Dr. Marcos Britto da Silva - Ortopedia, Traumatologia e Medicina Esportiva: 11/01/2012 - 12/01/2012

Desidratação e Performance nos Esportes

Importância da correta hidratação nos exercícios.
Uma hidratação apropriada durante a atividade física de caráter recreativo ou competitivo pode garantir que o desempenho esperado seja atingido e que problemas de saúde sejam evitados. Os procedimentos para assegurá-la requerem conhecimento de fatores que influenciam quando e o quanto beber de água. As recomendações dependem do tipo de atividade e de fatores individuais, como condicionamento físico, idade, modalidade praticada, estresse ambiental, entre outros.
Efeitos da Desidratação sobre o desempenho
O estresse do exercício é acentuado pela desidratação, que aumenta a temperatura corporal, prejudica as respostas fisiológicas e o desempenho físico, com riscos para a saúde. Esses efeitos podem ocorrer mesmo que a desidratação seja leve ou moderada, com até 2% de perda do peso corporal, agravando-se à medida que ela se acentua.
  • Com 1 a 2% de desidratação inicia-se o aumento da temperatura corporal em até 0,4oC para cada percentual subsequente de desidratação. 
  • Em torno de 3%, há redução importante do desempenho; 
  • com 4 a 6% pode ocorrer fadiga térmica; 
  • a partir de 6% existe risco de choque térmico, coma e morte. 
Suor, temperatura do corpo e osmolaridade sanguinea.
Como o suor é hipotônico em relação ao sangue, a desidratação provocada pelo exercício pode resultar em aumento da osmolaridade sanguínea. Tanto a hipovolemia como a hiperosmolaridade aumentam a temperatura interna e reduzem a dissipação de calor pela evaporação e convecção. A hiperosmolaridade plasmática pode aumentar a temperatura interna, afetando o hipotálamo e/ou glândulas sudoríparas e retardando o início da sudorese e da vasodilatação periférica durante o exercício. 

Repercução Cardiada da Desidratação
A desidratação afeta o desempenho aeróbio, diminui o volume de ejeção ventricular pela redução no volume sanguíneo e aumenta a frequência cardíaca. São alterações acentuadas em climas quentes e úmidos, pois a maior vasodilatação cutânea transfere grande parte do fluxo sanguíneo para a periferia, em vez da musculatura esquelética, ocasionando importantes reduções da pressão arterial, do retorno venoso e do débito cardíaco.

Reposição hidrica e desempenho esportivo
A reposição hídrica em volumes equivalentes aos das perdas de água pela sudorese pode prevenir declínio no volume de ejeção ventricular, sendo, também, benéfica para a termorregulação, pois aumenta o fluxo sanguíneo periférico, facilitando a transferência de calor interno para a periferia. O reconhecimento dos sinais e sintomas da desidratação é fundamental. Quando leve a moderada, ela se manifesta com fadiga, perda de apetite e sede, pele vermelha, intolerância ao calor, tontura, oligúria e aumento da concentração urinária. Quando grave, ocorre dificuldade para engolir, perda de equilíbrio, a pele se apresenta seca e murcha, olhos afundados e visão fosca, disúria, pele dormente, delírio e espasmos musculares.

Esse artigo é baseado na Diretriz da AMB/SBMEE clique e leia mais
Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
atualizado em 24/08/2013

Dor Crônica

O que é dor crônica?
A dor crônica é uma condição clínica caracterizada pela ocorrência de dor músculo-esquelética crônica na ausência de processos inflamatórios articulares ou musculares (ausência de substrato orgânico).  Código Internacional de Doenças: CID10 - M79.7 (Fibromialgia)

Toda dor crônica é fibromialgia?
Quando surgiu o diagnóstico de dor crônica?
anormalidades do sistema nervoso central (SNC).
Quais as caracteísticas da dor crônica sem substrato orgânico?
Como é o quadro clínico da dor crônica?
Síndrome dos muitos Médicos.
Como é feito o diagnóstico da Fibromialgia?
Existe diagnóstico diferencial com fibromialgia?
Distúrbios do Sono e dor crônica.
Substancia P e Dor Crônica
Qual a relação entre doença reumática e dor crônica?
Qual a relação entre dor Crônica fenômeno de Raynaud e outras afecções reumáticas?
Qual a relação entre síndrome de fadiga crônica e dor crônica/fibromialgia?
Como é a fisiopatologia da dor crônica?
Qual a relação do Sono com as dores crônicas e a fibromialgia?
Qual a relação entre Anormalidades músculo-esqueléticas e a dor crônica?
Como é o mecanismo de dor referida na fibromialgia?
Quando desconfiar de fibromialgia?
Referencia: Kaziyama, H.H.S., Lin, T.Y., Teixeira, M.J., Piagge, F.D. Síndrome fibromiálgica. Rev. Med. (São Paulo), 80(ed. esp. pt.1):111-27,
Dr. Marcos Britto da Silva

Como veremos abaixo em teoria sim, porém particularmente não gosto do termo fibromilagia, Prefiro usar o termo Síndrome Álgica Crônica, ou simplesmente dor crônica, a fibromialgia é um tipo de dor crônica . Defino a Sindrome Álgica Crônica, como uma dor ou várias dores que duram meses ou anos, sem substrato orgânico ( casos onde os médicos não conseguem chegar a um diagnóstico de um problema no local ) que justifique as dores.
Nesses pacientes as dores não são causadas por um processo inflamatório no local da dor. A sistema de percepção da dor, pelo cérebro, é que está alterado. Ou seja o problema não está onde a dor e sentida e sim no modo como o cérebro interpreta os estímulos que recebe. Nos pacientes com dor crônica os estímulos não dolorosas podem provocar dor, 
O toque do Soutien na pele pode fazer provocar dor. 
Ficar sentado pode causar dor. 
Ficar deitado pode causar dor,
O simples ato de andar pode provocar dores fortes.
Nesse texto uso o termo fibromialgia como sinônimo de dor crônica para facilitar a leitura e a correlação com os demais dados da literatura.

