Dr. Marcos Britto da Silva - Ortopedia, Traumatologia e Medicina Esportiva: 02/01/2012 - 03/01/2012

Protese de Metal no Quadril

Resumo do Simpósio da AAOS 2012 sobre próteses metal/metal do Quadril.

Quando os jornais falam de próteses de Metal no Quadril em geral eles estão se referindo a Próteses Metal/Metal ( Metal On Metal ou MOM en inglês). elas recebem ele nome pois a superfície de contato e portanto de atrito é realizada entre duas superfícies metálicas. As Prótese de Quadril Metal-Metal em geral são usadas nas cirurgia de recapeamento ( resurfacing) em pacientes jovens pois permitem uma maior estabilidade e retorno a prática de esportes. 

Porque as próteses de Quadril Metal Metal estão sendo discutidas na mídia?
Porque duas agências reguladoras deram instruções para os cirurgiões e seus pacientes com quadris MoM. A primeira agência a fazer recomendações sobre a vigilância de próteses de quadril MoM foi o MHRA do Reino Unido em 22 de abril de 2010. Essas recomendações ocorreram pois como a superfície de atrito ocorre entre duas superfícies metálicas e isso pode liberar ions. Os ions liberados dependem da composição  e do design usados na confecção da Prótese de Quadril.

Quais as recomendações dessa agencia para pacientes com Próteses de Quadril Metal on Metal?
• acompanhamento de pacientes, pelo menos, anualmente, por cinco anos no pós-operatório e mais frequentemente na presença de sintomas. Além de cinco anos, o acompanhamento de acordo com protocolos acordados localmente.
• Investigar pacientes com prótese de substituição do quadril Metal/metal dolorosas. Testes específicos devem incluir a avaliação dos níveis de íons de cobalto e cromo no sangue do paciente e  exames de imagem seccional incluindo ressonância magnética ou ultra-sonografia.
• Considerar a medição dos níveis de íons de cobalto e cromo no sangue e / ou imagem transversal para os seguintes grupos de doentes:
-Pacientes com características radiológicas associados a efeitos adversos incluindo a posição do componente
- Pacientes próteses com tamanho pequeno (artroplastia tipo resurfacing do quadril apenas)
- Casos em que o paciente ou o cirurgião estejam preocupados com o prótese
- Coortes de pacientes onde há preocupação com taxas superiores a esperadas de falha na prótese.
• Se os níveis de íons de cobalto ou de cromo são elevados acima de sete partes por bilião (ppb), então um segundo teste deve ser realizado três meses após o primeiro, a fim de identificar os pacientes que necessitam de vigilância mais próxima, que podem incluir exames de imagem.
• Considerar cirurgia de revisão se as imagens revelam reações dos tecidos moles, coleções ou massas (pseudotumor).

Qual a posição atual do FDA?
Os Estados Unidos tem um site para quadris com próteses MoM. Ele recomenda o ortopedista considerar a realização de exames de imagem especiais, punção articular e exames de sangue, incluindo níveis de íons em todos os pacientes sintomáticos.

Qual a conduta para pacientes assintomáticos segundo o FDA?
Para os pacientes assintomáticos a FDA declarou "No momento atual, não há nenhuma evidência para apoiar a necessidade de verificação dos níveis de íons metálicos no sangue ou exames especiais de imagem se os pacientes com implantes de quadril não tem nenhum dos sinais ou sintomas de alerta e se o cirurgião ortopédico sente o quadril está funcionando corretamente. 
O FDA está recomendando que os pacientes assintomáticos com implantes de quadril MoM continuem o follow-up com seu cirurgião ortopédico como prescrito. "

Quais as perguntas que o paciente assintomático com prótese de quadril deve se fazer? 
O histórico do paciente deve incluir perguntas específicas sobre dor na virilha, inchaço, ruído ao movimentar o quadril e se perceber seu quadril em uma base diária. Uma resposta positiva pode identificar um paciente que necessita de uma avaliação mais aprofundada. 

Todos os implantes Metal/Metal do Quadril são iguais?
Não, o implante do paciente deve ser identificado, uma vez que nem todos os implantes tem o mesmo sucesso, algumas marcas estão mais relacionadas a falhas enquanto outros parecem ter menor incidência. A avaliação radiográfica deve incluir a determinação da inclinação acetabular, presença de osteólise assintomática que pode ocorre nas primeiras 10 anos e podem ser consideradas como uma reação de partículas liberadas pelo atrito da Prótese.

Exames de Imagem para avaliar as próteses metal metal do quadril.
Tendo completado uma avaliação inicial, o cirurgião freqüentemente tem que decidir sobre testes adicionais para os pacientes assintomáticos ou porque estão em risco ou porque insistem em ter avaliações adicionais. 

Pacientes Assintomáticos.
Baixos níveis de íons e estudos de imagem normais são tranquilizadores. Imagens tridimensionais mostrando grande coleção líquida ou uma de massa e com altos níveis de ions no sangue devem ser avaliados criteriosamente. 

