Dr. Marcos Britto da Silva - Ortopedia, Traumatologia e Medicina Esportiva: 2013

Má Postura e Torcicolo

O pescoço (região da coluna cervical) é composta de 7 vértebras que começam na parte superior do tronco e terminam na base do crânio. As vértebras, juntamente com os ligamentos  fornecer estabilidade para a coluna. Os músculos sustentam e permitem o movimento da coluna cervical. O pescoço tem uma quantidade significativa de movimento e suporta o peso da cabeça. No entanto, é menos protegido do que o resto da coluna, o pescoço pode ser vulnerável a lesões e doenças que produzem dor e restringem o movimento. Para muitas pessoas, a dor no pescoço é uma condição temporária que desaparece com o tempo. Outros necessitam de diagnóstico e tratamento médico para aliviar seus sintomas.

Causas da dor no Pescoço
Uma das causas mais comuns da dor no pescoço é a má postura. A má postura da coluna cervical é um mal dos novos tempos. hoje passamos horas deitados vendo televisão com dois travesseiros embaixo da cabeça, lemos deitado, usamos o computador em posição errada com o monitor muito alto, muito baixo, a direita o esquerda do corpo o que obriga a manter a cabeça girada para um lado por várias horas. Algumas secretárias tem o hábito de atender telefone segurando a telefone com o ombro para ficar com as duas mãos livres, principalmente o celular! Essa necessidade de ser multitarefa dos dias atuais coloca o pescoço em posições que levam a torcicolos e a longo prazo podem levar ao desenvolvimento de doenças mais sérias como a artrose. Outro hábito ruim para o pescoço é dormir com a barriga para baixo e em alguns casos o uso de óculos multifocais. o Hábito de carregar peso na cabeça por períodos prolongados também sobre carrega as articulações intervertebrais levando a desgaste, dor e artrose no pescoço.

A dor no pescoço pode resultar de anormalidades nos tecidos moles, músculos, ligamentos e nervos, em outros casos o problema pode estar relacionados aos ossos e articulações da coluna vertebral. As causas mais comuns de dor no pescoço são anormalidades do tecido mole devido a lesão ou uso prolongado inadequado e a artrose. Em casos raros, tumores ou infecções podem causar dor no pescoço. Em algumas pessoas, problemas no pescoço podem ser a fonte de dor na parte superior das costas, ombros ou braços, zumbido e problemas de equilíbrio.

Doenças inflamatórias
A artrite reumatóide pode destruir as articulações no pescoço e causar rigidez e dor severa. A artrite reumatóide normalmente ocorre na área do superior pescoço .

Degeneração do disco cervical (Espondilose)
O disco funciona como um amortecedor entre os ossos do pescoço. Na degeneração de disco cervical (que normalmente ocorre em pessoas com idade de 40 anos e mais velhos), o centro normalmente gelatinoso do disco se degenera e o espaço entre as vértebras se estreita ( imagem vista na radiografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética). Como o espaço em disco se estreita, mais stress é aplicado para nas articulações da coluna cervical causando desgaste ainda maior e artrose. O disco cervical pode também projetar e colocar pressão sobre as raízes da medula espinhal ou de nervos quando a borda do disco enfraquece. Isto é conhecido como uma hérnia de disco cervical.

Traumas e acidentes
O pescoço é muito flexível e suporta a cabeça por isso é extremamente vulnerável a lesões. Acidentes de mergulho, esportes de contato e quedas e acidentes automobilísticos podem resultar em lesões no pescoço. O uso regular do cinto de segurança em veículos a motor podem ajudar a prevenir ou minimizar a lesão no pescoço. A batida de carro por trás pode resultar em hiper extensão, um movimento para trás do pescoço além dos limites normais, ou hiperflexão, um movimento para a frente do pescoço para além dos limites normais, Chicote na batidas de frente. As lesões do pescoço mais comuns envolvem os tecidos moles: músculos e ligamentos. Lesões graves no pescoço com uma fratura ou deslocamento do pescoço podem danificar a medula espinhal e causar paralisia.

Outras causas de dor cervical
Causas menos comuns de dor no pescoço incluem tumores, infecções ou anormalidades congênitas das vértebras.

Quando  procurar cuidados médicos?
Presença de dor cervical severa que ocorra após uma lesão em acidentes de viação,  mergulho, carro ou até mesmo em parques de diversão e também após quedas, Um profissional treinado, como um paramédico ou Bombeiro, deve imobilizar o paciente para evitar o risco de outras lesões e possível paralisia. O atendimento médico deve ser procurado imediatamente.

Assistência médica imediata também deve ser procurado quando uma lesão causar dor no pescoço que se irradia para os braços e pernas.
Dor ou dormência nos braços ou pernas, causando fraqueza nos braços ou pernas, mesmo sem dor no pescoço também devem ser avaliadas.

Se não houve uma lesão aparente, o paciente deve procurar atendimento médico quando a dor no pescoço é:
  • contínua e persistente
  • grave
  • acompanhada de dor que se irradia para os braços ou pernas
  • acompanhada por dores de cabeça, dormência, formigamento ou fraqueza
Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Atualizado em 01/11/2013.

Medicamentos Genéricos e Similares

Um medicamento genérico é um medicamento que além de conter a mesma substância passou por teste de biodisponibilidade do medicamento de marca.


O medicamento genérico é a mesma coisa que medicamento similar?
Não, o medicamento similar contém a mesma substância porém não passou por testes de biodisponibilidade.

Quando meu ortopedista me passar um medicamento posso trocar por um Genérico ou similar na Farmácia?
Não, caso você prefira tomar medicamentos genéricos converse isso com o seu ortopedista antes de sair do consultório, com a receita prescrita.

Nunca troque o medicamento prescrito por orientação de terceiros.
Caso você imagine que o genérico é mais barato converse antes com o seu ortopedista. Algum medicamentos mesmo contendo o mesmo princípio ativo não funcionam da mesma maneira.
O remédio é como o Médico funciona melhor quando você confia.
Quando você toma um medicamento diferente do que o médico prescreveu e você tem uma reação adversa fica sempre a dúvida, a reação foi causada pela substância ou por não ter tomado o medicamento prescrito.

Se estiver em dúvida em relação ao medicamento prescrito, ligue para o seu médico.
Não troque o remédio na farmácia.

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista medicina do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
atualizado em 19/10/2013

PRP no Ombro

Um estudo prospectivo apresentado no ultimo Congresso Americano de Cirurgiões Ortopédicos em Abril de 2013 ( AAOS 2013) em Chicago indica que plasma rico em plaquetas (PRP) pode ser uma alternativa segura e de baixo custo no tratamento para tendinopatia do manguito rotador (RCT), nos casos com ruptura parcial do manguito rotador. Os resultados foram apresentados em Poster Científico P318, "Injeção de plasma rico em plaquetas como uma alternativa de tratamento para tendinite do manguito rotador do ombro", escolhido como o Melhor Poster 2013 na categoria de Ombro e Cotovelo, e foi exibição na Academia Salão B durante o congresso da AAOS em Chicago.