A síndrome fibromiálgica (SFM) é reconhecida desde meados do século XIX. Gowers, em 1904, sugeriu o termo “fibrosite” para cognominar as síndromes dolorosas musculares regionais Várias denominações como “fibrosite”, reumatismo muscular, miofascites, mialgia, síndrome dolorosa miofascial, Dores crônicas foram adotadas. 
Yunus et al. (1981) propuseram o termo “fibromialgia” para denominar “fibrosite”, pois nesta entidade não há inflamação tecidual, apenas dor muscular difusa, relacionada a outras
Estudo multicêntrico revelou que a combinação de dor difusa, bilateral, acima e abaixo da cintura, nas extremidades e no esqueleto axial e, pelo menos, a identificação clínica desses pontos favorece o diagnósticos de fibromialgia. Esses pontos dolorosos  estão relacionados com ansiedade, depressão, palpitações, fadiga e anormalidades do sono, acordar no meio da noite, sensação de que algo está errado e você não sabe o que é. A ocorrência da Dor crônica independe de idade, nível sócio econômico e cultural dos indivíduos e frequentemente esta relacionado a um episódio de perda. Perda de um ente querido, perda do namorado, perda do emprego,  perda da vida que tinha antes, etc.

As dores musculares generalizadas ou migratórias (cada dia dói num lugar) são sintomas característicos, entretanto, a rigidez matinal, fadiga, anormalidades sensitivas, neurovegetativas, cognitivas e de qualidade do sono, palpitações, cefaleia, hipersensibilidade ao frio, hiperemia cutânea, domências e parestesias pelo corpo todo ou metade do corpo, dismenorréia, síndrome de cólon irritável, cistite de repetição, fenômeno de Raynaud, ansiedade e depressão podem  estar associados. 

O paciente passa por muitos médicos ( 5, 10, 15 médicos) e nenhum chega a um diagnóstico que explique todas as dores e sintomas num todo. Ou fica com 10 diagnosticos juntos, tem bursite no quadril , tendinite no joelho , inflamação no ombro , artrose na coluna, bico de papagaio na cervical, esporão no pé, sinovite no punho, água no joelho , etc.
O diagnóstico da Fibromialgia é clínico. Não há evidências de anormalidades laboratoriais ou radiológicas. Os critérios diagnósticos da fibromialgia sugeridas são:
• História clínica: dor cronica generalizada localizada no hemicorpo direito e esquerdo, acima e abaixo da cintura, além do eixo axial (regiões da coluna cervical, face anterior do tórax, coluna dorsal e/ou coluna lombar)
• Exame físico: ocorrência de dor à palpação digital com 4 kg/força/cm2 em áreas denominadas de pontos dolorosos (tender points

  • 1. inserção dos músculos suboccipitais na nuca;
  • 2. ligamentos dos processos transversos da quinta a sétima vertebra cervical;
  • 3. trapézio superior e lateralmente;
  • 4. músculo supra-espinhoso;
  • 5. junção do músculo peitoral com a articulação costocondral da segunda costela;
  • 6. área situada dois centímetros proximais ou distais ao epicôndilo lateral do cotovelo;
  • 7. quadrante látero-superior da região glútea, distal à espinha ilíaca;
  • 8. inserções musculares no trôcanter femoral; 
  • 9. região situada dois centímetros proximalmente à linha articular do côndilo medial do fêmur.
Um paciente com dor crônica não precisa ter todos esses sintomas descritos acima, em algumas situações dói um único local durante anos.

Sim, O diagnóstico diferencial da fibromialgia inclui as doenças autoimunes, síndrome dolorosa miofascial (SDM), as poliartrites , as polineuropatias periféricas o hipotireoidismo e a polimialgia e outras patologias reumáticas, dentre outras condições.
Várias outras afecções podem constituir comorbidades com a fibromialgia, incluindo a depressão, a síndrome do cólon irritável, as cefaléias e a síndrome da fadiga crônica.
Qual a relação entre depressão e dor crônica?
Aproximadamente 25% dos doentes com fibromialgia apresentam depressão maior e 50% história de depressão em algum período da vida. Os sintomas de depressão incluem fadiga, desânimo, falta de energia, alterações do sono e dor crônica.


O sono não reparador está clinicamente relacionado à intensidade e à duração da dor musculo esquelética.  Outros distúrbios da arquitetura do sono estão presentes e todos se relacionam com alterações bioquímicas de neurotransmissores, como a serotonina e a substância P.

A Substância P é um importante neurotransmissor nociceptivo. Há dois estudos que demostram um aumento de três vezes na quantidade de substância P em Liquido Céfalo- Raquidiano de pacientes fibromiálgicos. Esses achados, de aumento dos níveis de substância P, estão de acordo com a noção de que a sensibilização central é o início da patogênese da fibromialgia.

Algumas afecções reumatológicas como artrite reumatóide (AR), síndrome de Sjögren ou lúpus eritematoso sistêmico (LES) podem apresentar-se inicialmente como dor difusa e fadiga. Nestes casos, a fibromialgia pode coexistir.  Cerca de 12% dos doentes com Artrite Reumatoide, 7% dos doentes com osteoartrose e 22% dos casos de Lupus Eritematoso Sistêmico apresentam associadamente fibromialgia. 

Cerca de 20% a 35% dos doentes com fibromialgia apresentam fenômeno de Raynaud e secura da mucosa ocular e oral sugerindo síndrome de Sjögren. A polimialgia reumática pode apresentar-se de modo similar à fibromialgia Naquela condição os pontos dolorosos não são achados constantes, a velocidade de hemossedimentação é elevada e a evolução é favorável com uso de corticosteróides. A espondilite anquilosante se apresenta como comprometimento axial, redução da flexibilidade à movimentação da coluna toracolombossacral e alterações radiológicas típicas; a ocorrência de sinovite e alterações sistêmicas do tecido conectivo auxiliam o diagnóstico destas últimas afecções. A miosite inflamatória e as miopatias metabólicas podem ocasionar fraqueza e fadiga muscular, mas geralmente não causam dor difusa. Não ocorre fraqueza muscular significativa em casos de fibromialgia; quando presente, é devido à dor e ao desuso. As enzimas musculares são normais e o quadro histopatológico também é normal ou inespecífico em biópsias musculares de doentes com fibromialgia. Afecções metabólicas ou inflamatórias podem ocorrer em doentes com fibromialgia, incluindo o hipotireoidismo e o diabetes mellitus; entretanto, tratamento das condições não implica em regressão das manifestações da fibromialgia. 

