Dr. Marcos Britto da Silva - Ortopedia, Traumatologia e Medicina Esportiva: 04/01/2013 - 05/01/2013

Entorse do Tornozelo

A entorse do tornozelo é uma lesão muito comum. Aproximadamente 25.000* pessoas sofrem entorse de tornozelo a cada dia. A entorse de tornozelo pode acontecer em os atletas, não atletas, crianças e adultos. Isso pode acontecer ao pisar num buraco na calçada ou numa superfície irregular, as lesões durante o esporte também são muito comuns principalmente no futebol.

O que é um a entorse de tornozelo?
A entorse de tornozelo é um estiramento dos ligamentos ao redor da articulação do tornozelo.

Quais ligamentos são mais afetados na entorse de tornozelo?
As lesões são mais comuns na região lateral  e o ligamento mais afetado é o talo-fibular anterior e depois o calcâneo fibular.

Torcer o tornozelo é pior que quebrar?
Isso é um mito, a maioria das entorses é leve e os ligamentos estiram porém não rompem. Entorses graves e fraturas desviadas podem requerem tratamento cirúrgico e nesse aspecto são lesões mais importantes.

O que provoca a entorse do tornozelo?
A entorse ocorre quando o pé vira abruptamente e o peso do corpo permanece sobre o tornozelo ou o pé fica preso no chão e o corpo gira ao redor do tornozelo.

Quais os sinais clínicos da entorse de tornozelo?
Dor, edema e equimose ao redor do tornozelo.

Quanto tempo depois da entorse surge o inchaço?
Depende, se surgir nas primeiras 2 horas provavelmente é sangue e a lesão é mais grave. Quando surge 12/24 horas depois é uma sinovite.

Todas as entorses de tornozelo são iguais?
Não, classificamos as entorses de tornozelo de acordo com a gravidade.
Entorse de grau 1:
Ligeiro alongamento e alguns danos às fibras do ligamento.
Entorse de grau 2:
Ruptura parcial do ligamento. A articulação do tornozelo pode se tornar parcialmente instável.
Entorse de grau 3:
Ruptura Completa do ligamento, ocorre instabilidade grosseira.

Como é feito do tratamento da entorse de tornozelo?
O tratamento vai variar de acordo com o grau de lesão dos ligamento e as estruturas associadas. As lesões menores são tratadas com gelo, as lesões maiores se beneficiam de imobilização e um par de muletas sem pisar. Casos mais graves e com lesões associadas podem necessitar de tratamento cirúrgico. 

Em quanto tempo um paciente com entorse fica bom?
Não exite uma receita de bolo ou seja uma resposta simples para essa pergunta. Nas entorses leves em geral após 15 dias o paciente está bem, nos demais casos a tempo aumenta de acordo com a gravidade da lesão. Em algumas situações o paciente tem lesões associadas com fraturas ocultas, edema e contusão intra óssea, lesões condrais etc. Nesses casos a tratamento inadequado pode levar o paciente a dores crônicas e instabilidade.

Como é feito o diagnóstico da entorse de tornozelo?
Exame clínico e radiografia simples. O ortopedista pode pedir um exame de RM (ressonância magnética) se ele suspeitar de uma lesão mais grave nos ligamentos, cartilagem ou ossos. A ressonância magnética ajuda muito no diagnóstico das lesões associadas.

O entorse de tornozelo necessita de tratamento com fisioterapia?
Sim, a reabilitação é usado para ajudar a diminuir a dor e o inchaço e restabelecer a função. Casos mais leves são tratados sem fisioterapia, porém caso o paciente tenha dificuldade de retorno as funções normais a fisioterapia é fundamental.

Como é a recuperação da entorse de tornozelo?
Fase 1 inclui descanso, proteção  do tornozelo e reduzir o inchaço (uma semana).
Fase 2 inclui restauração da força de movimento e flexibilidade (uma ou duas semanas).
Fase 3 inclui retorno gradual às atividades que não exigem giro ou torção do tornozelo e fazer exercícios de propriocepção (3 -12 semanas)..

Tratamento Cirúrgico
O tratamento cirúrgico para entorses de tornozelo é raro. A cirurgia é reservada para lesões que não respondem ao tratamento não cirúrgico, e para a instabilidade persistente após reabilitação.

Quais as complicações da entorse de tornozelo?
Possíveis complicações de entorses de tornozelo e do tratamento incluem propriocepção anormal. Pode haver desequilíbrio e fraqueza muscular que favorecem a novas lesões e também a dor, instabilidade e edema crônico

LEIA MAIS SOBRE LESÕES OCULTAS PÓS ENTORSE AQUI

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Atualizado em 11/04/2014

* Estatística dos Estados Unidos.

Pé Diabético


Cerca de 13 milhões de pessoas (cerca de 7 por cento da população do Brasil) têm a Diabetes Mellitus. O diabetes é uma doença silenciosa e uma das mais importantes complicações é o chamado Pé diabético.

O que é o pé diabético?
O pé diabético é assim chamado devido as constantes feridas causadas por ausência de sensibilidade ( o paciente não sente que esta machucando o local e também pelos danos a micro circulação arterial causado pelo diabetes ( as arteríolas ficam entupidas)

Por que ocorre o pé diabético?
O pé diabético ocorre devido ao comprometimento do sistema nervoso (neuropatia) que é uma das principais complicações que podem causar a perda de sensibilidade nos pés provocando dormência, formigamento, parestesias, etc. Isto significa que o paciente não percebe que está machucando o local

O pé diabético é muito frequente?
O pé diabético afeta cerca de 60 por cento das pessoas com diabetes. Problemas nos pés são um grande problema nos pacientes diabéticos aproximadamente 25% de todas as internações por complicações do diabetes estão relacionados ao pé diabético no Brasil!
Quais os cuidados que o paciente diabético deve ter com os pés?
Os pacientes com diabetes devem monitorar os pés todos os dias. Ao sair do banho ele deve enxugar cada artelho individualmente e procurar por áreas avermelhadas ou escurecidas. O diagnóstico precoce é o mais importante. Frequentemente o paciente com comprometimento da micro circulação dos pés tem também microangiopatia retiniana com consequente diminuição da acuidade visual, nesses casos a esposa ou o filho deve monitorar os pés do paciente pois ele talvez não enxergue direito.

Quais os cuidados com os sapatos?
A escolha do calçado é uma das partes mais importantes, verifique se alguma parte do pé está mais pressionada pelo sapato ou sandália. Não acredite somente na sensibilidade, use o sapato algumas horas e verifique se alguma parte do pé está com uma moça (amassado) caso encontre essa região amassada e não senta dor no local troque de sapato. Caso o paciente continue usando as consequências podem ser graves, inclusive amputação, ou pior.