Nos últimos anos, o PRP surgiu como uma opção de tratamento eficaz para tendinopatias diversas em todo o corpo, incluindo o tendão do manguito rotador. Turlough O'Donnell, MD, e seu colega H. Aamir Shaikh, MSc, MRCSEd, HCM, do UPMC Hospital Beacon em Dublin, na Irlanda, avaliaram os efeitos terapêuticos de várias injeções de PRP administrados diretamente no tendão supra-espinhal, em comparação com o uso de injecções de corticosteróides no tratamento das rupturas parciais

Eles identificados prospectivamente 204 pacientes com função ruim com base no indice Constante-Murley para o ombro (CMS) marca ombro e dor no ombro que restrição de movimento (ADM). Apenas os pacientes com ROM passivo total e MRI confirmada grau Goutallier 2 ou menos infiltração gordurosa foram incluídos.

Os pacientes foram divididos em dois idade e sexo pareados coortes. O grupo PRP (n = 102) foi tratado com injecções PRP administradas directamente no tendão suprasimatos, o grupo de controlo (n = 102) foi tratada com 20 ml de solução de 0,05 por cento e bupivacaína 80 mg de metilprednisolona no espaço subacromial.

Escala visual analógica (VAS) escores de dor, ROM, e dezenas de ombro constantes foram obtidos em todos os pacientes 3 meses após a última injecção.PRP encontrado segura, eficaz Aos 3 meses após a injecção, os investigadores encontraram melhora clínica e estatisticamente significativa nos escores de dor VAS, ROM e escores médios constantes em ambos os grupos em comparação com pré-injeção de escores (P <0 br=""> Os pacientes do grupo PRP também teve flexão frente significativamente melhor ativo, abdução e rotação interna no final do acompanhamento do que aqueles no grupo de controle. A diferença média de pontuações constantes após a injecção nos dois grupos foi de 19,4. De acordo com os pesquisadores, quando esta mudança de meio estimados foi registada em função do pré-injecção, mediante a utilização de análise de variância, o aumento da pontuação foi claramente superior no grupo PRP do que no grupo de esteróides (67,7 por cento e 24,9 por cento, respectivamente). Além disso, em 1 ano de follow-up, apenas 3 pacientes do grupo de PRP foram submetidos à cirurgia para a dor recalcitrante, enquanto que 48 pacientes do grupo do corticosteróide havia necessidade de intervenção cirúrgica.

"Em 12 meses de acompanhamento, os pacientes que receberam uma série de injeções de PRP foram 16 vezes menos probabilidades de ter sofrido uma intervenção cirúrgica do que os pacientes que receberam injeções de corticosteróides", disseram os autores. Os autores concluíram que as injeções de PRP são uma alternativa de tratamento clinicamente segura e de baixo custo para as injeções de corticóide para dor RCT. 
Marcos Britto da Silva
Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ
Publicado em 15/11/2013.

Ligamento Antero Lateral do Joelho - ALL

Esse artigo descreve O Ligamento Antero Lateral do Joelho de acordo com  o trabalho de dos Doutores:
Steven A. Claes, MD, Pellenberg, Belgium
Stijn Bartholomeeusen, MD, Malle, Belgium
Evie E. Vereecke, PhD, Kortrijk, Belgium
Jan M. Victor, MD, GENT, Belgium
Peter Verdonk, MD, PhD, Ghent, Belgium
Johan Bellemans, MD, Langdorp, Belgium
Dissecção do Ligamento Antero Lateral do Joelho
Legenda ALL Anterior Lateral Ligament, LCL Ligamento Colateral lateral

Esses autores descreveram a existência de um novo ligamento no joelho, a lesão desse ligamento pode explicar a presença de instabilidade no joelho após reconstruções ligamentares.


Por que o Pivot Shift pode estar presente após uma reconstrução do Ligamento cruzado anterior - LCA?
Alguns ortopedistas ressaltam que isso pode estar relacionado a dupla banda do LCA, porém os autores desse trabalho que descreve a existência desse novo ligamento acreditam na verdade que o pivot shift permanece devido a lesão do Ligamento Antero Lateral do Joelho. (Antero Lateral Ligament - ALL).
O Pivot Shift poderia permanecer após a reconstrução do LCA nos casos onde o ligamento Antero lateral do Joelho estivesse rompido.

Qual o mecanisno de Trauma e Lesão do Ligamento Antero lateral do Joelho?
Segundo os autores atualmente é desconhecido que tipo de força (em magnitude e direção) é necessária para produzir lesão no ligamento antero lateral do joelho ALL. A partir dos dados biomecânicos, foi sugerido um tensão rotatória anterior e interna translacional no joelho como sendo o mais "propenso" a causar as lesões. Nesta visão, o existência de um padrão clássico de edema ósseo no platô tíbial e no condilo fêmural após a lesão do LCA devem levantar a suspeita de uma lesão do ALL.

O que é o pivot shift?
O exame de pivot shift é uma manobra realizada para avaliar a rotação da tíbia sobre o femur que ocorre nas rupturas do ligamento cruzado anterior.

O ligamento Antero lateral do Joelho pode cicatrizar sem cirurgia?
Segundo os autores ainda não foi possível determinar a capacidade de cicatrização do ALL com o tratamento não operatório. Segundo os autores é necessária uma maior investigação para estabelecer o grupo de pacientes que podem se beneficiar de uma reconstrução do ALL adicional, após uma reconstrução LCA.

Existe alguma técnica para reconstruir esse ligamento quando ele estiver rompido?
Varias técnicas extra-articulares de reconstrução foram descritas no passado, com resultados variados, por exemplo, McIntosh 1, 2 e 3, Losee, Andrews, Ellison, etc. A técnica descrita por esses autores é uma modificação das técnicas mais antigas, embora o princípio geral seja o mesmo. A grande diferença é que agora estejamos reconstruindo uma estrutura anatômica específica afirmam os autores.

Qual o resultado da reconstrução do ALL?
Os resultados de estudos anteriores que combinam reparos intra e extra-articulares são variados. Um dos pré-requisitos de um estudo comparativo deve ser que os dois grupos estudados sejam semelhantes entre si. A presença da ruptura do ligamento Antero Lateral do joelho pode ser uma explicação para os resultados conflitantes testemunhados até o momento .

Marcos Britto da Silva
Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ
Publicado em 15/11/2013.

Sindrome do Piriforme

A Síndrome do piriforme é uma dor ciática causada pela compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme, tem sido descrita há mais de 70 anos, no entanto, continua a ser controversa.
O que é a síndrome do Piriforme?
A síndrome do piriforme é a compressão do nervo ciático na emergência do nervo na nádega. A compressão do nervo ciático ocorre pelo fato do nervo ficar comprimido dinamicamente pelo músculo piriforme que pinça o nervo durante a contração muscular para rotação externa e extensão do quadril..

Quais os sintomas da Síndrome do Piriforme?
As características mais comuns encontradas são: dor na nádega, dolorimento sobre a incisura isquiática maior, agravamento da dor ao sentar e levantar,  aumento da dor com manobras que aumentam a tensão do músculo piriforme e ciatalgia.

