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Mostrando postagens de 2018

Tenho um joelho varo e sofro muito com isso

Se o problema não é funcional, ou seja não irá prejudicar as funções do dia a dia e nem evoluir para artrose,  e somente estético ao realizar a cirurgia o paciente pode não ficar satisfeito. Ao operar sai a perna torna e entra uma cicatriz. Mesmo uma cirurgia bem indicada num paciente com problema de auto imagem pode não agradar ao paciente, mesmo com um resultado funcional muito bom. Podemos imaginar a seguinte situação: - O paciente com alteração da auto imagem fala após a cirurgia: meu joelho era torno porém agora ele está horrível com essa cicatriz, parece uma lacraia tatuada na minha perna! Pode inclusive continuar sofrendo. Sugiro sempre que o paciente mostre seu joelho ao ortopedista para saber se há indicação do ponto de vista ortopédico, que em geral irá indicar a cirurgia para melhorar a função e prevenir a artrose no futuro. Porém se o problema é estético e não tem indicação cirúrgica do ponto de vista funcional uma conversa com um um psicanalista pode ajudar a super

Diabetes, Osteoporose e Sarcopenia

Pessoas com diabetes tem maior risco de desenvolver osteoporose ? As pessoas com diabetes do tipo 1 ou tipo 2 (DM1, DM2) apresentam um risco de fratura significativamente maior do que pessoas sem diabetes. Quais as causas das fraturas em pacientes diabéticos ? Esse risco aumentado é atribuído a déficits específicos da doença na microarquitetura e propriedades do material do tecido ósseo . Portanto, efeitos independentes dos medicamentos para diabetes na integridade do esqueleto são de vital importância.  Qual a relação o uso de medicamentos para tratar o diabetes e o risco de fraturas ? Estudos de terapias baseadas em incretinas  ( insulina, glucagon, amilina, GLP-1 (glucagon-like peptide-1) e GIP (glucose-dependent insulinotropic polypeptide)   mostraram efeitos divergentes de diferentes agentes no risco de fratura, incluindo efeitos prejudiciais, benéficos e neutros.  Acredita-se que a classe das sulfoniluréias (  são  fármacos  que promovem a liberação de  insulin

Osteosarcopenia

Osteosarcopenia é uma combinação de sarcopenia, perda me massa muscular e osteoporose, baixa densidade mineral óssea. Com base na relação entre osso e músculo, esta associação de doenças está associado a um maior risco de quedas, fraturas, dependência e custos de cuidados de saúde do que seus componentes individuais. Quais os indivíduos estão mais propensos a desenvolver a osteosarcopenia? Pode ocorrer em jovens porém é mais comum em pacientes mais velhos. Dadas suas características, pode ser considerada como uma nova síndrome geriátrica . Portanto, entender sua fisiopatologia e diagnóstico, bem como seu manejo não farmacológico e farmacológico, é uma tarefa de grande importância.  Quais os desafios para o ortopedista ao tratar a osteosarcopenia?  O problema em abordar essa doença surge da tradição de gerenciar a sarcopenia e a osteoporose separadamente. Há também uma falta de consenso sobre como chamá-lo (sarco-osteopenia, sarco-osteoporose, osteo-sarcopenia, osteossarcopenia)

O osso doi ?

O osso é inervado?  Sim, Nervos foram identificados no ossos.  Sua função recentemente se tornou o foco de estudo intenso. O Controle metabólico do osso é influenciado pelo sistema nervoso. Transmissores em potencial dessa influência incluem: glutamato, relacionado ao gene da calcitonina proteína (CGRP),  substância P,  peptídeo intestinal vasoativo (VIP),  adenilato ciclase pituitária ativando polipeptídeo (PACAP),  leptina  catecolaminas. Distúrbios do Sistema Nervoso - central ou periférica - podem ter influência significativa sobre a saúde  e reparação óssea. Esses distúrbios tem potenciais influências neurais em condições como  Osteoporose  consolidação da fratura,  osteoartropatia de Charcot,  síndromes de dor músculo-esquelética,  ossificação heterotópica,  crescimento  e desenvolvimento do esqueleto relacionadas à obesidade  INTRODUÇÃO Ao presenciarmos um paciente com fratura, nenhum cirurgião ortopédico duvida que o osso doi. No entanto, a suposiçã