Quais os problemas com os calos? 
O calo no pé significa sempre que há uma maior pressão no local, um calo pode ficar sem vascularização e abrir uma ferida, ao surgir um calo no pé de um paciente diabéticos procure imediatamente um ortopedista.

Quais os perigos do pé diabético?

Pequenas lesões tornam-se grandes emergências antes que o paciente perceba. Com um pé diabético, uma ferida tão pequena quanto uma bolha por usar um sapato um pouco apertado pode causar dano sérios. O Diabetes diminui o fluxo de sangue levando a uma diminuição na velocidade de cicatrização. Quando o ferimento não cura, há um maior risco para a infecção. Nos pacientes diabéticos a infecção pode se espalham rapidamente.
Se você tem diabetes, você deve inspecionar seus pés todos os dias. Procure por perfurações, contusões, áreas de pressão, vermelhidão, calor, bolhas, úlceras, arranhões, cortes e problemas nas unhas.

Peça a alguém para ajudá-lo, ou use um espelho.

Verifique se o pé está inchado.
Examine entre os dedos.
Confira seis locais principais na parte de baixo de cada pé:
A ponta do dedão do pé,
base dos dedos do pé mindinho,
base dos dedos do meio,
área do calcanhar,
borda externa do pé e outro lado da bola do pé.
Verifique se há sensibilidade em cada pé.
Se você encontrar qualquer lesão, não importa quão pequena não tente tratá-la você mesmo. Vá a um médico imediatamente.

Dicas para Cuidar de seus pés:

* Lave os pés todos os dias com sabão neutro e água morna. Teste a temperatura da água com a mão primeiro. Não deixe os pés molhados. Ao secá-los, muito cuidado para secar entre os dedos.
* Use uma loção de qualidade para manter a pele dos pés macia e hidratada - mas não colocar qualquer loção entre seus dedos.
* Corte as unhas do dedo do pé em linha reta. Evite cortar os cantos das unhas. Use uma lixa de unha . Se você encontrar uma unha encravada, consulte o seu médico.
* Não utilize soluções anti-sépticas, medicamentos de farmácia, almofadas de aquecimento ou instrumentos afiados em seus pés. Não coloque os pés sobre locais quentes como na frente de uma lareira.
* Mantenha sempre os pés quentes. Use meias na hora de dormir. Evite molhar os pés na chuva. Use meias quentes e calçados impermeáveis.
* Não fumar ou sentar de pernas cruzadas. O cigarro e as pernas cruzadas diminuem a oferta de sangue para os pés.

Dicas Sobre sapatos e meias
* Prefira calçados fechados isso diminui a chance de ferir o pé caso você dê uma topada.
* Escolha seus sapatos com cuidado. Compre sapatos novos no final do dia quando os pés estão maiores (inchados). Comprar sempre sapatos confortáveis. Verificar o comprimento, largura, região do calcanhar, região plantar, etc. Evite saltos altos. Tentar obter sapatos feitos com material de couro superior e com a caixas dos dedos com boa profundidade e largura (pico quadrado). Usar sapatos novos por apenas duas horas ou menos de cada vez. Inspecionar o interior de cada sapato antes de colocá-lo. Não use seus sapatos muito apertados ou nem muito frouxos.
* Escolha as meias com cuidado. Usar meias secas e limpas todos os dias. Evite meias com furos ou rugas. Meias de algodão fino são mais absorvente o verão. As meias não devem apertar seus dedos. Evite meias com elásticos.

Deformidades do Pé
Quando os pés perdem a sensibilidade, eles correm o risco de tornar-se deformados. Uma forma disto acontecer é através de úlceras. Feridas abertas podem ser infectados. Outra forma é uma doença por insensibilidade das articulações denominada Artropatia de Charcot. Esta é um dos problemas mais graves do pé. Ela provoca deformidade do pé, a pé fica insensível, o paciente pode ter uma fratura e continuar andando pois não sente dor. Com o passar dos meses e dos anos o pé vai deformando. 
Um ortopedista pode tratar as úlceras do pé diabético nas fases iniciais das fraturas Charcot com um gesso de contato total. Isso permite que a úlcera cicatrize através da distribuição de peso e alivio da pressão na região da úlcera.
A cirurgia é considerada se a sua deformidade do pé é muito grave e não é passível de tratamento com uma órtese adequada.

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
atualizado em 25/10/2011

Osteocondrose


As doenças ósseas infantis muitas vezes são osteocondrites e osteocondroses. Os termos osteocondrite e osteocondrose se referem a patologias ortopédicas que acometem o entorno das articulações, acomete as crianças, adolescentes e adultos jovens. Em algumas situações os termos são usados como sinónimos. Historicamente, a osteocondrose de cada osso recebe o nome de quem descreveu a doença pela primeira vez, uma prática que resultou em uma lista volumosa de epónimosA situação é ainda mais confusa porque algumas das ditas osteochondroses são causados por necrose asséptica do osso e/ou por sobrecarga mecânica e fraturas por estresse, enquanto outras são simples variações  fisiológicas do crescimento. A seguir apresentamos alguns epónimos e um pequeno resumo sobre cada patologia.

O que é a doença de Sever?
O doença de Sever provoca dor no calcanhar da criança e é uma osteocondrose na epífise do calcâneo. Ocorre somente em crianças e tem uma boa evolução com a passar do tempo. O diagnóstico é feito com exame radiográfico do calcanhar em perfil. O exame comparativo com o lado contra lateral algumas vezes auxilia o diagnóstico.

O que é epifisiólise?
A epifisiólise é o escorregamento da cabeça do fémur. A epifisiólise pode ser aguda ( quando surge após um traumatismo) crónica quando ocorre lentamente sem história de trauma ou crónica agudizada quando ocorre após um trauma de menor intensidade no quadril que já apresentava dor previamente. Talvez o sintoma mais importante veja a dor no quadril e na face interna do joelho quando a criança corre. Com o passar do tempo a flexão do quadril e a rotação externa se tornam limitados. O pediatra quando reconhece o problema encaminha ao ortopedista, pois o tratamento da epifisiólise é cirúrgico.

O que é a doença de Panner?
O doença de Panner é a osteocondrose do capítulo umeral. O tratamento depende da extensão da lesão. A criança se queixa de dor na face lateral do cotovelo. Quando parte do capítulo se solta pode travar a articulação e o ortopedista pediátrico pode indicar a cirurgia.