Como diferenciar a origem da dor ciática?
Diferenciar a origem da dor ciática pode ser um desafio, alguns pacientes apresentam protusões discais ou estenose de canal lombar porém a origem da dor na verdade é devido a uma síndrome do piriforme.

Existe relação entre a síndrome do piriforme e malhar em academia?
Sim, principalmente nos homens e mulheres que realizam muitos exercícios para os glúteos, entre eles podemos destacar o chamado quatro apoios, glúteo cabo e exercícios de chute para trás ( em algumas situações em associação com o glúteo cabo), principalmente chutar e ao mesmo tempo rodar a perna para fora.

O trauma pode estar relaciona a síndrome do piriforme?
Sim, o trauma na região glútea pode provocar hematomas ou fibrose na região do piriforme e ser a causa da compressão do nervo ciático.

Quais os principais exame clínicos para diagnosticar a síndrome do piriforme?
  • Freiberg Rotação interna passiva com o MI em extensão reproduz a dor
  • Pace Paciente sentado , abdução contra resistência reproduz a dor
  • Rotação externa Ativa pode reproduzir a dor
  • FAIR Flexão Abdução e Rotação interna ( Internal Rotation ) reproduz a dor
  • Beatty paciente deitado de lado sobre a lado são, abduz ativamente o lado afetado e reproduz a dor. 
  • Manobra de Marcos Britto*
*Eu uso um exame que desenvolvi e é útil nos casos de dúvida, coloco o paciente deitado sobre o lado não afetado e realizo rotação interna com o quadril em várias posições de flexão. Isso aumenta a tensão do piriforme e reproduz a dor na nádega e em alguns casos a ciatalgia. O exame aumenta a sensibilidade pressionando suavemente a região posterior da nádega na região da emergência do nervo ciático entre a Piriforme e o gêmeo superior.

Qual a melhor maneira de prevenir e tratar a síndrome do piriforme?
Individualmente o alongamento dos rotadores internos do quadril provavelmente é a melhor maneira de prevenir a síndrome do piriforme. A compressão da nervo ciática na síndrome do piriforme é dinâmica, portanto, ao alongar o músculo que "pinça"o nervo diminuímos a tensão sobre o nervo e seguindo esse mesmo princípio podemos tratar a compressão do nervo após a síndrome instalada.

Marcos Britto da Silva
Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ
Publicado em 08/11/2013.

Sindrome do Piriforme Nova Manobra para Diagnóstico

A síndrome do piriforme está se tornando cada dia mais comum e isso se deve a uma maior quantidade de homens e mulheres realizando exercícios para firmar e aumentar os glúteos.

Estou usando um nova manobra de exame físico para diagnosticar a Síndrome do Piriforme.
Não temos nenhum exame de imagem ou eletro fisiológico que seja patognomônico do diagnóstico da Síndrome do Piriforme e por isso realizamos o diagnóstico usando basicamente a história e o exame físico.

Descrição do Novo Exame Físico para diagnóstico da Síndrome do piriforme
O paciente é colocado em decúbito lateral sobre o lado não afetado, realizo manobra de rotação interna passiva com o quadril em várias posições de flexão A flexão do joelho facilita a rotação porém diminui a tensão sobre o nervo ciático) . Isso aumenta a tensão do piriforme e reproduz a dor na nádega e em alguns casos a ciatalgia. O exame aumenta a sensibilidade pressionando suavemente a região posterior da nádega na região da emergência do nervo ciático entre o Piriforme e o gêmeo superior, ambos rotadores externos do quadril que são tencionados com a rotação interna. Desenvolvi essa manobra de exame físico e utilizo em todos os casos porém a considero útil nos casos de dúvida pois melhoramos o diagnóstico.


Marcos Britto da Silva
Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ
Publicado em 06/11/2013.

Fratura diafisária de úmero Placa Ponte por via de acesso Posterior

Em 1996 iniciei como ortopedista no Hospital Municipal Lourenço Jorge na Barra da Tijuca e naquele mesmo ano inciamos as técnicas minimamente invasivas para tratamento das fraturas, principalmente com a colocação de hastes intramedulares, inicialmente haste não bloqueadas e logo em seguida as placas ponte, principalmente para tratamento das fraturas de fêmur.

Em 1997 desenvolvi uma técnica pessoal para colocação de placas Ponte no Úmero pela via de acesso posterior, essa foi uma técnica pioneira e não começo outra cirurgião que realizasse esse tipo de técnica em 1997. 5 anos após iniciar a técnica publiquei os resultados num Poster no Congresso Brasileiro de Ombro e Cotovelo em 30 de maio a 01 de junho de 2002. Belo Horizonte – MG. Abaixo as fotos de um dos casos, esse caso foi operado em 1999 e a radiografia com resultado final em Maio de 2002.
AP Inicial 1999.
Radiografia do Pronto Socorro
com PAF Medial 1999
Perfil Pos Op Imediato


AP pós op Imediato


Detalhe da via de acesso distal

Detalhe da via de acesso Proximal - Nervo Radial reparado Usei um flap para cobrir o nervo e evitar contato direto com a placa

Radiografia de Maio de 2002 mostrando resultado final após 3 anos de acompanhamento.

Marcos Britto da Silva
Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ
atualizado em 06/06/2002.

Fratura de Úmero Placa em Ponte

O conceito mais moderno de tratamento das fraturas é a osteossíntese minimamente invasiva usando hastes intramedulares ou placas em ponte.
Desde 1997 realizo técnica de placa ponte por via de acesso posterior e inclusive apresentei um Poster no IV Congresso Brasileiro de Ombro e Cotovelo. 2002 Ouro Minas Palace Hotel Belo Horizonte MG. 
Temos dois autores Brasileiros que publicaram em 2004 na Injury o relato de técnica semelhante porém usando a placa em ponte para as fraturas diafisárias pela dupla via de acesso anterior - Livane e Belangeiro - 2004.
Tenho realizado também osteossintese com placa ponte para fraturas metafisárias proximais do Úmero como no caso mostrado Abaixo.






















Marcos Britto da Silva
Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ
atualizado em 30/10/2013.

Como chegar com saúde aos 85 anos de idade ?

Na década de 1970 os Noruegueses fizeram essa pergunta e iniciaram um estudo prospectivo onde acompanharam aproximadamente de 1000 homens que trabalhavam em escritório ou eram trabalhadores braçais. 

Eles observaram a influencia do estilo de vida na longevidade.
Os parâmetros avaliados foram:
  • Tabagismo
  • Obesidade 
  • Sedentarismo
Em 2006 o estudo foi encerrado e os dados foram analisados.
Somente 31% dos homens chegaram a idade de 85 anos.

As principais conclusões foram:
Tabagismo:
Somente 22% dos fumantes chegaram a idade de 85 anos, contra 38% dos não fumantes ou seja não fumar dobra a sua chance de chegar vido aos 85 anos. O exercício se mostrou um fator de melhora da longevidade porém não aumentou a saúde dos fumantes, ou seja: se você fuma não adianta fazer exercícios para melhorar a longevidade.

