Dr. Marcos Britto da Silva - Ortopedista,Traumatologia e Medicina Esportiva: Ruptura do Tendão Patelar no Joelho.

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Ruptura do Tendão Patelar no Joelho.

O que é o tendão patelar?
O tendão patelar liga o músculo quadríceps a perna na Tuberosidade anterior da Tíbia. ( TAT)

A ruptura do tendão patelar é frequente?
Não, a ruptura do tendão patelar é um relativamente pouco frequente, porém muito incapacitante.  As pessoas no Brasil passaram a conhecer mais essa lesão do joelho após a Lesão do Ronaldo Fenômeno no Milan em 1999.

Qual a idade típica de lesão?
A ruptura do tendão patelar é mais comumente visto em pacientes com menos de 40 anos de idade. Porém temos observado a lesão em pacientes cada vez mais velhos e não são infrequentes lesões em pacientes com 55-65
Como ocorre a ruptura do tendão patelar?
A ruptura tende a ocorrem durante as atividades atléticas ou mesmo descer uma rampa correndo, A ruptura é provocada por uma contração violenta do quadríceps com o joelho flexionado.

Porque ocorre a ruptura do tendão patelar?
A Ruptura do tendão patelar representa a fase final de uma tendinopatia degenerativa resultante de microtraumas repetitivos do tendão. Esta ruptura pode ocorrer também com traumas menores nos pacientes cujos tendões estão enfraquecidos por doenças sistêmicas. Nesses casos o paciente em geral relata uma história prévia de dor na face anterior do joelho.

Como é feito o diagnóstico da Ruptura do tendão Patelar?
O diagnóstico é feita com base na presença de um defeito na face anterior do joelho, dolorosa e palpável na substância do tendão imediatamente abaixo da rótula, a rótula em geral sobe e fica mais alta em relação ao outro joelho, o paciente perde a capacidade de esticar o joelho e para ficar em pé precisa colocar a não na parte da frente do joelho ou da coxa para impedir que o joelho flexione.

Quais exames confirmam a lesão do tendão patelar?
AS radiografias simples no joelho podem mostrar a rotula alta, nas rupturas parciais a ressonância e o ultrassom confirmam o diagnóstico.

Qual o prognóstico após uma ruptura do tendão patelar?
O prognóstico depende em grande parte no intervalo entre a lesão e o reparo. Cirurgia logo após a lesão é recomendado para melhorar os resultados. Após alguns dias a rotula sobe devido a contração do quadriceps e afasta as bordas tendinosas dificultanto a sutura e piorando o resultado pós operatório.

O paciente precisa de fisioterapia no pós operatório?
Sim, Um programa de reabilitação agressiva, enfatizando no início a amplitude de movimento, sem permitir carga e posterior fortalecimento do quadríceps, irá melhorar os resultados da cirurgia. 

Quais as principais complicações da ruptura do tendão patelar?
Pacientes que se submetem ao reparo após vários dias estão em risco para um resultado comprometido, com perda da flexão completa do joelho e diminuição da força do quadríceps. Na cirurgia retardada em geral conseguirmos restabelecer o mecanismo extensor, porém, com perda de força e flexibilidade, o que leva a dificuldade pora correr e praticar esportes

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte
Rio de Janeiro, RJ. Brasil
atualizado em 20/06/2011

6 comentários:

  1. Muito esclarecedor, mas a minha dúvida se refere ao paciente que não tem a rótula, meu caso, e suas complicações!
    Ruptura transfixante é exatamente o quê? Já que nenhum médico soube me dizer até o momento.

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  2. Ruptura transfixante significa ruptura completa, pacientes sem a rotula näo podem usar o tendâo patelar

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    Respostas
    1. Obrigada por responder! Um médico em Sumaré SP,especialista de joelho, me disse isso e imobilizou minha perna, depois de 4 semanas imobilizada consegui uma consulta com um especialista de joelho onde resido, com outro especialista o qual não concordou com a interpretação e o tratamento indicado por aquele médico, tirou a tala que imobilizava e passou seções de fisio para recuperar o movimento. Já consegui 90 graus de movimento da perna, depois de com duas semanas de fisio, não foi feito nenhuma interferência cirurgica. Devido a imobilização a perna enfraqueceu um pouco e imagino ser um dos motivos por estar com dificuldades ao caminhar, pois tenho flexão que permite mudar os passos.
      Se o paciente sem a rôtula não pode usar o tendão patelar e se esse é o responsávél pela extensão da perna, como foi possível eu praticar musculação e outras atividades fisícas, sem a rôtula há 24 anos?
      Seria esse atual tratamento o indicado?

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    2. Provavelmente uma ruptura não completa, o exame clínico é mais importante que o exame de imagens e os dois se complementam, porém o exame clínico a principio é preponderante sobre o exame de imagem em caso de divergencia.

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    3. Foi exatamente esta impresão, de ruptura não completa, que tive logo depois da lesão com as primeiras informações que busquei a respeito, mas a insegurança ao dar o passo e também uma diferença visível no tecido que ficava "colado" no joelho me fez refletir sobre alguns diagnósticos, não tão animadores.
      Já se passaram 2 mêses. Ruptura parcial desse tendão faz se necessário interferência cirúrgica?
      O fata de não ter a patela é assim tão grave sendo necessários cuidados diferênciados?

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  3. Sugiro um exame mais aprofundado, caso venha ao Rio de Janeiro poderei examiná-la pessoalmente.

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