Tendinopatias do Pé e Tornozelo

A nossa compreensão das tendinopatias evoluiu nos últimos anos, a condição pode ser considerado um processo degenerativo (envelhecimento). A terapia inicial deve envolver repouso relativo e modificação de atividade física, uso de exercícios de reabilitação e alongamento e avaliação das causas intrínsecas e extrínsecas de lesão. Tendinopatia do Tibial Posterior A dor medial do retropé esta frequentemente relacionada ao tendão tibial posterior. Esse é um estabilizador de arco dinâmico e a lesão desse tendão pode causar uma deformidade dolorosa do retropé levando ao valgo do retropé e medialização do talus que provoca o surgimento de um "caroco" na região medial e um pé plano secundário ( pé chato ). Isso é conhecido como Sindrome de insuficiência do tendão tibial posterior e é caracterizado pelo sinal dos muitos dedos. O Tratamento da tendinopatia do tibial posterior é determinada pela sua gravidade e pode incluir imobilização, orteses (palmilhas), fisioterapia e cirurgia.

Edema de Estase e Vasoplegia

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Por que meu pé incha quando fica para baixo? O edema de estase é um inchaço de origem vascular e ocorre quando o membro fica muito tempo parado. Exemplo: quando ficamos muito tempo parado em pé ou sentado sem mexer as pernas o pé fica um pouco mais inchado. A simples imobilização favorece o edema porém ele é agravado pela insuficiência venosa. Vasoplegia Damos o nome de vasoplegia a não contração dos vasos com a mudança de decúbito. Ao passar da posição deixada para a posição sentada ou em pé os vasos devem se contrair para manter a pressão arterial equilibrada e o sangue dentro dos vasos. Quando sofremos um trauma essa reação neurológica podem ficar prejudicada e ao abaixar o pé o mesmo fica vermelho e incha em poucos minutos. Edema e inchaço pós fratura ou após imobilização. O edema residual após uma fratura ou imobilização pode ser um edema de estase, porém, também pode ser causado por lesão nos vasos linfáticos. Em várias situações esse edema residual está relac

QUAL A DIFERENÇA ENTRE OSTEOPOROSE E OSTEOPENIA ?

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A osteoporose é uma doença que promove a perda progressiva da massa óssea e provoca uma alteração da microestrutura dos ossos. A osteoporose provoca um aumento no risco de fraturas. A fragilidade óssea pode chegar ao ponto em que ocorram fraturas espontâneas, principalmente na coluna vertebral e no 1/3 proximal do fêmur, e fraturas com traumas de baixa intensidade no punho, ombro, tornozelo e joelho. A maioria dessas fraturas irá necessitar de tratamento cirúrgico,  para evitarmos essas fraturas é fundamental o prevenção e o tratamento. A osteoporose é normalmente uma doença silenciosa e pode ter como único sintoma dor nas costas ou o primeiro sintoma pode ser uma fratura. QUAL A DIFERENÇA ENTRE OSTEOPOROSE E OSTEOPENIA ? A osteopenia é um estágio anterior a osteoporose, a sua definição está associada a quantidade de perda óssea, ou seja, na osteopenia temos um perda óssea, porém, essa perda óssea é menor que na osteoporose. A OMS gradua a perda óssea em estágios. Res

