Dr. Marcos Britto da Silva - Ortopedia, Traumatologia e Medicina Esportiva: MEDIF

MEDIF

Formulário de informações Médicas para passageiros que requeiram Assistência Especial
Os principais fatores a serem considerados quando se avalia a aptidão de um paciente para o transporte aéreo são os efeitos das variações da pressão atmosférica (a expansão e contração dos gases podem causar dor e efeitos de pressão). Durante o voo há consequentemente uma redução da tensão de oxigênio (equivalente à altitude de 8.000 pés, e a pressão parcial do oxigênio é em torno de 20% menor que no solo).
As seguintes condições são consideradas INACEITÁVEIS para viagem aérea:
  • Anemia severa.
  • Doença em fase aguda, infecciosa, infectocontagiosa ou de Notificação Compulsória.
  • Insuficiência Cardíaca Congestiva ou outras doenças cianóticas não totalmente controladas.
  • Infarto Agudo do Miocárdio, com menos de 6 (seis) semanas.
  • Doença respiratória grave ou Pneumotórax recente
  • Lesões gastrointestinais que possam causar hematêmese, melena ou obstrução intestinal.
  • Pós-operatórios recentes - Incluindo plásticas: 10 (dez) dias para cirurgias abdominais simples, 14 (quatorze) dias para cirurgias torácicas, 7 (sete) dias oculares invasivas (exceto laser).
  • Doença mental instável sem acompanhante médico e medicação apropriada para a viagem.
  • Convulsões sem controle (a menos que esteja viajando com acompanhante médico).
  • Fratura de mandíbula com fixação da mesma (exceto com acompanhamento médico).
  • Introdução recente de ar em cavidade do corpo para fim diagnóstico ou terapêutico com menos de 5 (cinco) dias.
  • Gestantes com mais de 36 semanas ou gestações múltiplas com mais de 32 semanas.
  • Crianças com menos de 7 (sete) dias de vida.
  • Casos severos de otites e sinusites.
Outros problemas de saúde que devem também ser observados
  • Alergias: É necessário preencher um formulário MEDIF se o seu paciente tiver uma alergia alimentar letal que possa exigir tratamento a bordo. A companhia aérea não pode garantir o fornecimento de alimentos livres de alérgenos.
  • Asma: A medicação normalmente usada deve ser carregada na bagagem de mão. Os nebulizadores precisam ter fonte de energia própria.
  • Fraturas: Em todos os casos deve haver formulário MEDIF preenchido. As imobilizações gessadas devem ser colocadas com no mínimo 48 horas de antecedência ao início da viagem do passageiro. Os passageiros viajando com um gesso de perna inteira não poderão acomodar-se apropriadamente nos assentos das aeronaves, assim como não há espaço extra para a suspensão da perna imobilizada. Neste caso deverá observar-se a necessidade de transporte em maca, depende da avaliação da equipe médica da companhia aérea.
  • Caso a fratura seja recente, menos de 48 horas, poderá ocorrer edema durante o voo com possíveis complicações vasculares, devendo neste caso, o médico assistente avaliar a possibilidade e realizar o procedimento de rompimento do gesso, evitando complicações posteriores, condição que será necessária para a autorização do embarque. Fratura de grandes ossos podem levar à anemia. 
  • Hemoglobina menor que 9,5 g/dl não poderá embarcar.
  • Doença Pulmonar ou Cardíaca: Doença cardiopulmonar que provoque dispneia em médios esforços, ou que provoque a necessidade de uso de oxigênio em hospital, ou em viagens aéreas anteriores, pode exigir oxigênio suplementar. O oxigênio da aeronave é para o uso unicamente de emergências.
  • Caso haja necessidade do uso de oxigênio suplementar e/ou transporte em maca, devem além do preenchimento da MEDIF, anexar ao atestado médico um prontuário médico detalhado recente* (No caso de oxigênio suplementar deverá constar: Saturação de O² em ar ambiente e Hb recente).
  • Doença Terminal: Os passageiros em estágios avançados de doenças terminais normalmente exigem um acompanhante médico ou de enfermagem.

Considerações gerais

  • O MEDIF deve ser completado baseado nas condições físicas do paciente dentro do prazo máximo de 14 (quatorze) dias anteriores à data do embarque. (NÃO SE APLICA A GESTANTES).
  • Cuidados a bordo: A tripulação de cabine possui treinamento apenas em primeiros socorros, portanto não fornecemos comissários enfermeiros para passageiros que necessitem de atendimento.
  • Acompanhantes: Devem certificar-se de que possuem todos os objetos apropriados para o devido cuidado do paciente, e que são responsáveis pela satisfação em todos os aspectos das necessidades físicas de seu paciente. Devido a regulamentos relacionados ao manuseio de alimentos e outros, a tripulação de cabine não pode atender a essas necessidades.
  • As autoridades de aviação civil divulgam diretrizes para os médicos avaliarem se os pacientes possuem condições físicas para voar. A análise por parte do departamento médico responsável está baseada nessas diretrizes.
Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista e Medicina do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Atualizado em 04/08/2015

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