Dr. Marcos Britto da Silva - Ortopedia, Traumatologia e Medicina Esportiva: Fraturas de Estresse Diagnóstico e Prevenção

Fraturas de Estresse Diagnóstico e Prevenção

Introdução

     A fratura por estresse é a lesão causada por sobrecarga mecânica comumente vista em atletas e recrutas militares. É também conhecida como fratura oculta, pois na maioria dos casos ela não aparece no exame de Raio x simples. A patogênese da fratura de estresse é multifatorial e envolve tensões submáximas repetidas sobre o osso; esse mecanismo cíclico é conhecido como fator extrínseco. Porém, a fratura de estresse também pode ser precipitada por fatores biológicos metabólicos e nutricionais conhecidos como fatores intrínsecos. A apresentação clássica da fratura de estresse é a seguinte: um paciente com dor de início insidioso. Essa dor está relacionada ao aumento abrupto na duração ou da intensidade do exercício nas das atividades físicas.


     O diagnóstico é clínico e a confirmação é feita através de exames de imagem tais como radiografia simples, cintilografia óssea, tomografia computadorizada e a ressonância magnética. A maioria das fraturas por estresse são simples e podem ser tratadas pelo repouso e restrição da atividade que levou ao surgimento da fratura. Um subconjunto de fraturas por estresse podem apresentar um risco elevado de progressão para fratura completa, retardo de consolidação ou pseudartrose (não consolidação de uma fratura).Essas fraturas com risco elevado para complicações podem requerer um tratamento mais vigoroso, inclusive cirúrgico. Alguns locais apresentam mais frequentemente essas complicações, podemos destacar o colo do fêmur no lado de tensão (superior) , a patela, o córtex anterior da tíbia, o maléolo medial, o tálus, o navicular do tarso, o quinto metatarso e os sesamóides do hálux. 
     Embora seja relatado uma incidência < que 1% de fraturas por estresse na população em geral, a incidência em atletas corredores pode ser tão alta quanto 20%. Em uma revisão de 320 atletas com fratura de estresse a tíbia foi o osso mais envolvido, representando 49,1% dos casos, seguido dos ossos do tarso, em 25,3%, e dos metatarsos, em 8,8%. Fraturas por estresse bilateral ocorreram em 16,6% dos casos.
A fratura de estresse é mais frequente nos jovens, porém, com o aumento da ênfase nas caminhadas para as pessoas idosas, a fraturas de estresse não deve ser esquecidas nesta população.
     A fratura de estresse foi descrita em quase todos os ossos, porém, é mais comum nos ossos que suportam o peso corporal. Cada esporte apresenta locais anatômicos específicos para a fratura de estresse, o úmero é afetado em esportes de arremesso, as costelas no golfe e no remo, a coluna vertebral na ginástica de solo, as extremidades inferiores em corredores e o pé nas longas caminhadas. ( fig. 1) Na tibia, o local da fratura está relacionado em alguns casos ao tipo de esporte.
     Nos corredores de longa distância, são encontradas fraturas preferencialmente na transição do terço médio/distal. (Fig. 2) Nos esportes de saltos (basquete, voleibol, atletismo), encontramos fraturas no terço proximal (Fig. 3) e nos bailarinos, são mais frequentes as fraturas no terço médio da tíbia e também no pé (Fig. 4). Na fíbula, as fraturas de estresse são frequentemente descritas no terço distal, porém na brigada paraquedista foram relatadas fraturas no terço proximal.

