Dr. Marcos Britto da Silva - Ortopedia, Traumatologia e Medicina Esportiva: 10/01/2012 - 11/01/2012

Nervo Ciático

O nervo ciatico tem origem nas raízes lombares e vai em direção ao membro inferior. O nervo ciático é o maior nervo do corpo humano e é responsável pela sensibilidade e motricidade de boa parte dos membro inferior.

O que é a dor ciática?
A dor ciatica ou ciatalgia é a dor que o paciente sente ao longo de todo o membro inferior, o paciente relata que a dor "corre" pela perna. Em algumas situações o médico pode dizer que o nervo ciático esta inflamado.

Dor Ciática, Ciatalgia e Lombociatalgia são a mesma mesma doença?
Dor ciatica e ciatalgia são sinônimos e se referem a dor que corre pela perna, na lombociatalgia a dor tem origem mais superior na região lombar, ou seja a lombo ciatalgia é a dor que começa nas costas e "corre" para a perna.

Qual a origem da dor ciática e da ciatalgia ?
A dor ciática é um sintoma de uma compressão neurológica. Essa compressão pode surgir devido a uma compressão alta, dentro ainda da coluna lombar, ou mais baixa ao longo do trajeto do nervo. ( síndrome do piriforme)

Quais as causas da lombociatalgia?
Na lombociatalgia a compressão do nervo ciático ocorre ainda dentro da coluna lombar. Essa compressão pode ser causada na saída do nervo na coluna, por uma hérnia de disco ou uma protusão discal. Em paciente mais velhos a hipertrofia dos ligamentos e o crescimento ósseo ( osteófitos - picos de papagaio ) também podem contribuir para o surgimento da dor. A compressão também pode ter origem dentro da coluna em casos de estenose do canal lombar e nas espondilolisteses.

Como é o quadro clínico da compressão do nervo cíatico?
O paciente apresenta dor no trajeto da raiz nervosa acometida, de acordo com a área de dor podemos inferir a raiz nervosa comprometida, alguns reflexos também podem ser testados para ajudar a confirmar a área. O exame clínica ajuda muito na correlação com as imagens e guia o médico perito na identificação de pacientes simuladores.

Como é feito o diagnóstico da dor ciática e da lombociatalgia?
O diagnóstico é clínico pelo relato do paciente, o exame radiológico ajuda na avaliação do coluna lombar, a Ressonancia Nuclear Magnética é o exame padrão ouro para diagnostico das patologias da coluna lombar ( hérnias de disco, protusões discais, etc.) a EletroNeuroMiografia e PESS auxilia na identificação das compressões do nervo ciático em outros pontos anatómicos.

O que é a sindrome do Piriforme?
A sindrome do piriforme é a compressão do nervo ciático na emergência do nervo na nádega. A compressão do nervo ciático ocorre pelo fato do nervo ficar comprimido dinamicamente pelo músculo piriforme que pinça o nervo durante a contração do músculo.

O que devemos fazer para tratar a compressão do nervo ciático?
Quando o nervo ciático está comprimido devemos descomprimir o nervo. A descompressão pode ser feita com auxílio dos antinflamatórios hormonais e não hormonais ( não esteróide = AINE) para regredir o edema ao redor da raiz nervosa, porém alguns casos requerem cirurgia para realizar um tratamento definitivo

A dor ciática tem cura?
Sim, a maioria dos casos melhora com tratamento medicamentoso, exercícios, fisioterapia, acupuntura, alongamentos, etc. Sempre orientados por um médico. Os pacientes que permanecem com a compressão nervosa e sintomas neurológicos podem ser submetidos a cirurgia.


Ortopedia, Traumatologia, Medicina Esportiva
Rio de Janeiro, RJ
atualizado em 20/07/2012

DEDO EM GATILHO


O dedo anelar está engatilhado O dedo em gatilho é uma condição que afeta os tendões flexores da mão e o polegar.O dedo em gatilho limita o movimento do dedo da mão, o dedo fica travado e não consegue esticar. Ao forçar o dedo estender ele estala e doi. Ao tentar esticar o dedo, ele irá travar.