A síndrome da fadiga crônica (SFC) apresenta similaridade com a fibromialgia. Os sintomas se instalam agudamente após doenças infecciosas e se caracterizam pela persistência de fadiga debilitante e desconforto após os exercícios. Cerca de 75% dos doentes com diagnóstico de síndrome da fadiga crônica apresenta dor.

Mecanismos neurogênicos
A fisiopatologia da dor crônica está relacionada a anormalidades no Sistema Nervoso Central. Várias evidências sugerem que a dor experienciada pelos doentes com dor crônica resulta de anormalidades no processamento sensitivo no Sistema Nervoso Central. 
Os estudos sugerem que o processamento sensitivo é anormal em doentes com fibromialgia  A Dor é o sintoma mais importante da fibromialgia. Anormalidades periféricas podem desempenhar algum papel na patogênese da fibromialgia . Os nociceptores são ativados por estímulos mecânicos, térmicos e/ou químicos teciduais. Neurotransmissores liberados retrogradamente (sP – substância P, neurocininas, PGRC) modificam a atividade da placa motora. 


Qual a relação entre a atitude positiva e negativa e a dor crônica
A atividade mental do indivíduo influencia a sensação dolorosa desagradável, pois modifica o fluxo sangüíneo no giro anterior do cíngulo. Isto significa que a atividade pré-frontal cortical (pensamento positivo ou negativo) pode influenciar a percepção da dor.  É esta a base funcional da somatização e da eficácia da psicoterapia  em doentes com dor crônica.

A depleção ( diminuição)  da serotonina ocasiona redução da duração do sono não REM ( Rapid Eye Movement ("movimento rápido dos olhos") e aumento das queixas de dores pelo corpo, depressão e uma maior percepção da dor. 
A redução da atuação de serotonina nos receptores serotoninérgicos do SNC encefálico e espinal, pode ocasionar redução na produção de hormônios do eixo hipotálamo-hipofisário- adrenal, do sono delta e da substancia P no encéfalo. O aumento da substancia P na medula espinal relaciona-se à alodínea (sensação de dor ao receber um estímulo que normalmente não provoca dore à hiperalgesia difusa ( dor mais intensa que a dor habitual para um determinado estímulo, tocar a pele poderia provocar desconforto porém provaria dor intensa por exemplo)
É possível que a hipoatividade destes neurotransmissores justifique a ocorrência de dor em casos de fibromialgia . É provável, portanto, que nos doentes com fibromialgia ocorram disfunções no SNC relacionadas à sensibilização nociceptiva e à inadequação da modulação da sensibilidade dolorosa. Parece ocorrer aumento da atividade de neurotransmissores excitatórios e deficiência da atividade dos neurotransmissores inibitórios em casos de fibromialgia; o aumento da atividade dos neurotransmissores excitatórios, especialmente da sP e a deficiência de neurotransmissores inibitórios, em especial da serotonina, poderiam implicar na percepção alterada dos estímulos nociceptivos. Portanto, déficit serotoninérgico, incluindo desrregulação serotoninérgica do eixo hipotálamo-pituitário, anormalidades no eixo hipófise-adrenal, anormalidades na atuação da sP, do peptídeo geneticamente relacionado à calcitonina e dos receptores de NMDA do SNC parecem ocorrer nos casos de fibromialgia.

O falta de condicionamento físico é característico em doentes com dor crônica e exerce papel importante na expressão dos sintomas; predispõe-nos a microtraumatismos musculares, à dor e à fadiga crônica. O metabolismo muscular é normal apesar de haver redução da oxigenação nos locais dos pontos dolorosos, provavelmente resultante da falta de condicionamento físico.

A sensibilização dos nociceptores é responsável pela dor localizada à digitopressão e contribui para o mecanismo de dor referida. A dor referida, em grande parte, é devido à sensibilização dos neurônios sensitivos da substância cinzenta do corno posterior da medula espinal que apresentam ampliação de seus campos receptivos e se tornam reativos aos estímulos nociceptivos e não nociceptivos.

Se você mudar de alguma forma a sua rotina ou viajar de férias e as dores diminuírem ou acabarem desconfie de fibromialgia


Ortopedista, Traumatologista, Médico do Esporte
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
atualizado em 10/12/2015.

Sindrome Ciclops após reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior

A Perda da extensão do joelho após a reconstrução do ligamento cruzado anterior pode ocorrer devido a formação de um nódulo fibroso localizado na região ântero-lateral do túnel tibial, denominada Síndrome Cyclops. Este nódulo ocorre geralmente no pós-operatório imediato, porém existem relatos de formação tardia. A formação do Nódulo resulta na diminuição da extensão do joelho, com preenchimento da fossa intercondilar. 

A diminuição do arco de movimento do joelho é uma das complicações mais freqüentes e difíceis após a reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) e pode levar o paciente a um maior desconforto do que a própria instabilidade pré-operatória si. 
.
A sindrome de Cyclops pode surgir após reconstrução do LCA ou após a ruptura do LCA sem tratamento cirúrgico.

Quais os sintomas?
Os sintomas da síndrome cyclops geralmente começam no período pós-operatório e pode incluir perda de extensão do joelho, um sonoro click perto da extensão completa, crepitações dolorosas, travamento, rigidez ou frouxidão residual. 

Qual a importância da recuperação da extensão do joelho pós reconstrução do LCA.

Os estudos mostraram que os pacientes que não recuperam a extensão completa após a reconstrução do LCA sentem mais dor na região anterior do joelho. 

