Sindrome dos Pés Finos

Andar descalço é o melhor ?

A sola do pé se torna grossa quando andamos descalços. A pele fica grossa porém preserva a sensibilidade. Andar descalço evita que nossos pés fiquem com a pele fina e senvível a quarquer irregularidade do solo. Esse aumento de sensibilidade do pé com a sola fina pode provocar dor expontânea ao ficarmos em pé. Temos que tomar cuidado com o ciclo viciosos: usamos sapatos para evitar dor ao pisar descalço no chão, os pés ficam finos e passam a doer ainda mais. A medida que a doença progride precisamos usar sapatos cada vez mais macios e pisar descalço no chão pode se tornar impossível. Nesse estágio a sola do pé fica igual a sola do pé de um bebê. Nesse estágio estamos diante da Sindrome dos Pés Finos

Início do uso de calçados.

Evidências sugerem que iniciamos o uso sapatos para proteção de imperfeiçoes do solo e do frio, isso ocorreu à cerca de 40.000 anos atrás. Sendo que o uso de sapatos se popularizou somente apos a revolução industrial, 

O tamanho do sapato.

Por volta do século XIII, o Rei Eduardo I da Inglaterra padronizou as medidas dos pés, estipulando a diferença de uma polegada para cada tamanho de pé e consequentemente, para cada fôrma. Cada polegada equivalia a três grãos secos de cevada, sendo assim o pé de uma criança que media 12 grãos, tornou-se o número 12.

O uso do sapato determinava o preço do transporte.

No Rio de Janeiro o bonde "caradura", depois chamado de "taioba", foi criado em 1884 com a finalidade de transportar qualquer tipo de bagagem, passageiros de origem humilde e descalços, esses não usavam o bonde comum. O preço da passagem era a metade - um tostão (cem réis) 

Preserse seus calos !

Como preservar a sensibilidade tátil da sola dos pés e evitar dores ? 

Holowka et al. relatam que os que a pele grossa que surge na região plantar aos andarmos descalços faz exatamente isso. Os autores chegaram a essa conclusão estudando a espessura da sola do pés, a dureza dos calos e a sensibilidade do pé em indivíduo nos Estados Unidos que geralmente usam sapatos e no Quênia onde andam descalços. Holowka e seus colegas mediram a espessura da sola dos pés usando ultra-som. Eles relatam que as pessoas que normalmente andavam descalças tinham a sola do pés 30% mais grossos do que aquelas pessoas que normalmente usavam sapatos. 

Os autores quantificaram as propriedades mecânicas das solas dos pés usando um dispositivo chamado Durômetro de Shore. Esta instrumento descoberto por Shore em 1920 é comumente usada na indústria de calçados e mede a resistência do pé a um recuo causado pelo aparelho. Os resultados dos autores mostram que em comparação com a pele dos pés das pessoas que normalmente usavam sapatos, a pele dos indivíduos descalços era aproximadamente 30% mais dura. 
Esta pele mais espessa e dura protege os pés exatamento como a sola de um sapato.
Nossos pés são notavelmente sensíveis, permitindo sensações agradáveis, como a sensação de andar descalço na praia, mas também a experiência de dor ao pisar em uma pedra. Essa sensibilidade é útil porque os nervos do nosso corpo usam essas informações para ajustar a postura e a marcha, de maneira semelhante à como nossos dedos sensíveis nos permitem manipular objetos com precisão. Como parte do sistema que ajuda esta sensibilidade tátil, uma variedade de mecanorreceptores em nossa pele detecta estímulos mecânicos como a pressão. Se esses receptores não funcionam normalmente as pessoas podem ter problemas com seu equilíbrio ou na marcha


Usando um dispositivo chamado excitador de vibração, Holowka e seus colegas avaliaram a sensibilidade de dois tipos de mecanorreceptores, conhecidos como corpúsculos de Meissner e Pacini, nesses voluntários. Esses mecanorreceptores respondem a estímulos de pressão de alta frequência (a 5–50 e 100–300 hertz, respectivamente) que ocorrem durante a caminhada e a corrida, especialmente quando o pé atinge o solo. A descoberta chave de Holowka e seus colegas é provavelmente inesperada, dado que se poderia prever que uma camada espessa de pele seria uma barreira à transmissão de estímulos: a sensibilidade dos mecanorreceptores é a mesma em pessoas com os pés com sola grossa em comparação com pessoas que usualmente usam sapatos.
Andar descalço é uma condição biologica normal, e as pessoas que costumam andar descalças experimentam poucos problemas nos pés. 
Holowka e seus colegas argumentam que mesmo com a sola do pe grossa preservamos a sensibilidade e isso permite que estímulos mecânicos do solo sejam transmitidos as camadas profundas da pele onde os principais mecanorreceptores estão localizados. 
Sapatos de sola rigida tem essa função de melhor transmitir as vibrações melhorndo o equilíbrio e diminuindo as dores nos pés em longas caminhadas. Passar parte do dia descalço e usar sapatos de sola rígida pode reduzir o risco de pessoas idosas caírem.

Mais Informações:

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologista e Médico do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Atualizado em 21/07/2019

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MARCOS BRITTO DA SILVA
Brazil
- Médico Ortopedista Especialista em Traumatologia e Medicina Esportiva - Chefe do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Pró-Cardíaco, - Professor Convidado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, - Membro Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte | SBMEE, Médico do HUCFF-UFRJ, - International Affiliate Member of the AAOS - American Academy of Orthopaedic Surgeons - Membro da Câmara Técnica de Ortopedia e Traumatologia do CREMERJ, - Especialista em Cirurgia do Membro Superior pela Clinique Juvenet - Paris, - Professor da pós Graduação em Medicina do Instituto Carlos Chagas, - Professor Coordenador da Liga de Ortopedia e Medicina Esportiva dos alunos de Medicina da UFRJ, - Membro Titular da SBOT - ( Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia), - Membro Titular da SBTO - ( Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico), - Mestre em Medicina pela Faculdade de Medicina da UFRJ - Internacional Member AO ALUMNI Association, - Internacional Member: The Fédération Internationale de Médecine du Sport,(FIMS)/International Federation of Sports Medicine (http://www.fims.org),