da Silva - Ortopedia, Traumatologia e Medicina Esportiva: Bula Lyrica Pregabalina Indicações Efeitos Colaterias

Bula Lyrica Pregabalina Indicações Efeitos Colaterias

Lyrica está indicado no tratamento da neuropatia diabética, parestesias e fibromialgia. LYRICA também é indicado para tratar crises parciais de epilepsia em adultos que tomam um ou
Informações importantes sobre segurança efeitos colaterais 

Lyrica não é para todos. Lyrica pode causar importantes reações e deve ser usado somente com orientção médica. Para garantir isso Lyrica é comercializado somente com receita controlada.
Lyrica pode causar inchaço das mãos, pernas e pés, e deve ser usado com cautela em pessoas com problemas cardíacos. Lyrica pode causar tonturas e sonolência. Você não deve dirigir ou trabalhar com máquinas até que saiba como LYRICA lhe afeta. Além disso, informe o seu médico imediatamente sobre  dor muscular ou problemas com sensação de mal estar e febre, ou quaisquer alterações na visão, incluindo visão embaçada ou se tiver qualquer problemas renais ou se submetem a diálise.

Alguns dos efeitos secundários mais comuns do LYRICA são tonturas, visão embaçada, ganho de peso, sonolência, dificuldade de concentração, inchaço das mãos e dos pés, boca seca Se você tem diabetes, informe o seu médico sobre qualquer feridas na pele.

O inchaço são mais frequentes se você está usando um medicamento a base de enzima conversora da angiotensina (ECA) informe o seu médico se estiver usando esses medicamentos.
Não beba bebidas alcoólicas enquanto estiver usando LYRICA.
Não pare de tomar LYRICA sem falar com seu médico. Se você parar de repente você pode ter dores de cabeça, náuseas, diarreia ou problemas para dormir e se você tem epilepsia, você pode ter convulsões com mais freqüência.


Apresentação de Lyrica

Lyrica 75 mg em embalagens contendo 14 ou 28 cápsulas. Lyrica 150 mg em embalagens contendo 28 cápsulas

Lyrica - Indicações

Dor Neuropática Lyrica* (pregabalina) é indicado para o tratamento da dor neuropática em adultos. Epilepsia Lyrica* é indicado como terapia adjunta das crises parciais, com ou sem generalização secundária, em pacientes a partir de 12 anos de idade. Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) Lyrica* é indicado para o tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) em adultos. Fibromialgia Lyrica* é indicado para o controle de fibromialgia.

Contra-indicações de Lyrica

Lyrica* (pregabalina) é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à pregabalina ou a qualquer componente da fórmula.

Advertências

Pacientes com problemas hereditários raros de intolerância a galactose, deficiência de lactase de Lapp ou mal-absorção de glicose-galactose não devem utilizar Lyrica* (pregabalina). Alguns pacientes diabéticos sob tratamento com Lyrica* que obtiverem ganho de peso podem necessitar de ajuste da medicação hipoglicêmica. Houve relatos no período pós-comercialização de reações de hipersensibilidade, incluindo casos de angioedema. Lyrica* deve ser descontinuado imediatamente se ocorrerem sintomas de angioedema, tais como edema facial, perioral ou da via aérea superior. O tratamento com Lyrica* está associado com tontura e sonolência, que pode aumentar a ocorrência de acidentes (queda) na população idosa. Houve também relatos póscomercialização de perda de consciência, confusão e dano mental. Portanto, pacientes devem ser alertados para ter cautela até que os efeitos potenciais de Lyrica* sejam familiares. Na experiência pós-comercialização, visão borrada transitória e outras alterações na acuidade visual foram reportadas por pacientes tratados com pregabalina. A descontinuação da pregabalina pode resultar na resolução ou melhora desses sintomas visuais. Não há dados suficientes para a suspensão de medicamentos antiepiléticos concomitantes, uma vez que o controle das convulsões com Lyrica* foi atingido na situação de uso concomitante com outra droga antiepilética e adoção de monoterapia com Lyrica*. Foram observados sintomas de retirada em alguns pacientes após a descontinuação do tratamento prolongado e de curto prazo comLyrica*. Os seguintes eventos foram mencionados: insônia, dor de cabeça, náusea e diarréia (vide Reações Adversas). Embora os efeitos da descontinuação sobre a reversibilidade da insuficiência renal não tenha sido sistematicamente estudada, foi relatada melhora da função renal após a descontinuação ou redução da dose de Lyrica*. Embora não tenha sido identificada nenhuma relação causal entre a exposição ao Lyrica* e insuficiência cardíaca congestiva, houve relatos pós-comercialização de insuficiência cardíaca congestiva em alguns pacientes recebendoLyrica*. Em estudos de curto prazo com pacientes sem doença vascular periférica ou cardíaca clinicamente significante, não houve associação aparente entre edema periférico e complicações cardiovasculares tais como hipertensão ou insuficiência cardíaca congestiva. Devido aos dados limitados de pacientes com insuficiência cardíaca congestiva grave, Lyrica* deve ser administrado com cautela nesses pacientes (vide Reações Adversas).