Quais as possíveis causas para perda da extensão após reconstrução do LCA?
Problemas na articulação patelo-femoral ou um enfraquecimento do músculo quadríceps. Outras possibilidades: posicionamento não ideal do enxerto, artrofibrose, não aderência as recomendações médicas, fisioterapia insuficiente, síndrome da contratura infra-patelar (IPCS) e finalmente a síndrome de cyclops devem ser consideradas como diagnósticos diferenciais . 


Tratamento.
A Excisão artroscópica da cicatriz geralmente é bem sucedida para aliviar os sintomas dos pacientes e é recomendado se um programa de reabilitação agressivo com ênfase em recuperar extensão total do joelho falhar.

A preservação de uma gama completa de movimento após a reconstrução do LCA é crucial para recuperar uma função normal do joelho e para assegurar um elevado nível de satisfação do paciente. 

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologista, Médico do Esporte
Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Atualizado em 10/11/2013

Exercícios para Manguito Rotador

Programa de exercícios para Patologias do Manguito rotador do Ombro
Após uma lesão ou cirurgia no ombro a fisioterapia é uma etapa importante da recuperação, um programa de condicionamento exercício vai ajudá-lo a retornar às atividades diárias e desfrutar de um estilo de vida mais ativo e saudável. Um programa de condicionamento bem estruturada também ajudará a retornar aos esportes e outras atividades recreativas.

Este é um programa de condicionamento geral que fornece uma grande variedade de exercícios. Para garantir que o programa seja seguro e eficaz, o paciente deve realiza-lo sob a supervisão do seu médico. Fale com o seu ortopedista ou fisioterapeuta sobre quais os exercícios que melhor irão ajudá-lo a alcançar seus objetivos de reabilitação.

Tipos de Exercício
Força: Fortalecer os músculos que suportam o ombro irão ajudar a manter a estabilidade da articulação do ombro. Manter estes músculos fortes pode aliviar as dores no ombro e prevenir novas lesões.

Flexibilidade: Alongar os músculos é importante para fortalecer a restaurar a amplitude de movimento e para preveni lesões. O alongamento suave antes e após os exercícios de fortalecimento pode ajudar a reduzir a dor muscular e manter seus músculos flexíveis.

Músculos alvo: Os grupos musculares neste programa de condicionamento incluem:
Deltóides (frente, atrás e sobre o ombro)
Trapézio (parte superior das costas)
Rombóide (parte superior das costas)
Redondo Menor (apoiar a articulação do ombro)
Supra-espinal (apoiar a articulação do ombro, elevação)
Infraespinal (apoiar a articulação do ombro, rotação externa)
Subescapular (frente do ombro, rotação interna)
Bíceps (frente de braço)
Tríceps (parte de trás do braço)

Duração do programa: Este programa de condicionamento ombro obtém melhores resultados após 8/12 semanas Depois da recuperação, estes exercícios podem ser continuado como um programa de manutenção para a proteção ao longo da vida e saúde de seus ombros. Na fase de recuperação sugerimos exercícios diários na fase de manutenção executar os exercícios dois a três dias por semana, vai manter a força e amplitude de movimento em seus ombros.

1. Aquecimento
1. Pêndulo
Principais músculos trabalhados:
deltóides, supra espinhoso, infra subscapular

 Repetições: 2 séries de 10
Primeiros passos
Aquecimento: Antes de fazer os exercícios a seguir, aqueça com 5 a 10 minutos de atividade de baixo impacto, como caminhar ou andar numa bicicleta estacionaria (ergométrica). Paciente com dor mais intensa podem se beneficiar de aplicação de gelo 10 a 20 minutos para facilitar a execução dos exercícios.
Alongamento: Após o aquecimento, fazer os exercícios de alongamento mostrados na figura 1 antes de passar para os exercícios de fortalecimento. Quando completar os exercícios de fortalecimento, repita os exercícios de alongamento para finalizar o programa.

DICAS
Não ignore a dor: Você não deve sentir dor durante um exercício. Fale com o seu médico ou fisioterapeuta se você tiver qualquer dor durante o exercício.
Faça perguntas: Se você não tem certeza de como fazer um exercício, ou quantas vezes a fazê-lo, contacte o seu médico ou fisioterapeuta.
Passo-a-passo
Incline-se para frente e colocar uma mão em um balcão ou mesa de apoio. Deixe o seu outro braço solto e pendente ao seu lado.
Delicadamente balançar o braço para a frente e para trás. Repita o exercício movendo o braço do lado-a-lado, e repita novamente em um movimento circular. ( imagine estar mexendo num tacho de doce, o tamanho do tacho vai aumentando a medida você avança semana a semana.
Repetir toda a sequência com o outro braço.
Dica: Não curvar as costas ou fletir os joelhos.

2. Alongamento sobre o tórax
Principais músculos trabalhados: Região posterior do deltóide
e cápsula posterior Você deve sentir esticar a parte detrás de seu ombro
Equipamentos necessários: Nenhum
Repetições: 4 de cada lado
Dias por semana: Todos os dias
Passo-a-passo
Relaxe os ombros e puxe um braço sobre o peito, tanto quanto possível, segurando em seu braço. Mantenha a posição por 30 segundos e depois relaxe por 30 segundos. Repetir com o outro braço.
Dica: Não puxe ou colocar pressão sobre o seu cotovelo.

3. Alongamento com Bastão atrás do corpo 
Principais músculos trabalhados: subscapular
Você deve sentir esticar este trecho na frente do seu ombro
Equipamento necessário: bastão de luz, como um ponto de referência
Repetições: 4 de cada lado
Dias por semana: 5-6
Passo-a-passo
Segure um bastão atrás das costas com uma mão e levemente agarrar a outra extremidade da vara com a outra mão. Puxe a vara na horizontal, como mostrado para que seu ombro seja passivamente esticada ao ponto de sentir um puxão sem dor. Mantenha a posição por 30 segundos e depois relaxe por 30 segundos. Repetir do outro lado.
Dica: Não se inclinar sobre ou torcer para o lado enquanto puxa a vara.