Anatomia da Mão

A bainha dos tendões diminui o atrito entre os ossos e os tendões e lubrifica o tendão flexor enquanto esse se move. Os tendões são tecidos que ligam os músculos aos ossos. Ao contrair os músculos, tendões puxam os ossos. Isto é o que faz com que as partes do corpo para se movam. Os músculos que movem os dedos e o polegar estão localizados no antebraço, acima do pulso. Longos tendões - chamados os tendões flexores - estendem-se do antebraço até o dedos, quando contraímos esses músculos os tendões flexores movem as pequenas articulações dos dedos da mão.
Esses tendões flexores controlar os movimentos dos dedos e polegar. Quando o paciente dobra ou estica o dedo, o tendões atravessam um túnel apertado, chamada bainha do tendão, que mantém o tendão no lugar ao lado dos ossos.

Descrição
 Quando o tendão flexor inflama ele pode edemaciar e fica apertado para passar por baixo da bainha do tendão e pode ficar agarrado nesse ponto engatilhando ( travando) o dedo nessa posição. Como torna-se cada vez mais irritada, o tendão pode engrossar e nódulos pode formar, tornando sua passagem através do túnel mais difícil. A bainha tendão pode também engrossar, fazendo com que a abertura do túnel fique menor.

No paciente com dedo em gatilho, o tendão se torna momentaneamente preso na boca do túnel bainha do tendão ao tentar esticar o dedo. O paciente pode se sentir um pop com o deslizamentos tendão pelo espaço apertado e dedo, de repente, estica. Em algumas situações o dedo engatilha e não volta mais, ficando constantemente fletido

Causas do dedo em Gatilho
A causa do dedo em gatilho é geralmente desconhecida. Existem fatores que colocam as pessoas em maior risco de desenvolvê-lo.
  • Dedos em gatilho são mais comuns em mulheres do que homens.
  • Eles ocorrem mais freqüentemente em pessoas que estão entre as idades de 40 e 60 anos de idade.
  • Dedos em gatilho são mais comuns em pessoas com determinados problemas médicos, tais como diabetes e artrite reumatóide.
  • Dedos em gatilho podem ocorrer após as atividades físicas intensas com micro traumatismo na mão.
Quais os Sintomas do dedo em Gatilho?
Os sintomas de dedo no gatilho geralmente começam sem nenhum ferimento, embora possam seguir um período de uso intenso da mão.

Os sintomas podem incluir:

  • Dor
  • Inchaço
  • Dedo preso e sem movimento os estalando ao mover 
  • Dor ao dobrar ou esticar o dedo
  • Rigidez 
  • Piora dos sintomas com a inatividade ( exemplo ao acordar de manhã) 
  • um ou mais dedos podem ser afetados
  • O dedo  pode esticar sozinho somente com ajuda de outro dedo.

Exame médico
o dedo em gatilho pode ser diagnosticado com anamnese e exame clínico, em algumas situações o Ultrassom pode ajudar no diagnóstico diferencial.

Tratamento não-cirúrgico
Repouso, principalmente nos casos com sintomas leves, a imobilização pode ajudar em alguns casos porém o seu uso deve ser determinado pelo médico ortopedista.

Medicamentos
Medicamentos analgésicos, antinflamatórios não-esteróides anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) podem ajudar no controle dos sintomas

Injeções de esteróides (infiltração) 
O seu médico ortopedista pode optar por injetar um corticosteróide - um medicamento anti-inflamatório poderoso - na bainha do tendão. Em alguns casos, isto melhora o problema apenas temporariamente e outra injeção é necessário. Se duas injeções não resolverem o problema pode ser indicado outros tratamentos e a cirurgia pode ser considerada.
As injeções são menos propensos a prestar socorro permanente em casos crônicos ou com doenças sistêmicas como o diabetes.