Uso na gravidez de Lyrica

Não há dados adequados sobre o uso de Lyrica* em mulheres grávidas. Estudos em animais mostraram toxicidade reprodutiva (vide Dados de Segurança Pré- Clínicos). O risco potencial a humanos é desconhecido. Portanto, Lyrica* não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que o benefício à mãe justifique claramente o risco potencial ao feto. Métodos contraceptivos eficazes devem ser utilizados por mulheres com potencial de engravidar. Lyrica* é um medicamento classificado na categoria C de risco de gravidez. Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Uso durante a Lactação Não se sabe se a pregabalina é excretada no leite materno de humanos. Entretanto, está presente no leite de ratas. Portanto, a amamentação não é recomendada durante o tratamento com Lyrica*.

Interações medicamentosas de Lyrica

A pregabalina provavelmente não produzirá, nem estará sujeita, a interações farmacocinéticas, uma vez que é predominantemente excretada inalterada na urina, sofre metabolismo desprezível em humanos (<2% de uma dose recuperada na urina como metabólitos), não inibe o metabolismo de fármacos in vitro e nem se liga a proteínas plasmáticas. Do mesmo modo, em estudos in vivo, nenhuma interação farmacocinética clinicamente relevante foi observada entre a pregabalina e a fenitoína, carbamazepina, ácido valpróico, lamotrigina, gabapentina, lorazepam, oxicodona ou etanol. Além disso, a análise farmacocinética populacional indicou que hipoglicemiantes orais, diuréticos, insulina fenobarbital, tiagabina e topiramato, não tiveram efeito clinicamente significativo sobre o clearance da pregabalina. A co-administração de pregabalina com os contraceptivos orais noretisterona e/ou etinilestradiol não influencia a farmacocinética de qualquer um dos agentes no estado de equilíbrio. A pregabalina pode potencializar os efeitos do etanol e lorazepan. Em estudos clínicos controlados, doses orais múltiplas de pregabalina co-administrada com oxicodona, lorazepam ou etanol não resultaram em efeitos clinicamente importantes sobre a respiração. Em experiência pós-comercialização, houve relatos de insuficiência respiratória e coma em pacientes sob tratamento de Lyrica* (pregabalina) e outros medicamentos antidepressivos do SNC. A pregabalina parece ser aditiva no prejuízo da função cognitiva e coordenação motora grosseira causado pela oxicodona. Não foram conduzidos estudos de interação farmacodinâmica específica em voluntários idosos.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Lyrica