O que é a doença de Legg Calvé e Pherthes?
O doença de Legg Pherthes é uma osteonecrose na cabeça femural que ocorre na infância, o mecanismo é diferente da osteonecrose avascular da cabeça femural do adulto. A doença é auto-limitada porém em geral evoluiu com mudança da anatomia e do contorno da cabeça fémur que provocará artrose no futuro. O tratamento consiste em manter a cabeça femural centrada no acetábulo. Isso pode ser feito com Orteses, porém, algumas vezes a criança requer tratamento cirúrgico.

O que a Tíbia vara ou doença de Blount?
A enfermidade de Blount é uma alteração no crescimento da epísife tibial medial que faz com que a perna da criança fique arcada. ( tíbia vara)

O que é a doença de Osgood Schalatter?
A osteocondrose da Tuberosidade Anterior da  Tibial  (TAT) é provavelmente a osteocondrite mais frequente, provoca dor e edema na região anterior do joelho da criança, principalmente dos meninos. Está relacionado ao estirão puberal, portando é uma doença do pré adolescente com uma incidência em meninas mais jovens e em meninos mais velhos. A doença é auto limitada e desaparece com o final do crescimento ósseo.

O que é a osteocondrose de Sinding Larsen Wolf?
Acomete o polo inferior da Patela.

O que é a doença de Köhler?
A doença de Köhler é a osteocondrose do osso  navicular do pé, foi descrito em 1908 com Köhler. É mais comum em meninos ( aproximadamento 80% dos casos) muitos casos estão relacionados a traumas repetidos no pé. A marcha antálgica é típica e a criança em geral deambula com a face lateral do pé. A evolução é benígna porém pode ser necessário imobilizar o local por algumas semanas.

O que é a doença de Freiberg?
Freiberg é o nome dado a osteocondrose da cabeça do segundo metatarsiano, é mais comum em meninas mais velhas ( maior que 15 anos) e algumas vezes os sintomas não aparecem na adolescencia, somente na vida adulta. O sintoma mais frequentes é a metartarsalgia sobre a cabeça do segundo metatarsiano e a doença está relacionada a sobrecarga mecânica no local.

O que é a osteocondrose de Meilstrup?
É a osteocondrose que acomete ao cuneiforme medial do tarso.

O que é a epifisite de Iselin?
É a osteoconcrose que acomete a cabeça do 5 metatarsiano.

O que é a doença de Madelung?
É o acometimento do crescimento ósseo da epífise distal do rádio, semelhante ao acometimento da tíbia na doença de Blount. Provoca deformidade no punho que fica com desvio radial.

Como é conhecida o osteocondrose da cabeça dos metacarpianos?
Osteocondrite de Mauclaire.

O que é a doença de Kienbock?
A doença de Kienbock acomete o semilunar e provoca necrose asséptica desse osso, a evolução é semelhante a necrose avascular da cabeça do úmero.

O que é a cifose de Scheuermann?
As vértebras podem também ser acometidas pela osteocondrose e a deformidade típica é a cifose torácica que é conhecida com enfermidade de Scheuermann. Algumas vezes o cirurgião de coluna pode indicar o uso de colete para prevenir deformidades, outros tratamentos podem estar indicados de acordo com a gravidade da deformidade.

O que é a Osteocondrite Dissecante?
O osteocondrite dissecante é a lesão da cartilagem articular que começa a se soltar dentro da articulação, é muito comum no Joelho. Imagine a parede de uma caixa d`água que apresente uma rachadura a agua começa a infiltrar por essa rachadura ( o liquido sinovial começa a infiltrar pela rachadura que ocorreu na cartilagem) com o passar do tempo a agua pode fazer um caminho por dentro da parede da caixa d´agua e novamente encontrar outra rachadura (o liquido sinovial disseca a cartilagem por dentro até encontrar outra rachadura nesse momento a cartilagem se desprende e cai dentro da articulação deixando um buraco dentro da cartilagem e expondo o osso subcontral )

Como é feito o tratamento da osteocondrite dissecante?
Cirurgicamente fixamos a cartilagem no lugar antes dela soltar completamente.

Dr. Marcos Britto da Silva 
Ortopedista, Traumatologia, Medicina do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Atualizado em 24/09/2011

Alcool e Desempenho Atletico

A partir de uma perspectiva fisiológica, duas situações chamam a atenção para o indivíduo que consome álcool.  
Uso Aguda, o álcool pode causar efeitos negativos sobre as habilidades motoras e performance física   
Uso Cronico, o abuso de álcool pode impedir o desempenho físico; indivíduos com diagnóstico de dependência do álcool têm demonstrado diferentes graus de lesão muscular e fraqueza. Nos Estados Unidos, o abuso de álcool é tão prevalente na comunidade atlética quanto na população em geral, a grande maioria dos atletas começa a beber antes do final do ensino médio. 

Esse artigo foi reproduzido em parte na minha entrevista para o

SporTV Repórter - Esporte e Álcool um Jogo Perigoso  de 20 de novembro de 2011




Uso de álcool no atletismo
O uso de álcool por atletas algumas vezes começa no primeiro grau porém os estudantes do sexo masculino do ensino médio são mais propensos a usar álcool regularmente. O consumo de álcool é alto o suficiente para o álcool ter sido nomeado a droga mais consumida no esporte colegial pela NCAA ( Esporte no Colegial) e no desporto profissional e olímpico pela NFL(Futebol) , NBA ( Basquete), e USOC. ( Esportes Olimpicos) 