Tratamento Cirúrgico

O dedo em gatilho não é uma condição perigosa. A decisão da cirurgia pode ser uma opção do paciente, com base em quão grave são os seus sintomas e se as opções não cirúrgicos falharam. Além disso, se o dedo está preso em uma posição inclinada, o médico pode recomendar uma cirurgia para evitar a rigidez permanente.

Procedimento Cirúrgico
O objetivo da cirurgia é alargar a abertura do túnel de modo que o tendão possa deslizar através dele mais facilmente. Isso geralmente é feito em nível ambulatorial, ou seja, você não vai precisar passar a noite no hospital. A maioria das pessoas pode receber uma injeção de anestesia local para adormecer ( anestesiar) a mão para o procedimento.

A cirurgia é realizada através de uma pequena incisão na palma da mão ou por vezes, com a ponta de uma agulha. O túnel bainha do tendão é cortado. Quando ele cura a bainha está mais solta e o tendão tem mais espaço para se movimentar através dele.

Recuperação pós operatória
A maioria das pessoas são capazes de mover seus dedos imediatamente após a cirurgia.
É comum ter alguma dor na palma da mão durante alguns dias. Freqüentemente levantar a mão acima do coração pode ajudar a reduzir o inchaço e a dor.
A recuperação é normalmente completa dentro de algumas semanas, mas pode demorar até 6 meses para o inchaço e rigidez irem embora, a recuperação é mais lenta nos casos crônicos ou seja quando o paciente esperou muito para operar.

Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
atualizado em 01/05/2013

Osteólise

O que é a osteólise ( Osteolisys)?
A osteolíse é uma reabsorção óssea que ocorre reacionalmente no organismo, Osteo ( osso ) Lise (quebra) 
Qual a aparência da osteólise na prática clínica ortopédica? 
A osteólise aparece como uma área radio lucente  ( menor densidade óssea) com menor quantidade de osso na radiografia. Na imagem ao lado observe a área escura acima da prótese de quadril e abaixo da prótese de Joelho.
Qual a importância clínica da Osteólise?
A osteólise significa perda do osso e consequentemente perda da fixação ideal das próteses, em alguns casos a prótese deve ser trocada.
Como surge a osteólise?
A osteólise é provocada pelo debris, micro partículas liberadas pelo atrito entre os componentes da prótese.
Todas as próteses tem osteólise?
Não, a osteólise é provocada por essas microparticulas liberadas pelo atrito entre as superfícies, essas micro partículas provocam em algumas pessoas uma reação inflamatória que leva a absorção óssea ao redor das próteses.
Com a composição das Microparticulas?
Em geral a osteólise é vista nas próteses Metal Polietileno, porém também podem estar presentes na Prótese Metal Metal, porém nessa última o risco maior é o aumento da concentração de ions de Cromo e Cobalto na Circulação 
Existem outras situações médicas que provocam osteólise?
Sim, a sobrecarga mecânica sobre o osso pode levar a uma reabsorção óssea como exemplo o ombro do halterofilista ( osteólise do 1/3 distal da clavícula ) 
Algumas doenças metabólicas também podem provocar reabsorção óssea e evidenciar osteólise nas radiografias como o Hiperparatireoidismo.