O programa clínico de Lyrica* (pregabalina) envolveu mais de 12.000 pacientes expostos à pregabalina, dos quais mais de 7.000 participaram de estudos duplo-cegos, placebocontrolados. As reações adversas mais freqüentemente notificadas foram tontura e sonolência. As reações adversas foram, em geral, de intensidade leve a moderada. Em todos os estudos controlados, o índice de descontinuação devido a eventos adversos foi de 14% para pacientes recebendo pregabalina e de 5% para pacientes recebendo placebo. As reações adversas mais comuns que resultaram em descontinuação nos grupos de tratamento com pregabalina foram tontura e sonolência. Eventos adversos selecionados que foram relacionados ao tratamento em uma análise conjunta de ensaios clínicos estão listados na tabela abaixo por classe de órgãos sistêmicos e freqüência: muito comuns (>1/10), comuns (>1/100, <1/10), incomuns (>1/1.000, <1/100) e raras (<1/1.000). As reações adversas listadas poderão estar associadas a doenças subjacentes e/ou medicamentos concomitantes. Sistema Corporal Reações Adversas ao Medicamento Infecções e Infestações Incomum Nasofaringite Sangue e sistema linfático Raros Neutropenia. Metabólicos e nutricionais Comuns Aumento de apetite. Incomuns Anorexia. Raros Hipoglicemia. Psiquiátricos Comuns Confusão, desorientação, irritabilidade, humor eufórico, diminuição da libido, insônia. Incomuns Despersonalização, anorgasmia, inquietação, depressão, agitação, mudanças de humor, humor deprimido, dificuldade de encontrar palavras, alucinações, sonhos anormais, aumento da libido, crise de pânico, apatia. Raros Desinibição, humor elevado. Sistema nervoso Muito comuns Tontura, sonolência. Comuns Ataxia, coordenação anormal, transtorno de equilíbrio, amnésia, distúrbios de atenção, dificuldade de memória, tremores, disartria, parestesia, sedação, letargia. Incomuns Distúrbios cognitivos, hipoestesia, nistagmo, distúrbios da fala, mioclonia, hiporreflexia, discinesia, hiperatividade psicomotora, vertigem postural, hiperestesia, ageusia, sensação de queimação, tremor de intenção, estupor, síncope. Raros Hipocinesia, parosmia, disgrafia. Oftalmológicos Comuns Visão turva, diplopia. Incomuns Alteração visual, deficiência no campo visual, olhos secos, inchaço ocular, redução da acuidade visual, dor ocular, astenopia, aumento do lacrimejamento. Raros Fotopsia, irritação ocular, midríase, oscilopsia, percepção visual de profundidade alterada, perda de visão periférica, estrabismo, brilho visual. Auditivos