4. Alongamento dom Bastão a frente do corpo
Principais músculos trabalhados: Infraespinal, redondo menor
Você deve sentir este trecho na parte de trás de seu ombro
Equipamento necessário: bastão de luz, como um ponto de referência
Repetições: 4 de cada lado
Dias por semana: 5-6
Passo-a-passo
Segure o pau com uma mão e copo na outra extremidade da vara com a outra mão. Mantenha o cotovelo do ombro você está esticando contra a lateral de seu corpo e empurrar a vara na horizontal, como mostrado ao ponto de sentir um puxão sem dor. Mantenha a posição por 30 segundos e depois relaxe por 30 segundos. Repetir do outro lado.
Dica: Mantenha os quadris para a frente e não torcer.

5. Alongamento de Cápsula Posterior
Principais músculos trabalhados: Infraespinal, redondo menor
Você deve sentir este região atrás de seu ombro
Equipamentos necessários: Nenhum
Repetições: 4 repetições, 3x por semana
Dias por semana: Diariamente
Passo-a-passo
Deite-se de lado em uma superfície firme e plana com o ombro afetado e seu braço dobrado, como mostrado. Você pode colocar sua cabeça em um travesseiro para melhorar o conforto, se necessário.
Use o braço afetado para empurrar o outro braço para baixo. Pare de pressionar para baixo quando você sentir um estiramento na parte traseira de seu ombro afetado.
Mantenha essa posição por 30 segundos, depois relaxe o braço por 30 segundos.
Dica: Não dobre seu punho ou pressione para baixo em seu pulso.

6. Trapézio
Principais músculos trabalhados: trapézio regiões média e inferior
Você deve sentir este exercício na parte de trás do seu ombro e na parte superior das costas
Equipamento necessário: Use uma Faixa Elástico de resistência confortável. À medida que o exercício se torne mais fácil de realizar, progredir para 3 séries de 12 repetições. Trocar a cor da faixa e usar faixas cada vez mais escura e portanto com maior resistência. Se você tiver acesso a um centro de fitness, este exercício também pode ser executado em uma máquina de peso. Um Professor da academia pode instruí-lo sobre como usar as máquinas com segurança. Repetições: 3 séries de 8. Dias por semana: 3
Passo-a-passo
Faça um laço de 3 metros de comprimento com o elástico e amarre as pontas. Prenda o laço para uma maçaneta ou outro objeto estável.
Segure a faixa com o seu cotovelo dobrado e ao seu lado, como mostrado na posição de partida.
Mantenha o seu braço ao seu lado e puxe o cotovelo para trás.
Lentamente retorne à posição inicial e repita.
Dica: Aperte as omoplatas juntos quando puxar.

7. Rotação externa Com braço abduzido a 90 °
Principais músculos trabalhados: Infraespinal e redondo menor
Você deve sentir este exercício na parte de trás do seu ombro e em na parte superior das costas
Equipamento necessário: Use uma faixa elástica de resistência tipo theraband confortável. À medida que o exercício se torne mais fácil de realizar, progredir para 3 séries de 12 repetições. Se você tiver acesso a um centro de fitness, este exercício também pode ser executado em uma máquina de peso. Um assistente de fitness em seu ginásio pode instruí-lo sobre como usar as máquinas com segurança.
Repetições: 3 séries de 8
Dias por semana: 3
Passo-a-passo
Faça um laço de 3 metros de comprimento com o elástico e amarre as pontas. Prenda o laço para uma maçaneta de porta ou outro objeto estável.
Segure a faixa com o cotovelo dobrado a 90 ° e elevado a altura dos ombros, tal como mostrado na posição de partida. Mantendo o seu ombro e cotovelo em angulo reto, devagar, levante a mão até que esteja em linha com a sua cabeça.
Lentamente retorne à posição inicial e repita.
Dica: Verifique se o cotovelo está em linha com o ombro.

8. Rotação Interna
Principais músculos trabalhados: peitoral, subscapular
Você deve sentir este exercício em seu peito e ombro
Equipamento necessário: Use uma Faixa elástica de resistência confortável. À medida que o exercício se torne mais fácil de realizar, progredir para 3 séries de 12 repetições. Se você tiver acesso a um centro de fitness, este exercício também pode ser executado em uma máquina de peso. Um assistente de fitness em seu ginásio pode instruí-lo sobre como usar as máquinas com segurança.
Repetições: 3 séries de 8
Dias por semana: 3
Passo-a-passo
Faça um laço de 3 metros de comprimento com o elástico e amarre as pontas. Prenda o laço para uma maçaneta ou outro objeto estável.
Segure a faixa com o cotovelo dobrado e ao lado, como mostrado na posição de partida.
Mantenha o cotovelo para ao lado e trazer o seu braço sobre o corpo.
Lentamente retorne à posição inicial e repita.
Dica: Mantenha o cotovelo junto ao tórax.

9. Rotação externa
Principais músculos trabalhados: Infraespinal, redondo menor, região posterior do deltóide.
Você deve sentir este exercício na parte de trás do ombro e parte superior das costas
Equipamento necessário: Use uma faixa elástica de resistência confortável. À medida que o exercício se torne mais fácil de realizar, progredir para 3 séries de 12 repetições. Se você tiver acesso a um centro de fitness, este exercício também pode ser executado em uma máquina de peso. Um assistente de fitness em seu ginásio pode instruí-lo sobre como usar as máquinas com segurança.
Repetições: 3 séries de 8
Dias por semana: 3
Passo-a-passo
Faça um laço de 3 metros de comprimento com o elástico e amarre as pontas.
Prenda o laço para uma maçaneta ou outro objeto estável.
Segure a faixa com o seu cotovelo dobrado e ao seu lado, como mostrado na posição de partida.
Mantenha o cotovelo junto ao tórax, gire lentamente o braço para fora.
Lentamente retorne à posição inicial e repita.
Dica: Aperte as omoplatas juntos quando você puxar o cotovelo para trás.