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
atualizado em 31/01/2012

Bula do Addera D3

ADDERA D3 medicamento para tratamento da carência de Vitamina D.
Forma farmacêutica e apresentação - ADDERA D3 (colecalciferol - vitamina D3) Solução oral: Frasco com 10, 15, 20 e 30 ml.
 Composição - Cada gota contêm aproximadamente 160 UI de colecalciferol (vitamina D3). Excipientes: Acetato de dextroalfatocoferol, triglicérides de ácido cáprico.
Bula Indicações: 
Suplementação vitaminica ( na verdade é uma reposição hormonal visto que a vitamina D é um hormônio - leia mais aqui) nos casos de hipo vitaminose D e auxilio no tratamento da Osteoporose para facilitar a absorção do Cálcio no Intestino a mineralização dos osteoblastos. A absorção do cálcio no intestino é dependente de vitamina D. Sem Vitamina D o cálcio não é absorvido, e sem vitamina d não ocorre a mineralização dos osteoblastos levando a osteomalácia )

Dosagem: a dosagem deve ser determinada pelo seu médico.   
O tratamento em adultos é feito a partir de 7 gotas dia.
A dose deve ser individualizada paciente a paciente.
Podem ser usadas doses de ataque de 40 gotas dia por 30 a 60 dias com controle sanguineo mensal da vitamina d (25OH). Outros esquemas de tratamento com doses maiores uma vez por semana, também são relatados.
As doses de manutenção em adultos podem ser grosseiramente calculadas como 1 a 3 gotas para cada 10 kg de peso, exemplo um paciente com 70kg consegue uma manutenção em geral com 7 a 20 gotas/dia.
Esse medicamento deve ser prescrito somente pelo médico pois o uso excessivo pode levar a hipervitaminose D, O sol em Latitudes menores de 30 graus produz vitamina d na pele o ano todo, as pessoas com boa exposição ao Sol em geral não precisam de reposição de Vitamina D.

O tempo total de reposição varia de acordo com a deficiência é em média de 2 a 4 meses, pode ser necessário períodos maiores em pacientes com dificuldade de absorção. Após conseguimos melhorar os níveis de vitamina D passamos para doses de manutenção  Em geral fazemos uma dosagem inicial e repetimos essa dosagem quando imaginamos que conseguimos melhorar a quantidade de Vitamina D 25 OH no sangue.

Leia mais sobre vitamina D;
http://www.marcosbritto.com/vitaminaD 
Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Atualizado em 03/10/2012

Bula Farmasa

Forma farmacêutica e apresentação - ADDERA D3 (colecalciferol - vitamina D3) Solução oral: Frasco com 10 ml.

Composição - Cada ml (25 gotas) contém 3.300 UI de colecalciferol (vitamina D3). Excipientes: Acetato de dextroalfatocoferol, triglicérides de ácido cáprico.

