Dr. Marcos Britto da Silva - Ortopedia, Traumatologia e Medicina Esportiva: Carencia de Vitamina D em pacientes com Trauma ortopédico

Carencia de Vitamina D em pacientes com Trauma ortopédico


A deficiência ou insuficiência de vitamina D foi extremamente prevalente na população de pacientes com trauma ortopédico, com uma taxa de prevalência combinada de 77,4%.

Pesquisadores anunciaram ontem aqui na American Academy of Orthopaedic Surgeons Reunião Anual de 2012 . 
Dr. Brett D. Crist, professor associado de cirurgia ortopédica da Universidade de Missouri School of Medicine, Columbia relatou que  os pacientes adultos (com 26 anos ou mais anos) apresentaram a maior prevalência de deficiência ou insuficiência, ao passo que aqueles entre 18 a 25 anos apresentaram o menor incidência. 


Os investigadores conduziram uma revisão do registro médico retrospectivo entre 01 de janeiro de 2009 e 30 de setembro de 2010, de todos os pacientes com traumas ortopédicos , com 18 anos ou mais num hospital terciário de trauma e que tinha documentado os níveis séricos de 25-hidroxi-Vitamina D. Eles identificaram 889 pacientes com deficiência de vitamina D. A insuficiencia de vitamina D foi definida como um nível de 25-hidroxivitamina D abaixo de 20 ng / mL, e insuficiência foi definida como um nível entre 20 e 32 ng / mL. 

Os pesquisadores encontraram uma prevalência de deficiência de vitamina D de 39%. A prevalência de deficiência de vitamina D e insuficiência combinado foi de 77,4%. 

Pacientes entre 18 a 25 anos tiveram a menor prevalência de deficiência (29,1%, P = .25) e insuficiência (54,7%, P = .08). Mulheres de 18 a 25 anos tiveram uma menor prevalência de deficiência (25%, P = .41) e insuficiência (41,7%, P = 0,16) do que outras mulheres. Homens de 18 a 25 anos tiveram uma menor prevalência de insuficiência (59,7%, P = 0,24) do que os outros homens. Não foram detectados diferenças marcantes na prevalência de deficiência ou insuficiência com base na idade ou sexo. "Tanto a deficiência de vitamina D e insuficiência eram prevalentes nesta população de pacientes com trauma ortopédico", relatam os pesquisadores em seu resumo. 

Segundo os autores "Para nosso conhecimento, esta é a maior casuística de pacientes com trauma ortopédico a ser avaliado para a deficiência de vitamina D". Além disso, o período de estudo de 21 meses ajuda a explicar a variação sazonal na prevalência de deficiência de vitamina D". 

Os investigadores concluem que "avaliar a incidência de deficiência de vitamina D em uma população de trauma é de grande importância para aumentar a conscientização sobre o rastreio da doença e as mudanças e padrões de tratamento."

Esse artigo foi baseado em trabalho apresentado no Congresso da academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos no dia 07 fevereiro de 2012 (São Francisco, Califórnia)

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte 
Rio de Janeiro, RJ, Brasil 
Atualizado em 08/02/2012

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