Obesidade
A obesidade foi um fator negativo na longevidade:
29% dos obesos moderados alcançaram 85 anos contra 46% dos não obesos. 

Atividades físicas regulares
As atividades físicas regulares foi o principal fator de melhora da longevidade no grupo estudado.
49% dos não fumantes que praticaram exercícios físicos regularmente chegaram aos 85 anos de idade em comparação com 28% dos indivíduos com baixa atividade física, esses resultados ocorreram independentemente do peso. ou seja se você está acima do peso porém pratica atividades físicas regulares tem maior chance de viver mais.

Referencia:

Life style and longevity among initially healthy middle-aged men: prospective cohort study: Trond Heir, Jan Erikssen and Leiv Sandvik

Marcos Brito da Silva
Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ
atualizado em 16/10/2013.

Desidratação e Calor Riscos para a Saúde

As primeiras respostas do corpo a desidratação são sede e aumento a ingestão de água, em seguida ocorre uma diminuição da produção de urina para tentar conservar a perda de água. A urina irá tornar-se mais concentrado e de cor amarela mais forte. O sangue ficará com maior osmolaridade.

A medida que aumenta o nível de perda de água, maiores são os sintomas. 
- Boca seca
- Os olhos param de produzir lagrimas e os olhos ficam secos
- Ocorre diminuição da produção de Suor
- Cãibras musculares
- Náuseas e vômitos
- Palpitações cardíacas
- Tontura (especialmente quando está de pé - hipotensão postural )
- Fraqueza
- Diminuição da produção de urina

Qual a resposta do coração a desidratação?
O corpo tenta manter o débito cardíaco (a quantidade de sangue que é bombeado pelo coração para o corpo), aumentando a frequência cardíaca - taquicardia.

Como fica o fluxo sanguíneo durante a desidratação?
Se a quantidade de líquido no espaço intra vascular estiver diminuída, o corpo tenta compensar esta redução aumentando a frequência cardíaca e contraindo os vasos sanguíneos para tentar manter a pressão arterial e o fluxo sanguíneo para os órgãos vitais do corpo. ( diminui a fluxo para a pele e aumenta o fluxo para os órgãos internos) 
Na desidratação o corpo desvia o fluxo de sangue para longe da pele para os órgãos internos: cérebro, coração, pulmões, rins e intestinos, levando a pele a sentir-se fria e úmida. Este mecanismo de defesa começa a falhar quando o nível de desidratação aumenta. O calor produz o efeito inverso ao produzir vasodilatação periférica (para aumentar a quantidade de sangue na pele) ocorre diminuição do fluxo sanguíneo central.  

O que ocorre quando um paciente desidratado fica exposto a calor intenso como numa saúna?
Essa compensação (desvio do sangue da pele para os órgãos internos) pode ser prejudicada quando a desidratação ocorre em ambientes muito quentes onde a temperatura corporal aumenta. Para diminuir a temperatura corporal a sangue deve circular pela pele o que diminui ainda mais a quantidade de sangue para os órgãos internos. 
Com uma desidratação grave a confusão mensal e a fraqueza muscular irão ocorrer quando o cérebro e outros órgãos do corpo receberem menos sangue. 
Finalmente o paciente pode entrar em coma, pode surgir falência de órgãos e eventualmente a morte ocorrerá se a desidratação não for tratada e o corpo resfriado. 

Quais são as complicações de desidratação?
Complicações de desidratação pode ocorrer devido própria  desidratação, e / ou devido à doenças subjacente ou situações que provoquem a perda de fluido.

Insuficiência renal
A insuficiência renal é uma ocorrência comum e é muitas vezes reversível, se a desidratação é tratada precocemente. Com a progressão da desidratação, o volume de líquido no organismo diminui e a pressão arterial pode cair. Isso pode diminuir o fluxo sanguíneo para órgãos vitais como os rins que param de funcionar.

Coma 
A Diminuição do suprimento de sangue para o cérebro pode causar confusão e até mesmo coma e a morte.

Choque 
Quando a perda de líquido destrói a capacidade do corpo para compensar o fluxo de sangue e o transporte de oxigênio para os órgãos vitais do corpo tornam-se inadequadas e as celular e as funções dos órgãos podem começar a falhar. Se os vários órgãos começam a funcionar mal, o próprio corpo pode falhar e a morte pode ocorrer.

Esforço físico, desidratação e calor: efeitos musculares.
A tentativa do corpo para refrescar-se pela transpiração pode provocar a desidratação até o ponto de que os músculos podem entrar em espasmo ( cãibras ). Principalmente em pessoas que trabalham em um ambiente quente, na movimentação de objetos ou equipamentos pesados ​e também em atletas, os músculos da perna podem sofrer cãibras durante a corrida).

Hipertermia
Com o aumento da perda de fluidos, os sintomas de exaustão pelo calor podem ocorrer e incluem fraqueza, tontura, náuseas e vômitos. Se os sintomas não são reconhecidos e o paciente não é retirado do ambiente quente, o paciente vai parar de suar, ter uma mudança no estado mental que inclui confusão e coma, a temperatura corporal pode subir a 41 Centígrados. A hipertermia é uma verdadeira emergência médica e o paciente deve receber cuidados médicos imediatos

Distúrbios eletrolíticos 
Na desidratação pode alterar a concentração do sódio, potássio e cloreto. Esses eletrólitos são perdidos  através do suor. Por exemplo, os pacientes com diarreia profusa ou vômitos podem perder quantidades significativas de potássio, causando a fraqueza muscular e distúrbios do ritmo cardíaco. 
Exemplos de sintomas causados ​​por níveis anormais de eletrólitos incluem:
- fraqueza muscular, devido à baixa de potássio, 
- distúrbios do ritmo cardíaco, devido à baixa ou alta de potássio
- convulsões , devido à baixa (hiponatremia) ou aumento do sódio (hipernatremia). 

A velocidade da reidratação
A velocidade da reidratação é importante se a reidratação é feito muito lentamente, o paciente pode permanecer hipotenso e em estado de choque por muito tempo. 
Se isso for feito muito rapidamente, as concentrações de água e eletrólitos no interior das células dos órgãos pode ser afetado negativamente, fazendo com que as células inchem e acabem por morrer.

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Atualizado em 28/09/2013

Cirurgia do Cotovelo

Quem cuida das patologias do cotovelo?
O médico ortopedista especialista em patologias do Ombro em geral cuida também das patologias do cotovelo e é conhecido com médico ortopedista especialista em ombro e cotovelo.