ÁLCOOL como um nutriente
Cada grama de álcool (etanol) fornece sete kilocalorias. O alcool é quase tão calórico quanto a gordura. A gordura fornece nove kilocalorias e o carboidrato e proteína fornecem  quatro kilocalorias por gramaOutros nutrientes podem estar presentes, dependendo do tipo de bebida. Cerveja, por exemplo, tem sido visto como uma boa fonte de muitos nutrientes e por vezes tem sido utilizado na preparação para provas de resistência ou para repor os nutrientes após competição. Na verdade, um copo de suco de laranja fornece quatro vezes mais potássio e quase três vezes mais carboidratos que uma lata de cerveja!
Performance em indivíduos Alcoolizados (efeito agudo do álcool) Performance Motora - baixa quantidade de álcool (0.02-0.05g/dL) pode resultar em diminuição dos tremores nas mãos, melhor equilíbrio e precisão de arremesso no lançamento no arco e flecha porém provoca diminuição do tempo de reação,(o atleta fica mais lento) e  ocorre uma diminuição da coordenação olho-mão levando a piora na performance final. A quantidade um pouco maior (0,06-0,10 g / dL)  de álcool afeta negativamente todas as habilidades. 
Performances e força em esporte de explosão - O  álcool tem efeito deletério sobre força de preensão, altura do salto e desempenho em corridas de 400 metros e pode resultar em rápida fadiga durante exercícios de alta intensidade. O uso de álcool diminui a força em vários grupos musculares, na resistência muscular e no tempo de execução na corrida de 100 metros rasos. 
Desempenho aeróbico - quantidades baixas ou moderadas de álcool podem prejudicar corridas de 800m  e aumentar o tempo de execução nos 1500 metros. Por causa de sua propriedade diurética, também pode resultar em desidratação, sendo especialmente prejudicial em termos de desempenho e de saúde durante exercícios prolongados em ambientes quentes. Temos vários casos relatados na Literatura de Rabdomiólise  ( inclusive na literatura nacional) 
Desempenho atlético após a eliminação do Álcool (ressaca) O efeito prolongado do álcool, diminui o condicionamento físico. De acordo com a pesquisa atual, o efeito durante uma ressaca leva ao declínio na produção total de trabalho muscular durante o ciclismo de alta intensidade. Além disso, a resistência muscular tem demonstrado sofrer um declínio de longo prazo, estando presente ainda na segunda manhã após a intoxicação alcoólica  ( 48 h após a ingestão a alcool ainda causa efeitos no desempenho do atleta)
Desempenho com uso crônico de álcool O uso crônico de álcool pode ser prejudicial ao desempenho atlético, secundariamente, com muitas das sequelas que podem se desenvolver. O álcool afeta o corpo todo . Esta associado a diversas patologias, incluindo cirrose hepática, úlceras, doenças cardíacas, diabetes, miopatia cronica e miopatias agudas (rabdomiólise), problemas ósseos, e transtornos mentais.  
As seguintes implicações são de interesse do indivíduo atlético. O uso de álcool pode resultar em:  
Deficiências nutricionais devido a alterações na ingestão, piora na digestão, na absorção e no metabolismo desses nutrientes levando a uma síndrome carencial.
Miopatia (lesão muscular, emagrecimento e fraqueza) podem ocorrer em vários músculos, incluindo o coração, muitas vezes agravada por neuropatia alcoólica. Além disso, o ambiente hormonal pode mudar, tornando-o menos propício para aumentar a massa e a força muscular  

Uso de Alcool por adolescentes no Brasil
Estudo  realizado pelo CEBRID – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicoativas sobre o uso indevido de drogas por estudantes (n = 2.730) dos antigos 1º e 2º graus em 10 capitais brasileiras  revelou percentual altíssimo de adolescentes que já haviam feito uso de álcool na  vida: 74,1%. Quanto a uso freqüente, e para a mesma amostra, chegamos a 14,7%. Ficou constatado que 19,5% dos estudantes faltaram à escola, após beber, e que 11,5% brigaram, sob o efeito do álcool.

APLICAÇÕES PRÁTICAS
1- Atletas podem consumir álcool para melhorar a função psicológica, mas a função psicomotora é a que mais deteriorará. 
O álcool pode melhorar a autoconfiança, porém deteriora a performance psicomotora.
2-  A ingestão de álcool não exerce influências benéficas como fonte de energia no exercício. O glicogênio muscular em repouso é significantemente diminuído após consumo de álcool. 
* Pré-evento: Evite o álcool mesmo em ambiente social por 72 horas
* Pós-exercício: reidratar primeiro e consumir alimentos para retardar a absorção de álcool. (evite jogar bola e entrar na cerveja direto, primeiro reidrate (isotónicos) e como alguma coisa) * Evite beber e praticar esportes simuntaneamente, não nade sob o efeito de álcool.
Os efeitos do álcool dependem da quantidade consumida, do contexto ambiental e sobretudo do indivíduo. O consumo diário de até 120ml de vinho pode ter um efeito protetor sobre o sistema cardiovascular. Uma taça de vinho tinto após a refeição principalmente quando ingerimos carne, lembrar que o vinho pode ser substituído por suco de frutas vermelhas, nesse caso o importantes são os antioxidantes presentes no Vinho e não o álcool, alguns estudos também sugerem que uma ou duas doses de alcool por dia podem ter efeito benéfico na redução do risco de doenças coronarianos (Paradoxo Francês) . No entanto, os indivíduos que bebem estão atrás de outros efeitos do álcool, principalmente o efeito sedativo, como inibidor do sistema nervoso central e fazem uso de mais de duas doses o que pode ser prejudicial para a prática de esportes e também para a saúde em geral. 
Adaptação das orientações do American College of Sports Medicine sobre Alcohol and Athletic Performance

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
atualizado em 14/09/2011

Deformidade em Pescoço de Ciste nos dedos

O que é a deformidade em pescoço de cisne?
A deformidade em pescoço de cisne dos dedos das mãos é basicamente o resultado da hiperextensão da articulação interfalângica proximal ( a articulação do dedo próxima da mão) e da flexão, com incapacidade de extensão, da interfalângica distal  (ultima articulação do dedo) na foto o dedo anular e o Mindinho

Qual a causa da deformidade?
Do ponto de vista anatômico, a deformidade é devida ao desvio dorsal dos tendões extensores laterais na articulação proximal, causado por uma lesão ou simplesmente o afrouxamento das estruturas que seguram a articulação no lugar, principalmente dos ligamentos retinaculares transverso e oblíquo. A deformidade pode também ser devida à lesão do tendão extensor terminal iso faz com que toda força dos tendões laterais seja transferida para a articulação inter falangiana proximal ou por lesão do flexor superficial permitindo a hiperextensão da articulação interfalangiana.

Existem outras causas?
Sim, outra causa da deformidade em pescoço de cisne é a perda do equilíbrio entre os músculos intrínsecos e extrínsecos, como na paralisia cerebral e também na seqüela de lesões no sistema nervoso central.  

Qual a consequência da deformidade?
Mesmo com articulações normais, não degeneradas, pode haver um distúrbio dos movimentos, principalmente nos mais delicados.

Quais patologias evoluem com essa deformidade?
A instalação da deformidade típica é encontrada nas mãos reumatóides, ocasionalmente na síndrome de Volkmann, na paralisia cerebral e em outras causas de disfunção da flexoextensão dos dedos.

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Atualizado em 14/04/2013

Hidratação de Crianças, Adolescentes e Idosos nos Esportes

CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Crianças apresentam menor taxa de sudorese quando comparadas com os adultos para esforços que se assemelham em intensidade e duração e em condições térmicas idênticas, em ambiente laboratorial. No entanto, elas se desidratam à semelhança do adulto. A influência da desidratação no desempenho físico ainda não está bem esclarecida. Nessa população, a palatabilidade é fator importante no estímulo à reposição de água, visto que pesquisas mostram que sua ingestão voluntária aumenta quando são adicionados sabor: sódio (20 a 25mEq/L) e carboidrato (6%), evitando a desidratação.