Patogênese

     A etiologia da fratura por estresse é multifatorial. A taxa de ocorrência depende da composição do osso, do suprimento vascular local, do volume do envelope muscular, de fatores sistêmicos e do tipo de atividade atlética. Do ponto de vista biomecânico, a fratura por estresse pode ser o resultado de fadiga muscular, o que leva à transmissão de forças excessivas para o osso subjacente. (Fig. 5) Os músculos podem também contribuir para as lesões por estresse ao concentrar as forças em uma determinada área do osso, causando assim lesões mecânicas ao exceder a capacidade de suporte da tensão. Além dos fatores mecânicos extrínsecos (trauma repetido, tração muscular, etc), fatores sistêmicos, tais como desequilíbrios hormonais, deficiências nutricionais, privação do sono, anormalidades do colágeno e doenças metabólicas ósseas, podem contribuir para o desenvolvimento de fraturas por estresse.
     A fratura por estresse é o resultado da aplicação de um estresse cíclico com carga submáxima repetida até que o micro trabeculado ósseo começa a falhar. Um aumento abrupto na duração, na intensidade ou na freqüência de atividade física, sem períodos adequados de descanso, está sempre presente na história clínica. (fig. 2)
     Em mulheres sedentárias, após a quarta década, é comum surgir a dor no pé após uma viagem com uma história de que caminhou muito durante vários dias. ( fig. 1 )
     A aplicação de uma carga hiperfisiologica, produz microfraturas, essas microfraturas podem coaleger e se transformar em pequenas trincas ou fissuras. ( fig. 6) Havendo a continuação da atividade física na mesma intensidade, fissuras e trincas podem propagarse e coalescer em fraturas completas. Outra teoria relaciona a fratura de estresse aos osteoclastos: a atividade física de alta intensidade levaria a um aumento na atividade dos osteoclastos com reabsorção óssea num ponto de maior concentração de força e consequente fratura por estresse. A incidência de fraturas por estresse em mulheres é alta, portanto é especialmente importante investigar os fatores intrínsecos em atletas do sexo feminino.
     O termo tríade do atleta Feminino refere-se à combinação de um transtorno alimentar, amenorréia, e osteoporose. Mulheres participantes de esporte de alto nível, como patinação, ginástica e crosscountry são particularmente propensas a esta tríade. Em um esforço para minimizar a gordura corporal e manter alta performance atlética, muitas mulheres jovens desenvolvem distúrbios alimentares durante a puberdade. Amenorréia e oligomenorréia são achados comuns em corredores do sexo feminino de longas distâncias, com relatos de irregularidades menstruais em algumas séries em 50% dos casos. A deficiência de estrogenio leva à diminuição da densidade mineral óssea e ao aumento no risco de fratura por estresse.
     Atletas de corrida de endurance do sexo masculino são também predispostos a fraturas por estresse devido a baixa da testosterona, os níveis hormonais podem diminuir até 25% dos níveis fisiológicos com dois dias de treinamento vigoroso. A Testosterona inibe a interleucina-6, uma citocina responsável pelo reforço no desenvolvimento do osteoclastos. Por isso, baixos níveis de testosterona em atletas de resistência resultam
no aumento da produção dos osteoclastos e consequente a reabsorção óssea nas áreas de estresse mecânico.

Avaliação Clínica

     O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações e um atraso no retorno às competições. Como já afirmado inicialmente, a fratura de Estresse apresenta um início insidioso de dor durante um período de dias a semanas. Os sintomas são agravados pela atividade e aliviados com o repouso. A avaliação inicial deve incluir uma revisão dos exercícios e do programa de treinamento, qualquer alteração recente no tipo ou no nível de atividade deve ser anotado. A saúde geral do paciente, medicamentos, dieta, ocupação e atividades relacionadas devem também ser avaliados, bem como o ciclo menstrual em mulheres.
      A dor óssea é o achado mais importante no exame físico. Em áreas profundas de difícil palpação, como o colo do fêmur, a dor pode ser provocada com rotação do membro e manobras de adução e abdução. A fratura por estresse em ossos subcutâneos podem apresentar edema local e espessamento periosteal palpáveis. A avaliação da biomecânica do membro é essencial para identificar fatores de risco tais como o desequilíbrio muscular, discrepância no comprimento do membro, pronação subtalar excessiva e pé plano. O diagnóstico diferencial para a fratura por estresse inclui a reação de estresse, que é uma etapa pré fratura bem visualizada nos exames de ressonância magnética. Na reação de estresse o osso está enfraquecido, porém, ainda não está fisicamente quebrado.
     Outros processos patológicos que fazem diagnóstico diferencial com a fratura de estresse incluem: periostite, infecções, lesões ósseas por avulsão, estiramento muscular, bursites, neoplasia, síndrome compartimental e compressões nervosas. Na pelve e fêmur, o diagnóstico muitas vezes é tardio, pois a lesão é confundida com outras condições benignas, como estiramento muscular ou bursite.