Quais as patologias mais comuns no ambulatório do especialista em cotovelo?
  • Fraturas do cotovelo ( supracondileana de úmero, olecranio, cabeça de rádio, coronoide, condilos lateral e medial)
  • Luxação do cotovelo
  • Fratura luxação do cotovelo
  • Tríade terrível do cotovelo
  • Instabilidade rotatória do cotovelo
  • Artroscopia de cotovelo
  • Prótese de cabeça de rádio
  • Prótese total de cotovelo
  • Epicondilite lateral e Medial ( Cotovelo de Tenista e Cotovelo do praticante de Golfe )
  • Artrose de cotovelo
  • Síndrome do Interósseo Posterior
  • Artrose do Cotovelo
Como devem ser tratadas as luxações de cotovelo?
A luxação de cotovelo é uma emergência médica, deve ser reduzida ( colocar a articulação no lugar) por um ortopedista, o mais rapidamente possível nos primeiros minutos ou no máximo horas, após a luxação.

O que é a tríade terrível ?
A tríade terrível é uma fratura luxação do cotovelo que provoca fratura da cabeça de rádio, fratura do coronoide e lesão do ligamento colateral medial. Usualmente o cotovelo está totalmente instável e requer o tratamento cirúrgico por um especialista em cotovelo pois mesmo após a síntese costuma permanecer algum grau de instalibilidade. A cirurgia deve reconstruir as estruturas lesadas e permitir que o paciente realize movimentos de flexo extensão no pós operatório pois frequentemente o paciente evolui com algum grau de rigidez articular.

O que é a síndrome do nervo interósseo posterior?
O síndrome do nervo interósseo posterior provoca dor na face lateral do cotovelo e deve ser diferenciada da epicondilite lateral do cotovelo ( Cotovelo de Tenista)

Ombro do Malhador de Academia

O Ombro do levantador de peso, Ombro do malhador, Ombro do halterofilista são nomes populares da osteólise da região distal da clavícula

O que causa a osteólise de clavícula?
O osteólise de clavícula é causada pelo microtrauma repetido provocado pelo excesso de exercícios/peso na região.

Porque ocorre a osteólise de clavícula?
A clavícula é o único osso que liga o membro superior ao restante do corpo, portanto toda a força exercida pelo braço passa obrigatoriamente por essa região. A solicitação excessiva pode levar a falha estrutural e consequente reação de estresse. 

Quando surge o Ombro do halterofitista?
O problema suger quando o ombro é solicitado mecanicamente todos os dias.  Sem  repouso ou intervalo o osso entra em fadiga e surge o edema ósseo, com aumento de vascularização que acaba provocando um reabsorção do osso ( osteólise ).

Ressonância Mostrando Intenso Edema
Área Branca no terço distal da clavícula.
O exame de radiografia era normal.
Qual o aspecto radiográfico do Ombro do Malhador?
Nos casos iniciais a radiografia é normal e o diagnóstico é feito somente com a ressonância. Nos casos crônicos (semanas, meses de dor) a região distal da clavícula desaparece (osteólise) 

Quais os sintomas do osteólise de clavícula?
O principal sintoma é a dor na região. A dor ocasionalmente irradia para a base do pescoço, trapézio, deltóide e braço. Os sintomas são agravados por atividades simples com lavar a axila do outro ombro e melhoram com repouso. Na malhação a dor é tipicamente provocadas por exercícios específicos, tais como supino e push-ups . Dor noturna também é relatada frequentemente principalmente ao mudar de posição e deitar sobre o ombro afetado. 

Os movimentos do ombro são afetados?
Raramente, em geral os movimentos do ombro são normais.

Como é feito o diagnóstico?
O exame clínico sugere o diagnóstico que pode ser confirmado com ressonância magnética e radiografia simples.

Como é feito o tratamento do ombro do levantador de peso?
As atividades que provocam a dor devem ser interrompidas e um ortopedista deve avaliar o paciente para determinar outra medidas terapêuticas.

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
atualizado em 24/09/2013

Cirurgia de Coluna - Dor Lombar Aguda

Dor Aguda na Região Lombar (Dor nas Costas)

Dor aguda nas costas (Lombalgia) irradiando-se para baixo até a nádega, sem outros problemas  neurológicas geralmente é decorrente de um estiramento agudo de um músculo ou de um ligamento na coluna lombar. Os sintomas podem aparecer após um movimento violento súbito, levantar um peso sem flexionar os joelhos ou por um movimento comparativamente trivial após um período de trabalho pesado, quando os músculos estão fatigados.


Costuma-se dizer que pessoas altas e magras com costas flexíveis e músculos fracos são especialmente propensas a estiramentos agudos nas costas, assim como aquelas em ocupações sedentárias como a medicina, que vivem uma vida sem atividade física durante a semana e acabam se punindo no fim de semana com várias atividades. ( atletas de fim de semana )

Pessoas que ficam sentadas por muito tempo e então precisam carregar coisas pesadas sem um "aquecimento" adequado, por exemplo, motoristas que precisam dirigir mais de uma hora com a coluna flexionada em um veículo submetido a solavancos e então deixam o seu assento para carregar uma carga pesada na parte de trás de um utilitário, também são muito vulneráveis. 
A dor também é muito frequente em barrigudos. Quando a barriga cresce muda o centro de gravidade e sobrecarrega a coluna lombar levando a dor e ao desgaste prematuro das articulações.( artrose )

Como prevenir a Lombalgia ?
O "estiramento muscular" geralmente é o resultado de um levantamento de peso incorreto, e na maioria dos casos pode ser evitada. Trabalhadores que precisarem levantar cargas pesadas, incluindo enfermeiras que levantam os pacientes, devem aprender técnicas de levantamento corretas.  Não faça força com os músculos da coluna lombar!

Quais as técnica de levantamento correta para evitar dor nas costas?
1. Não levantar peso com a coluna flexionada; nesta posição, o peso é projetado em ligamentos tensos e músculos esticados, o que os torna vulneráveis a uma carga adicional. Em vez disso, realize o levantamento com a coluna lombar reta (estendida). 
2. Mantenha o peso a ser levantado o mais próximo do corpo possível. Quanto mais longe o peso estiver do corpo, maior será o esforço necessário para levantá-lo. ( quanto maior o braço de alavanca maior o esforço no pivo que é a coluna.)
3. Levante os objetos usando os músculos dos joelhos, e não das costas. 
4. Torne o trabalho o mais fácil possível. Garanta que exista um bom acesso à carga, se possível dividindo-a em cargas mais leves, mas se ela não puder ser repartida divida o trabalho com duas ou mais pessoas. 

No local de trabalho, o levantamento de peso pode ser realizado mais facilmente com o armazenamento de produtos na altura da cintura, evitando assim a necessidade de um movimento de torção ao levantar ou carregá-lo, ou com o uso de equipamento de elevação e esteiras transportadoras. 

Quais os princípios de tratamento da Lombalgia?
As seguintes medidas constituem o tratamento-padrão para lesões agudas das costas e são confiáveis; repouso, analgésicos e mobilização gradual são os mais importantes: 
1. Repouso. 
2. Analgésicos. 
3. Gelo ou Calor. 
4. Mobilização gradual. 

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
atualizado em 22/09/2013.

Dicas de Corrida e Aquecimento

PROGRAMA INICIAL DE CORRIDA E AQUECIMENTO.

