Dr. Marcos Britto da Silva - Ortopedia, Traumatologia e Medicina Esportiva

Tenho um joelho varo e sofro muito com isso

Se o problema não é funcional, ou seja não irá prejudicar as funções do dia a dia e nem evoluir para artrose,  e somente estético ao realizar a cirurgia o paciente pode não ficar satisfeito. Ao operar sai a perna torna e entra uma cicatriz.

Mesmo uma cirurgia bem indicada num paciente com problema de auto imagem pode não agradar ao paciente, mesmo com um resultado funcional muito bom.
Podemos imaginar a seguinte situação:
- O paciente com alteração da auto imagem fala após a cirurgia: meu joelho era torno porém agora ele está horrível com essa cicatriz, parece uma lacraia tatuada na minha perna!

Pode inclusive continuar sofrendo. Sugiro sempre que o paciente mostre seu joelho ao ortopedista para saber se há indicação do ponto de vista ortopédico, que em geral irá indicar a cirurgia para melhorar a função e prevenir a artrose no futuro.

Porém se o problema é estético e não tem indicação cirúrgica do ponto de vista funcional uma conversa com um um psicanalista pode ajudar a superar a não aceitação do próprio corpo.

Diabetes, Osteoporose e Sarcopenia

Pessoas com diabetes tem maior risco de desenvolver osteoporose ?

As pessoas com diabetes do tipo 1 ou tipo 2 (DM1, DM2) apresentam um risco de fratura significativamente maior do que pessoas sem diabetes.

Quais as causas das fraturas em pacientes diabéticos ?

Esse risco aumentado é atribuído a déficits específicos da doença na microarquitetura e propriedades do material do tecido ósseo. Portanto, efeitos independentes dos medicamentos para diabetes na integridade do esqueleto são de vital importância. 

Qual a relação o uso de medicamentos para tratar o diabetes e o risco de fraturas ?

Estudos de terapias baseadas em incretinas ( insulina, glucagon, amilina, GLP-1 (glucagon-like peptide-1) e GIP (glucose-dependent insulinotropic polypeptide) mostraram efeitos divergentes de diferentes agentes no risco de fratura, incluindo efeitos prejudiciais, benéficos e neutros. 

Acredita-se que a classe das sulfoniluréias ( são fármacos que promovem a liberação de insulina a partir das células beta do pâncreas), devido ao seu potencial hipoglicêmico, amplifique o risco de fraturas relacionadas à queda, particularmente em idosos. Outros agentes, como as biguanidas ( uma classe de fármacos utilizadas como hipoglicemiantes. As biguanidas, diferentemente das sulfoniluréias não afecam a liberação de insulina. A ação de redução nos níveis de glicose sanguíneo não depende das células beta pancreáticas.) , podem, de fato, ser osteoanabólicos. Em contraste, apesar das propriedades anabólicas da insulina semelhantes esperadas, os dados sugerem que a farmacoterapia com insulina em si, particularmente na Diabetes tipo 2, pode ser um fator de risco para fratura, negativamente associada com os determinantes da qualidade óssea e da resistência óssea. Finalmente, os inibidores do cotransportador de glicose dependentes de sódio 2 ( reduzem a reabsorção da glicose pelo rim, aumentando a excreção de glicose e reduzindo os níveis de açúcar no sangue ) têm sido associados a um aumento do risco de fraturas atípicas em populações selecionadas, 

Diabetes e perda de massa muscular

Atualmente, os dados sobre o impacto dos medicamentos para baixar a glicose na atrofia muscular relacionada ao diabetes são mais limitados, estudos pré-clínicos sugiram que vários agentes hipoglicemiantes podem ter efeitos agravantes (sulfoniluréias, glinidas) ou reparadores (tiazolidinedionas, biguanidas, incretinas) no músculo esquelético. Esses efeitos influenciariam a qualidade muscular e a grau de força muscular influencia a massa óssea. Assim, a eficácia terapêutica de cada agente hipoglicêmico também deve ser avaliada à luz de seu impacto, isolado ou em combinação, na saúde musculoesquelética, ao determinar uma abordagem de tratamento individualizada. 

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologia e Medicina do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ
atualizado em 30/11/2018

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