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Sinal de Geiger na Artropatia do Manguito Rotador

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  Sinal de Geiger na Artropatia do Manguito Rotador Ao lado paciente acamado com dor intensa no Ombro Esquerdo. História de Ruptura antiga do Manguito Rotador. O exame clínico Revela o chamado Sinal de Geiger - efusão articular ( sinovite gleno umeral ) que se insinua para a pele simulando uma luxação gleno umeral anterior. Esse abaulamento na pele ( seta azul ) ocorre devido ao derrame articular não estar contido dentro da articulação gleno umeral. Associação de uma lesão extensa do manguito rotador a lesão da capsula articular na região do intervalo dos rotadores. Leia mais sobre Artropatia do Manguito Rotador Dr Marcos Britto da Silva Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil atualizado em 22/04/2022

Ombro do Malhador - Osteolise da clavicula

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O Ombro do levantador de peso, Ombro do malhador, Ombro do halterofilista são nomes populares da osteólise da região distal da clavícula O que causa a osteólise de clavícula? O osteólise de clavícula é causada pelo microtrauma repetido provocado pelo excesso de exercícios/peso na região, ocorre em quem levanta peso na academia , porém a ginastica repetida, natação, flexão de braço, surf, etc e todos os exercícios com esforço sobre a articulação acrômio clavicular podem levar a sinovite nessa articulação, com o passar das semanas o trauma repetido leva a lesão na cartilagem e se o esforço permanecer pode surgir edema ósseo na extremidade distal da clavícula e dor persistente por meses no ombro. Porque ocorre a osteólise de clavícula? A clavícula é o único osso que liga o membro superior ao restante do corpo, portanto toda a força exercida pelo braço passa obrigatoriamente por essa região. A solicitação excessiva pode levar a falha estrutural e consequente reação de estresse. 

Dores do Home Office no Covid 19

Ocorreu aumento das dores músculo esqueléticas com o Home Office ?  Observamos um aumento das dores músculo esqueléticas em geral com a pandemia de Covid 19. Os pacientes estão se queixando de modo mais intenso de dores musculares, articulares e surgiram novos locais de dor. Quais as causas do aumento das dores músculo esqueléticas durante a pandemia de covid 19? Acredito que o aumento das dores músculo esqueléticas estejam relacionadas a 3 fatores. 1- Sedentarismo: O " Fique em Casa " retirou boa parte das atividades físicas, alguns pacientes já saiam pouco de casa. Os velhos ficaram trancados durante meses 2- Erro no gesto esportivo ao acompanhar exercícios pela internet.  3- Vícios posturais: Para pacientes mais jovens além da diminuição das atividades físicas muito começaram a trabalhar em casa em ambientes improvisados, com cadeiras inadequadas, usando os móveis ou as mesas disponíveis, outras trabalhando sentados no sofa ou na cama, em posição totalmente errada. Após

Tendinopatia Insercional

O que é tendinopatia Insercional? A tendinopatia significa doença do tendão. No ponto exato onde o tendão se insere no osso pode haver uma inflamação. Essa inflamação crônica é chamada de tendinopatia insercional pois ocorre na inserção do tendão no osso. A tendinopatia surge quando a inflamação ( tendinite ) permanece nessa região durante muito tempo.  O quadro inicial é de dor ou de desconforto no tendão, com o passar do tempo, provoca doença na estrutura do tendão que fica mais fraco e sujeito a uma ruptura com pequenos esforços.  No quadro inicial de dor no tendão dizemos que o paciente está com tendinite, essa inflamação em geral está ao redor do tendão( tenossinovite) porém, com o passar do tempo todo o tendão fica doente e surge a tendinopatia, ou seja a tendinopatia pode ocorrer no corpo do tendão ou na sua inserção no osso.  As lesões entre o tendão e o músculo são mais raras e observadas com mais frequencia somente nos paciente com ganho rápido de massa muscular ( mais freque

Corticoide, osteoporose e fraturas

Os glicocorticóides causam significativa perda óssea, afetando predominantemente o osso trabecular, com consequentes fraturas por fragilidade óssea. O risco de fraturas está relacionado à dose e duração do uso dos corticoides, um risco aumentado pode ser observado mesmo em doses baixas e até no primeiro mês de tratamento. O médico deve prevenir ou tratar a osteoporose em todos os pacientes que tomam o equivalente à prednisona na dose de 2,5 mg ou mais por dia, durante 3 meses ou mais. PONTOS CHAVE A ferramenta de avaliação de risco à fratura (FRAX) inclui uma pergunta sim ou não sobre o uso de glicocorticóides, mas a fórmula é baseada em uma dose média e o escore FRAX deve ser ajustado para cima em pacientes em altas doses e para baixo em pacientes em doses mais baixas . Modificações no estilo de vida e otimização da ingestão de cálcio e vitamina D são recomendadas para todos os pacientes em terapia prolongada com glicocorticóides. Os bisfosfonatos são os medicamentos de primeira linha

Tratamento da Fratura de Clavícula Diafisária

Introdução A clavícula funciona como uma estrutura óssea que mantêm o comprimento do ombro, proporcionando estabilidade e um ponto de apoio para o movimento entre o membro superior e o tronco. As fraturas da clavícula são lesões frequentes e constituem aproximadamente 4% das fraturas no adulto e 35% das fraturas que ocorrem na cintura escapular.  3   ( B )   A incidência na população em geral é de cerca de 86 casos em homens e 44 casos em mulheres para cada 100.000 habitantes  3   ( B ). Aproximadamente 75%    das fraturas da clavícula acometem o terço médio da diáfise  4 .  ( B ) Para determinar o melhor tratamento e a evolução das fraturas do terço médio da diáfise da clavícula no adulto devemos incluir uma boa história clínica, um exame físico detalhado e o uso de scores de avaliação funcional com exemplo DASH  ( Disabilities of the arm Shoulder and Hand ) e Constant Shoulder Score (CSS). Durante esse estudo devemos fazer uma avaliação radiológica. As técnicas operatórias,

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MARCOS BRITTO DA SILVA
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- Médico Ortopedista Especialista em Traumatologia e Medicina Esportiva - Chefe do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Pró-Cardíaco, - Professor Convidado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, - Membro Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte | SBMEE, Médico do HUCFF-UFRJ, - International Affiliate Member of the AAOS - American Academy of Orthopaedic Surgeons - Membro da Câmara Técnica de Ortopedia e Traumatologia do CREMERJ, - Especialista em Cirurgia do Membro Superior pela Clinique Juvenet - Paris, - Professor da pós Graduação em Medicina do Instituto Carlos Chagas, - Professor Coordenador da Liga de Ortopedia e Medicina Esportiva dos alunos de Medicina da UFRJ, - Membro Titular da SBOT - ( Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia), - Membro Titular da SBTO - ( Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico), - Mestre em Medicina pela Faculdade de Medicina da UFRJ - Internacional Member AO ALUMNI Association, - Internacional Member: The Fédération Internationale de Médecine du Sport,(FIMS)/International Federation of Sports Medicine (http://www.fims.org),