Diagnóstico por Imagem.

     O diagnóstico de suspeição é feito com base na história clínica e no exame físico, porém os exames de imagem são úteis para confirmar esse diagnóstico e também para o estadiamento da lesão. Radiografias simples geralmente são normais nos primeiras 2 a 3 semanas após o início dos sintomas e podem não revelar o traço de fratura por vários meses. Reação periosteal, radiolucencia cortical, ou mesmo uma linha de fratura pode ser visto nos exames posteriores. A Ressonancia e a cintilografia óssea tradicionalmente são métodos sensíveis para confirmar casos suspeitos de fraturas de estresse. Nos estágios iniciais de uma fratura por estresse, antes da visualização em radiografias simples, a cintilografia óssea e a ressonância são altamente sensíveis para detectar lesões por estresse.
     Nos casos agudos de fraturas por estresse observamos na cintilografia, áreas de aumento linear da fixação do radiotraçador Tecnécio 99 em todas as três fases. Ferimentos nas partes moles são caracterizadas pelo aumento da captação apenas nas duas primeiras fases, não havendo captação na fase tardia. Na ressonância, observamos áreas de edema intraósseo e em casos mais avançados o traço de fratura pode ser visualizado. Figura 4 Com a cura da fratura de estresse, ocorre a normalização da primeira fase da cintilografia, chamada fase angiográfica (fase I). A intensidade da atividade em imagens tardias (Fase III) diminui com 3-18 meses com a remodelação óssea, bem depois da resolução clínica dos sintomas. Portanto, a cintilografia não deve ser usada como parâmetro único para monitorar a cicatrização e ditar o regresso aos treinos e competições.
     A cintilografia óssea com Tecnécio é altamente sensível para detectar as fraturas de estresse, mas carece de especificidade. A cintilografia óssea é muito sensível na avaliação lesões suspeitas na coluna vertebral e pelve, identificando múltiplas fraturas e também distinguindo um osso bipartido de fratura por estresse. Na ressonância observamos áreas de contusão óssea com edema intraósseo. (Fig. 1 a 6) Nos dias de hoje temos preferido a ressonância magnética para avaliar as lesões por estresse, por ser um exame menos invasivo e não usar radioisótopos, porém a cintilografia ainda é usada em algumas situações.

Tratamento

     Atletas que sofrem de dores crónicas e achados normais na radiografia simples devem ser investigados com cintilografia óssea ou ressonância magnética. Fraturas positivas na cintilografia (com captação) ou na ressonância magnética ( áreas de edema ósseo) porém com Radiografia simples negativa devem ser tratados com um período de descanso. Nas fraturas de estresse em locais com baixo potencial de complicação assim que o paciente puder realizar atividades de baixo impacto por maiores períodos sem dor, iniciamos os exercícios de maior impacto lentamente. Se a fratura por estresse torna-se evidente em radiografias simples o tratamento deve ser individualizado.
     A fratura por estresse de alto risco pode ser tratada como fratura aguda. Por exemplo, quando o diagnóstico é retardado, o tratamento não operatório tem piores resultados devido ao elevado índice de complicação. Na fratura de estresse simples diminuimos o rítmo dos treinos e após algumas semanas o atleta aumenta gradualmente a quilometragem da corrida e volta progressivamente às atividades esportivas específicas, com monitoramento clínico da dor pelo médico do esporte ou ortopedista.
     Para a maioria das fraturas de estresse de alto risco da perna e do pé, um protocolo conservador agressivo constituído por suspensão da carga e imobilização é recomendado, especialmente se o diagnóstico é feito logo após o início dos sintomas. Existem exceções a essa regra, como por exemplo a fratura por estresse no lado de tensão do colo do fêmur, que requer a fixação interna para evitar a progressão da fratura, que pode ter uma complicação devastadora.
     No atleta de alta performance, cuja subsistência depende do regresso antecipado à competição ou o atleta que necessita de um retorno precoce à atividade, a intervenção cirúrgica pode ser indicada. Por fim, a fratura por estresse com imagens de esclerose intramedular ou lesões císticas, podem necessitar de intervenção cirúrgica.