e de labirinto Comuns Vertigem. Incomuns Hiperacusia. Cardíacos Incomuns Bloqueio atrioventricular de primeiro grau, taquicardia. Raros Taquicardia sinusal, arritmia sinusal, bradicardia sinusal. Vasculares Incomuns Hipotensão arterial, hipertensão arterial, rubores, ondas de calor, frio nas extremidades. Respiratórios, torácicos e mediastinais Incomuns Dispnéia, tosse, secura nasal. Raros Congestão nasal, epistaxe, rinite, coriza, aperto na garganta. Gastrintestinais Comuns Vômitos, distensão abdominal, constipação, boca seca, flatulência. Incomuns Hipersecreção salivar, refluxo gastresofágico, hipoestesia oral. Raros Ascite, disfagia, pancreatite. Pele e tecido subcutâneo Incomuns Sudorese, erupções cutâneas papulares (rash papular). Raros Suor frio, urticária. Músculo-esqueléticos e tecido conjuntivo Incomuns Contração muscular, inchaço articular, espasmo muscular, mialgia, artralgia, dor lombar, dor nos membros, rigidez muscular. Raros Espasmo cervical, dor cervical, rabdomiólise. Renais e urinários Incomuns Disúria, incontinência urinária. Raros Oligúria, insuficiência renal. Sistema reprodutor e mama Comuns Disfunção erétil. Incomuns Retardo na ejaculação, disfunção sexual. Raros Amenorréia, dor mamária, secreção de mama, dismenorréia, hipertrofia de mama. Gerais Comuns Edema periférico, edema, marcha anormal, sensação de embriaguez, sensação anormal, fadiga. Incomuns Aperto no peito, quedas, edema generalizado, dor, calafrio, astenia, sede. Raros Pirexia. Exames laboratoriais Comuns Aumento de peso. Incomuns Elevação das enzimas: alanina aminotransferase, creatina fosfoquinase sangüínea e aspartato aminotransferase e diminuição da contagem de plaquetas. Raros Elevação da glicose sangüínea, elevação da creatinina sangüínea, diminuição do potássio sangüíneo, diminuição de peso, diminuição de leucócitos. As seguintes reações adversas foram relatadas durante a pós-comercialização: Sistema imune: angioedema, reação alérgica, hipersensibilidade. Sistema nervoso: dor de cabeça, perda de consciência, prejuízo mental. Cardíacos: insuficiência cardíaca congestiva. Oftalmológicos: ceratite. Gastrintestinais: edema de língua, diarréia, náusea. Pele e tecido subcutâneo: inchaço da face, prurido. Renais e urinários: retenção urinária. Respiratório e torácico: edema pulmonar. Idosos (acima de 65 anos de idade) Num total de 998 pacientes idosos, não foram observadas diferenças quanto a segurança geral, em comparação aos pacientes com menos de 65 anos de idade.