Osteoporose

O que é a osteoporose ? A osteoporose resulta de uma redução na quantidade e da qualidade do tecido ósseo e na deterioração da microestrutura óssea, levando a uma perda geral na resistência do osso e consequentemente maior risco de fratura. Enquanto parte do processo natural de envelhecimento, a osteoporose não afeta todos no mesmo grau. A condição é comum em todos os Países do mundo, os custos socioeconômicos anuais para osteoporose e fraturas relacionadas são imensos Qual a incidência de osteoporose?  Uma em cada três mulheres com idade entre 70 e 79 anos apresenta osteoporose no Norte da Europa e a incidência no Brasil é ainda maior, O osteoporose é revelada pela medição da densidade óssea no quadril. A osteoporose pode levar a fraturas após estresse menor no osso. Anualmente, a osteoporose está associada a aproximadamente 70.000 fraturas, das quais 18.000 são fraturas de quadril dados da Suécia. A qualidade de vida se deteriora em muitos pacientes com fratura de quadril e a ta

Apneia do Sono e osteoporose

O indivíduos que dormem mal e tem apneia  do sono aumentam o risco de desenvolver osteoporose, especialmente entre as mulheres, naturalmente mais susceptíveis a perda da massa óssea porém atinge frequentemente os homens mais velhos essas foram as conclusões de um novo estudo publicado no Jornal da Sociedade de Endocrinologia of Clinical Endocrinology and Metabolism JCEM. O que é a Apneia do sono? A Apnéia do sono é uma condição que provoca breves interrupções na respiração durante o sono.  Qual a forma mais frequente de Apneia do Sono? A forma mais comum é chamada de Apneia obstrutiva do sono, ocorre quando vias aéreas de uma pessoa torna-se bloqueada durante o sono. Se a apneia do sono não for tratada pode aumentar o risco de acidente vascular cerebral, doenças cardiovasculares e ataques cardíacos.  " Perturbações do sono causados ​​pela apneia podem prejudicar vários órgãos e sistemas do corpo, incluindo o sistema esquelético " Os autores comentaram "Q

Fratura do Ombro

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As fraturas de ombro são frequentes? Sim, as fraturas do terço proximal do umero são muito comuns, principalmente nos pacientes mais idosos. Quais os sinais clínicos da fratura no ombro? Os sinais clínicos mais frequentes na fratura de ombro são: dificuldade ou impotência funcional para levantar o braço, crepitação no ombro e comumente surge uma mancha roxa na parte interna do braço 2 dias após a fratura. As quais ossos compõem a articulação do ombro? A articulação do ombro compreende a escapula a clavícula e o úmero, em geral quando os médicos referem a fratura do ombro estão se dizendo que o paciente quebrou o 1/3 proximal do úmero. Como é feita a classificação das fraturas do ombro? O terço proximal do Úmero pode ser dividido em 4 fragmentos: diáfise, colo, pequena tuberosidade ou Troquin e Grande tuberosidade ou Troquiter. Quando 1 fragmento s destaca dizemos que ocorreu um fratura em 2 partes, exemplo 2 partes colo cirúrgico, 2 partes troquíter, 2 partes pequeno

Como deve ser realizado o Tratamento Fisioterápico no tratamento não operatório da Fratura do terço proximal do Úmero ?

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Protocolo para tratamento não operatório e reabilitação da fratura do 1/3 proximal do úmero Princípios gerais: 1. Fratura Não desviada significa menos de 1 cm de deslocamento e menos de 45 ° de angulação 2. A cicatrização óssea ( colar o osso ) ocorre geralmente dentro de 6 a 8 semanas em adultos 3. Imobilização mais intensa nas primeiras 6 semanas. 4. Retornar a função normal e o movimento pode demorar de 3 a 4 meses Objetivos da recuperação com o tratamento fisioterápico da fratura do ombro 1. Aumentar a ADM - Arco de Movimento -  enquanto protegemos o local da fratura para não provocar desvios. 2. Controle de dor e do inchaço 3. Realizar exercícios suaves de modo frequente para evitar a formação de aderências e limitação do arco de movimento.  0 - 3 semanas repouso na tipoia Liberado somente movimentos do Mão, punho, cotovelo Use o tipoia em todos os momentos  inclusive para dormir Controle radiológico ao final da terceira semana Exercícios de Codman 4