IDOSOS

Há diminuição de fluxo sanguíneo cutâneo e da taxa de sudorese com o envelhecimento, atenuada naqueles com estilo de vida ativo. A menor sensibilidade dos barorreceptores faz com que idosos tenham menor percepção da sede e saciedade, expondo-os com mais facilidade às armadilhas da desidratação. A utilização de líquidos aditivados com sódio e carboidratos deve receber análise individual, pois alguns contam com restrições dietéticas decorrentes de doenças crônicas preexistentes. 

Recomendações de reposição de líquidos

Devemos ingerir líquidos antes, durante e após o exercício. Para garantir que o indivíduo inicie o exercício bem hidratado, recomenda-se que ele beba cerca de 250 a 500ml de água duas horas antes do exercício. Durante o exercício recomenda-se iniciar a ingestão já nos primeiros 15 minutos e continuar bebendo a cada 15 a 20 minutos.
  • O volume a ser ingerido varia conforme as taxas de sudorese, geralmente entre 500ml para atividades leves até 2.000ml/hora para atividades estenuantes em locais muito quentes
  • Se a atividade durar mais de uma hora, ou se for intensa do tipo intermitente mesmo por menos de uma hora, devemos repor carboidrato na quantidade de 30 a 60g·hora e sódio na quantidade de 0,5 a 0,7g por litro. (liquidos isotónicos)
  • A bebida deve estar em temperatura em torno de 15 a 22  graus centígrados, (evitar as bebidas muito geladas) e apresentar um sabor de acordo com a preferência do indivíduo, favorecendo a palatabilidade. 
  • Após o exercício, deve-se continuar ingerindo líquidos para compensar as perdas adicionais de água pela diurese e sudorese principalmente em ambientes quentes.
  • Deve-se aproveitar para ingerir carboidratos, em média de 50g de glicose, nas primeiras duas horas após o exercício para que se promova a ressíntese do glicogênio muscular e o rápido armazenamento de glicogênio muscular e hepático
A hiperidratação com líquidos contendo glicerol pode aumentar o risco de hiponatremia pela maior diluição, e a vontade de urinar durante a competição. Mesmo que boa hidratação durante o exercício prolongado no calor favoreça as respostas termorregulatórias e de performance ao exercício, não podemos garantir que, em situações de extremo estresse térmico, ela seja suficiente para evitar fadiga ou choque térmico. 


atualizado em 17/11/2010

PRP Plasma Rico em Plaquetas e Fatores de Crescimento

O CFM publicou  RESOLUÇÃO no 2.128/2015 (Publicado no D.O.U. de 29 de out. de 2015, Seção I, p. 236 de que o PRP é um procedimento experimental portante somente poderá ser usado em pesquisa clínica e seu uso na prática diária está proibido.

O que é PRP?
PRP significa Plasma Rico em plaquetas ( Platelet-rich Plasma ).

Como é obtido o PRP?
O Plasma Rico em Plaquetas é um preparação feita com sangue colhido do próprio paciente.

A preparação do PRP é segura?
Sim, o Plasma Rico em Plaquetas é preparado somente em centros de excelência com sangue do próprio paciente o que garante a segurança.

Como surgiu o uso do PRP?
O Plasma Rico em Plaquetas é usado em cirurgia Bucomaxilo facial e na Cirurgia Plástica há 20 anos , no início dessa década surgiram os primeiros trabalhos com uso em ortopedia principalmente para o tratamento das dificuldades de consolidação óssea. Nos últimos anos tem aumentado ainda mais o uso em ortopedia principalmente para tratamento de lesôes articulares e de partes moles.

Quais as vantagens do uso do PRP.
O Plasma Rico em Plaquetas está sendo usado devido ao seu potencial para melhorar a cicatrização do músculo e dos tendões. Estudos in vitro sugerem que fatores de crescimento liberados pelas plaquetas aumentam e melhoram a reparação dos tecidos moles e recrutam células reparadoras que potencializam esse efeito

O PRP já está sendo usado na prática clínica ou ainda é uma pesquisa?
O Plasma Rico em Plaquetas já está sendo usado na prática clínica e temos inclusive trabalhos científicos sobre a sua utilização nas cirurgias do manguito rotados, tendão de Aquiles, lesões musculares e cirurgias de joelho, porém não existem trabalhos científicos que comprovem o uso para tratar a artrose e não faço PRP com essa finalidade.

Como funciona o PRP?
O plasma rico em plaquetas libera fatores de crescimento e recruta células reparadoras que ajudam na cicatrização das partes moles, ou seja, tendões, músculos, ligamentos, cartilagem, etc.

Quais os fatores de crescimento presentes no PRP e suas principais funções? 
  • Fator de crescimento derivado das plaquetas  Função: estímulo para a proliferação celular, angiogênese
  • Fator de crescimento vascular endotelial  Função: Angiogênese
  • Fator de crescimento β1 (beta 1)   Função: chave reguladora no balanço entre fibrose e a regeneração das células musculares
  • Fator de crescimento de Fibroblasto  Função: estimula a proliferação de mioblastos e angiogênese.)
  • Fator  de crescimento da epiderme   Função: estimula a proliferação das células mesenquimais e epiteliais, potencializa outros fatores de crescimento)
  • Fator de crescimento do hepatócito   Função: angiogênese, estimula a mitose das células endoteliais e é antifibrótico.)
  • Fator de crescimento semelhante a insulina-1   Função: Estimula os mioblastos e fibroblastos, realiza a mediação e a reparação das fibras musculares esqueléticas.
Quais locais atualmente estamos aplicando O PRP plasma rico em plaquetas?
Plasma Rico em Plaquetas está sendo usado nas  lesões ligamentares e musculares: Reconstrução ligamentar do cruzado anterior, lesão meniscal, pubalgia, e como coadjutante nas cirurgia intrarticularesVários  ensaios clínicos já foram publicados e outros estão em curso para determinar o valor terapêutico da PRP nas diversas patologias músculo esqueléticas. Não usamos PRP para tratamento de Artrose pois nenhum trabalho científico no momento mostrou melhora com essa terapia

Porque a PRP está sendo tão falada atualmente?
O principal fator provavelmente é o excelente perfil de segurança e facilidade de sua preparação. O
Plasma Rico em Plaquetas é preparado com o sangue coletado do próprio paciente que irá ser submetido ao tratamento.

No Ultimo Congresso da Academia Americana de Cirurgiões ortopédicos AAOS 2013 que ocorreu em Chicago em Março de 2013 um dos temas mais falados foi a terapia com Plasma Rico em Plaquetas ou como preferem outros autores Plasma Rico em Fatores de Crecimento, Os trabalhos apresentados relataram o uso na epicondilite de cotovelo, nas lesões do Manguito Rotador e na reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior do Joelho, entre outras aplicações.