Prevenção

     A fratura por estresse é melhor tratada com prevenção. Erros de treinamento, com um aumento excessivo da intensidade e frequência nos treinos são a causa mais comum para a ocorrência da patologia e devem ser desencorajados. Pacientes que não estão habituados a andar longas distâncias devem ser orientados a usar calçados confortáveis. Além disso, os pacientes devem ser orientados a levar um par de ténis em suas viagens onde terão de caminhar por longos períodos.
     Novas atividades, como corridas em aclives e numa superfície dura, podem contribuir para o surgimento da fratura. O tipo e a condição do tênis (calçado) deve ser avaliado. Os corredores devem trocar de tênis a cada 500 km. Para os militares, a melhoria das botas, com o uso de palmilhas viscoelásticas, podemajudar a reduzir a incidência de fratura por estresse de baixo impacto (fratura da marcha).
    Os Atletas, treinadores, o pessoal militar e os pais devem ser educados sobre os efeitos deletérios do excesso de treinamento e da importância de dias de descanso periódico. Além disso, atletas e seus treinadores precisam ser alertados para os efeitos adversos dos distúrbios alimentares e também das alterações hormonais.



Outros artigos:

  1. Leia mais sobre fraturas ocultas
  2. Patogênese das Fraturas por estresse

Atualizado em 03/08/2016
Dr Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Médico do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

35 comentários:

  1. Bom dia,
    Excelente o material disponibilizado. Usa termos simples de fácil entendimento.
    Não tenho a pretensão de fazer uma consulta por internet, mas gostaria que me esclarecesse uma dúvida.
    Na cintilografia óssea,quando ocorre hipercaptação em determinada articulação significa que o problema é no osso ou pode ser também em partes moles?
    Fiz uma e o resultado foi:Processo degenerativo ou inflamatório osteoarticular no ombro direito.
    Sinto dores insuportáveis no ombro que irradia tanto para cima(pescoço, ouvido, nuca) e para baixo (braço,mão, dedos).
    Como quem me pediu foi um reumatologista, mostrei o exame e ele disse que estava normal. Mas, e as dores?
    Gostaria da sua orientação.
    Rosangela - Ubá MG - email para resposta (rosangelacabreu@gmail.com).

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  2. Olá!!! Gostaria apenas de uma informação... Fraturei o 5º metatarso do pé esquerdo, e foi considerado uma fratura leve, estou com gesso com sola rígida e já estou com 4 semanas com o pé imobilizado e ficarei mais duas semanas, por acaso vai precisar de mais tempo para consolidar o osso?
    Juliano Mazzolini
    julianomazzolini@gmail.com

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  3. Olá!!! Gostaria apenas de uma informação... Fraturei o 5º metatarso do pé esquerdo, e foi considerado uma fratura leve, estou com gesso com sola rígida e já estou com 4 semanas com o pé imobilizado e ficarei mais duas semanas, por acaso vai precisar de mais tempo para consolidar o osso?
    Juliano Mazzolini
    julianomazzolini@gmail.com

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  4. tenho um desgaste de cartilagem , pois dói ate para caminhar . estou tomando artoglico sache sulfato de glicosamina

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  5. fui no ortopedista ela me examinou e disse q eu tinha condromalacia ,fiz um raio x q deu normal .O q tenho ?
    pois o medico do trabalho me afastou pois tenho muita dor ao subir e descer escadas sou vendedora e o estoque fica no segundo andar .O q faço ? por favor me mande resposta .

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  6. A condromalacia é um problema na cartilagem da rotula e não aparece no RX convencional. Pode ser feito o exame clínico e a ressonancia pode ajudar em alguns casos.

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  7. Estou com edema ósseo no talus do pé esquerdo. Pratico mountainbike 3 vezes por semana. Fiz um raio x que foi visto como normal na rm apareceram várias lesões. Já faz 30 dias que estou com dores no tornozelo e não melhora. Já um injeção IM de Diprospan, 30 comprimidos de Flancox. A dor tem diminuído mas muito devagar. Tenho o cd com as imagens da RM. Seria possível um compartilhamento dessas imagens para um paracer?
    Como meu ácido úrico estava em 7,1 o primeiro diagnóstico foi de gota. Pode a gota acarretar esse edama ósseo?
    Gostaria de enviar o laudo da RM
    Antecipadamente agradeço.
    Kelvin
    kelvin2n@yahoo.com

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    1. Caro Kelvin, ainda não realizamos consultas pela internet, quando a legislação permitir serei um dos primeiros e poderei ajudar mais pessoas em situações como a sua.