10. Flexão do cotovelo: Bíceps
Principais músculos trabalhados: bíceps
Você deve sentir este exercício na frente de seu braço
Equipamento necessário: Comece com um peso de 1 a 2 kg (que permite 3 séries de 8 repetições) e progrida para 3 séries de 12 repetições. À medida que o exercício se torne mais fácil, adicionar peso a um máximo de 3 kg. Cada vez que você aumenta o peso, começar de novo em 3 séries de 8 repetições.
Repetições: 3 séries de 8
Dias por semana: 3
Passo-a-passo
Fique em pé com o peso distribuído igualmente sobre os dois pés.
Mantenha o cotovelo ao lado do corpo e lentamente, trazer o peso para cima em direção ao ombro, como mostrado.
Segure por 2 segundos.
Lentamente retorne à posição inicial e repita.
Dica: Não faça o exercício demasiado depressa ou balançando o braço.

11. Extensão do cotovelo (tríceps)
Principais músculos trabalhados: Tríceps
Você deve sentir este exercício na parte de trás de seu braço
Equipamento necessário: Comece com um peso que permite 3 séries de 8 repetições e progrida para 3 séries de 12 repetições. À medida que o exercício se torne mais fácil, adicionar peso em incrementos de 0,5 kg a um máximo de 3 kg. Cada vez que você aumentar o peso, começar de novo em 3 séries de 8 repetições.
Repetições: 3 séries de 8
Dias por semana: 3
Passo-a-passo
Fique em pé com o peso distribuído igualmente sobre os dois pés.
Levante o braço e dobrar o cotovelo, com o peso atrás da cabeça.
Apoiar o seu braço, colocando a mão oposta em seu braço.
Lentamente, estenda o cotovelo e trazer a sobrecarga de peso.
Segure por 2 segundos.
Lentamente, abaixe o braço para trás para baixo atrás da cabeça e repita.
Dica: Mantenha seus músculos abdominais contraídos e não arquear as costas.

12. Fortalecimento do trapézio
Principais músculos trabalhados: deltóide região Média e posterior, supra espinhal, região média do trapézio
Você deve sentir este exercício na parte de trás do ombro e na parte superior das costas
Equipamento necessário: Comece com um peso leve o suficiente para permitir 3 a 4 séries de 20 repetições sem dor. A medida que  o exercício torne-se mais fácil de executar, adicionar 2 a 3 quilos de peso, mas não menos repetições. Evoluir para 3 séries de 15 repetições em cada incremento de peso, com o peso máximo de cerca de 5 a 7 quilos.
Repetições: 3 séries de 20
Dias por semana: 3 a 5
Passo-a-passo
Coloque o seu joelho em um banco ou cadeira e inclinar para a frente, de modo que sua mão alcança o banco e ajuda a suportar o seu peso. A outra mão está ao seu lado, com a palma virada seu corpo.
Lentamente levantar o braço, girando a mão para a posição polegar para cima e parar quando sua mão estiver na altura do ombro, com o braço paralelo ao chão.
Lentamente, abaixe o braço para a posição original para uma contagem de 5.
Dica: Use um peso que torne as últimas repetições difíceis, mas sem dor.

13. Músculos da escápula
Principais músculos trabalhados: Região Média do Trapézio, Serrátil
Você deve sentir este exercício na parte superior das costas, em seu ombro
Equipamentos necessários: Nenhum
Repetições: 10
Dias por semana: 3
Passo-a-passo
Deite-se de barriga para baixo com os braços ao lado do corpo.
Coloque um travesseiro sob a testa para conforto, se necessário.
Eleve suavemente as omoplatas juntos e abaixe, tanto quanto possível.
Pare na metade do caminho e segure por 10 segundos.
Relaxe e repita 10 vezes.
Dica: não coloque tendão no pescoço.

14. Adução da Escapula 
Principais músculos trabalhados: Região média do trapézio, Serrátil
Você deve sentir este exercício em sua parte superior das costas no ombro
Equipamento necessário: Comece com um peso que permite duas séries de 8 a 10 repetições e progrida para 3 séries de 15 repetições. À medida que o exercício se torne mais fácil, adicionar peso em incrementos de 0,5 kg a um máximo de 3 kg. Quando aumentar o peso, começar de novo em 2 séries de 8 a 10 repetições.
Repetições: 2 séries de 10
Dias por semana: 3
Passo-a-passo
Deite-se de barriga para baixo sobre uma mesa ou cama com o braço lesionado pendurado para o lado.
Mantenha o cotovelo reto e levantar o peso devagar, elevando a escápula e aproximando uma escápula da outra, tanto quanto possível.
Retornar lentamente à posição inicial e repita.
Dica: não levantar o ombro em direção a sua orelha.

15. Desenvolvimento dos estabilizadores da escápula
Principais músculos trabalhados: Região média e inferior do trapézio, infraespinal, redondo menor e região posterior do deltóide
Você deve sentir este exercício na parte de trás do ombro e parte superior das costas
Equipamento necessário: Comece com um peso que permite 3 séries de 8 repetições e progrida para 3 séries de 12 repetições. À medida que o exercício se torne mais fácil, adicionar peso em incrementos de de 0,5 kg a um máximo de 3 kg  Cada vez aumentar o peso, começar de novo em 3 séries de 8 repetições.
Repetições: 3 séries de 8
Dias por semana: 3
Passo-a-passo
Deite-se de barriga para baixo sobre uma mesa ou cama com o braço lesionado pendurado para o lado.
Mantenha o seu braço direito e, lentamente, levantá-lo ao nível dos olhos.
Lentamente, abaixe-lo de volta para a posição inicial e repita.
Dica: Controle o movimento não deixe o braço descer muito rapidamente.