Informações ao paciente - Como este medicamento funciona? Ação do medicamento: ADDERA D3 (colecalciferol) atua regulando positivamente o processamento do cálcio no organismo. É essencial para promover a absorção e utilização de cálcio e fosfato e para calcificação normal dos ossos. O inicio da ação da vitamina D após a ingestão de uma dose ocorre entre 10 a 24 h. Por que este medicamento foi indicado? ADDERA D3 (colecalciferol) é um medicamento à base de vitamina D indicado como suplemento vitamínico em dietas restritivas e inadequadas. É utilizado na prevenção/tratamento auxiliar na desmineralização óssea pré e pós-menopausa, e prevenção de raquitismo. Quando não devo usar este medicamento? Contraindicações: ADDERA D3 (colecalciferol) não deve ser utilizado em pacientes que apresentam hipersensibilidade aos componentes da fórmula. É contraindicado também em pacientes que apresentam hipervitaminose D, elevadas taxas de cálcio ou fosfato na corrente sanguínea e também em casos de malformação nos ossos. Advertências e precauções: Pacientes com arteriosclerose, insuficiência cardíaca, hiperfosfatemia e insuficiência renal devem procurar orientação médica para avaliar risco/benefício da administração da vitamina D. Em caso de hipervitaminose D, recomenda-se administrar dieta com baixa quantidade de cálcio, grandes quantidades de líquido e se necessário glicocorticoides. Principais interações medicamentosas, inclusive com alimentos e testes laboratoriais: Informe ao seu médico caso você utilize antiácidos que contenham magnésio, pois o uso concomitante com vitamina D pode resultar em hipermagnesemia. Não se recomenda o uso simultâneo de vitamina D e calcifediol, devido ao efeito aditivo e aumento do potencial tóxico. Preparações que contenham cálcio em doses elevadas ou diuréticos tiazídicos quando usados concomitantemente com vitamina D, aumentam o risco de hipercalcemia e as que contêm fósforo, também em doses elevadas, aumentam o potencial de risco de hiperfosfatemia. Não há restrições específicas quanto à ingestão concomitante de alimentos. As alterações em testes laboratoriais descritas em decorrência do uso da vitamina D são: Alterações endócrinas e metabólicas: A toxicidade pela vitamina D, incluindo a nefrocalcinose/insuficiência renal, hipertensão e psicose, pode ocorrer com o uso prolongado de colecalciferol; doses relativamente baixas podem produzir toxicidade em crianças pequenas hipersensíveis. A hipervitaminose D é reversível com a descontinuação do tratamento ao menos que ocorra dano renal grave. Anormalidades das gorduras do sangue: Efeitos dislipidêmicos do colecalciferol, caracterizados pela redução do HDL-colesterol e aumento do LDL-colesterol, têm sido observados quando as vitaminas são administradas isoladas em mulheres pós-menopausa. Risco de uso por via de administração não recomendada: Não há estudos dos efeitos de ADDERA D3(colecalciferol) administrada por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia desta apresentação, a administração deve ser somente pela via oral. Restrições a grupos de risco: Não existem restrições ou cuidados especiais quanto ao uso do produto por pacientes idosos, uma vez que não têm sido relatados problemas com a ingestão das quantidades normais da vitamina D recomendadas para idosos. Estudos têm relatado que idosos podem ter níveis mais baixos de vitamina D do que os adultos jovens, especialmente aqueles com pouca exposição solar. Gravidez: Categoria A. Este medicamento pode ser utilizado durante a gravidez desde que sob prescrição médica ou do cirurgião-dentista. Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis. Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Como devo usar este medicamento? Administrar o medicamento por via oral. Na suplementação vitamínica em dietas restritivas e inadequadas:Lactentes (crianças de 0 a 2 anos): Até 3 gotas (400 UI de vitamina D3) uma vez ao dia. Pediátrico e adulto: Até 6 gotas (800 UI de vitamina D3) uma vez ao dia. Na prevenção/tratamento auxiliar na desmineralização óssea pré e pós-menopausa, e prevenção de raquitismo: Lactentes (crianças de 0 a 2 anos): Até 3 gotas (400 UI de vitamina D3) uma vez ao dia. Pediátrico e adulto: Até 6 gotas (800 UI de vitamina D3) uma vez ao dia. Aspecto físico e características organolépticas: Solução oleosa homogênea, levemente amarela com odor característico. Conduta necessária caso haja esquecimento de administração: No caso de esquecimento de administração, reintroduzir a medicação respeitando os horários recomendados. Siga corretamente o modo de usar. Não desaparecendo os sintomas, procure orientação médica ou de seu cirurgião-dentista. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Quais os males que este medicamento pode causar? Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como: náuseas, vômitos, fadiga, sensação de fraqueza, diarreia, dor muscular, coceira, descamação cutânea, perda de peso, agitação, tonturas, visão dupla, irritação, bem como quaisquer outros sinais ou sintomas. O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma vez só? Na ocorrência de superdosagem a administração do produto deve ser imediatamente interrompida, instituindo-se tratamento sintomático e de suporte. Onde e como devo guardar este medicamento? ADDERA D3 (colecalciferol) deve ser guardado em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C, protegido da luz. Deve ser conservado em sua embalagem original mesmo depois de aberta. O prazo de validade está impresso na embalagem externa do produto.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Informações técnicas aos profissionais de saúde