Lyrica - Posologia

Cada cápsula de Lyrica* (pregabalina) de 75 mg ou 150 mg contêm 75 mg ou 150 mg de pregabalina, respectivamente. Dor Neuropática A dose inicial recomendada de Lyrica* é de 75 mg duas vezes ao dia (150 mg/dia), com ou sem alimentos. Em estudos clínicos, a eficácia da pregabalina foi demonstrada em pacientes que receberam uma faixa de 150 a 600 mg/dia. Para a maioria dos pacientes, 150 mg duas vezes ao dia é a dose ideal. A eficácia da pregabalina foi demonstrada na primeira semana. Entretanto, com base na resposta individual e na tolerabilidade do paciente, a dose poderá ser aumentada para 150 mg duas vezes ao dia após um intervalo de 3 a 7 dias e, se necessário, até uma dose máxima de 300 mg duas vezes ao dia após mais uma semana. Epilepsia A dose inicial recomendada de Lyrica* é de 75 mg duas vezes ao dia (150 mg/dia), com ou sem alimentos. Em estudos clínicos, a eficácia de pregabalina foi demonstrada em pacientes que receberam uma faixa de 150 a 600 mg/dia. A eficácia de pregabalina foi demonstrada já na Semana 1. Entretanto, com base na resposta e tolerabilidade individuais do paciente, a dose poderá ser aumentada para 150 mg duas vezes ao dia após 1 semana. A dose máxima de 300 mg duas vezes ao dia pode ser atingida após mais 1 semana. Não é necessário monitorar as concentrações plasmáticas de pregabalina para otimizar a terapia com tal agente. A pregabalina não altera as concentrações plasmáticas de outros medicamentos anticonvulsivantes freqüentemente utilizados. Do mesmo modo, medicamentos anticonvulsivantes freqüentemente usados não alteram as concentrações plasmáticas da pregabalina (vide Interações Medicamentosas). Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) A dose varia de 150 a 600 mg/dia, divididas em duas ou três doses. A necessidade para o tratamento deve ser reavaliada regularmente. A dose inicial eficaz recomendada de Lyrica* é de 75 mg duas vezes ao dia (150 mg/dia), com ou sem alimentos. Em estudos clínicos, a eficácia de pregabalina foi demonstrada em pacientes que receberam uma faixa de 150 a 600 mg/dia. Com base na resposta e tolerabilidade individuais do paciente, a dose pode ser aumentada para 300 mg ao dia após 1 semana. Depois de mais uma semana a dose pode ser aumentada para 450 mg ao dia. A dose máxima de 600 mg ao dia pode ser atingida após mais 1 semana. Fibromialgia A dose recomendada de Lyrica* é de 300 a 450 mg/dia. A dose deve ser iniciada com 75 mg duas vezes ao dia (150 mg/dia), com ou sem alimentos, e a dose pode ser aumentada para 150 mg duas vezes ao dia (300 mg/dia) em uma semana baseado na eficácia e tolerabilidade individuais. Pacientes que não experimentaram benefícios suficientes com uma dose de 300 mg/dia podem ter a dose aumentada para 225 mg duas vezes ao dia (450 mg/dia). Lyrica* foi também estudado na concentração de 600 mg/dia e esta dose não demonstrou benefícios adicionais e foi menos tolerada. Descontinuação do Tratamento Se Lyrica* for descontinuado, recomenda-se que isto seja feito gradualmente durante no mínimo 1 semana. Uso em Pacientes com Insuficiência Renal A redução da dosagem em pacientes com a função renal comprometida deve ser individualizada de acordo com o clearance de creatinina (CLcr) (vide Propriedades Farmacocinéticas – Farmacocinética em Grupos Especiais de Pacientes – Insuficiência Renal), conforme indicado na Tabela 1, utilizando a seguinte fórmula: CLcr (mL/min) = [140 - idade (anos) x peso (kg)/[72 x creatinina sérica (mg/dL) (x 0,85 para mulheres) Tabela 1. Ajuste da dose de Lyrica* baseado na Função Renal (vide bula original) Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática Nenhum ajuste de dose é necessário para pacientes com insuficiência hepática (vide Propriedades Farmacocinéticas – Farmacocinética em Grupos Especiais de Pacientes – Insuficiência Hepática). Uso em Crianças A segurança e a eficácia de Lyrica* em pacientes pediátricos abaixo de 12 anos de idade ainda não foram estabelecidas. O uso em crianças não é recomendado (vide Dados de Segurança Pré-clínicos). Uso em Adolescentes (12 a 17 anos de idade) Pacientes adolescentes com epilepsia podem receber a dose como adultos. A segurança e a eficácia de Lyrica* em pacientes abaixo de 18 anos de idade com dor neuropática não foram estabelecidas. Uso em Pacientes Idosos (acima de 65 anos de idade) Pacientes idosos podem necessitar de redução da dose de Lyrica* devido à diminuição da função renal (vide Propriedades Farmacocinéticas – Farmacocinética em Grupos Especiais de Pacientes – Idosos (mais de 65 anos de idade)). Dose Omitida Caso o paciente esqueça de tomar Lyrica* no horário estabelecido, deve tomá-lo assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de tomar a próxima dose, deve desconsiderar a dose esquecida e tomar a próxima. Neste caso, o paciente não deve tomar a dose duplicada para compensar doses esquecidas. O esquecimento de dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