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  8. Olá!!! Gostaria de uma informação... Fraturei o 2º metatarso do pé esquerdo, e foi considerado uma fratura por stress.O médico me orientou a ficar de tênis,disse que não precisava colocar gesso,com o tempo a fratura sicatrizará ,só que acontece que já estou usando tênis a 5 meses.Gostaria da sua opinião
    Obrigada.
    Jeanne
    jeanneanp@gmail.com

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    1. Para emitir minha opinião médica precisaria examiná-la.

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  9. DR. Boa tarde! Gostaria apenas de tirar uma dúvida.
    Minha filha levou um tombo de um ônibus,e torceu o tornozelo esquerdo...fez uma tomografia com multi slice e o laudo deu o TÊNUA IRREGULARIDADE DA CORTICAL NA PORÇÃO ÂNTERO-SUPERIOR DE TÁLUS.
    Isso é grave? ela esta 30 dias sem pisar.

    agradeço sua atenção.

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    1. O laudo sugere fratura sem desvio, você deve mostrar as imagens a um ortopedista para que ele possa orientar em relação a qual tratamento instituir de acordo com a localização e a extensão do traço na cortical óssea.

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  10. Olá Dr Marcos Britto! Minha mãe esta com suposta fissura por estresse nos dois fêmur. Estou há dias pesquisando na internet sobre esse tipo de lesão pois os medicos que ela anda consultando dizem que isso é muito raro e alguns ate questionaram o diagnóstico. É uma situação bem complicada pois ninguem parece saber o que fazer com o caso. Gostaria de saber sua opinião. Há 3 meses ela vem refazendo cintilografia ossea para acompanhar o caso porém em todas o laudo diz que não há evolução. Desde já agradeço.

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    1. Podemos fazer uma investigação detalhada, essas fraturas, quando bilaterais, realmente são raras, podemos avaliar angulações aumentadas, defeitos nutricionais, hormonais, doenças sistêmicas, doenças congênitas com manifestação tardia, uso continuado prolongado de antiabsortivos ósseos, etc.

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  11. Boa noite, Dr. Marcos Britto!
    Tenho 27 anos e estou desde o dia 26 de Outubro com um edema na região dorsal do antepé direito. Procurei diversos especialistas desde o dia 27/10 e até hoje não tenho um diagnóstico concreto. De início fiz um Raio X, que não apresentou nenhuma fratura. O médico orientou que eu fizesse um dopler, que realizei e o resultado foi normal. Daí o angiologista que procurei me orientou a procurar um reumatologista. Suspeitando de um Neuroma de Morton, realizei uma ressonância magnética, que somente identificou diversos processos inflamatórios (sinovite no hálux, artrite e inflamação na região metatarsiana). Daí procurei um ortopedista, que me pediu para alterar o calçado e usar meia de compressão, que não foram suficientes para melhorar o edema. Na verdade o meu pé só desinchava quando eu ficava deitada, com os pés para cima. Ao andar o pé inchava novamente. No início do inchaço, eu sentia dor ao pisar e principalmente se os meus dedos fossem apertados (comprimidos) lateralmente. Ao utilizar sapatos que juntavam os dedos, eu mancava. Após ter usado antinflamatório, a dor sessou, mas como ainda tinha edema, comecei a fazer sessões de fisioterapia e drenagem linfática. O angiologista que procurei me solicitou uma linfocintilografia, que deu como resultado estrutura linfática preservada, mas com linfedema no pé direito. Os dois ortopedistas que procurei especialistas em pé tem certeza que eu tenho um problema ortopédico, alguma microfratura na região dos 2o. e 3o. metatarsos. Mas hoje retirei o resultado da tomografia que realizei na quinta-feira passada e não mostra nada de fratura. Do dia 25/12 até 10/1 fiquei de muletas, sem pisar o pé com edema, mas ao voltar ao ortopedista que tinha me aconselhado isso, ele achou que a melhora ainda não estava como ele gostaria. Realmente o inchaço diminuiu, mas o pé ainda tinha um discreto edema e no exame clínico ainda senti um pouco de dor, ao pressionar essa região metatarsiana. Então ele sugeriu que eu engessasse o pé, para acelerar a melhora. Sei que sem ver os exames é difícil analisar o meu caso, mas seria possível eu ter esta microfratura e ela não ser visível em nenhum exame realizado? É muito tempo de angústia sem saber o que tenho no pé. Sei que após suspender a carga sobre o pé o edema regrediu. Mas como o problema está assim desde o final de outubro, tenho receio de que eu tenha um problema mais sério, que não tenham conseguido identificar. Será que você pode me dar alguma opinião?
    Meu email é pattysarmento@gmail.com
    Obrigada!
    Patrícia Sarmento.