Características farmacológicas - ADDERA D3 (colecalciferol) possui em sua formulação a vitamina D em solução lipossolúvel, permitindo a sua utilização nos casos de carência e hipovitaminose. A vitamina D3 atua regulando positivamente a homeostasia do cálcio. É essencial para promover a absorção e utilização de cálcio e fosfato, e para calcificação normal dos ossos. A vitamina D3, o paratormônio e a calcitonina são os principais reguladores da concentração de cálcio no plasma. O mecanismo pelo qual a vitamina D3 atua para manter as concentrações de cálcio e fosfato normais é facilitando sua absorção no intestino delgado, potencializando sua mobilização nos ossos e diminuindo sua excreção renal. Estes processos servem para manter as concentrações de cálcio e potássio no plasma em níveis ideais, essenciais para a atividade neuromuscular normal, mineralização dos ossos e outras funções dependentes do cálcio. A vitamina D3 é rapidamente absorvida pelo intestino delgado, ligando-se a alfa-globulinas específicas para o seu transporte. Sua eliminação é essencialmente biliar e renal.

Resultados de eficácia - O uso da vitamina D3 (colecalciferol) encontra-se muito bem estabelecido em extensa bibliografia para o tratamento da deficiência de vitamina D3. A prevalência de hipoavitaminose D tem sido relatada com grande frequência mesmo em regiões de baixa latitude como em Recife (latitude 10°), onde tem um clima úmido tropical predominante e foi observado que mulheres em pós-menopausa que vivem em áreas com luz solar abundante não é suficiente para prevenir a deficiência de vitamina D. A prevalência da deficiência da vitamina D aumenta significativamente com a idade, sendo encontrada em 30% das mulheres entre 50 e 60 anos de idade e em mais de 80% nas mulheres com 80 anos de idade (1). Em um outro estudo realizado no estado de SP que envolveu 250 idosos com idade média de 79 anos, demonstrou que 57% apresentaram níveis plasmáticos de vitamina D abaixo do limite de 25-OHD-20 ng/ml (2). A deficiência de vitamina D é definida pela maioria dos especialistas como (25 (OH)D < 50 nmol/l] < 20 nmol/l]) e insuficiência de vitamina D como (25 (OH)D < 75 nmol/l] < 30 nmol/l]). E isto é observado tanto em crianças como adultos jovens que evitam exposição solar e que tem a pigmentação da pele aumentada. Pessoas de meia-idade e idosos estão em alto risco também, devido à ingestão pobre de alimentos com vitamina D, inadequada exposição solar e a relação idade-síntese de vitamina D que diminui com o aumento da idade (3). Quantidade suficiente de vitamina D3 melhora a força muscular e diminui o risco de quedas (3). Em um estudo com mulheres idosas que ingeriram 1.200 mg de cálcio e 800 UI de vitamina D3 diariamente por 18 meses, verificou-se que houve redução do risco de fraturas no quadril em 43% e 32% em incidentes de fraturas não vertebrais (4). Em estudo duplo-cego, placebo-controlado realizado com homens e mulheres, onde os indivíduos receberam 500 mg de cálcio e 700 UI de vitamina D3, verificou-se que o índice de fraturas não vertebrais reduziu em 58% (4). Em estudo realizado com uma comunidade de idosos (homens e mulheres), recebendo 1.000 mg de cálcio e 400 UI de vitamina D3, verificou-se que houve redução de 16% na incidência de fraturas (5). A vitamina D é essencial para a manutenção da saúde dos ossos e aumento da absorção de cálcio. Pessoas idosas são particularmente vulneráveis (1, 4).

Indicações - ADDERA D3 (colecalciferol) é indicado como suplemento vitamínico em dietas restritivas e inadequadas. Prevenção/tratamento auxiliar na desmineralização óssea pré e pós-menopausa, e prevenção de raquitismo.

Contraindicações - Hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Hipervitaminose D, hipercalcemia ou osteodistrofia renal com hiperfosfatemia.