1. Um bom condicionamento físico é o primeiro passo para reduzir as lesões, para isso é importante criar um programa de treinamento, converse com um professor de educação física ou leia livros a respeito.
2. Usar roupas e os calçados apropriados
3. Conhecer o ambiente onde você irá correr.
4. Planejar um programa de corrida progressivo para evitar distensões e ferimentos.
5. Antes de iniciar a corrida fazer um aquecimento de cinco minutos (que deve elevar sua temperatura corporal em um grau centígrado) a seguir realizar exercícios de alongamento suave,
6. Durante o tempo quente, preferir exercícios pela início da manhã ou ao anoitecer.

POLUIÇÃO
7. Não correr quando os níveis de poluição estiverem elevados.

Qual a melhor HIDRATAÇÃO durante a corrida ?
8. Começar sua corrida com o corpo pré hidratado. Tomar aproximadamente 300 ml de liquido isotônico 10 a 15 minutos antes de iniciar a corrida. ( você pode usar um copo d’água com uma colher de açúcar e uma pitada de sal )
9. Você pode perder entre 180 a 360 ml de líquido a cada 20 minutos de corrida, você deve beber 300 a 400 ml de líquido isotônico a cada 20 a 30 minutos ao longo de sua rota.
10. Pesar-se antes e depois da corrida. Para cada 0,5 kg que você perder, beber aproximadamente 500 ml de líquido isotônico.

CORRIDA EM DIAS ENSOLARADOS
11. Correr na sombra, se possível evitar o sol direto. Se exposto ao sol, aplicar pelo menos protetor solar fator 15.
12. Usar óculos de sol para filtrar raios UVA e UVB.
13. Usar chapéu com viseira para proteger seus olhos e rosto.

CORRIDAS EM LOCAIS ELEVADOS
14. Em alturas elevadas, os corredores devem fazer aclimatação progressiva devido aos baixos níveis do oxigênio,
15. Realizar aumentos lentos na velocidade e na distância. 

Qual o CALÇADO ideal para corridas?
16. Ao selecionar um calçado para corrida, procurar calçados com boa absorção antichoque e uma construção que forneça estabilidade.
17. Não usar calçados apertados, certificar-se de que há uma distancia à frente do primeiro e segundo artelhos para que as passadas fiquem confortáveis.
18. Comprar calçados no fim do dia pois o pé está proporcionalmente maior devido ao edema. 

Podemos sempre usar o mesmo calçado ou temos que substituir o ténis eventualmente?
19. Sessenta por cento da absorção do choque de um calçado são perdidos após 400 a 800 km de uso, assim os corredores que correm até 15 km por semana devem substituir seus calçados a cada 9 a 12 meses. Este tempo pode ser menor em pessoas mais pesadas. Substitua sempre o seu tenis caso ocorra um desgaste assimétrico. Sugiro usar o calçado por no máximo 500 km.

CORRIDAS EM LUGARES FRIOS
20. A roupa excessiva pode produzir muito suor, que faz com que o corpo perca o calor rapidamente e pode aumentar o risco do hipotermia em lugares frios e a desidratação em locais muito quentes.
21. Quando estiver correndo em lugares frios, vestindo várias camadas de roupa. A camada interna deve ser de material que permita a perspiração longe da pele (polipropileno, thermax); a camada média (não necessária para os pés) deve ser usada para isolar e absorver a umidade (algodão); a camada exterior deve proteger do encontro ao vento e da umidade (nylon).
22. Para evitar o congelamento no tempo frio, não ter aberturas na roupa que exponha a pele nua. Usar luvas, não usar chapéu e não cobrir a garganta.
23. A geléia do petróleo pode ser usada em áreas expostas, tais como o nariz. 

CORRIDAS À NOITE
24. Não correr a noite em lugares sem iluminação, lembre-se de usar material reflexivo. 

CUIDADOS E ORIENTAÇÕES EM CASO DE URGÊNCIAS.
25. Correr com um parceiro. Se for correr sozinho, carregar uma identificação, escrever: nome, número de telefone para ligar em caso de urgência, tipo sanguineo e informações médicas (se é portador de diabetes, hipertensão, cardiopatia, quais medicamentos em uso) colocar no interior do tênis ou no bolso.
26. Fale para outras pessoas aonde você irá correr.
27. Permanecer em áreas familiares, longe do tráfego.
28. Ter apito ou o outro equipamento que possa chamar a atenção para usa-lo em uma emergência.
29. Levar um celular ou um cartão telefônico.
30. Sempre que possível, correr em locais sem obstáculos, em terreno plano e com uma superfície razoavelmente macia.
31. Evitar correr em morros ou superfícies muito inclinadas, isso aumenta o stress no tornozelo e no pé.
32. Ao correr em pistas curvas, mudar o sentido da corrida frequentemente, de modo a evitar stress na face lateral do tornozelo que esta mais próximo da parte aberta da curva.

Este texto foi produzido pelo Dr. Marcos Britto da Silva, Médico Ortopedista e contêm informações da U.S.A. Track and Field Association, Road Runners Club of America and American Orthopaedic Society for Sports Medicine

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
atualizado em 18/09/2013

Ténis de Quadra: Técnica e Fundamentos

FUNDAMENTOS TÉCNICOS DO TÊNIS DE QUADRA

Quais os movimentos básicos do tenis de quadra?
Os movimentos básicos do ténis são o saque (serviço), as jogadas de fundo da quadra de esquerda e direita (do inglês backhand e fore hand, respectivamente), o voleio, o meio voleio, a cortada (smash) e a jogada encobrindo o adversário quando esse sobe à rede (lob). 


Bola de efeito a gira ao tocar a raquete.

Como é feito o contato da raquete de tênis com a bola?
As jogadas de fundo de quadra, apresentam variações quanto ao contato da raquete com a bola durante os golpes. Daí surgem as jogadas com efeito (spin), como o topspin (para cima) e o sidespin, (para o lado) dependendo se o efeito é dado para cima ou para lado da bola, respectivamente. Outra bola com efeito é a que provém de uma jogada de slice (também chamada de efeito underspin), que faz com que a bola tenha uma curva menor após tocar na quadra adversária, o que dificulta a resposta potente do adversário.



Qual a relação do efeito na bola com o  Hand grip ( pegada) da raquete de ténis?
Para que o tenista possa colocar efeito na bola de maneira adequada é muito importante o tipo de empunhadura (grip) que se usa regularmente. Existem dois tipos clássicos: Western grip e Eastern grip. Cada
estilo tem sua variação para dar efeito a bola. 

Qual posição sobrecarregada mais o punho?
Quando o atleta utiliza o tipo Western, a mão se encontra em uma posição cuja supinação é maior ( rodar a mão para cima em posição de suplica) quando comparada ao tipo Eastern). Essa posição Western costuma acarretar maiores danos ao compartimento ulnar do punho Ainda existem outras variações quanto ao tipo de empunhadura (como o estilo Continental e Semicontinental).

O que é o Backhand?
O backhand que é realizado com as duas mãos, movimento utilizado por muitos tenistas atualmente (principalmente para dar maior potência ao golpe). Isto é muito importante de ser lembrado quando pensamos nas lesões do punho do membro superior oposto (direito no canhoto e esquerdo no destro) que se torna mais susceptível a lesões. Porém, de certa maneira, previne as lesões do cotovelo do lado dominante.

