Diabetes, Osteoporose e Sarcopenia

Pessoas com diabetes tem maior risco de desenvolver osteoporose ?

As pessoas com diabetes do tipo 1 ou tipo 2 (DM1, DM2) apresentam um risco de fratura significativamente maior do que pessoas sem diabetes.

Quais as causas das fraturas em pacientes diabéticos ?

Esse risco aumentado é atribuído a déficits específicos da doença na microarquitetura e propriedades do material do tecido ósseo. Portanto, efeitos independentes dos medicamentos para diabetes na integridade do esqueleto são de vital importância. 

Qual a relação o uso de medicamentos para tratar o diabetes e o risco de fraturas ?

Estudos de terapias baseadas em incretinas ( insulina, glucagon, amilina, GLP-1 (glucagon-like peptide-1) e GIP (glucose-dependent insulinotropic polypeptide) mostraram efeitos divergentes de diferentes agentes no risco de fratura, incluindo efeitos prejudiciais, benéficos e neutros. 

Acredita-se que a classe das sulfoniluréias ( são fármacos que promovem a liberação de insulina a partir das células beta do pâncreas), devido ao seu potencial hipoglicêmico, amplifique o risco de fraturas relacionadas à queda, particularmente em idosos. Outros agentes, como as biguanidas ( uma classe de fármacos utilizadas como hipoglicemiantes. As biguanidas, diferentemente das sulfoniluréias não afecam a liberação de insulina. A ação de redução nos níveis de glicose sanguíneo não depende das células beta pancreáticas.) , podem, de fato, ser osteoanabólicos. Em contraste, apesar das propriedades anabólicas da insulina semelhantes esperadas, os dados sugerem que a farmacoterapia com insulina em si, particularmente na Diabetes tipo 2, pode ser um fator de risco para fratura, negativamente associada com os determinantes da qualidade óssea e da resistência óssea. Finalmente, os inibidores do cotransportador de glicose dependentes de sódio 2 ( reduzem a reabsorção da glicose pelo rim, aumentando a excreção de glicose e reduzindo os níveis de açúcar no sangue ) têm sido associados a um aumento do risco de fraturas atípicas em populações selecionadas, 

Diabetes e perda de massa muscular

Atualmente, os dados sobre o impacto dos medicamentos para baixar a glicose na atrofia muscular relacionada ao diabetes são mais limitados, estudos pré-clínicos sugiram que vários agentes hipoglicemiantes podem ter efeitos agravantes (sulfoniluréias, glinidas) ou reparadores (tiazolidinedionas, biguanidas, incretinas) no músculo esquelético. Esses efeitos influenciariam a qualidade muscular e a grau de força muscular influencia a massa óssea. Assim, a eficácia terapêutica de cada agente hipoglicêmico também deve ser avaliada à luz de seu impacto, isolado ou em combinação, na saúde musculoesquelética, ao determinar uma abordagem de tratamento individualizada. 

Dr. Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologia e Medicina do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ
atualizado em 30/11/2018

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MARCOS BRITTO DA SILVA
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- Médico Ortopedista Especialista em Traumatologia e Medicina Esportiva - Chefe do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Pró-Cardíaco, - Professor Convidado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, - Membro Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte | SBMEE, Médico do HUCFF-UFRJ, - International Affiliate Member of the AAOS - American Academy of Orthopaedic Surgeons - Membro da Câmara Técnica de Ortopedia e Traumatologia do CREMERJ, - Especialista em Cirurgia do Membro Superior pela Clinique Juvenet - Paris, - Professor da pós Graduação em Medicina do Instituto Carlos Chagas, - Professor Coordenador da Liga de Ortopedia e Medicina Esportiva dos alunos de Medicina da UFRJ, - Membro Titular da SBOT - ( Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia), - Membro Titular da SBTO - ( Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico), - Mestre em Medicina pela Faculdade de Medicina da UFRJ - Internacional Member AO ALUMNI Association, - Internacional Member: The Fédération Internationale de Médecine du Sport,(FIMS)/International Federation of Sports Medicine (http://www.fims.org),