16. Rotação interna e externa
Principais músculos trabalhados: Rotação interna: deltóide anterior, peitoral, subscapular, grande dorsal.
Rotação externa: deltóide posterior, infraespinal, redondo menor
Você deve sentir este exercício na parte da frente e de trás do seu ombro, peito e costas
Equipamento necessário: Comece com um peso leve o suficiente para permitir que 3 a 4 séries de 20 repetições sem dor. A medida que o exercício se torne mais fácil de executar, adicionar 2 a 3 quilos de peso, mas não menos repetições. Evoluir para 3 séries de 15 repetições em cada incremento de peso, com o peso máximo de cerca de 5 a 7 quilos.
Repetições: 3 a 4 séries de 20
Dias por semana: 3 a 5
Passo-a-passo
Deite-se de costas sobre uma superfície plana.
Estenda o braço para fora do ombro e dobrar o cotovelo a 90 °.
Mantendo o seu cotovelo dobrado e apoiado na maca, lentamente, mover o seu braço no arco mostrado. Traga o seu cotovelo para baixo em um ângulo de 45 °, se você sentir dor a 90 °.
Dica: Use um peso que torne as últimas repetições difíceis, mas sem dor.

17. Rotação externa com halteres
Principais músculos trabalhados: Infraespinal, redondo menor região posterior do deltóide
Você deve sentir este exercício na parte de trás do ombro e parte superior das costas
Equipamento necessário: Comece com pesos que permitam duas séries de 8 a 10 repetições (cerca de 1 a 2 quilos), e avançar para 3 séries de 5 repetições. À medida que o exercício se torne mais fácil, adicionar peso em incrementos de 0,5 kg a um máximo de 3 kg. Cada vez que você aumentar o peso, começar de novo em 2 séries de 8 a 10 repetições.
Repetições: 2 séries de 10
Dias por semana: 3
Passo-a-passo
Deite-se de lado em uma superfície plana firme com o braço afetado para cima, procure usar um travesseiro não use a mão como apoio ( a figura está errada).
Segure o braço como mostrado, com o cotovelo dobrado em um ângulo de 90 °.
Mantenha o cotovelo ao lado do corpo e gire lentamente o braço na altura do ombro, levantando o peso para a posição vertical.
Lentamente baixar o peso para a posição de partida para uma contagem de 5.
Dica: Não deixe seu corpo rolar para trás ao levantar o peso.

18. Rotação Interna com Halteres
Principais músculos trabalhados: subscapular, redondo maior
Você deve sentir este exercício na frente do seu ombro
Equipamento necessário: Comece com pesos que permitem duas séries de 8 a 10 repetições (cerca de 1 a 2 quilos), e avançar para 3 séries de 5 repetições. À medida que o exercício se torne mais fácil, adicionar peso em incrementos de 0,5 kg a um máximo de 3 kg. Cada vez que aumentar o peso, começar de novo em 2 séries de 8 a 10 repetições.
Repetições: 2 séries de 10
Dias por semana: 3
Passo-a-passo
Deite-se sobre uma superfície plana firme ao lado de seu braço afetado.
Coloque um travesseiro ou pano dobrado sob a cabeça para manter sua coluna reta.
Segure o braço lesionado ao lado do corpo, como mostrado, com o cotovelo dobrado em um ângulo de 90 °.
Mantenha o cotovelo dobrado ao lado do corpo e girar lentamente o braço na altura do ombro, levantando o peso para a posição vertical.
Lentamente baixar o peso para a posição inicial.
Dica: Não deixe seu corpo rolar ao levantar o peso.

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
atualizado em 05/01/2015

Entorses e Distensões: Qual é a diferença?

O que é uma entorse?
O que é uma distensão?
O que causa entorses e distensões?
Quem está sujeito entorses e distensões?
Que atividades tornam os atletas mais suscetíveis a entorses e distensões?
Quais são os sinais de uma entorse?
Quais são os sinais de uma distensão?
Como são tratadas as entorses e distensões?
Dicas de prevenção
Entorses e distensões estão entre as lesões mais comuns no esporte.


O que é uma entorse?

A entorse é uma estiramento e / ou ruptura de um ligamento, a banda fibrosa de tecido conjuntivo que une o final de um osso com o outro osso ao redor das articulações. Ligamentos apóiam e estabilizam as articulações do corpo. Por exemplo, ligamentos no joelho conectam 
a coxa com a perna, permitindo andar e correr.


O que é um estiramento?

A distensão ou estiramento é uma lesão de um músculo e / ou tendão. Os tendões são cordões de tecido fibroso que prendem os músculos aos ossos.

O que causa entorses e distensões?
A entorse é causada por um trauma direto ou indireto (uma queda, um duro golpe no corpo, etc) e provoca a saída da junta (articulação) de posição, e, em casos graves, ocorre uma ruptura de ligamentos de suporte ao redor das articulações. Normalmente, esta lesão ocorre quando um indivíduo cai com o braço estendido; escorrega no chão; salta e cai de mal jeito virando o tornozelo, ou corre sobre uma superfície irregular.
Distensões são o resultado de overuse (movimento prolongado, repetitivo) dos músculos e tendões. Pausas inadequadas durante o treinamento intensivo precipita um estiramento. Distensão aguda é causada por um trauma direto no corpo, alongamento maior que o recomendado, ou a contração muscular excessiva e prolongada.

Quem está mais sujeito a entorses e distensões?
Atletas profissionais e amadores e o público em geral, bem como, pode sustentar esta lesão. Pessoas em risco para a lesão tem uma história de entorses e distensões, estão acima do peso, e estão em más condições físicas.

Que atividades tornam os atletas mais suscetíveis a entorses e distensões?
Todos os esportes e exercícios, mesmo andar a pé, tem risco de entorses. As áreas anatômicas mais em risco de entorse dependem da atividade específicos envolvida. Por exemplo, basquete, voleibol, futebol e outros esportes de salto compartilham um risco para entorse do pé, joelho e tornozelo. Futebol, hóquei, boxe, wrestling e outros esportes de contato colocam os atletas em risco de estiramento. Então, fazer esportes que explosão muscular (salto em distância, corridas curtas, etc.) Ginástica, tênis, remo, golfe, esportes que exigem preensão tem uma alta incidência de entorses na mão e punho. Entorses de cotovelo ocorrem freqüentemente com raquete e esportes de contato.