Quais as principais novidades sobre o PRP?
O congresso mostrou que o uso do PRP está com algumas indicações bem estabelecidas, porém seu uso ainda é controverso em todos as situações. As indicações para o uso do PRP aumentaram muito, e os resultados ainda não são homogênios. Existem grandes diferenças nas técnicas de preparação. Com variações em relação ao volume, celularidade e seu uso ativado ao não nas diversas patologias.

Quais os principais usos do PRP na medicina do esporte.
O Plasma Rico em Plaquetas e fatores de crescimento está sendo usado principalmente nas lesões tendinosas e musculares. Com destaque para os casos de tendinopatia insercional ( epicondilite, pubalgia, tendinite de Aquiles, manguito rotador, etc). Alguns trabalhos ressaltam também o uso nas lesões musculares com retorno mais precoce aos treinos e aos jogos Alguns colegas também comentaram o uso como coadjuvante na cirurgia, principalmente de joelho.

Artigos científicos sobre plasma rico em plaquetas e fatores de crescimento.
Para procurarmos artigos científicos não devemos usar o google e a melhor ferramenta online e a PUBMED. Em 1 de Novembro de 2010 a busca por Platelet Rich Plasma ( plasma rico em plaquetas) na PubMed retorna 5530 artigos!
Hoje dia 11 de Abril de 2013 temos publicados 6564
Clique na paravra Pubmed e você será direcionado aos resultados para PRP em revistas científicas

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ. Brasil
atualizado em 10/11/2015.

Importância das Caminhadas para Obesidade

Pessoas que estão muito acima do peso podem caminhar ?
Sim, podem caminhar. Caso você tenha engordado rapidamente sugiro que caminhe pouco todos os dias e realize exercícios em academia e atividades na água. 
Para emagrecer é importante gastar mais energia do que comemos. O sobre peso provoca uma sobrecarga mecânica nas articulações dos membros inferiores, antes de fazer longas caminhadas faça hidroginástica, natação e academia, seu joelho vai agradecer no futuro. Quando estiver um pouco mais magro inicie caminhadas mais longas.

Não tenho tempo para caminhar nem fazer ginastica.
Para perder peso não tem segredo. Engordamos porque comemos mais do que gastamos de energia ao longo do dia. Nos mantemos gordos porque comemos a mesma quantidade de energia que gastamos ao longo do dia. 
Ser gordo não é fácil, se descuidarmos emagrecemos! 
Dicas: passe a descer do ônibus dois pontos antes, suba as escadas não use o elevador, levante da cadeira a cada hora e caminhe 5 minutos.
Caminhe, nade ou tome banho de piscina nos finais de semana. Se você não puder fazer caminhadas ou mais atividades físicas não tem outro modo: coma menos!

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
atualizado em 13/09/2010

BONES, FRACTURES AND DISLOCATIONS

What bones are made of 
To understand why bones break, it helps to know what bones do and what they are made of. The bones of the body form the human frame, or skeleton, which supports and protects the softer parts of the body. Bones are living tissue. They grow rapidly during one’s early years and renew themselves when they are broken. Bones have a center called the marrow, which is softer than the outer part of the bone. Bone marrow has cells that develop into red blood cells (which carry oxygen to all parts of the body) and white blood cells (which help fight disease). Bones also contain the minerals calcium and phosphorus. These minerals are combined in a crystal like or latticework structure. Because of their unique structure, bones can bear large amounts of weight.

How fractures occur 
People often think that a fracture is less severe than a broken bone, but fractures are, in fact, the same as broken bones. Bones are rigid, but they do bend or “give” somewhat when an outside force is applied to them. When this force stops, bones return to their original shape. For example, if you fall forward and land on your outstretched hand, there is an impact on the bones and connective tissue of your wrist as you hit the ground. The bones of the hand, wrist and arm can usually absorb this shock by bending slightly and then returning to their original shape and position. If the force is too great, however, bones will break, just as a plastic ruler breaks after being bent too far.

Types of fractures
The severity of a fracture usually depends on the force that caused the fracture and the strength of the bone. If the bone is bent only slightly, then the bone may crack rather than breaking all the way through. If the force is extreme, such as in an automobile collision or a gunshot, the bone may shatter. If the bone breaks in such a way that bone fragments stick out through the skin or a wound penetrates down to the broken bone, the fracture is called an “open” fracture. This type of fracture is particularly serious because once the skin is broken, infection in both the wound and the bone can occur. “Closed” fractures — breaks in the bone that do not cause it to stick through the skin — are the more common type of fracture. All fractures are either open or closed.

Signs/symptoms of a fracture
Signs that a fracture has occurred include: being unable to move the affected area, complaints of pain with movement, deformity, and swelling. The medical team will examine you to determine if any of these signs are present. They also will check to see if you have movement, sensation, and circulation to the area below the possible fracture.

Dislocations
A dislocation occurs when a joint exceeds its range of motion so that the bone is no longer in its socket. When dislocations occur, there may be a large amount of soft tissue injury in the joint capsule and surrounding ligaments and muscle, with possible vein, artery, and nerve damage. Signs of dislocations include: severe pain, joint deformity, inability to move the joint and swelling. The team may attempt to relocate the limb (called a reduction) while in the ED or the operating room.

Risks and complications of a fracture and/or dislocation
The following are other injuries and potential complications that may occur when a bone has fractured or become dislocated. Blood vessel injury: Patients who fracture a bone also may have injuries to the veins and arteries surrounding the broken bone. These types of injuries can cause bleeding or loss of blood flow below the injured area. The team will follow your bleeding studies, examine the injured limb, and check your pulses and circulation closely. Sometimes further studies - like an angiogram - and / or surgery may be required to repair the damaged vein or artery.

Compartment syndrome: 
Patients with severe fractures or crush injuries are at risk for developing compartment syndrome — a condition that occurs most frequently in the leg or forearm. Compartment syndrome causes increased pressure in the soft tissues that, in turn, causes decreased blood supply to the affected muscles and nerves. This decreased blood supply can lead to damage if the pressures are not relieved. The team will check you closely for signs of compartment syndrome, which include: throbbing pain that does not become better with pain medicine; swelling and increased pain to the muscle when it is stretched; and firmness over the compartment. Doctors have a device to check pressures in the compartment when this syndrome is suspected. If compartment pressures are high, you will be taken to surgery for a procedure called a fasciotomy. In this procedure, the compartments are opened up to relieve the pressure. Once swelling to the area goes down, the team will close and cover these wounds.

Damage to nerves: 
Patients with fractures may also experience damage to the nerves close to the injured area. To diagnose potential nerve injuries, the team will ask you if you can move and/or feel the affected limb. Some nerve injuries may improve with time as swelling around the area decreases.