Superdosagem

Em superdoses de até 15 g, nenhuma reação adversa inesperada foi notificada. Em experiência pós-comercialização, os eventos adversos mais comumente relatados quando houve superdosagem de Lyrica* (pregabalina) incluem distúrbios afetivos, sonolência, estado de confusão, depressão, agitação e inquietação. O tratamento da superdose com Lyrica* deve incluir medidas gerais de suporte, podendo ser necessária hemodiálise (vide Posologia).

Lyrica - Informações

O ingrediente ativo, pregabalina (ácido (S)-3-(aminometil)-5-metil-hexanóico), é um análogo do ácido gama-aminobutírico (GABA). Mecanismo de Ação Estudos in vitro mostram que a pregabalina liga-se a uma sub-unidade auxiliar (proteína alfa2- d) dos canais de cálcio voltagem-dependentes no sistema nervoso central, deslocando fortemente a [3H-gabapentina. Duas evidências indicam que a ligação da pregabalina ao sítio alfa2-d é necessária para a atividade analgésica e anticonvulsiva em modelos animais: (1) estudos com o enantiômero-R inativo e outros derivados estruturais da pregabalina e (2) estudos com a pregabalina em camundongos mutantes com ligação defeituosa do fármaco à proteína alfa2-d. Além disso, a pregabalina reduz a liberação de vários neurotransmissores, incluindo o glutamato, noradrenalina e substância P. O significado desses efeitos na farmacologia clínica da pregabalina não é conhecido. A pregabalina não apresenta afinidade por sítios de receptor, nem altera respostas associadas à ação de vários medicamentos comuns no tratamento de crises epilépticas ou dor. A pregabalina não interage com qualquer receptor GABAA ou GABAB; não é convertida metabolicamente em GABA ou em agonista GABA; não é um inibidor da assimilação nem degradação do GABA. A pregabalina inibe comportamentos relacionados à dor em modelos animais de dor neuropática e pós-cirúrgica, incluindo a hiperalgesia e a alodinia. A pregabalina também é ativa em modelos animais de crises epilépticas, incluindo as tônicas do extensor por eletrochoque máximo em camundongos ou ratos, crises clônicas induzidas pelo pentilenotetrazol, crises comportamentais e eletrográficas em ratos com abrasamento hipocampal e crises tônico-clônicas em camundongos audiogênicos DBA/2. A pregabalina não reduz a incidência de crises espontâneas de ausência na Epilepsia Genética de Ausência em Ratos de Estrasburgo. Propriedades Farmacocinéticas A farmacocinética da pregabalina no estado de equilíbrio é semelhante em voluntários sadios, pacientes com epilepsia recebendo antiepilépticos e em pacientes com dor crônica. Absorção A pregabalina é rapidamente absorvida quando administrada em jejum, com o pico das concentrações plasmáticas ocorrendo dentro de 1 hora após administração tanto de doses únicas como múltiplas. A biodisponibilidade oral da pregabalina foi estimada em >= 90%, sendo independente da dose. Após repetidas administrações, o estado de equilíbrio é alcançado dentro de 24 a 48 horas. O índice de absorção da pregabalina é reduzido quando administrado com alimentos, resultando numa diminuição da Cmáx de aproximadamente 25-30% e retardo do Tmáx em aproximadamente 2,5 horas. Entretanto, a administração de pregabalina com alimentos não apresenta efeito clinicamente significativo sobre o grau de absorção deste medicamento. Distribuição Em estudos pré-clínicos, observou-se que a pregabalina atravessa a barreira hematoencefálica em camundongos, ratos e macacos. O fármaco demonstrou atravessar a placenta em ratas e está presente no leite de ratas lactantes. Em humanos, o volume aparente de distribuição após administração oral é de aproximadamente 0,56 L/kg. A pregabalina não se liga a proteínas plasmáticas. Metabolismo A pregabalina sofre metabolismo desprezível em humanos. Após uma dose radiomarcada, aproximadamente 98% da radioatividade recuperada na urina foram da pregabalina inalterada. O derivado N-metilado da pregabalina, o principal metabólito encontrado na urina, foi responsável por 0,9% da dose. Em estudos pré-clínicos, não houve indicações de racemização do enantiômero S em enantiômero R da pregabalina. Eliminação A pregabalina é eliminada da circulação sistêmica principalmente por excreção renal como fármaco inalterado. A meia-vida de eliminação da pregabalina é de 6,3 horas. O clearance plasmático e o clearance renal são diretamente proporcionais ao clearance de creatinina (vide Propriedades Farmacocinéticas – Farmacocinética em Grupos Especiais de Pacientes). É necessário o ajuste de dose em pacientes com função renal reduzida ou submetidos à hemodiálise (vide Posologia – Tabela 1). Linearidade / Não-linearidade A