Dr. Marcos Britto da Silva 
Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
atualizado em 26/01/2011

Golfe Lesões músculo-esqueléticas

Muitas pessoas consideram o golfe um esporte de baixo impacto e sem risco para lesões ortopédicas, isso é um mito Há um potencial risco de sofrer lesões graves no cotovelo, coluna, joelho, quadril e punho.

Uma das melhores maneiras para prevenir lesões e alongar os músculos com manobras simples. Antes de começar uma praticar realize um alongamento básico e atire com a mão algumas bolas de golfe no drive.. . Isto não só vai ajudar o seu jogo, mas vai manter você saudável no longo prazo.

Quais as lesões mais frequentes no Golfe? 

Cotovelo do golfista 
Liderando a lista de lesões está o cotovelo do golfista. A melhor maneira de evitar problemas de cotovelo é fortalecer os músculos do antebraço e retardar o swing de forma que haverá menos de choque no braço quando a bola é batida pelo jogador. Para evitar o cotovelo do golfista, sugerimos estes exercícios simples para ajudar a fortalecer os músculos do antebraço.

Aperte uma bola de ténis ou uma bola terapêutica
Apertar uma bola de tênis por períodos de 30 segundos com 10 segundos de descanso, de cinco a trinta minutos diariamente é um exercício simples e eficaz, capaz de fortalecer os músculos do seu antebraço e prevenir lesões no epicondilo medial.

Rolagem do halteres em supinação
Utilize um haltere leve ( 500g ou 1 kg). Mão apoiada na coxa virada para cima. Abaixe o peso até o final de seus dedos, e então rolar o peso de volta em sua palma, seguida pela flexão do pulso para levantar o peso de um ou dois centímetros da mesas. Faça 10 repetições com uma mão, e depois repita com o outra.

Elevação de halteres 
Apoie o punho sobre o joelho segurando um halteres leve, mão virada para baixo. segure seu antebraço com a outra mão e levante o halteres, faça 10 repetições 2 x ao dia. repita com a outra mão.

Alongamento dos músculos do antebraço.
Antes e após o jogo alongue os músculos flexores e extensores do antebraço, segure por 10 segundos, relaxe por 2 segundos e repita até completar 2 minutos, repita com o outro antebraço.

Como evitar a dor lombar no golfe?
Outra queixa comum entre os golfistas é a  dor lombar. A dor lombar pode ser causada por um balanço ruim. A rotação e as tensões do balanço do golfe podem colocar uma pressão considerável sobre a coluna e os músculos para vertebrais levando a dor lombar. Outras causas frequentes são: pouca Flexibilidade, Sarcopenia e conseguente diminuição da força muscular que podem levar a tensões repetidas  na região lombar favorecendo ao surgimento de lesões mais graves.
Aqui estão alguns exercícios simples para ajudar a fortalecer os músculos das costas e prevenir lesões.

Remo 
Simule o movimento de uma remada usando um borracha firmemente amarrada numa porta ou outro objeto. Em pé com os braços para  frente de você, segure o tubo e puxe-o lentamente em direção ao seu peito.Solte lentamente. Faça três séries de 10 repetições, pelo menos três vezes por semana.

Pull Down
Com os tubos de borracha  em torno da dobradiça de uma porta, ajoelhe-se e mantenha o tubo sobre a cabeça. Puxe lentamente em direção ao peito, dobrando os cotovelos, abaixando os braços. Levante o tubo lentamente sobre sua cabeça. Faça três séries de 10 repetições, pelo menos três vezes por semana.

Dr. Marcos Brito da Silva
Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ
atualizado em 26/06/2013

Forteo Bula Medicação Teriparatida

Substancia ativa: teriparatida ( derivada de ADN recombinante ) 

APRESENTAÇÕES FORTÉO COLTER PEN é uma solução estéril, isotônica, transparente, incolor, para administração subcutânea contendo 250 mcg de teriparatida por mL. FORTÉO é apresentado em embalagem com uma caneta injetora e cartucho de 2,4 mL, contendo 28 doses diárias de 20 mcg de teriparatida.

EXCLUSIVAMENTE PARA USO SUBCUTÂNEO 
USO ADULTO ACIMA DE 18 ANOS 

COMPOSIÇÃO 
Cada mL da solução contém: 
teriparatida................................................................250 mcg 
Excipientes: ácido acético glacial, acetato de sódio anidro, manitol, metacresol e água para injeção. Ácido clorídrico e/ou hidróxido de sódio podem ser adicionados durante a fabricação para ajuste do pH. 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE 
PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO? 
Osteoporose é uma doença que torna os ossos mais frágeis e finos. É uma doença que ocorre  principalmente em mulheres após a menopausa, mas também pode ocorrer em homens.  Osteoporose também é comum em pacientes que fazem uso de corticosteroides. 

FORTÉO é indicado para o tratamento da osteoporose com alto risco para fraturas tanto em mulheres na pós-menopausa como em homens. O alto risco para fraturas inclui um histórico de fratura osteoporótica, ou a presença de múltiplos fatores de risco para fraturas, ou falha ao tratamento prévio para osteoporose conforme decisão médica. FORTÉO também é indicado para o tratamento da osteoporose associada à  terapia sistêmica com glicocorticoides, tanto em homens quanto em mulheres. 

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA? 
FORTÉO COLTER PEN pertence a uma nova classe de agentes formadores de ossos, e a administração diária de FORTÉO estimula a formação de um novo osso, aumentando a massa óssea. De acordo com estudos pós comercialização os pacientes começam apresentar melhora nas fraturas com 6 a 9 meses de tratamento com FORTÉO

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO? 
FORTÉO não deve ser usado por pacientes alérgicos à teriparatida ou a qualquer  um dos seus excipientes. 

O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO? 
Advertências e Precauções


FORTÉO COLTER PEN pode causar aumento nos valores de cálcio no sangue. Relate ao seu médico se você tiver náusea, vômito, constipação, baixa energia e dores musculares, pois estes podem ser sinais de um aumento considerável de cálcio no sangue. FORTÉO também pode causar aumento nos valores de cálcio na urina. Por isso, relate ao seu médico se você já tem ou já teve pedras no rim, ou algum problema renal. Os seguintes grupos de pacientes devem ser excluídos do tratamento com FORTÉO: pacientes com doenças ósseas, incluindo hiperparatireoidismo e Doença de Paget; pacientes com valores inexplicavelmente altos de fosfatase alcalina no sangue; crianças ou adultos em crescimento; pacientes que já tiveram diagnóstico de câncer de osso ou outros cânceres que espalharam para o osso (metástases); pacientes submetidos a terapias radioativas envolvendo os ossos; pacientes com alta concentração de cálcio no sangue (hipercalcemia) e pacientes com dificuldade de auto-aplicação da injeção de FORTÉO e que não tenham ninguém que possa ajudá-los.
Casos de hipotensão ortostática (queda de pressão arterial ao levantar) foram relatados com o uso de FORTÉO COLTER PEN. Por esta razão, alguns pacientes sentem tontura e taquicardia (batimento excessivo do coração) após administração das primeiras doses. Normalmente, eles ocorrem quatro horas após a administração do medicamento e desaparecem espontaneamente em alguns minutos ou horas. Por isso, para as primeiras doses, injete FORTÉO COLTER PEN onde você possa sentar-se ou deitar se sentir tontura. O efeito do tratamento com FORTÉO COLTER PEN sobre o desenvolvimento do feto humano não foi estudado. Portanto, FORTÉO COLTER PEN não deve ser administrado em mulheres grávidas.  FORTÉO COLTER PEN não deve ser administrado a mulheres que estejam amamentando. Não houve estudos clínicos para determinar se FORTÉO COLTER PEN é secretado no leite materno.  Este medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas ou amamentando sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Alguns pacientes podem sentir tontura após a administração de FORTÉO COLTER PEN. Caso o paciente sinta este sintoma, ele não deve dirigir ou operar máquinas até que se sinta melhor.