Posologia - Lactentes (crianças de 0 a 2 anos): Até 3 gotas (400 UI de vitamina D3) uma vez ao dia. Pediátrico e adulto: Até 6 gotas (800 UI de vitamina D3) uma vez ao dia. Risco de uso por via de administração não recomendada: Não há estudos dos efeitos de ADDERA D3 (colecalciferol) administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia desta apresentação, a administração deve ser somente pela via oral.

Advertências - Pacientes com arteriosclerose, insuficiência cardíaca, hiperfosfatemia e insuficiência renal devem procurar orientação médica para avaliar risco/benefício da administração da vitamina D. Em caso de hipervitaminose D, recomenda-se administrar dieta com baixa quantidade de cálcio, grandes quantidades de líquido e se necessário glicocorticoides. Gravidez: Categoria A. Este medicamento pode ser utilizado durante a gravidez desde que sob prescrição médica ou do cirurgião-dentista. Uso em idosos: Não existem restrições ou cuidados especiais quanto ao uso do produto por pacientes idosos, uma vez que não têm sido relatados problemas com a ingestão das quantidades normais da vitamina D recomendadas para idosos. Estudos têm relatado que idosos podem ter níveis mais baixos de vitamina D do que os adultos jovens, especialmente aqueles com pouca exposição solar.

Interações medicamentosas - Antiácidos que contenham magnésio quando usados concomitantemente com vitamina D podem resultar em hipermagnesemia, especialmente na presença de insuficiência renal crônica. O uso concomitante de vitamina D com análogos, especialmente calcifediol não é recomendado devido ao efeito aditivo e aumento do potencial tóxico. Preparações que contenham cálcio em doses elevadas ou diuréticos tiazídicos quando usados concomitantemente com vitamina D, aumentam o risco de hipercalcemia e as que contêm fósforo, também em doses elevadas, aumentam o risco potencial de hiperfosfatemia.

Reações adversas a medicamentos - Na hipervitaminose D têm sido relatados casos de secura da boca, dor de cabeça, polidipsia, poliúria, perda de apetite, náuseas, vômitos, fadiga, sensação de fraqueza, aumento da pressão arterial, dor muscular, prurido e perda de peso.

Superdosagem - Os sintomas observados em Reações adversas são decorrentes de uma superdosagem de vitaminas; no entanto, estes sintomas são reversíveis com a suspensão do tratamento. Na ocorrência de superdosagem a administração do produto deve ser imediatamente interrompida, instituindo-se tratamento sintomático e de suporte. A intoxicação por vitamina D ocorre quando altas doses foram ingeridas inadvertida ou intencionalmente. A superdosagem de vitamina D é considerada uma dose > 10.000 UI/dia (3).

Armazenagem - ADDERA D3 (colecalciferol) deve ser guardado em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C, protegido da luz.

Bibliografia - 1. Bandeira F, et.al. Vitamin D Deficiency: A global perspective. Arq Bras Endocrinol Metab 2006;50(4):640-46. 2. Saraiva GL, et.al. Influence of ultraviolet radiation on the production of 25 hydroxyvitamin D in the elderly population in the city of São Paulo (23° 34'S) Brasil. Osteoporos Int 2005;16:1649-54. 3. Holick MF. Optimal vitamin D status for the prevention and treatment of osteoporosis. Drugs Aging 2007;24 (12):1017-29. 4. Chapuy MC, et al. Vitamin D3 and calcium to prevent hip fractures in the elderly women.N Engl J Med 1992;327(23):1637-42. 5- Larsen ER, et al.Vitamin D and calcium supplementation prevents osteoporotic fractures in elderly community dwelling residents: A pragmatic population-based 3-year intervention study. J Bone Miner Res 2004;19(3):370-78.

Atendimento ao consumidor: 0800-7717017.

Registro no M.S. 1.0394.0544.

FARMASA - Laboratório Americano de Farmacoterapia S.A.

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