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    Respostas
    1. Para poder ajudá-la precisaria examiná-la.

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    2. Inezita, boa noite
      Para ser atendida no HUCFF você precisa de uma encaminhamento, todos os paciente com problemas terciários são atendidos com encaminhamento de qualquer unidade pública, para problemas primários o Hospital é referencia para a área programática AP3.1 Ilha do Governador e Bonsucesso.

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  12. Dr. boa tarde.
    Tenho 27 anos e fui diagnosticado com edema no terço proximal da tibia medial.
    Meu histórico foi o seguinte: há 2 anos atrás comecei a caminhar e correr. Nao possuia condicionamento nem treinamento para fortalecer os musculos da perna. Exercia as atividade aproximadamente 4 vezes por semana. Em 2 meses consegui aumentar a intensidade do exercício e após 30minutos correndo comecei a sentir uma dor na regiao traseira de meu joelho esquerdo. Parei com a atividade de corrida pois a dor persistia.

    Após cerca de 6 meses tentei retomar a atividade de caminhada/corrida, mas após 10min de corrida a dor voltava. Fiquei aproximadamente 1 ano sem fazer atividades de alta intensidade com as pernas como corrida e musculacao pesada.

    Nos últimos 4 meses tenho feito musculacao e caminhada, porem voltei a ter a dor no mesmo local, o que me levou a fazer a ressonancia magnética e ser diagnosticado conforme dito acima.

    Um Ortopedista me indicou ficar 8 meses afastado de quaisquer atividade que force a área como musculacao, caminhada, bicicleta, etc, e após este periodo iniciar uma fisioterapia para fortalecer a área.
    Atualmente eu consigo correr aproximadamente 10 minutos sem que a dor apareça.

    O Edema ósseo é demorado assim para desaparecer? Há alguma forma de acelerar a recuperaçao como exercicios específicos?

    Obrigado,
    Fernando Bordini
    email: fernando.bordini@outlook.com

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  13. Dr. Britto parabéns pelo seu Blog.



    Advogado

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  14. Dr Marcos, bom dia!
    Preciso muito de sua ajuda. Minha filha estuda na Florida, U.S.A é em maio deste ano foi diagnostica com uma fratura por stress. O medico daqui a colocou com um sapato ortopédico e pasme mandou que ela caminhasse ou seja em hipótese alguma permanecesse em repouso. para resumir a coisa nunca ficou boa, as dores continuavam e mancava cada vez mais. Peguei um vôo em inicio de setembro e fim para cá o plano dela pagou uma clinica especializada onde fizeram Raio X e ressonância e não houve diagnóstico de fratura , ao menos não viam mais nada ( passados 3 meses) mas deram diagnóstico de bursite no quarto metatarso pé direito. Fez infiltrações e fisioterapia por dois meses e ontem o ortopedista disse não ter mais nada a fazer por ela e sem nenhum pudor me indicou levar ela a um cirurgião daqui pois ele não sabe mais o que fazer no caso dela. Eu que já queria fazer isso, posto que, conheço bem a fragilidade deste sistema de saúde americano...fiquei mais tranqüila. Entretanto a ida dela ao Brasil acarretará a perda do semestre. Minha pergunta ao senhor é se existe a possibilidade dela ainda ter uma fratura por stress neste metatarso desde maio/2014? O exame de MRI não teria mostrado nada?Pode este quadro ainda evoluir para uma cirurgia? Meu medo é obrigar minha filha a ir ao Brasil (pq ela não quer perder o semestre dela) e chegar aí receber um diagnóstico de que nada se pode fazer. E uma vez que a leve ao Brasil agora, a imigração só a deixa retornar em janeiro para o próximo semestre. pode me orientar em algo? Seu consultório ainda é em Botafogo? Moro próximo e consegui passagens para chegar ao Brasil na próxima quinta. Consigo uma consulta com o senhor ainda está semana? Estou com o. Raio X e MRI dela e vou levar. perdão a extensão do comentário.