Marcos Britto da Silva
Artigo baseado no Simpósio METAL ON METAL HIP REPLACEMENT: CURRENT STATUS AND RECOMMENDATIONS FOR PATIENT MANAGEMENT encontro anual da AAOS 7-11 de Fevereiro 2012 em San Francisco, California
Atualizado em 28/02/2013

Hiperparatireoidismo

O hiperparatireoidismo, também conhecido como Doença de Von Recklinghausen do osso ou osteíte fibrosa cística, se deve ao excesso de produção de paratormônio. Observa-se reabsorção excessiva de cálcio do esqueleto e cistos cheios de tecido amarronzado chamados de tumores marrons. Esses cistos se formam dentro do osso nos casos mais intensos.

Quais os tipos de hiperparatireoidismo?

1. Hiperparatireoidismo primário – causado pelo excesso de produção da paratireóide por causa de um adenoma de secreção hormonal.

2. Hiperparatireoidismo secundário – causado pelo excesso de produção de paratormônio para mobilizar o cálcio dos ossos em resposta aos baixos níveis de cálcio resultantes de doença renal ou má absorção. (pode ser causado pela diminuição da vitamina D, ou seja caso você tenha uma carência de vitamina D por não tomar Sol você pode desenvolver Hiperparatireoidismo secundário)

3. Hiperparatireoidismo terciário – ocorre quando a paratireóide ainda produz excesso de hormônio, mesmo quando a causa desse excesso de produção já foi solucionada. A razão usual é um nódulo autónomo de tecido paratireoideo que se desenvolve enquanto o paciente sofre de hiperparatiroidismo secundário.

Quais os aspectos clínicos e radiológicos do Hiperparatireoidismo ?
Classicamente, os pacientes apresentam “gemidos de lamentação, ossos doloridos e colicas abdominais”. A dor nos ossos se deve ao esfraquecimento e reabsorção dos ossos, e os gemidos a alterações de personalidade ou a dor. A causa da dor abdominal é desconhecida.

Como é feita a Investigações do Hiperparatireoidismo ?
O nível de cálcio no soro é alto, o de fosfato é baixo e a fosfatase alcalina é alta no hiperparatireoidismo primário. Os níveis variam em outros tipos de acordo com a doença primária (renal, hipovitaminose D e outras .

Como é feito o tratamento do Hiperparatireoidismo Primário?

Tratamento. Se o excesso de produção de paratormônio puder ser corrigido, os ossos voltarão ao normal. A remoção cirúrgica das paratireóides geralmente se faz necessária.

Leia mais sobre vitamina D

Dr. Marcos Britto da Silva
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
atualizado em 21/09/2013

Carencia de Vitamina D em pacientes com Trauma ortopédico


A deficiência ou insuficiência de vitamina D foi extremamente prevalente na população de pacientes com trauma ortopédico, com uma taxa de prevalência combinada de 77,4%.

Pesquisadores anunciaram ontem aqui na American Academy of Orthopaedic Surgeons Reunião Anual de 2012 . 
Dr. Brett D. Crist, professor associado de cirurgia ortopédica da Universidade de Missouri School of Medicine, Columbia relatou que  os pacientes adultos (com 26 anos ou mais anos) apresentaram a maior prevalência de deficiência ou insuficiência, ao passo que aqueles entre 18 a 25 anos apresentaram o menor incidência. 


Os investigadores conduziram uma revisão do registro médico retrospectivo entre 01 de janeiro de 2009 e 30 de setembro de 2010, de todos os pacientes com traumas ortopédicos , com 18 anos ou mais num hospital terciário de trauma e que tinha documentado os níveis séricos de 25-hidroxi-Vitamina D. Eles identificaram 889 pacientes com deficiência de vitamina D. A insuficiencia de vitamina D foi definida como um nível de 25-hidroxivitamina D abaixo de 20 ng / mL, e insuficiência foi definida como um nível entre 20 e 32 ng / mL. 

Os pesquisadores encontraram uma prevalência de deficiência de vitamina D de 39%. A prevalência de deficiência de vitamina D e insuficiência combinado foi de 77,4%. 

Pacientes entre 18 a 25 anos tiveram a menor prevalência de deficiência (29,1%, P = .25) e insuficiência (54,7%, P = .08). Mulheres de 18 a 25 anos tiveram uma menor prevalência de deficiência (25%, P = .41) e insuficiência (41,7%, P = 0,16) do que outras mulheres. Homens de 18 a 25 anos tiveram uma menor prevalência de insuficiência (59,7%, P = 0,24) do que os outros homens. Não foram detectados diferenças marcantes na prevalência de deficiência ou insuficiência com base na idade ou sexo. "Tanto a deficiência de vitamina D e insuficiência eram prevalentes nesta população de pacientes com trauma ortopédico", relatam os pesquisadores em seu resumo. 

Segundo os autores "Para nosso conhecimento, esta é a maior casuística de pacientes com trauma ortopédico a ser avaliado para a deficiência de vitamina D". Além disso, o período de estudo de 21 meses ajuda a explicar a variação sazonal na prevalência de deficiência de vitamina D". 

Os investigadores concluem que "avaliar a incidência de deficiência de vitamina D em uma população de trauma é de grande importância para aumentar a conscientização sobre o rastreio da doença e as mudanças e padrões de tratamento."

Esse artigo foi baseado em trabalho apresentado no Congresso da academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos no dia 07 fevereiro de 2012 (São Francisco, Califórnia)

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte 
Rio de Janeiro, RJ, Brasil 
Atualizado em 08/02/2012

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