Pseudartrose Causas e sintomas

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Será que o meu osso irá colar ? Essa é uma das perguntar mais frequentes no consultório. A resposta é: provavelmente sim . O processo natural de consolidação está presente em todos os indivíduos sadios. Se você não atrapalhar provavelmente seu osso irá colar. Quando não ocorre a consolidação a doença se chama Pseudartrose O que é a pseudartrose? A pseudartrose é a não consolidação do osso. Pode surgir uma neo articulação com movimento anormal no meio do osso e a isso chamamos de falsa articulação.   Isso ocorre devido à cicatrização inadequada na região da fratura. O termo é derivado de "pseudo" que em grego, que significa "falso" e "artros", que significa "articulação". Assim, pode ser tomado literalmente como uma "falsa articulação" e também é sinônimo dos termos " não união ou não consolidação. "Em essência, significa que o osso não colou ".  Quais as causas da pseudartrose? A consolidação de uma fratura é

Fisioterapia após prótese de Ombro

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Fases da fisioterapia e reabilitação após a artroplastia escápulo umeral - prótese de ombro )  Prótese parcial de ombro  A substituição da cabeça do úmero por uma prótese metálica é uma cirurgia de grande porte e exigirá um esforço grande do paciente e do seu fisioterapeuta nas semanas seguintes a cirurgia para uma recuperação satisfatória. No início o paciente deve fazer repouso, porém nas semanas seguintes um programa intensa do fisioterapia por pelo menos 3 x por semana ajudará na recuperação do movimento. Fundamental a escolha de um fisioterapeuta com expertise nesse tipo de cirurgia pois para que a artroplastia tenha uma boa evolução é fundamental a consolidação das tuberosidades e a cicatrização dos tendões. Caso contrário o braço não irá funcionar. Nisso a papel do fisioterapeuta é fundamental pois a recuperação deve ser lenta e progressiva, o que exige um profissional experiente e bem orientado pelo ortopedista que realizou a cirurgia. O programa a seguir é o meu protoco

História Natural da ruptura do LCA

História Natural da ruptura do ligamento Cruzado Anterior O que ocorre naturalmente com uma lesão LCA sem intervenção cirúrgica varia de paciente para paciente e depende do nível de atividade do paciente, grau de lesão e sintomas de instabilidade. O prognóstico para uma LCA parcialmente rompido é frequentemente favorável, com o período de recuperação e reabilitação geralmente pelo menos 3 meses. No entanto, alguns pacientes com ripturas parciais de LCA ainda podem ter sintomas de instabilidade.  O acompanhamento pelo ortopedista durante o período de 3 meses ajuda a determinar a necessidade de cirurgia. Joelhos instáveis mesmo com rupturas parciais podem se beneficiar de cirurgia com reconstrução ligamentar. Rupturas do LCA completas têm um resultado muito menos favorável sem intervenção cirúrgica. Após uma ruptura completa do LCA , alguns pacientes são incapazes de participar de esportes que exijam gira do joelho como no futebol, enquanto outros têm instabilidade durante atividad

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MARCOS BRITTO DA SILVA
Brazil
- Médico Ortopedista Especialista em Traumatologia e Medicina Esportiva - Chefe do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Pró-Cardíaco, - Professor Convidado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, - Membro Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte | SBMEE, Médico do HUCFF-UFRJ, - International Affiliate Member of the AAOS - American Academy of Orthopaedic Surgeons - Membro da Câmara Técnica de Ortopedia e Traumatologia do CREMERJ, - Especialista em Cirurgia do Membro Superior pela Clinique Juvenet - Paris, - Professor da pós Graduação em Medicina do Instituto Carlos Chagas, - Professor Coordenador da Liga de Ortopedia e Medicina Esportiva dos alunos de Medicina da UFRJ, - Membro Titular da SBOT - ( Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia), - Membro Titular da SBTO - ( Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico), - Mestre em Medicina pela Faculdade de Medicina da UFRJ - Internacional Member AO ALUMNI Association, - Internacional Member: The Fédération Internationale de Médecine du Sport,(FIMS)/International Federation of Sports Medicine (http://www.fims.org),

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