Deep Vein Thrombosis (DVT): A DVT is a blood clot that develops in one of the blood vessels in the leg or pelvis. Trauma patients are at risk for developing DVTs because of both the nature of the injury and the inactivity associated with it. Trauma patients often need to stay in bed for a period of time until their injuries are stabilized or repaired. Signs of DVT include pain or tenderness over the injury site, swelling, fevers and/or changes in skin color. The team will order a special radiological test that looks for blood clots in your body and may take precautionary measures such as giving you blood thinning medicine and devices to wear on your legs called “pneumo boots” to prevent DVTs from forming.

Infection: All fractures put you at increased risk for infection. However, open fractures (fractures in which the skin is broken) put patients at even higher risk for infection. Wound and bone infections can be disabling for patients because they can delay or prevent healing of the fracture. Open fractures are evaluated in the ED, where patients are given antibiotics and a tetanus vaccine. If you have an open fracture, you will be taken to surgery right away, so that the fracture site may be cleaned. If the wound is not completely clean, it will be kept open to the air, while the fracture will be immobilized with a cast, splint, traction, or an external fixator. You will return for more surgery in about 48 hours to see if the wound needs cleaning. If it is clean at this time, the wound may be closed and internal fixation may be performed. There are times when the wound may be too big to close. When this occurs, a skin graft or local muscle flap will be placed to cover the wound.

Pneumonia: A patient who cannot or does not get out of bed frequently may develop pneumonia — a result of fluids building up in the lungs. Signs of pneumonia include fever, chills and a cough. The team may order an x-ray of your chest to detect pneumonia and may give you an antibiotic to treat it if diagnosed. You can help prevent pneumonia by coughing and breathing deeply on a regular basis and by getting out of bed as soon as the team feels it is safe for you to do so.

Post-traumatic arthritis: Fractures that involve the joint have a higher risk of developing arthritis (inflammation of the joint) at some point after healing has taken place. Early treatment of these fractures and proper healing reduce this risk.

Pulmonary embolism (PE): A pulmonary embolism — commonly referred to as a “PE” — is a blood clot that develops in the leg or pelvis and then travels through the bloodstream to the lungs, where it can cause problems. A trauma patient who is not active is at risk for developing a PE. Signs of this type of complication include shortness of breath, difficulty breathing and taking short and rapid breaths. A patient who is suspected to have a PE will be given oxygen and placed on a monitor to evaluate heart rate and how much oxygen is entering the bloodstream. He/she will also undergo a special test that searches for this type of clot.

Swelling and blisters: Injury to the soft tissues near the fracture or dislocation site can occur, resulting in bruising and swelling to the area. The swelling can be significant and possibly cause blisters. You may be instructed to keep the affected limb elevated and/or apply ice to help decrease the swelling. The team will
examine the fractured area to watch for the development of blisters. Significant swelling and blister formation can cause surgery to be delayed.