Exames laboratoriais: 
FORTÉO COLTER PEN pode induzir aumentos pequenos e transitórios nas concentrações de cálcio no sangue. Caso você precise realizar um exame de sangue para avaliar as concentrações de cálcio sérico, deverá realizá-lo 16 horas após a administração da sua dose de FORTÉO COLTER PEN para que o medicamento não interfira nos resultados do exame. FORTÉO COLTER PEN também pode provocar pequenos aumentos na excreção de cálcio na urina. Caso necessite realizar exame de urina, informe seu médico sobre o uso de FORTÉO, ele pode causar pequenos aumentos nas concentrações de ácido úrico no sangue (hiperuricemia). Entretanto, a hiperuricemia não resultou em um aumento de gota, urolitíase ou artralgia.

Interações medicamentosas
Não foram identificadas interações medicamentosas clinicamente significantes entre FORTÉO COLTER PEN e os seguintes medicamentos: hidroclorotiazida, furosemida, digoxina, atenolol e preparações de liberação prolongada de diltiazem, nifedipina, felodipina e nisoldipina.  Por isso, relate sempre ao seu médico se estiver fazendo uso de algum medicamento contendo  alguma dessas substâncias.  A coadministração de FORTÉO COLTER PEN com EVISTA® não alterou os efeitos do FORTÉO COLTER PEN em relação à concentração de cálcio na urina e no sangue, nem os eventos adversos. FORTÉO COLTER PEN pode ser administrado com alimento.  Não foram conduzidos estudos para avaliar a interação de FORTÉO COLTER PEN com ervas medicinais, álcool, nicotina e exames não laboratoriais. Informe ao médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO? 
FORTÉO deve ser mantido sob refrigeração (2 a 8 ºC). Durante o período de uso, o tempo de exposição à temperatura ambiente deve ser o menor possível e a dose deve ser administrada imediatamente após a retirada de FORTÉO COLTER PEN do refrigerador. Não congelar. Não usar o FORTÉO se tiver sido congelado. O prazo de validade do produto é de 24 meses quando mantido sob refrigeração antes do primeiro uso. Após a primeira injeção, o prazo de validade do produto é de 28 dias. Após esse período a caneta deve ser descartada mesmo se ainda contiver produto.  FORTÉO é um líquido límpido e incolor. Não use se aparecerem partículas ou se a solução estiver turva ou colorida. Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original. Após aberto, válido por 28 dias. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se pode utilizá-lo.  Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance de crianças. 

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO? 
Modo de uso: Administre FORTÉO COLTER PEN em injeção subcutânea (abaixo da pele), na coxa ou abdômen (área abaixo do estômago), uma vez ao dia pelo período que o seu médico prescrever. O uso de FORTÉO COLTER PEN por mais de 24 meses não é recomendado. A dose recomendada é de 20 mcg uma vez ao dia. Não estão disponíveis informações sobre a eficácia e segurança da injeção intravenosa ou intramuscular de FORTÉO. Uso da caneta: Siga corretamente as instruções de uso da caneta presentes no “Manual do Usuário” que acompanha o produto, consultando-o toda vez que a prescrição for renovada. É importante que o paciente e as pessoas que farão a administração de FORTÉO recebam orientação adequada sobre as instruções de uso da caneta. Portanto, é importante ler, entender e seguir as instruções de uso da caneta. Falhas podem resultar em dose incorreta. Alguns pacientes sentem tontura ou têm taquicardia após as primeiras doses. Para as primeiras doses, injete FORTÉO COLTER PEN onde você possa sentar ou deitar se sentir tontura. 
Nunca compartilhe a caneta FORTÉO COLTER PEN. Injete FORTÉO COLTER PEN rapidamente após retirar a caneta do refrigerador. Coloque a tampa da caneta e coloque-a de volta no refrigerador logo após o uso (Veja o “Manual do Usuário”). Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. 

O QUE EU DEVO FAZER SE EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO? 
Se você esquecer ou não puder aplicar FORTÉO COLTER PEN na hora usual, injete-o tão logo seja possível naquele dia. Não tome mais de uma injeção no mesmo dia. Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião dentista.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR? 
Eventos adversos relatados durante estudos clínicos
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): espasmos musculares (câimbras) nas pernas, enjoo (náusea) e aumentos nas concentrações de  ácido úrico no sangue (hiperuricemia). 
Eventos adversos espontâneos
Desde a introdução de FORTÉO  no mercado, os eventos adversos incluíram: 
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): espasmos musculares (câimbras) graves na região dorso-lombar.
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): eventos alérgicos possíveis logo após a injeção, dispneia aguda (dificuldade para respirar),  edema oro-facial (inchaço na boca e no rosto), urticária (coceira) generalizada, dor no peito e 
hipercalcemia. 
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): espasmos musculares (câimbras), tanto nas pernas como na região dorso-lombar. 
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações  indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento. 

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A  INDICADA DESTE MEDICAMENTO? 
Não foram relatados incidentes de superdose durante os estudos clínicos. Os efeitos de superdose que podem ser esperados incluem um atraso no efeito calcêmico e risco de hipotensão ortostática. Náusea, vômito, tontura e dor de cabeça também podem ocorrer. Em relatos espontâneos pós-comercialização do produto, há casos em que o paciente administrou todo o conteúdo da caneta (800 mcg) de uma só vez. Nestes casos, as reações mais comuns são náusea, letargia, fraqueza e hipotensão (diminuição da pressão arterial). Em alguns casos, porém, nenhum evento adverso ocorreu como resultado da superdose. Não há fatalidades relatadas pelo uso de uma quantidade exagerada de FORTÉO. Não há um antídoto específico para a teriparatida. Para tratar a superdose deve-se descontinuar o uso de FORTÉO COLTER PEN e monitorar os valores de cálcio no sangue. Se suspeitar de superdose, interromper o tratamento e procurar o médico. Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Artigo baseado na Bula original do Forteo - Eli Lilly


Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Atulaizado em 18/09/2013

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