Como deve ser realizado o Tratamento Fisioterápico no tratamento não operatório da Fratura do terço proximal do Úmero ?

Protocolo para tratamento não operatório e reabilitação da fratura do 1/3 proximal do úmero

Princípios gerais:
1. Fratura Não desviada significa menos de 1 cm de deslocamento e menos de 45 ° de angulação
2. A cicatrização óssea ( colar o osso ) ocorre geralmente dentro de 6 a 8 semanas em adultos
3. Imobilização mais intensa nas primeiras 6 semanas.
4. Retornar a função normal e o movimento pode demorar de 3 a 4 meses

Objetivos da recuperação com o tratamento fisioterápico da fratura do ombro

1. Aumentar a ADM - Arco de Movimento -  enquanto protegemos o local da fratura para não provocar desvios.
2. Controle de dor e do inchaço
3. Realizar exercícios suaves de modo frequente para evitar a formação de aderências e limitação do arco de movimento.
  •  0 - 3 semanas repouso na tipoia
Liberado somente movimentos do Mão, punho, cotovelo
Use o tipoia em todos os momentos  inclusive para dormir
Controle radiológico ao final da terceira semana

Exercícios de Codman
  • 4-6 semanas iniciar exercícios  pendulares 
1. Use o tipoia em todos os momentos, exceto para exercitar.
2. Manter exercícios de Mão, Punho, Cotovelo
3. Aperto de mão
4. Inclinar o corpo e deixar o ombro fletir a 90 graus
5. Exercícios pendulares com o braço pendurado ( Codman )
1. Aplique compressas mornas 10 minutos antes do exercício

2. Iniciar exercícios de pêndulo (Codman) com círculos, depois flexo extensão e adução e abdução

Controle radiológico ao final da sexta semana
  • 7-8 semanas
Aumentar progressivamente o arco de movimento ( o pendulo fica cada vez mais amplo )
  • 9 -12 semanas
Iniciar exercícios ativos e ativos assistidos de maior amplitude do ombro objetivo - 140 graus de elevação no plano da escápula e rotação interna com a mão em L4 e rotação externa de 25 graus.
Controle radiológico no final da 12 semana
  • 13-16 semana.
Recuperação completa do arco de movimento com fortalecimento de todos os músculos da cintura escapula, recuperação do controle motor fino e propriocepção.

Todo esse processo deve idealmente ser supervisionada um fisioterapeuta experiente, com a troca de cada fase sendo avaliada pelo ortopedista, em algumas situações a consolidação pode ficar atrasada e as fases podem mudar de duração, em acordo com a avaliação radiológica. Esse é o protocolo que sigo nos meus pacientes, existem outro protocolos. Escolha um ortopedista e siga o protocolo dele. 


Comentários

  1. Doutor não fiz fisioterapia da minha tibia, ainda posso fazer? Ainda estar em tempo de fazer? Tá com 1 ano que se passou da fisioterapia e não fiz..

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MARCOS BRITTO DA SILVA
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- Médico Ortopedista Especialista em Traumatologia e Medicina Esportiva - Chefe do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Pró-Cardíaco, - Professor Convidado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, - Membro Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte | SBMEE, Médico do HUCFF-UFRJ, - International Affiliate Member of the AAOS - American Academy of Orthopaedic Surgeons - Membro da Câmara Técnica de Ortopedia e Traumatologia do CREMERJ, - Especialista em Cirurgia do Membro Superior pela Clinique Juvenet - Paris, - Professor da pós Graduação em Medicina do Instituto Carlos Chagas, - Professor Coordenador da Liga de Ortopedia e Medicina Esportiva dos alunos de Medicina da UFRJ, - Membro Titular da SBOT - ( Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia), - Membro Titular da SBTO - ( Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico), - Mestre em Medicina pela Faculdade de Medicina da UFRJ - Internacional Member AO ALUMNI Association, - Internacional Member: The Fédération Internationale de Médecine du Sport,(FIMS)/International Federation of Sports Medicine (http://www.fims.org),

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