Prepared by BWH

GLOSSARY OF ORTHOPAEDIC TERMS

Acetabulum: the part of the pelvis connecting with the femur (thighbone) to form the hip joint
Addiction services clinician: a clinical professional — usually a nurse or counselor — with specialized training in the field of alcohol and drug dependence 
Angiogram: a set of x-ray-like pictures that are taken to diagnose injuries to arteries and veins 
Anesthesiologist: a physician who has special training in the branch of medicine that deals with anesthesia; he/she is the person who puts you to sleep prior to surgery 
Anticoagulant: a medication that prevents or restricts the clotting of blood 
Attending Orthopaedic surgeon: the Orthopaedic doctor who directs your care and assumes ultimate responsibility for all treatments and plans of care (often referred to as the “attending”) 
Bones: the hard, connective tissue that forms the body’s skeleton; function as a struc- tural support 
Brace: a device — sometimes jointed — to support and hold any part of the body in the correct position to allow healing.
Calcaneus: the heel
Cane: a sturdy wooden or metal staff or walking stick used to give support and mobility to a partially disabled person. 
Care coordinator: a registered nurse who helps you and your family make plans for further care and treatment once you leave the hospital (i.e., in a rehabilitation hospi- tal or home environment) 
Cast: hard plaster or fiberglass device placed on the outside of the fracture site that keeps the bones from moving 
Cast boot: a large open shoe with Velcro that fits over your cast and allows you to put weight on the leg without damaging the cast 
Clavicle: the collarbone; the bone that connects the shoulder to the chest wall 
Clinical nurse specialist: a nurse who has special knowledge and experience in a clini- cal area (in your case, Orthopaedics); this nurse gives advice to the nursing staff and health care team members on caring for a patient and is available to answer your questions about your injuries 
Comminuted fracture: an injury where the bone is broken in many places 
Compartment syndrome: a condition caused by the progression of pressure on the blood vessels of an extremity from swelling in the surrounding tissue. This results in reduced blood supply to an extremity, severe pain and limited movement. Treatment includes removal of restrictive dressings or casts or possibly surgery to release the pressure in the tissue. 
Compound fracture: an open fracture; an injury where the broken bone sticks through the skin 
Crutch: a wooden or metal staff, the most common kind of which reaches from the ground to the arm pit, used to aid a person in walking 
CT scan: specialized x-ray studies that can find and/or provide more detailed pictures about a patient’s injury 
Dislocation: an injury where a bone is displaced from the joint socket
Emergency department: the place where you are taken to receive your initial/life-saving hospital care; commonly referred to as the “ER” or “ED” 
External fixator: a metal device visible on the outside of the body that treats frac- tures by stabilizing the involved bones 
Extubation: (see intubation) the process of removing a breathing tube from your throat; extubation takes place once intubated patients become able to breathe on their own
Fasciotomy: a surgical procedure where the connective tissues are cut open — or “released” — to relieve the pressure caused by reduced blood flow to the muscle compartments surrounding the fractured bone (see compartment syndrome) 
Femur: the longest bone in both the leg and the body; known commonly as the thighbone 
Fibula: the smaller of the two bones in the lower leg/shin area 
Fracture: a broken bone 
Glenoid: the “socket” portion of the shoulder; is also a part of the scapula 
Greenstick fracture: a fracture where the bone is not completely broken. Appearing most frequently in children, the bone does not break, but bends like a “green stick.” 
Health care proxy: the person you name to make medical decisions for you during times when you are not able to make them for yourself 
Home health care: a team of nurses and/or therapists who go to your home to help you with your therapy and recovery process; they will teach your family how to care for you at home 
Humerus: the bone of the upper arm
Infection: the invasion of the body by micro-organisms that reproduce and multiply,  causing disease through local cell injury and the release of toxins 
Inpatient unit nurse: a registered nurse stationed on a patient care unit who works with you and your family to coordinate day to day activities while in the hospital 
Intensive care unit (ICU): an inpatient nursing unit where patients go to recover when they are seriously ill or injured, or when they require very close medical and nursing observation following major surgery 
Intravenous (IV): the process during which fluid or medicine is passed by a tube into a vein — usually in the arm 
Intubation: the process during which a tube is placed in your throat to help you breathe. Sometimes this tube is attached to a machine called a ventilator that helps you breathe. 
Joint: a point of connection between two or more bones
Ligament: a stabilizing cord, band or sheet of soft tissue that links two or more bones or pieces of cartilage together 
Mechanism of injury: the way in which a traumatic injury happens; for example, a fall, motor vehicle crash or direct blow
MRI: a technique that uses magnetic fields to produce pictures of the body that show great detail about the part of the body being examined 
Muscle flap: a surgical procedure where muscle is transferred from an uninjured part of the body to the injured area/part of the body so that healing may take place 
NPO: NOT PRIOR OPERATION usually used on night prior or morning of surgery when a patient is not allowed to eat or drink anything in order to keep the stomach empty for surgery. “You’re NPO,” means that you should not eat or drink anything until notified otherwise. 
Nutrition: the food and drink needed to help the body heal while in the hospital Nutritionist: a professional with specific clinical training who addresses issues pertaining to a patient’s diet and nutritional status Oblique fracture: an angular break in the bone
Occupational therapist: A rehabilitation specialist trained to evaluate and treat restric- tions/ limitations in your ability to function independently in daily life roles. The occu- pational therapist provides treatment to address identified limitations or to teach other strategies to compensate for any loss of function. 
Olecranon: the bony tip of the elbow; the upper end of the ulna
Open reduction internal fixation: (ORIF); a surgical procedure used to fix a fracture, usually involving metal rods, plates or screws 
Operating room: a room in a hospital in which surgical procedures requiring anesthesia are performed 
Operation: a surgical procedure 
Orthopaedics: the medical specialty that includes the diagnosis, preservation and restoration of the form and function of limbs, spine and other muscle and bone struc- tures by medical, surgical, and physical methods 
PACU: the Post Anesthesia Care Unit; commonly referred to as the recovery room 
Pain service clinician: a physician or certified nurse anesthetist who has specialized training in the science of pain management; the team will consult this person when routine methods of pain control do not work as expected 
Patella: the kneecap
Pelvis: the bony, ring-shaped part of the body connecting on top with the spine and on the bottom with the femurs
Phases of care: the specific times for particular treatments you receive after your injury; these phases are emergency, surgery, intensive care, intermediate care and rehabilitation 
Physical therapist: a rehabilitation professional trained to examine and evaluate physi- cal impairments, functional limitations and disability. The physical therapist provides exercise therapy and functional training to help you achieve your best function. 
Pneumo boots: a tubular device that is placed around a patient’s leg and alternately inflated and deflated with air to maintain constant blood flow and good circulation in the extremities 
PCA: patient controlled analgesia; a system where the patient controls the delivery of pain medication into his/her body (usually by pressing a button connected to an IV) 
PO: may refer to food, drink and pills or other medications a patient must take by mouth 
Radiologist: a physician with special training in the branch of medicine that deals with the use of x-rays, radioactive substances and other forms of radiant energy in the diagnosis and treatment of injury and disease 
Radius: one of the two bones of the forearm located on the thumb side of the arm; it extends from the wrist to the elbow 
Reduction: the physical process of correcting or restoring bone fragments or joint dis- locations to their normal anatomical position 
Rehabilitation hospital: a hospital a patient may go to after BWH where you will receive intensive therapies (i.e. physical and occupational) for injuries 
Resident Orthopaedic surgeon: a doctor who has completed medical school and is now obtaining specialized training in Orthopaedics (often referred to as a “resident”) 
Rounds: the physician team’s early morning visits with and examinations of patients 
Scaphoid: one of the small bones in the wrist located near the base of the thumb 
Scapula: the broad bone on the back of the shoulder and upper back 
SICU: the Surgical Intensive Care Unit; an inpatient nursing unit where the seriously ill are treated after surgery 
Simple fracture: one break in the bone
Skin graft: repair of a wound site with skin from another part of the body or from a skin bank 
Sling: a bandage or device used to support an injured part of the body, most often the arm 
Sling and swathe: a sling with an additional strap that holds the arm tightly to the body 
SNF: skilled nursing facility; a hospital-like setting a patient may go to after discharge from hospital to continue recovery through appropriate therapies and nursing care
Soft tissue: skin, fat and muscle
Spine: the long bony column from the base of the head to the pelvis that protects the spinal cord
Spiral fracture: a long break in the shaft of the bone 
Splint: an Orthopaedic device for immobilization, restraint or support of any part of the body 
Sprain: a tension injury to a ligament that may cause swelling, pain, some loss of function or joint instability 
Surgery: the field of medicine dedicated to the treatment of disease or injury by operation; an operation 
TCU: transitional care unit; a unit or floor within a rehabilitation hospital to which a patient may go to after discharge from the hospital to continue recovery through appropri- ate therapies and nursing care 
Team: the patient, family and group of medical professionals who work together to diagnose, treat and rehabilitate patients with traumatic injuries 
Tibia: the larger of the two bones in the lower leg or shin area 
Traction: the process of putting a limb, bone, or group of muscles under tension by “pulling” by means of weights and pulleys to align or immobilize the part or to relieve pressure on it 
Transverse fracture: a type of fracture where the bone has been broken in half 
Trauma nurse coordinator: an expert nurse who specializes in trauma; he/she func- tions to coordinate the services involved in a patient’s care, and works closely with family and the staff 
Ulna: one of the two bones of the forearm extending from the wrist to the elbow; located on the pinky side of the arm 
Urinary catheter: a slender, soft plastic tube that is inserted into the bladder for tem- porary or permanent drainage of urine 
VNA: Visiting Nurses Association; a team of nurses and/or therapists who go to a patient’s home to help with therapy and the recovery process; they will teach family members how to care for the patient at home
Walker: a light, movable metal frame, about waist high, used to aid a patient in walking 
Weaning from the vent: when a patient practices breathing on his or her own versus breathing with the assistance of a breathing machine (vent)
Weight bearing status: a recommendation as to the amount of weight one can place on an injured leg when walking. Usually recommended as no weight, weight bearing as tolerated, partial weight or full weight bearing 
X-ray: an image taken by electromagnetic radiation that may be used to diagnose fractures 

Espero que você não precise porém caso sofra um acidente e seja internado fora do Brasil essa lista pode lhe ajudar a entender os termos médicos num centro de trauma.

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Atualizado em 11/04/2013

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