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    1. Vindo ao Brasil posso ajudá-la. Antes de vir tente ao vez nos USA

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  15. olá doutor,tive uma avulsão óssea na
    cabeça do metatarso,isso significa uma fratura ou um deslocamento do osso

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  16. Boa noite Dr Marcos tenho uma fratura de stress já fiz fisioterapia mas não obtive melhorias, o Dr Ortopedista que me está a tratar aconselhou me as injeções viscosuplementação.. Gostaria de saber se me puder responder se é recomendado.. Obrigada

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    1. leia
      http://www.marcosbritto.com/2012/04/viscossuplementacao-artrose-joelho.html

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  17. Boa noite Dr, sou corredora de rua e ha 15 dias lesionei meu pé esquerdo. Ele está inchado e sinto dor quando piso. No raio x nao acusou nada e na ressonância o laudo foi o seguinte: alterações do 3o metatarso, podendo corresponder a resposta ao stress, sem fratura evidente ao método.
    Pelo que entendi, estou naquele estagio pré fratura, com o osso debilitado, enfraquecido, mas fisicamente ainda nao fraturado. Minha duvida é: isso ja pode ser considerado uma fratura por stress, e deve ter o mesmo tempo de repouso da corrida (6 a 8 semanas), ou este caso, pode ser feito um repouso menor? Obrigada desde já.

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    1. Pode ser necessário fazer o tratamento completo, para ajudá-la precisaria examinar e ver as imagens.

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  18. Sou fisioterapeuta, jogando Voley há 2 meses sofri entorse de tornozelo E. Rompeu parcialmente os ligamentos tíbio talares e fibulotalares, e uma fratura oculta cortical no colo do tálus. Estou usando desde então robofoot e fiquei usando muletas por 8 semanas. Repeti a ressonância e ainda apresenta um sinal da fratura. Já posso colocar o pé no chão e andar sem as muletas, e ainda devo ficar com a bota? Ou já poderia iniciar mha reabilitação do tornozelo?

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    Respostas
    1. O importante é avaliar o exame físico e observar a evolução das imagens, essa avaliação minuciosa feita pelo seu ortopedista vai determinar a conduta e os próximos passos.

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  19. Boa tarde, Dr. Marcos!

    Tive uma fratura incompleta por estresse no calcâneo há 5 meses. Fiquei 45 dias com o pé imobilizado, e três meses sem praticar corridas. Uma nova ressonância, feita há dois meses, constatou que a fratura havia sido consolidada, mas ainda havia um pouco de edema no local.
    Depois que foi constatada a consolidação da fratura meu ortopedista me liberou para voltar às corridas, então comecei a correr novamente aos poucos, e com uma frequência bem menor. Diminui consideravelmente a intensidade e a frequência das minhas corridas (eu corria 10 km todos os dias, e agora só corro uma vez por semana).
    No mês passado consegui correr 10 km pela primeira vez e me senti muito bem. Estou praticando minhas corridas apenas uma vez por semana. E estava me sentindo ótima, mas ontem, quando fui correr, meu calcanhar começou a doer após 2 km. Foi uma dor leve, na verdade um incômodo. Parei imediatamente. Já havia 10 dias que eu estava sem correr.
    O que pode estar acontecendo? Será que meu pé quebrou de novo? Ou é o edema que ainda não desapareceu por completo?

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    Respostas
    1. Para diferenciar essas duas hipóteses você deve retornar ao ortopedista

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  20. Qual é o tempo para consolidação da fratura no primeiro e no segundo metatarso.

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    Respostas
    1. Leia nesse blog sobre o tempo de consolidacão das fraturas. Publiquei também um video no meu canal do youtube sobre esse assunto

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