Quais são os sinais de uma entorse?
Embora a intensidade varia, dor, hematomas, inchaço e inflamação são comuns a todas as três categorias de entorses: leve, moderada, severa. O indivíduo geralmente sente uma estiramento ou pop ( barulho de algo rompendo) na articulação. A entorse grave produz uma dor insuportável no momento da lesão, como ligamentos rasgando completamente ou separado do osso. Este afrouxamento ligamentar periarticular torna a articulação instável e as manobras de gaveta se tornam positivas. A entorse moderada rompe parcialmente o ligamento, produzindo instabilidade articular moderada e algum inchaço. Um ligamento é esticada levemente numa entorse leve, mas não há afrouxamento articular nem instabilidade.

Quais são os sinais de uma estiramento muscular ou tendinoso?
Os indicadores típicos incluem dor, espasmo muscular, fraqueza muscular, inchaço, inflamação e câimbras ou dores espasmódicas como numa cólica. Em estiramentos graves, o músculo e / ou tendão é parcial ou completamente rompido, muitas vezes incapacitando  completamente o indivíduo. Alguma função muscular será perdida com um estiramento moderado, onde o músculo / tendão é sobrecarregado e um pouco rasgado parcialmente. Com um estiramento leve, o músculo / tendão é alongado ou tracionado porém não se rompe.

Estiramento nas costas. Quando os músculos que suportam a coluna vertebral são torcidos, puxados, ou rasgados, o resultado é uma lesão nas costas. Atletas que praticam jumping excessiva (durante o basquete, voleibol, etc) são vulneráveis ​​a esta lesão.

Estiramento muscular nos Isquiotibiais. O estiramento dos músculos isquiotibiais  provoca a lesão nos músculos na parte de trás da coxa. A lesão pode provocar dor e incapacitar uma pessoa por até seis meses. A causa provável é o desequilíbrio de força muscular entre os tendões e os músculos na parte da frente da coxa, o quadríceps. Chutar uma bola de futebol, correr ou pular para fazer uma cesta podem puxar um tendão e provocar um estiramento muscular. Os ferimentos nessa região tendem a recorrer (voltar, sofrer novas lesões)

Como são tratadas as  entorses e distensões?
Repouso, gelo, compressão e elevação ( RICE) geralmente vai ajudar a minimizar os danos. É importante em todos os casos, mas é fundamental a avaliação de um médico para determinar a gravidade da lesão e estabelecer um plano de reabilitação e tratamento. A entorse ou estiramento graves podem exigir cirurgia ou imobilização seguido de meses de terapia. Entorses e distensões leves podem exigir exercícios de reabilitação e modificação de atividade durante a recuperação.

Dicas de prevenção
Ninguém está imune a entorses e distensões, mas aqui estão algumas dicas para ajudar a reduzir o risco de lesões:
  • Participar de um programa de condicionamento físico para construir força muscular
  • Fazer exercícios de alongamento diariamente
  • Sempre usar calçados e tênis correto para o esporte
  • Nutrir seus músculos por comer com uma dieta bem equilibrada
  • Aquecimento antes de qualquer atividade esportiva.
  • Usar ou portar equipamentos de proteção adequados para  cada esporte
Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologista, Médico do Esporte
Botafogo,Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Atualizado em 10/10/2013

Exercícios de Alto Impacto e Artrose

A atividade física regular é a base do tratamento e da prevenção da artrose. Sabemos que as atividades físicas de baixo impacto como andar e nadar são ótimas para as articulações dos membros inferiores. Em teoria as atividades de alto impacto poderiam causar lesões na cartilagem, que mais tarde poderá contribuir para a artrose.
No dia 4 de novembro desse ano foi apresentado um trabalho no Congresso de Sociedade Norte Americana de Radiologia. Esse Trabalho analisou a ressonância de pacientes entre 45 e 55 anos divididos em tres categorias. Indivíduos com atividades físicas de baixo, médio e alto impacto. Pacientes com atividades de alto impacto apresentaram maiores alterações na ressonância. O grupo com atividade de alto impacto apresentaram maior incidência de lesões cartilaginosas, edema medular e lesões meniscais. Nenhum dos pacientes avaliados apresentava dor no joelho.
Sabemos que as alterações da artrose ocorrem a medida que envelhecemos. A Cartilagem tem uma baixa capacidade de regeneração, portanto, quando praticamos atividades de alto impacto por longos períodos estamos mais expostos a lesões.
Se você é sedentário e quer iniciar atividades físicas regulares, primeiro ande depois corra. Se você e mais velho priorize atividade de baixo impacto como caminhar ou fazer hidroginástica. Atenção algumas doenças cardiovasculares contraindicam a hidroginastica.
Correr é saudável, correr 10 Km por semana é ótimo. Porém quando corremos 10Km por dia, 5x por semana estamos colocando as articulações em risco de pequenas lesões. Para determinar o impacto que as articulações sofrem durante uma corrida temos que avaliar também o terreno onde a pessoa está praticando o exercício, o tipo e o tempo de uso do ténis, etc. Tenis inadequado e terrenos acidentados provocam mais lesões que terrenos planos e um bom tenis com pouco uso.
É como fumar: fumar provoca câncer, nem todos que fumam desenvolvem câncer, porém a incidência de câncer em quem fuma é muito maior que na população em geral. Encontrar uma pessoa com 94 anos que fuma desde os 14 anos não prova que o cigarro faz bem, diz somente que a regra pode ter uma exceção. Para esse paciente que sobreviveu vários outros morreram ou sofreram muito antes de morrer ou parar de fumar.
Mais informações estão disponíveis no trabalho apresentado no dia 4 de Novembro em Chicago, IL, USA pelo Dr. Christoph Stehling com o título "Subjects with Higher Physical Activity Levels Have More Severe Focal Knee Lesions Diagnosed with 3T MRI: Analysis of the Non Symptomatic Incidence Cohort of the Osteoarthritis Initiative."
Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
atualizado em 12/07/2014

Leia Mais Sobre Artrose

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