farmacocinética da pregabalina é linear na faixa de doses diárias recomendadas. A variabilidade entre indivíduos é baixa (<20%). A farmacocinética das doses múltiplas é previsível a partir dos dados para dose única. Portanto, não há necessidade de monitoração de rotina das concentrações plasmáticas da pregabalina. Farmacocinética em Grupos Especiais de Pacientes Raça A exposição ao fármaco pregabalina não é influenciada pela raça (caucasianos, negros, hispânicos e asiáticos). Sexo Estudos clínicos indicam que o sexo não tem influência clinicamente significativa sobre as concentrações plasmáticas da pregabalina. Insuficiência Renal O clearance da pregabalina é diretamente proporcional ao clearance de creatinina. Além disso, a pregabalina é removida do plasma por hemodiálise de modo eficaz (após 4 horas de hemodiálise, as concentrações plasmáticas de pregabalina ficam reduzidas em aproximadamente 50%). Como a eliminação renal é a principal via de excreção, é necessária a redução da dose em pacientes com insuficiência renal e suplementação da dose após hemodiálise (vide Posologia – Tabela 1). Insuficiência Hepática Nenhum estudo farmacocinético específico foi conduzido em pacientes com insuficiência hepática. Como a pregabalina não sofre metabolismo significativo, sendo excretada predominantemente como fármaco inalterado na urina, a insuficiência hepática não deve alterar significativamente as concentrações plasmáticas de pregabalina. Idosos (mais de 65 anos de idade) O clearance da pregabalina tende a diminuir com o avanço da idade. Esta diminuição no clearance da pregabalina oral está relacionada com as reduções no clearance de creatinina associadas à maior idade. Pode ser necessária redução na dose em pacientes com função renal comprometida devido à idade (vide Posologia – Tabela 1). Dados de Segurança Pré-Clínicos Em estudos convencionais de segurança farmacológica em animais, a pregabalina foi bem tolerada nas doses clinicamente relevantes. Em estudos de toxicidade das doses repetidas em ratos e macacos, foram observados efeitos no SNC, incluindo hipoatividade, hiperatividade e ataxia. Foi comumente observado um aumento da incidência de atrofia retinal em ratos albinos com idade avançada após exposições prolongadas à pregabalina em doses >= 5 vezes a média de exposição humana na dose clínica máxima recomendada. Teratogenicidade A pregabalina não foi teratogênica em camundongos, ratos ou coelhos. A toxicidade fetal em ratos e coelhos ocorreu somente em exposições suficientemente acima da exposição humana. Em estudos de toxicidade pré- e pós-natal, a pregabalina induziu toxicidade no desenvolvimento da cria em ratos, com exposições >2 vezes a exposição máxima recomendada para humanos. Mutagenicidade A pregabalina não é genotóxica, baseando-se nos resultados de uma bateria de testes in vitro e in vivo. Carcinogenicidade Estudos de carcinogenicidade de 2 anos com pregabalina foram realizados com ratos e camundongos. Nenhum tumor foi observado em ratos expostos a até 24 vezes o valor médio da exposição humana na dose clínica máxima recomendada de 600 mg/dia. Em camundongos, não houve aumento da incidência de tumores com exposições semelhantes a média da exposição humana, mas observou-se um aumento da incidência de hemangiosarcoma com altas exposições. O mecanismo não-genotóxico da pregabalina de indução de formação de tumores em camundongos envolve alterações plaquetárias associadas a proliferação de células endoteliais. Estas alterações plaquetárias não estavam presentes em ratos ou humanos baseado em dados clínicos a curto prazo ou longo prazo limitado. Não há evidências sugerindo risco a humanos. Em ratos jovens a toxicidade não diferiu qualitativamente da observada em ratos adultos. Entretanto, os ratos jovens foram mais sensíveis. Em exposições terapêuticas houve evidência de sinais clínicos de hiperatividade do SNC e bruxismo e algumas alterações no crescimento (supressão transitória do ganho de peso corporal). Foi observado efeito sobre o ciclo do oistros com 5 vezes a exposição terapêutica humana. Efeitos neurocomportamentais/cognitivos foram observados em ratos jovens 1-2 semanas após a exposição >2 vezes (resposta acústica de sobressalto) ou >5 vezes (aprendizado/memória) a exposição terapêutica humana. Resposta acústica de sobressalto reduzida foi observada em ratos jovens, 1-2 semanas após exposição >2 vezes a exposição terapêutica humana. Nove semanas após a exposição, este efeito não foi mais observado.

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Atualizado em 07/08/2013

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